{"id":35604,"date":"2025-08-19T09:33:27","date_gmt":"2025-08-19T09:33:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/35604\/"},"modified":"2025-08-19T09:33:27","modified_gmt":"2025-08-19T09:33:27","slug":"um-inferno-parece-o-fim-do-mundo-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/35604\/","title":{"rendered":"&#8220;Um inferno&#8221;, &#8220;parece o fim do mundo&#8221; \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Acompanhe <a href=\"https:\/\/observador.pt\/liveblogs\/perto-de-4-000-operacionais-mobilizados-para-o-combate-aos-incendios\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">o nosso liveblog sobre os inc\u00eandios em Portugal<\/a><\/p>\n<p>O alerta chegou de madrugada. O presidente da C\u00e2mara da Covilh\u00e3 pedia a quem estivesse em dez aldeias do concelho para n\u00e3o sa\u00edrem. \u00c0 tarde, era o Fund\u00e3o a fazer o mesmo apelo nas zonas de Silvares e Lavacolhos. Na Pampilhosa da Serra nem era preciso qualquer pedido, as chamas eram tantas que ningu\u00e9m se atrevia a sair no Carregal, em Dornelas do Z\u00eazere, Malhada do Rei, Arranhadouro, Adur\u00e3o, Porto de Vacas, Selada Porta, Portas do Souto, entre outras.<\/p>\n<p>O inc\u00eandio de grandes dimens\u00f5es que est\u00e1 a atingir estes tr\u00eas concelhos est\u00e1 a colocar em perigo v\u00e1rias casas esta segunda-feira em muitas aldeias que se viram obrigadas a ficar em confinamento. Em Lavacolhos, fez 350 a 400 pessoas (n\u00famero superior ao habitual devido \u00e0s f\u00e9rias dos emigrantes) refugiarem-se no centro da aldeia para se protegerem das chamas.<\/p>\n<p>\u201cO fogo passou pelas casas, mas n\u00e3o houve danos at\u00e9 agora. Conseguimos precaver. <strong>Agora h\u00e1 casas isoladas<\/strong>, mas as pessoas est\u00e3o todas na aldeia, <strong>juntas<\/strong>, e n\u00e3o saem do centro\u201d, afirmou o presidente da Junta de Freguesia de Lavacolhos, Paulo Barbosa, ao Observador.<\/p>\n<p>O autarca denunciou a falta de meios no combate, referindo que \u201c<strong>n\u00e3o h\u00e1 recursos<\/strong>\u201c. \u201c\u00c9 uma desgra\u00e7a mesmo. O plano agora \u00e9 minimizar e tentar salvar o que resta do patrim\u00f3nio das pessoas\u201d, acrescentou. Segundo destacou Paulo Barbosa, <strong>a ajuda da popula\u00e7\u00e3o foi crucial<\/strong>: \u201cSe n\u00e3o fossem os bombeiros e os populares, teria sido uma trag\u00e9dia. N\u00e3o h\u00e1 meios a\u00e9reos, faltam ve\u00edculos e bombeiros\u201d, disse Paulo Barbosa, reiterando que \u201cos populares foram uma grande ajuda\u201d.<\/p>\n<p><strong>[<\/strong><b>Governo decide que \u00e9 preciso invadir a embaixada para p\u00f4r fim ao sequestro. \u00c9 chamada uma nova for\u00e7a de elite: o Grupo de Opera\u00e7\u00f5es Especiais<\/b>.<strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/1983-portugal-queima-roupa\/episodio-3-ataque-a-embaixada\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener ugc nofollow\">\u201c1983: Portugal \u00e0 Queima-Roupa\u201d<\/a>\u00a0\u00e9 a hist\u00f3ria do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execu\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria no Algarve abalou o M\u00e9dio Oriente. Ou\u00e7a\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/1983-portugal-queima-roupa\/episodio-5-a-primeira-missao-da-superpolicia\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">no site do Observador o quinto epis\u00f3dio<\/a>\u00a0deste podcast plus\u00a0<\/strong><strong>narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Tamb\u00e9m o pode escutar\u00a0<\/strong><strong>na\u00a0<a href=\"https:\/\/podcasts.apple.com\/pt\/podcast\/epis%C3%B3dio-5-a-primeira-miss%C3%A3o-da-superpol%C3%ADcia\/id1826483822?i=1000722560526\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow