{"id":358111,"date":"2026-04-26T13:21:14","date_gmt":"2026-04-26T13:21:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/358111\/"},"modified":"2026-04-26T13:21:14","modified_gmt":"2026-04-26T13:21:14","slug":"chernobyl-fez-desenvolver-conhecimento-do-cancro-na-tiroide-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/358111\/","title":{"rendered":"Chernobyl fez desenvolver conhecimento do cancro na tiroide &#8211; Mundo"},"content":{"rendered":"<p>&#13;<\/p>\n<p class=\"destaque_lead\">Olga Tarnovska foi obrigada a recome\u00e7ar depois de ser retirada de Pripyat aos 9 anos. Jorge Lima, professor da IPATIMUP, lembra o papel da equipa portuguesa no estudo do cancro ap\u00f3s o acidente nuclear na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>                            &#13;<\/p>\n<p>        &#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                    &#13;<\/p>\n<p>                            &#13;<\/p>\n<p title=\"Daniela Vilar Santos\" class=\"name\">Daniela Vilar Santos<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                                    Jornalista&#13;<\/p>\n<p>                        &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n    &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                &#13;<\/p>\n<p>                                    26 de abril de 2026 \u00e0s 10:00<\/p>\n<p>    &#13;<br \/>\n            <img decoding=\"async\" class=\"icon_img\" src=\"https:\/\/www.cmjornal.pt\/i\/icon_guardar_noticia_preto.svg\" alt=\"Guardar Not\u00edcia\"\/>&#13;<br \/>\n            Guardar&#13;<\/p>\n<p>                            &#13;<br \/>\n                            &#13;<\/p>\n<p>            &#13;<br \/>\n                <img decoding=\"async\" class=\"icon_img\" src=\"https:\/\/www.cmjornal.pt\/i\/icon_ouvir.svg\" alt=\"Ouvir Not\u00edcia\"\/>&#13;<br \/>\n                Ouvir&#13;<\/p>\n<p>        &#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n            <img decoding=\"async\" class=\"icon_img\" src=\"https:\/\/www.cmjornal.pt\/i\/icon_comentar.svg\" alt=\"Comentar Not\u00edcia\"\/>&#13;<br \/>\n            Comentar&#13;<\/p>\n<p>                                &#13;<br \/>\n                                &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                            &#13;<br \/>\n                                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        \u00c9 na voz embargada que Olga Tarnovska recorda a inf\u00e2ncia em Pripyat, a cidade ucraniana fundada em 1970 para os trabalhadores de Chernobyl. Tinha nove anos quando uma explos\u00e3o no reator 4 da central nuclear, onde o pai era engenheiro, lhe roubou parte da inf\u00e2ncia e lhe trouxe traumas para a vida.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        \u201cRecordo-me de que aconteceu de uma sexta-feira para s\u00e1bado. Fui para a escola e ningu\u00e9m me avisou do perigo. Todos os anos t\u00ednhamos um exerc\u00edcio para simular uma explos\u00e3o nuclear. Sab\u00edamos que t\u00ednhamos de descer para um ref\u00fagio no subsolo da escola e que nos tinham de distribuir um medicamento com iodo, para que a absor\u00e7\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o nas crian\u00e7as n\u00e3o fosse t\u00e3o grande. Mas nada disso aconteceu\u201d, conta ao CM, nos 40 anos da trag\u00e9dia.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Olga e toda a fam\u00edlia sofrem de problemas na tiroide. S\u00f3 foram retirados da zona de risco, a cerca de dois quil\u00f3metros da central, 36 horas depois da explos\u00e3o. Estiveram demasiado tempo em contacto com a radia\u00e7\u00e3o, que afetou sobretudo as crian\u00e7as.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                                &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                    <a href=\"https:\/\/cdn.cmjornal.pt\/images\/2026-04\/img_1500x1000uu2026-04-23-17-44-53-2280566.jpg\" class=\"photoswipe_children\" module_name=\"imagem_1\" data-pswp-width=\"1500\" data-pswp-height=\"1000\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<\/p>\n<p>                            &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                <img decoding=\"async\" class=\"b-lazy img_fluid\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/img_932x621uu2026-04-23-17-44-53-2280566.jpg\" src-t=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/img_932x621uu2026-04-23-17-44-53-2280566.jpg\" src-m=\"https:\/\/cdn.cmjornal.pt\/images\/2026-04\/img_531x354uu2026-04-23-17-44-53-2280566.jpg\" alt=\"Olga na escola com os colegas em 1985, dois anos antes do acidente nuclear\"\/>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<br \/>\n                                    &#13;<br \/>\n                                        Olga na escola com os colegas em 1985, dois anos antes do acidente nuclear&#13;<br \/>\n                                            FOTO: Direitos Reservados&#13;<br \/>\n                                    &#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p>                        &#13;<br \/>\n                    <\/a>&#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        \u201cO acidente de Chernobyl libertou grandes quantidades de iodo radioativo (iodo-131), que se depositou nos solos, entrou na cadeia alimentar (atrav\u00e9s de vegetais e leite contaminados) e, desta forma, no corpo humano, onde se acumulou na tiroide. O impacto do iodo-131 fez-se sentir sobretudo em crian\u00e7as, que foram expostas por inala\u00e7\u00e3o e por ingest\u00e3o de leite e alimentos contaminados. O facto de a tiroide das crian\u00e7as estar em desenvolvimento tornou-a particularmente suscet\u00edvel \u00e0 radia\u00e7\u00e3o\u201d, explica o professor Jorge Lima, que integrou a equipa liderada pelo m\u00e9dico e professor Sobrinho Sim\u00f5es, do IPATIMUP \u2013 Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto \u2013, e que esteve diretamente envolvida no estudo de cancros da tiroide ocorridos em consequ\u00eancia da maior trag\u00e9dia nuclear da Hist\u00f3ria.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        A popula\u00e7\u00e3o de Pripyat foi retirada em autocarros para outras zonas da Ucr\u00e2nia, na altura Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Olga foi com os pais e as duas irm\u00e3s para casa de desconhecidos e, mais tarde, para casa de uma tia, em Kiev.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        \u201cFic\u00e1mos l\u00e1 duas a tr\u00eas semanas. Come\u00e7aram a fazer-nos exames m\u00e9dicos. Lembro-me de uma coisa que foi horr\u00edvel, porque entr\u00e1mos numa esp\u00e9cie de casa de banho p\u00fablica e, como consideravam que est\u00e1vamos contaminados com radia\u00e7\u00e3o, deram-nos um duche, a todas as crian\u00e7as nuas e \u00e0s m\u00e3es. Parecia que est\u00e1vamos num campo de concentra\u00e7\u00e3o, a sermos regados por mangueiras. Foi uma experi\u00eancia traum\u00e1tica\u201d, recorda.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Olga lembra-se de colocar no lixo as roupas que trazia no corpo e de vestir outras. \u201cN\u00e3o sei de onde sa\u00edram aquelas roupas, se foi o Estado que as providenciou, n\u00e3o me lembro. Mas, a partir da\u00ed, fizemos exames m\u00e9dicos todos os anos num centro especializado, que ainda hoje est\u00e1 aberto. Acho que as pessoas afetadas por Chernobyl podem fazer exames adicionais e gratuitos\u201d, refere.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                                &#13;<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\" data-empty=\"false\"><p>Parecia que est\u00e1vamos num campo de concentra\u00e7\u00e3o, a sermos regados por mangueiras<\/p><\/blockquote>\n<p>    Olga\u00a0Tarnovska <\/p>\n<p> &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        O especialista Jorge Lima recorda que se demorou a reconhecer a dimens\u00e3o do acidente e a proteger as pessoas contra o iodo radioativo. \u201cPoderia ter sido feito com a toma de iodo normal para saturar a tiroide\u201d, refere, acrescentando que tamb\u00e9m houve falhas no controlo do leite e dos alimentos potencialmente contaminados.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                        &#13;<br \/>\n                                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        O iodo-131 \u00e9 uma subst\u00e2ncia que emite radia\u00e7\u00e3o. \u201cQuando se acumula na tiroide, a radia\u00e7\u00e3o proveniente do iodo-131 pode danificar o ADN das c\u00e9lulas da tiroide e causar muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas que, por sua vez, podem transformar c\u00e9lulas normais em c\u00e9lulas cancer\u00edgenas, ou seja, cancro da tiroide.\u201d&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Olga conta que sempre foram informados dos riscos da radia\u00e7\u00e3o e que, no final do primeiro ver\u00e3o ap\u00f3s a trag\u00e9dia, muitos foram os casos de crian\u00e7as \u201ccom cancro e leucemia\u201d.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        \u201cTamb\u00e9m n\u00e3o foi f\u00e1cil a n\u00edvel psicol\u00f3gico, porque as meninas que tinham nove, dez e onze anos foram as mais afetadas ao n\u00edvel do sistema reprodutor. Por isso, sempre tive receio de ter filhos. Claro que, depois da radia\u00e7\u00e3o, nasceram crian\u00e7as com malforma\u00e7\u00f5es, e isso \u00e9 uma sombra que eu trago dessa altura.\u201d&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Jorge Lima explica que os casos de Chernobyl \u201cn\u00e3o t\u00eam propriamente muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas exclusivas, mas sim uma maior frequ\u00eancia de rearranjos\/fus\u00f5es (chamados RET\/PTC) e menor frequ\u00eancia de outras altera\u00e7\u00f5es t\u00edpicas dos casos espor\u00e1dicos, como a muta\u00e7\u00e3o V600E no gene BRAF\u201d. O especialista acrescenta ainda que, at\u00e9 hoje, \u201cn\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia convincente de que os filhos dos expostos [\u00e0 radioatividade] tenham maior risco de cancro da tiroide\u201d.