{"id":355183,"date":"2026-04-24T02:17:22","date_gmt":"2026-04-24T02:17:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/355183\/"},"modified":"2026-04-24T02:17:22","modified_gmt":"2026-04-24T02:17:22","slug":"estudo-da-fameca-indica-alternativas-ao-uso-de-animais-em-laboratorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/355183\/","title":{"rendered":"Estudo da Fameca indica alternativas ao uso de animais em laborat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p>Grupo de alunos e pesquisadores do curso de Medicina da Unifipa\/Fameca publicou artigo na revista cient\u00edfica brit\u00e2nica\u00a0Alternatives to Laboratory Animals, refer\u00eancia mundial na \u00e1rea de m\u00e9todos substitutivos ao uso de animais em experimentos.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0&#8220;The use of skin explants in Brazil: A scoping review of applications, methodologies and research trends&#8221; \u2014 Alternatives to Laboratory Animals (IF 3,1), na tradu\u00e7\u00e3o \u201cO uso de explantes de pele no Brasil: uma revis\u00e3o de escopo de aplica\u00e7\u00f5es, metodologias e tend\u00eancias de pesquisa\u201d, \u00e9 o primeiro a mapear sistematicamente a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica brasileira sobre o uso de fragmentos de pele humana como ferramenta de pesquisa laboratorial.<\/p>\n<p>O aluno Henrique Marchesim, primeiro autor e diretor discente do grupo de pesquisa explica que \u201ctecidos removidos em procedimentos como abdominoplastia ou redu\u00e7\u00e3o de mama s\u00e3o normalmente descartados. Mantidos em condi\u00e7\u00f5es controladas, esses fragmentos preservam sua estrutura original e permitem estudar doen\u00e7as, testar cosm\u00e9ticos e avaliar cicatriza\u00e7\u00e3o sem o uso de animais \u2014 t\u00e9cnica conhecida como modelo hOSEC (Human Organotypic Skin Explant Culture)\u201d.<\/p>\n<p>A abordagem ganhou relev\u00e2ncia ap\u00f3s a Lei n\u00ba 14.198\/2021, que pro\u00edbe testes de cosm\u00e9ticos em animais quando existem alternativas dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>Os autores da pesquisa s\u00e3o os alunos Henrique Marchesim, Wilson Falco Neto, Bruna Cardoso Moscatel, Helo\u00edsa Coca Ang\u00e9lico, L\u00edvia Betteri Machiori,\u00a0Eduardo Cavallini, integrantes do \u2018PSR Fameca\u2019, grupo de pesquisa em cirurgia pl\u00e1stica do curso de Medicina, dedicado a projetos em epidemiologia, ci\u00eancia b\u00e1sica e inova\u00e7\u00e3o cir\u00fargica, com a participa\u00e7\u00e3o dos docentes Ana Paula Girol,\u00a0Pedro Henrique Soubhia Sanches e Sara de Souza Costa.<\/p>\n<p>A equipe analisou 16 estudos brasileiros publicados entre 2007 e 2024, identificando cinco frentes de aplica\u00e7\u00e3o: doen\u00e7as como melanoma e psor\u00edase, envelhecimento cut\u00e2neo, testes cosm\u00e9ticos, cicatriza\u00e7\u00e3o e refinamento das pr\u00f3prias t\u00e9cnicas de cultura. O levantamento revelou concentra\u00e7\u00e3o de 75% das pesquisas no Sudeste e aus\u00eancia de protocolos padronizados entre os laborat\u00f3rios \u2014 fator que compromete a reprodutibilidade dos resultados.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o existia nenhum panorama organizado sobre como esse modelo vinha sendo utilizado no Brasil. Nosso objetivo foi preencher essa lacuna e mostrar que a padroniza\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para que mais pesquisadores adotem essa alternativa \u00e9tica&#8221;, afirma Marchesim.<\/p>\n<p>O grupo ressalta o apoio de professores da Unifipa e do chefe cl\u00ednico do departamento de cirurgia Pl\u00e1stica dos hospitais da Funda\u00e7\u00e3o Padre Albino, Dr. Pedro Sanches, na elabora\u00e7\u00e3o do estudo. \u201cO artigo aponta caminhos para expandir a pr\u00e1tica no pa\u00eds: protocolos padronizados, redes de colabora\u00e7\u00e3o inter-regionais e aplica\u00e7\u00e3o em \u00e1reas ainda pouco exploradas, como tratamento de queimaduras e medicina personalizada\u201d, diz a docente Profa. Dra. Ana Paula Girol.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Grupo de alunos e pesquisadores do curso de Medicina da Unifipa\/Fameca publicou artigo na revista cient\u00edfica brit\u00e2nica\u00a0Alternatives to&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":355184,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[5628,5626,5627,1300,116,2513,13,5629,5625,32,33,117],"class_list":["post-355183","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-blog","tag-catanduva","tag-catanduva-e-regiao","tag-cidade","tag-health","tag-jornal","tag-noticias","tag-novidades","tag-o-regional","tag-portugal","tag-pt","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116457284946682108","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/355183","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=355183"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/355183\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/355184"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=355183"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=355183"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=355183"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}