ugc\">Apple Podcasts<\/a>, no\u00a0<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/3vG3oujbA7GwswBnR4bwmP\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow ugc\">Spotify<\/a>\u00a0e no\u00a0<a href=\"https:\/\/music.youtube.com\/podcast\/u-iDBMt8hHY\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener ugc\">Youtube Music<\/a>. E ou\u00e7a o primeiro epis\u00f3dio\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/1983-portugal-queima-roupa\/estreia-1983-portugal-a-queima-roupa-episodio-1-um-corpo-no-lobby-do-hotel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener ugc nofollow\">aqui<\/a>,\u00a0o segundo\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/1983-portugal-queima-roupa\/episodio-2-o-terrorista-do-quarto-507\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener ugc nofollow\">aqui<\/a>, o terceiro\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/1983-portugal-queima-roupa\/episodio-3-ataque-a-embaixada\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">aqui<\/a>\u00a0e o quarto\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/1983-portugal-queima-roupa\/episodio-4-o-primeiro-andar-explodiu\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">aqui<\/a>]<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/1983-portugal-queima-roupa\/episodio-5-a-primeira-missao-da-superpolicia\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><\/p>\n<p>                <img src=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" onload=\"this.parentElement.classList.remove('spinner')\" onerror=\"this.parentElement.classList.remove('spinner')\" width=\"770\" height=\"433\"\/>    <\/p>\n<p><\/a><\/p>\n<p>Na zona, ao in\u00edcio da noite, s\u00e3o v\u00e1rias as frentes ativas: uma proveniente do fogo da Covilh\u00e3 que atingiu Silvares, uma frente que circundou Lavacolhos e outra que est\u00e1 a colocar em perigo a aldeia de Enxabarda. A C\u00e2mara do Fund\u00e3o ativou, ali\u00e1s, esta segunda-feira, o Plano Municipal de Emerg\u00eancia e Prote\u00e7\u00e3o Civil, devido aos inc\u00eandios na Covilh\u00e3 que estavam na \u201cimin\u00eancia de entrar\u201d no seu territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Posteriormente, e j\u00e1 na tarde desta segunda-feira, a autarquia pediu, nas <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/MunicipiodoFundao\/?locale=pt_PT\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">redes sociais<\/a>, para \u201cse evitarem desloca\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias, para evitar riscos e para n\u00e3o interferir com as opera\u00e7\u00f5es de socorro\u201d, uma vez que o fogo j\u00e1 \u201clavra no concelho, nomeadamente nas localidades de Lavacolhos e Silvares\u201d.<\/p>\n<p>Nas aldeias vizinhas de <strong>Barco<\/strong> e <strong>Dominguizo<\/strong>, na Covilh\u00e3, os habitantes relatam o receio pelo avan\u00e7o das chamas, mas tamb\u00e9m descrevem a entreajuda da popula\u00e7\u00e3o perante a falta de meios no terreno.<\/p>\n<p>Numa nota, o munic\u00edpio da Covilh\u00e3 tinha solicitado, j\u00e1 depois da meia noite, \u00e0s popula\u00e7\u00f5es para se manterem \u201cem confinamento nas suas freguesias\u201d e para escolherem um \u201clocal seguro para permanecer\u201d.<\/p>\n<p>A autarquia pedia ainda para que evitassem circular nas estradas das freguesias de Aldeia de S\u00e3o Jo\u00e3o de Assis, S\u00e3o Jorge da Beira, Sobral de S\u00e3o Miguel, Unhais da Serra, Cortes do Meio, Ourondo, Erada, Paul, Dominguizo e Barco\/Coutada.