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        A equipa do IPATIMUP fez parte de um cons\u00f3rcio internacional \u2013 o Chernobyl Tissue Bank \u2013, sediado na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e que envolvia v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es de diversos pa\u00edses. O professor Jorge Lima recorda que a equipa contribuiu para a caracteriza\u00e7\u00e3o molecular dos cancros da tiroide pedi\u00e1tricos p\u00f3s-Chernobil, \u201cnomeadamente atrav\u00e9s de estudos sobre altera\u00e7\u00f5es do ADN mitocondrial e estudos sobre um gene em particular, o gene BRAF\u201d.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        \u201cEsta nossa experi\u00eancia permitiu obter um perfil gen\u00e9tico destes cancros e continua ainda hoje a informar o nosso trabalho relacionado com biomarcadores moleculares\u201d, explica o m\u00e9dico.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                                &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                    <a href=\"https:\/\/cdn.cmjornal.pt\/images\/2026-04\/img_1500x1000uu2026-04-23-17-48-05-2280573.png\" class=\"photoswipe_children\" module_name=\"imagem_1\" data-pswp-width=\"1500\" data-pswp-height=\"1000\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<\/p>\n<p>                            &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                <img decoding=\"async\" class=\"b-lazy img_fluid\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/img_932x621uu2026-04-23-17-48-05-2280573.png\" src-t=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/img_932x621uu2026-04-23-17-48-05-2280573.png\" src-m=\"https:\/\/cdn.cmjornal.pt\/images\/2026-04\/img_531x354uu2026-04-23-17-48-05-2280573.png\" alt=\"Olga Tarnovska recorda o acidente em Pripyat, Ucr\u00e2nia, e o estudo do cancro pela equipa portuguesa\"\/>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<br \/>\n                                    &#13;<br \/>\n                                        Olga regressou a Pripyat 20 anos ap\u00f3s o acidente nuclear. Foi fotografada \u00e0 porta da escola&#13;<br \/>\n                                            FOTO: Direitos Reservados&#13;<br \/>\n                                    &#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p>                        &#13;<br \/>\n                    <\/a>&#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Olga \u00e9 uma dos 50 mil habitantes de Pripyat que foram obrigados a recome\u00e7ar a 26 de abril de 1987. Sofreu bullying na escola e nas ruas e n\u00e3o esquece a tristeza de uma inoc\u00eancia que foi impedida de viver.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        O professor Jorge Lima esclarece que se sentiu um grande peso psicossocial do acidente de Chernobyl, para al\u00e9m do aumento do risco de cancro nos expostos em idade pedi\u00e1trica. Destaca ainda que a medicina est\u00e1 hoje mais preparada para um acidente nuclear: \u201cExistem protocolos com iodo, monitoriza\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica, planos CBRN (qu\u00edmicos, biol\u00f3gicos, radiol\u00f3gicos e nucleares) e maior treino em comunica\u00e7\u00e3o de risco e resposta a emerg\u00eancias\u201d.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Tamb\u00e9m o diagn\u00f3stico de cancro da tiroide est\u00e1 mais evolu\u00eddo. Passou-se da ecografia e citologia\/histologia convencionais para a integra\u00e7\u00e3o de ecografia de alta resolu\u00e7\u00e3o, pun\u00e7\u00e3o aspirativa por agulha fina e testes moleculares, que permitem detetar altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas potencialmente \u00fateis no tratamento da doen\u00e7a.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; Olga Tarnovska foi obrigada a recome\u00e7ar depois de ser retirada de Pripyat aos 9 anos. Jorge Lima,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":358112,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[27,28,60268,8202,43550,22678,57906,15,16,14,60982,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,60983,17,18,29,30,31,50978,63,64,65],"class_list":["post-358111","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-ca-por-casa","tag-casa-nova","tag-casais","tag-chernobyl","tag-com-quem-vai-casar","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-jorge-lima","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-pripyat","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-universidade-de-cambridge","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/358111","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=358111"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/358111\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/358112"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=358111"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=358111"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=358111"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}