{"id":353971,"date":"2026-04-23T04:50:31","date_gmt":"2026-04-23T04:50:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/353971\/"},"modified":"2026-04-23T04:50:31","modified_gmt":"2026-04-23T04:50:31","slug":"pesquisa-encontra-associacao-entre-queima-de-gas-do-petroleo-e-maior-incidencia-de-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/353971\/","title":{"rendered":"Pesquisa encontra associa\u00e7\u00e3o entre queima de g\u00e1s do petr\u00f3leo e maior incid\u00eancia de c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p>Nas prov\u00edncias amaz\u00f4nicas de Sucumb\u00edos e Orellana, no Equador, 92,2% dos 523 casos de c\u00e2ncer entre homens ocorreram em \u00e1reas expostas \u00e0 queima de g\u00e1s natural associada \u00e0 atividade petrol\u00edfera; j\u00e1 entre as mulheres, foram 91,8% dos 960 registros, no per\u00edodo de 2010 a 2019.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 queima de g\u00e1s natural associada \u00e0 atividade petrol\u00edfera (gas flaring) est\u00e1 relacionada ao aumento da incid\u00eancia de c\u00e2ncer nas prov\u00edncias amaz\u00f4nicas de Sucumb\u00edos e Orellana, no Equador, segundo um <a href=\"https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/INFORME-KUSHNI.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">relat\u00f3rio<\/a> feito pelo Instituto de Epidemiologia e Sa\u00fade Comunit\u00e1ria \u201cManuel Amun\u00e1rri\u201d. Com base em dados de 2010 a 2019, a pesquisa identificou que houve maior incid\u00eancia de c\u00e2ncer em \u00e1reas pr\u00f3ximas aos pontos de queima de g\u00e1s.<\/p>\n<p>Intitulado \u201cKushni\u201d, termo da l\u00edngua kichwa, dos povos andinos, que significa \u201cfuma\u00e7a\u201d, o relat\u00f3rio \u00e9 baseado em uma pesquisa anterior, intitulada \u201c<a href=\"https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/CANCER-EN-LAS-PROVINCIAS-DE-SUCUMBIOS-Y-ORELLANA-2025.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">C\u00e2ncer nas prov\u00edncias de Sucumb\u00edos e Orellana, Equador: 1990-2019<\/a>\u201c. Ambos foram publicados em 2025, mas o diferencial \u00e9 que o informe Kushni traz o enfoque do gas flaring, onde foi considerado um per\u00edodo menor (entre 2010 e 2019).<\/p>\n<p>Miguel San Sebasti\u00e1n, m\u00e9dico, pesquisador respons\u00e1vel pela pesquisa e integrante do Departamento de Epidemiologia e Sa\u00fade Global da Universidade de Ume\u00e5, na Su\u00e9cia, alerta que a atividade libera uma combina\u00e7\u00e3o de poluentes nocivos \u00e0 sa\u00fade humana. \u201cA polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica proveniente da queima de g\u00e1s emite material particulado fino (PM2,5): Conjunto de poluentes atmosf\u00e9ricos com menos de 2,5 micr\u00f4metros de di\u00e2metro, que pode ser transportado pelo vento por milhares de quil\u00f4metros., mon\u00f3xido de carbono, \u00f3xidos de nitrog\u00eanio, oz\u00f4nio e compostos org\u00e2nicos vol\u00e1teis (COV), como benzeno, tolueno, etilbenzeno e xileno \u2014 todos associados ao c\u00e2ncer em diferentes estudos\u201d, explicou \u00e0 <strong>InfoAmazonia<\/strong>.<\/p>\n<p>Nas prov\u00edncias de Sucumb\u00edos e Orellana, a pesquisa mapeou 290 pontos de queima de g\u00e1s natural associados \u00e0 atividade petrol\u00edfera. Para definir a popula\u00e7\u00e3o exposta ao gas flaring, os autores consideraram os moradores de par\u00f3quias, nome dado \u00e0s subdivis\u00f5es dos munic\u00edpios no Equador, onde havia pelo menos um desses pontos ativos. Com esse crit\u00e9rio, 34 das 65 par\u00f3quias analisadas (52,3% do total) foram classificadas como expostas.<\/p>\n<p>Entre os homens, foram registrados 523 casos de c\u00e2ncer entre 2010 e 2019, sendo que 482 (92,2%) deles ocorreram em \u00e1reas expostas ao g\u00e1s e 41 (7,8%) em \u00e1reas n\u00e3o expostas. J\u00e1 entre as mulheres, foram 960 casos no total, sendo 881 (91,8%) em locais expostos e 79 (8,2%) em n\u00e3o expostas.\u00a0<\/p>\n<p>Nas duas prov\u00edncias equatorianas, moram cerca de 381.180 pessoas, segundo o censo de 2022. A regi\u00e3o \u00e9 afetada por atividade petrol\u00edfera sem controle desde 1970. Na an\u00e1lise, os pesquisadores se basearam nos dados do Registro Nacional de Tumores de Quito, onde os pacientes de Sucumb\u00edos e Orellana buscam atendimento m\u00e9dico e diagn\u00f3stico.