<\/p>\n<p>Uma colaboradora do restaurante \u201cO Olival\u201d, em Barco, descreve ao Observador um cen\u00e1rio que j\u00e1 ultrapassou a capacidade de controlo. \u201c<strong>A situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 descontrolada<\/strong>\u201c, lamenta a mulher, explicando que, at\u00e9 ao momento, as casas ainda n\u00e3o correm perigo, mas esse al\u00edvio pode ser tempor\u00e1rio. A principal dificuldade, segundo explica, est\u00e1 nas condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas: \u201cFaz muito vento, o que dificulta toda a opera\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m disso, a funcion\u00e1ria do restaurante lamenta a escassez de recursos no terreno. \u201c<strong>Os habitantes est\u00e3o a ajudar porque h\u00e1 falta de meios, poucos bombeiros<\/strong>\u201c, descreve, destacando o papel da popula\u00e7\u00e3o na defesa das pr\u00f3prias casas e propriedades. A coopera\u00e7\u00e3o entre vizinhos torna-se essencial, mas tamb\u00e9m evidencia a fragilidade estrutural no combate ao fogo. \u201cA serra vai arder toda. N\u00e3o h\u00e1 hip\u00f3tese\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>Por seu turno, e noutra perspetiva, um empregado do restaurante \u201cO Marinheiro\u201d, em Dominguizo, procura transmitir alguma calma. \u201cS\u00f3 h\u00e1 fumo\u201d, assegura ao Observador, refor\u00e7ando que, neste momento, \u201cn\u00e3o h\u00e1 inc\u00eandio,<strong> n\u00e3o h\u00e1 riscos nem casas em perigo<\/strong>\u201c. Para este morador, o fogo mant\u00e9m-se afastado, \u201cpara os lados da Coutada\/ Barco\u201d, o que, por enquanto, deixa a aldeia numa situa\u00e7\u00e3o mais est\u00e1vel.<\/p>\n<p>Apesar disso, o funcion\u00e1rio sublinha que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 a baixar a guarda: <strong>\u201cEst\u00e3o a seguir as ordens da autarquia: n\u00e3o sair \u00e0 rua\u201d<\/strong>. O cumprimento das instru\u00e7\u00f5es municipais \u00e9 visto como uma forma de evitar riscos desnecess\u00e1rios, principalmente numa fase em que a evolu\u00e7\u00e3o do inc\u00eandio pode mudar de um momento para o outro, devido aos ventos fortes.<\/p>\n<p><strong>\u201cUm inferno\u201d<\/strong>, viviam tamb\u00e9m as aldeias do concelho vizinho do Fund\u00e3o, a Pampilhosa da Serra, igualmente atingida pelo fogo do Piod\u00e3o, em Arganil, que come\u00e7ou no dia 13. \u201cIsto parece o fim do mundo\u201d, dizia ao telefone Alda Alves, que est\u00e1 a passar f\u00e9rias na sua aldeia natal, Portas do Souto, a dez minutos de carro da junta de freguesia de Dornelas do Z\u00eazere.<\/p>\n<p>Dali ningu\u00e9m pensava em sair. N\u00e3o havia como. O fogo caminhava de v\u00e1rias dire\u00e7\u00f5es no sentido da aldeia. Os poucos residentes muniam-se ao fim da tarde de mangueiras, para tentar travar as chamas que vinham do lado direito, de Adur\u00e3o, enquanto rezavam para que o fogo do Carregal, do mesmo lado mas de cima, n\u00e3o chegasse e queimasse o cemit\u00e9rio, que o inc\u00eandio que continuava mais acima mas do lado direito, na Selada Porta, n\u00e3o descesse o quil\u00f3metro que a separa da aldeia e que um outro abaixo, junto \u00e0 ribeira, n\u00e3o galgasse os dois quil\u00f3metros at\u00e9 \u00e0s casas.<\/p>\n<p>N\u00e3o havia bombeiros por perto. Estavam noutros pontos, como no Carregal, onde as chamas entravam na aldeia e um lar de idosos com 50 utentes fechava portas, janelas e estores para se protegerem, pois era mais perigoso retir\u00e1-los do que mant\u00ea-los encerrados nas instala\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com a noite a chegar, o medo aumenta nestas aldeias isoladas pelo fogo, que se preparam para, pela segunda vez consecutiva, n\u00e3o dormir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Acompanhe o nosso liveblog sobre os inc\u00eandios em Portugal O alerta chegou de madrugada. 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