{"id":35770,"date":"2025-08-19T11:56:08","date_gmt":"2025-08-19T11:56:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/35770\/"},"modified":"2025-08-19T11:56:08","modified_gmt":"2025-08-19T11:56:08","slug":"sequelas-cardiovasculares-da-covid-19-grave-podem-durar-ate-dois-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/35770\/","title":{"rendered":"Sequelas cardiovasculares da Covid-19 grave podem durar at\u00e9 dois anos"},"content":{"rendered":"<p> 2 <\/p>\n<p>Pesquisadores do Instituto D\u2019Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) descobriram que as sequelas cardiovasculares da Covid-19 grave podem durar at\u00e9 dois anos ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o, afetando diretamente o sistema cardiovascular dos pacientes. O estudo, que contou com a colabora\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais, foi publicado na renomada American Journal of Physiology \u2013 Regulatory, Integrative and Comparative Physiology e foi reconhecido pela American Physiological Society como o melhor estudo de julho de 2025.<\/p>\n<p>O foco da pesquisa foi em pacientes com Covid Longa, condi\u00e7\u00e3o caracterizada por sintomas que persistem semanas, meses ou at\u00e9 anos ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o inicial. Anteriormente, j\u00e1 haviam sido identificadas altera\u00e7\u00f5es cardiovasculares significativas, como a hiperatividade simp\u00e1tica, disfun\u00e7\u00e3o vascular e redu\u00e7\u00e3o da capacidade aer\u00f3bica em pacientes tr\u00eas meses ap\u00f3s a hospitaliza\u00e7\u00e3o. A nova fase do estudo visou investigar a persist\u00eancia dessas altera\u00e7\u00f5es e entender os mecanismos subjacentes.<\/p>\n<p>A pesquisa confirmou que, mesmo ap\u00f3s dois anos, os pacientes continuam a apresentar sequelas cardiovasculares, como hiperatividade do sistema nervoso simp\u00e1tico, estresse oxidativo elevado e disfun\u00e7\u00e3o endotelial. Al\u00e9m disso, observou-se um aumento na rigidez arterial, fator que pode ter impactos duradouros na sa\u00fade cardiovascular desses indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>Os cientistas tamb\u00e9m investigaram o papel de marcadores biol\u00f3gicos, como a angiotensina II, as ves\u00edculas extracelulares derivadas de c\u00e9lulas endoteliais e o estresse oxidativo, e descobriram que o aumento do estresse oxidativo \u00e9 um fator chave para a manuten\u00e7\u00e3o das sequelas cardiovasculares, afetando tanto o controle auton\u00f4mico quanto a fun\u00e7\u00e3o vascular. A presen\u00e7a das ves\u00edculas extracelulares, que indicam les\u00e3o ou ativa\u00e7\u00e3o endotelial, tamb\u00e9m estava em n\u00edveis elevados nos pacientes com Covid Longa.<\/p>\n<p>Os testes de esfor\u00e7o f\u00edsico realizados com bicicletas ergom\u00e9tricas revelaram uma redu\u00e7\u00e3o significativa na capacidade de exerc\u00edcio desses pacientes, mesmo quando se esfor\u00e7aram ao m\u00e1ximo. Isso sugere que a recupera\u00e7\u00e3o f\u00edsica, especialmente a capacidade aer\u00f3bica, continua prejudicada por longos per\u00edodos ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com base nas descobertas, a pesquisa aponta para novas possibilidades terap\u00eauticas, como o treinamento de for\u00e7a muscular inspirat\u00f3ria. Essa abordagem, que utiliza dispositivos para aumentar a resist\u00eancia durante a respira\u00e7\u00e3o, tem mostrado potencial para melhorar a fun\u00e7\u00e3o endotelial e reduzir a hiperatividade simp\u00e1tica. O IDOR j\u00e1 iniciou um ensaio cl\u00ednico para avaliar a efic\u00e1cia dessa pr\u00e1tica em pacientes com Covid Longa.<\/p>\n<p>O coordenador do estudo e pesquisador do IDOR, Allan Kluser, destacou que uma das descobertas mais surpreendentes foi a persist\u00eancia de sintomas como fadiga, cansa\u00e7o, dor muscular e dificuldades respirat\u00f3rias, mesmo mais de dois anos ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o inicial: \u201cMuitos estudos haviam sugerido que as altera\u00e7\u00f5es na fun\u00e7\u00e3o card\u00edaca seriam restauradas com o tempo, mas, no caso dos pacientes estudados, as altera\u00e7\u00f5es permaneceram, o que pode indicar uma adapta\u00e7\u00e3o negativa a longo prazo devido \u00e0 infec\u00e7\u00e3o grave\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Allan Kluser tamb\u00e9m explicou que o treinamento de for\u00e7a muscular inspirat\u00f3ria pode ser uma abordagem eficaz para esses pacientes: \u201cNesse tipo de treinamento, um dispositivo imp\u00f5e resist\u00eancia ao fluxo de ar durante a inspira\u00e7\u00e3o, o que exige maior esfor\u00e7o da musculatura respirat\u00f3ria. Com base em estudos anteriores, foi observado que, ao realizar o exerc\u00edcio com intensidade mais elevada, h\u00e1 uma melhora no controle auton\u00f4mico, na fun\u00e7\u00e3o endotelial e na redu\u00e7\u00e3o da press\u00e3o arterial. Acredita-se que essa pr\u00e1tica pode ser eficaz para restaurar a sa\u00fade cardiovascular de pacientes com Covid Longa, e o IDOR j\u00e1 iniciou um ensaio cl\u00ednico para avaliar os resultados dessa abordagem\u201d, concluiu.<br \/><strong><br \/>Mat\u00e9ria \u2013 Medicina S\/A<\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VaqyxVWEwEk47v8BOA36\" data-penci-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">\ud83d\udcf2 Siga o canal \u201cNewsLab\u201d no WhatsApp \u2705<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"2 Pesquisadores do Instituto D\u2019Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) descobriram que as sequelas cardiovasculares da Covid-19 grave&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":35771,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[2641,116,10929,11211,32,33,117,11212],"class_list":{"0":"post-35770","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-covid-19","9":"tag-health","10":"tag-infeccao","11":"tag-pesquisa-clinica","12":"tag-portugal","13":"tag-pt","14":"tag-saude","15":"tag-sequelas-cardiovasculares"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35770","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35770"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35770\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35771"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35770"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35770"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35770"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}