\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/amazonia-3-1536x864-1-1024x576.webp.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-232599\"  \/>Protesto realizado em 2022 na frente do Minist\u00e9rio de Minas e Energia exigia fim do gas flaring. Foto: C\u00e1ritas Equador\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante considerar que as par\u00f3quias expostas \u00e0 polui\u00e7\u00e3o do gas flaring tamb\u00e9m s\u00e3o afetadas por contaminantes provenientes de constantes derramamentos de petr\u00f3leo e de \u00e1guas de forma\u00e7\u00e3o, decorrentes da pr\u00f3pria atividade petrol\u00edfera na regi\u00e3o. Isso cria um cen\u00e1rio de m\u00faltipla exposi\u00e7\u00e3o, o que dificulta a atribui\u00e7\u00e3o causal a uma fonte espec\u00edfica\u201d, alertam os autores.<\/p>\n<p>A pesquisa n\u00e3o considerou outros fatores de risco de c\u00e2ncer (como tabagismo, dieta ou hist\u00f3rico familiar), pois n\u00e3o existem dados individuais dispon\u00edveis. No entanto, os autores destacam que \u201c\u00e9 pouco prov\u00e1vel que esses se distribuam de maneira diferente em fun\u00e7\u00e3o da proximidade aos \u201d.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise tamb\u00e9m considerou a intensidade da exposi\u00e7\u00e3o, a partir do n\u00famero de focos de gas flaring em cada par\u00f3quia, classificadas em tr\u00eas grupos: sem gas flaring, com 1 a 5 e com mais de 5. Entre 2010 e 2014, a incid\u00eancia de c\u00e2ncer foi 53% maior em \u00e1reas com 1 a 5 pontos de queima de g\u00e1s e 135% maior naquelas com mais de 5, em compara\u00e7\u00e3o com locais n\u00e3o expostos. J\u00e1 entre 2015 e 2019, o aumento foi de 139% nas regi\u00f5es com 1 a 5 focos e de 228% nas que concentravam mais de 5.<\/p>\n<p>Entre os homens, a incid\u00eancia da doen\u00e7a \u00e9 parecida independente da quantidade de gas flaring. J\u00e1 entre as mulheres, o n\u00famero de casos aumenta conforme cresce a quantidade de pontos de queima de g\u00e1s na par\u00f3quia.<\/p>\n<p>Apesar disso, Miguel argumenta que \u201co fato de haver mais casos de c\u00e2ncer em mulheres do que em homens n\u00e3o \u00e9 claro, e levanta diferentes hip\u00f3teses que ainda precisam ser confirmadas\u201d, mas que o relat\u00f3rio tem uma \u201cimport\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica porque confirma um dos crit\u00e9rios de causalidade usados na epidemiologia: o efeito dose-resposta, ou seja, quanto maior a exposi\u00e7\u00e3o, maior o risco\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p>O relat\u00f3rio tem uma \u201cimport\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica porque confirma um dos crit\u00e9rios de causalidade usados na epidemiologia: o efeito dose-resposta, ou seja, quanto maior a exposi\u00e7\u00e3o, maior o risco\u201d.<\/p>\n<p>Miguel San Sebasti\u00e1n, m\u00e9dico, pesquisador e respons\u00e1vel pela pesquisa<\/p><\/blockquote>\n<p>A s\u00e9rie \u201c<a href=\"https:\/\/infoamazonia.org\/project\/ate-a-ultima-gota\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">At\u00e9 a \u00daltima Gota<\/a>\u201d, liderada pela <strong>InfoAmazonia<\/strong>, mostrou que, em toda a Amaz\u00f4nia, a atividade de gas flaring despejou 17,6 bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos de g\u00e1s entre 2012 e 2023. Nesse per\u00edodo, o <a href=\"https:\/\/infoamazonia.org\/storymap\/ate-a-ultima-gota-amazonia-equatoriana\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Equador manteve a lideran\u00e7a<\/a> disparada entre os pa\u00edses amaz\u00f4nicos, concentrando 75% desse total, o que representa 34 milh\u00f5es de toneladas CO\u2082 equivalentes jogadas na atmosfera.