{"id":35892,"date":"2025-08-19T13:23:10","date_gmt":"2025-08-19T13:23:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/35892\/"},"modified":"2025-08-19T13:23:10","modified_gmt":"2025-08-19T13:23:10","slug":"quais-as-origens-do-carbono-azul-nos-solos-costeiros-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/35892\/","title":{"rendered":"Quais as origens do carbono azul nos solos costeiros do mundo?"},"content":{"rendered":"<p><strong>Investiga\u00e7\u00e3o australiana pioneira revela que mais de metade do carbono armazenado nos solos h\u00famidos costeiros vem de fora dos pr\u00f3prios ecossistemas<\/strong><\/p>\n<p>Uma equipa de cientistas do <a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/gcb.70420\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Instituto Australiano de Ci\u00eancias Marinhas (AIMS) <\/a>resolveu um dos grandes desafios da ci\u00eancia do clima: identificar as origens do carbono org\u00e2nico armazenado nos solos das zonas h\u00famidas costeiras \u00e0 escala global. O estudo foi publicado recentemente na prestigiada revista Global Change Biology e fornece pistas cruciais sobre como os ecossistemas marinhos podem contribuir naturalmente para o combate \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/AIMS000002574-1024x683.jpg.webp.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-21660\"  \/>Foto:Violeta Jahnel Brosig<\/p>\n<p>As zonas h\u00famidas costeiras \u2014 como sapais, mangais e pradarias marinhas \u2014 capturam di\u00f3xido de carbono (CO\u2082) da atmosfera e da \u00e1gua atrav\u00e9s da fotoss\u00edntese. Parte desse carbono acaba por ser enterrado no solo, onde pode permanecer armazenado durante centenas ou at\u00e9 milhares de anos. Este processo \u00e9 conhecido como seq<strong>ue<\/strong>stro de carbono e \u00e9 uma ferramenta natural poderosa contra o aquecimento global.<\/p>\n<p>Mais do que parece: o carbono vem de todo o lado<\/p>\n<p>Segundo o investigador principal do estudo, Chris Fulton, entender de onde vem esse carbono \u00e9 como tentar descobrir os ingredientes de um bolo sem saber a receita. Para isso, a equipa desenvolveu um modelo matem\u00e1tico que analisou centenas de medi\u00e7\u00f5es em solos de diferentes zonas h\u00famidas costeiras.<\/p>\n<p>A descoberta principal surpreendeu: mais de metade do carbono armazenado nestes solos vem de plantas que n\u00e3o vivem diretamente nesses ecossistemas, como algas marinhas e plantas terrestres provenientes de zonas costeiras vizinhas ou de rios que desaguam no mar.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cTemos de come\u00e7ar a ver estes ecossistemas como parte de uma rede interligada\u201d, disse Fulton. \u201cN\u00e3o basta proteger apenas os mangais \u2014 \u00e9 preciso uma gest\u00e3o costeira hol\u00edstica, que proteja todas as fontes de carbono org\u00e2nico.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Refor\u00e7ar os ecossistemas pode atrair investimento para o clima<\/p>\n<p>O estudo mostra ainda que \u00e9 poss\u00edvel melhorar o sequestro de carbono azul restaurando zonas h\u00famidas com uma diversidade maior de plantas, provenientes de v\u00e1rias partes da paisagem costeira e marinha.<\/p>\n<p>Isto tem implica\u00e7\u00f5es importantes no financiamento para a\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Segundo Fulton, melhorar o sequestro de carbono azul pode desbloquear milh\u00f5es em financiamento, num momento em que o mundo procura solu\u00e7\u00f5es vi\u00e1veis para atingir as metas de emiss\u00f5es l\u00edquidas zero.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cAs florestas de mangais s\u00e3o uma das mais antigas formas de captura e armazenamento de carbono\u201d, explicou. \u201cAgora sabemos que n\u00e3o s\u00f3 armazenam o seu pr\u00f3prio carbono, como tamb\u00e9m capturam carbono de outras fontes e o enterram no solo por s\u00e9culos.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Um apelo \u00e0 a\u00e7\u00e3o e \u00e0 atualiza\u00e7\u00e3o das regras<\/p>\n<p>O investigador defende tamb\u00e9m que os sistemas de cr\u00e9ditos de carbono azul precisam ser atualizados, tanto na Austr\u00e1lia como internacionalmente. Hoje, estes sistemas focam-se apenas nas plantas que formam os ecossistemas, ignorando outras fontes importantes de carbono que tamb\u00e9m s\u00e3o sequestradas.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cPerante fen\u00f3menos extremos como as ondas de calor marinhas, cheias e inc\u00eandios, uma das respostas \u00e9 simples: ajudar as plantas costeiras a continuar a enterrar carbono, ao mesmo tempo que reduzimos as nossas emiss\u00f5es\u201d, concluiu.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fulton lidera atualmente o projeto Blue Carbon Seascapes, financiado pela empresa BHP, que est\u00e1 a desenvolver um modelo mais abrangente de sequestro de carbono azul, considerando todas as poss\u00edveis fontes de carbono.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Investiga\u00e7\u00e3o australiana pioneira revela que mais de metade do carbono armazenado nos solos h\u00famidos costeiros vem de fora&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":35893,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-35892","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35892","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35892"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35892\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35893"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35892"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35892"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35892"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}