\u00a0<\/p>\n<p>O pa\u00eds <a href=\"https:\/\/infoamazonia.org\/2025\/04\/23\/petroleiras-aproveitam-disputas-entre-indigenas-e-ocupam-papel-de-estado-enquanto-exploram-territorios-no-equador\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">tem 16% de sua \u00e1rea concedida a petroleiras p\u00fablicas e privadas<\/a>, segundo o Minist\u00e9rio de Minas e Energia do pa\u00eds. \u00c9 ainda o pa\u00eds latino-americano com mais terras ind\u00edgenas afetadas pela extra\u00e7\u00e3o: quase metade, 207 dos 437 territ\u00f3rios com blocos petrol\u00edferos concedidos, est\u00e1 no pa\u00eds, resultando em uma sobreposi\u00e7\u00e3o de 21 mil km\u00b2, de acordo com levantamento feito pela <strong>InfoAmazonia<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Aumento de 360% nos casos de c\u00e2ncer em tr\u00eas d\u00e9cadas<\/strong><\/p>\n<p>No relat\u00f3rio inicial que derivou o informe Kushni, os pesquisadores monitoraram os casos de c\u00e2ncer entre 1990 e 2019 nas mesmas prov\u00edncias e apontam que os casos de c\u00e2ncer registraram um aumento de 360% no per\u00edodo. O estudo afirma que a incid\u00eancia da doen\u00e7a pode estar diretamente ligada \u00e0 explora\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ao todo, foram analisados 2.773 casos de c\u00e2ncer de moradores das duas prov\u00edncias ao longo das tr\u00eas d\u00e9cadas. A pesquisa dividiu os casos em um per\u00edodo de cinco anos. De 1990 a 1994 foram 181 casos diagnosticados, j\u00e1 de 2015 a 2019 o n\u00famero saltou para 833. O relat\u00f3rio foi publicado em 2025.<\/p>\n<p>Os resultados indicam que o crescimento foi maior do que o registrado na capital, Quito, no mesmo per\u00edodo. Nas prov\u00edncias pr\u00f3ximas da \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, o aumento de casos nos anos analisados chegou a 162,5% entre homens e 179% entre mulheres. J\u00e1 em Quito, capital do Equador, a alta foi de 51,7% para homens e 69,2% para mulheres.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do n\u00famero de casos, o levantamento mapeou os tipos de c\u00e2ncer por g\u00eanero. Entre homens, os c\u00e2nceres de est\u00f4mago, pr\u00f3stata, de pele, leucemia linfoide e linfoma foram os mais frequentes. O c\u00e2ncer de est\u00f4mago diminuiu ao longo dos anos, enquanto o de pr\u00f3stata aumentou. J\u00e1 nas mulheres, os c\u00e2nceres mais frequentes s\u00e3o de colo do \u00fatero, mama, pele e tireoide. Ao longo do tempo, o c\u00e2ncer de colo do \u00fatero diminuiu, enquanto os de mama e tireoide apresentaram aumento progressivo.<\/p>\n<p>Os pesquisadores analisaram a incid\u00eancia de c\u00e2ncer em regi\u00f5es expostas ou n\u00e3o ao petr\u00f3leo. Para isso, a popula\u00e7\u00e3o exposta foi definida como aquela que vivia em um cant\u00e3o: Equivalente a munic\u00edpio. onde a explora\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera ocorreu por pelo menos 20 anos. J\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o exposta foi definida como aquela residente em cant\u00f5es sem explora\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera ou onde a atividade era muito recente.<\/p>\n<p>\u201cExiste, h\u00e1 anos, uma ampla percep\u00e7\u00e3o e preocupa\u00e7\u00e3o entre a popula\u00e7\u00e3o local sobre os impactos da explora\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera na sa\u00fade. Em parte, isso se deve aos diferentes estudos que publicamos e ao trabalho de organiza\u00e7\u00f5es ambientais locais e nacionais\u201d, destacou Miguel San Sebasti\u00e1n, m\u00e9dico pesquisador e um dos respons\u00e1veis pelo relat\u00f3rio.\u00a0<\/p>\n<p>Em 2004, o m\u00e9dico publicou um outro estudo, o \u201c<a href=\"https:\/\/amazonwatch.org\/pt\/news\/2004\/0430-yana-curi-report\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Yana Curi<\/a>\u201d, que mostrava que na par\u00f3quia San Carlos, em Orellana, o risco de c\u00e2ncer para homens era 2,3 vezes maior do que em Quito, a capital equatoriana, e que o risco de morte por c\u00e2ncer era 3,6 vezes maior. Anos depois, em 2011, o <a href=\"https:\/\/www.rightsofnaturetribunal.org\/cases\/chevron-texaco-case\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">tribunal provincial de Sucumb\u00edos<\/a> condenou, em uma decis\u00e3o hist\u00f3rica, que a Chevron pagasse R$ 9,5 bilh\u00f5es de d\u00f3lares por contamina\u00e7\u00e3o de rios e lagos na regi\u00e3o. A a\u00e7\u00e3o foi movida pelos pr\u00f3prios moradores, entre ind\u00edgenas e camponeses.<\/p>\n<p><strong>Recomenda\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Os dois relat\u00f3rios apontam recomenda\u00e7\u00f5es para as autoridades equatorianas. Sobre o gas flaring, uma delas \u00e9 o cumprimento de uma decis\u00e3o judicial de 2021, <a href=\"https:\/\/news.mongabay.com\/2021\/03\/ecuador-court-orders-end-to-gas-flaring-by-oil-industry-in-amazon\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">quando nove meninas moradoras de Sucumbios e Orellana<\/a> pediram o fim da queima de g\u00e1s natural ligado ao petr\u00f3leo na regi\u00e3o em uma a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a. O pedido delas foi acatado, mas cinco anos depois ainda n\u00e3o foi cumprido.<\/p>\n<p>\u201cSegundo o governo, h\u00e1 um processo de fechamento dos pontos de queima de g\u00e1s, o que de fato ocorre em alguns casos. No entanto, novos pontos tamb\u00e9m v\u00eam sendo abertos. A falta de transpar\u00eancia e de mecanismos de verifica\u00e7\u00e3o torna dif\u00edcil confirmar a real dimens\u00e3o dessas a\u00e7\u00f5es\u201d, disse o m\u00e9dico pesquisador.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Foto-4.webp.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-232606\"  \/>\u00c1rea de queima de g\u00e1s no Equador. Foto: Jos\u00e9 Mar\u00eda Le\u00f3n\/GK<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio que monitorou os casos entre 1990 e 2019 destaca que o n\u00e3o cumprimento da decis\u00e3o contradiz os pr\u00f3prios compromissos internacionais assumidos pelo Equador, como o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) estabelecidos pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU).<\/p>\n<p>O informe destaca a cria\u00e7\u00e3o de um sistema de vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica na Amaz\u00f4nia, capaz de monitorar a incid\u00eancia e a mortalidade por c\u00e2ncer, al\u00e9m da implementa\u00e7\u00e3o de um centro oncol\u00f3gico na regi\u00e3o. A ideia \u00e9 que a estrutura desenvolva a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o, detec\u00e7\u00e3o precoce, diagn\u00f3stico e tratamento integral da doen\u00e7a, incluindo cirurgia e radioterapia. No Equador, os pacientes precisam se deslocar para a capital para isso.\u00a0<\/p>\n<p>Para a\u00e7\u00f5es futuras, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 aprofundar as pesquisas, com a realiza\u00e7\u00e3o de estudos epidemiol\u00f3gicos que analisem o papel da proximidade aos pontos de gas flaring e seus impactos em diferentes indicadores de sa\u00fade, investiga\u00e7\u00f5es em n\u00edvel individual sobre a exposi\u00e7\u00e3o a gases e a rela\u00e7\u00e3o com o c\u00e2ncer. Al\u00e9m disso, estudos populacionais que explorem poss\u00edveis associa\u00e7\u00f5es entre a exposi\u00e7\u00e3o aos qu\u00edmicos liberados pela queima de g\u00e1s ligado ao petr\u00f3leo e outros problemas de sa\u00fade, como fatores reprodutivos, anemia e doen\u00e7as respirat\u00f3rias.<\/p>\n<p>Por fim, os pesquisadores tamb\u00e9m recomendam uma forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos profissionais de sa\u00fade da regi\u00e3o em temas como oncologia, sa\u00fade ambiental e manejo de fatores de risco, com enfoque intercultural.<\/p>\n<p><strong>Imagem de abertura: <\/strong>Uma das queimadas de g\u00e1s em po\u00e7os de petr\u00f3leo na prov\u00edncia de Orellana, Equador, em territ\u00f3rio waorani. <strong>Foto:<\/strong> Segundo Esp\u00edn\/OjoP\u00fablico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Nas prov\u00edncias amaz\u00f4nicas de Sucumb\u00edos e Orellana, no Equador, 92,2% dos 523 casos de c\u00e2ncer entre homens ocorreram&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":353972,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[6792,116,6153,32,33,117],"class_list":["post-353971","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-equador","tag-health","tag-petroleo","tag-portugal","tag-pt","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116452224575456019","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/353971","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=353971"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/353971\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/353972"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=353971"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=353971"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=353971"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}