{"id":35949,"date":"2025-08-19T14:06:10","date_gmt":"2025-08-19T14:06:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/35949\/"},"modified":"2025-08-19T14:06:10","modified_gmt":"2025-08-19T14:06:10","slug":"dentes-fosseis-com-26-milhoes-de-anos-descobertos-na-etiopia-sugerem-nova-linhagem-de-hominideos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/35949\/","title":{"rendered":"Dentes f\u00f3sseis com 2,6 milh\u00f5es de anos descobertos na Eti\u00f3pia sugerem nova linhagem de homin\u00eddeos"},"content":{"rendered":"<p>&#13;<br \/>\n<b>Uma equipa de arque\u00f3logos revelou a descoberta de novos f\u00f3sseis de homin\u00eddeos recuperados da \u00e1rea do Projeto de Pesquisa Ledi-Geraru,  que tem estado a decorrer na Eti\u00f3pia, durante a \u00faltima d\u00e9cada. <\/b><br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nEntre os principais achados est\u00e3o <b>13 dentes rec\u00e9m-analisados que pertencem a pelo menos duas linhagens de homin\u00eddeos ancestrais<\/b>: o ramo Australopithecus \u2013 a mesma linhagem dos A. afarensis \u2013 e outra, o ramo Homo, de onde descendem os humanos modernos, os Homo sapiens. <br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<br \/>&#13;<br \/>\n<b>\u201cEsses esp\u00e9cimes sugerem que o Australopithecus e o Homo primitivo existiram como duas linhagens na regi\u00e3o de Afar antes de 2,5 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s\u201d<\/b>, adiantaram os investigadores.<br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nEsta sobreposi\u00e7\u00e3o de dois homin\u00eddeos no registo f\u00f3ssil \u00e9 rara. Esse vazio de inforfa\u00e7\u00e3o teria levado os arque\u00f3logos a acreditar que o Homo aparecera depois do Australopithecus, n\u00e3o sendo contempor\u00e2neos.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nAs esp\u00e9cies de Australopithecus s\u00e3o caracterizadas por andarem na vertical como os humanos modernos, mas tinham c\u00e9rebros relativamente pequenos, mais pr\u00f3ximos dos macacos. Um dos f\u00f3sseis de Australopithecus afarensis mais conhecidos e melhor representado s\u00e3o os famosos restos fossilizados de Lucy, descobertos em 1974 na Eti\u00f3pia.<br \/>&#13;\n<\/p>\n<p><b>&#8220;Esta nova an\u00e1lise mostra que a imagem que muitos de n\u00f3s temos em nossas mentes de um macaco para um neandertal para um ser humano moderno n\u00e3o est\u00e1 correta \u2013 a evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o funciona assim\u201d<\/b>, sublinha a coautora do estudo Kaye Reed.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/726e2c6d0c77e05b092d25fa09ac5af3\"\/><\/p>\n<p>S\u00edtio arqueol\u00f3gico de Ledi-Geraru.Arque\u00f3logos descobriram dentes de um ancestral humano na regi\u00e3o de Afar, na Eti\u00f3pia &#8211; Amy Rector\/Virginia Commonwealth University<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO s\u00edtio arqueol\u00f3gico de Ledi-Geraru, na regi\u00e3o de Afar, \u00e9 j\u00e1 conhecido por terem sido documentados anteriormente  achados como o mais antigo maxilar humano conhecido e algumas das primeiras ferramentas de pedra.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nOs investigadores dataram os f\u00f3sseis analisando camadas de cinzas vulc\u00e2nicas acima e abaixo dos achados.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nDez dentes de <b>Australopithecus t\u00eam cerca de 2,63 milh\u00f5es de anos, dois dos dentes do Homo t\u00eam cerca de 2,59 milh\u00f5es de anos e terceiro tem cerca de 2,78 milh\u00f5es.<\/b>\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nOs dentes do Homo podem pertencer \u00e0 mesma linhagem de um maxilar de 2,8 milh\u00f5es de anos j\u00e1 encontrado no local, mas esse dado ainda n\u00e3o foi confirmado, explicou Reed.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nOs arque\u00f3logos tamb\u00e9m argumentam que os dentes de Australopithecus agora analisados s\u00e3o de <b>um tipo diferente<\/b> dos j\u00e1 identificados de A. afarensis e A. Garhi.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nAssim, <b>a equipa de investigadores aponta para a possibilidade desta denti\u00e7\u00e3o homin\u00eddea pertencer a uma nova linhagem desconhecida at\u00e9 ent\u00e3o, o que torna as etapas da rede da evolu\u00e7\u00e3o humana ainda mais complexa. <br \/>&#13;<br \/>\n<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b class=\"titletext\">Denti\u00e7\u00e3o aponta para nova linhagem de homin\u00eddeos <br \/>&#13;<br \/>\n<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b> <\/b><br \/>&#13;<br \/>\nDurante a investiga\u00e7\u00e3o, os dentes de Australopithecus revelaram <b>semelhan\u00e7as aos da linhagem afarensis tanto em contorno como em tamanho dos molares.<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>Por\u00e9m, <b>as caracter\u00edsticas das c\u00faspides e dentes caninos nunca tinham sido identificadas anteriormente em afarensis ou dentes de garhi, <\/b>afirmou Brian Villmoare, principal autor do estudo e professor associado do departamento de antropologia da Universidade de Nevada, em Las Vegas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/459cd3577c2d28e49e737f972a7c5e1b\"\/><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nContraste entre o perfil oclusal geral mais equil\u00e1tero do LD 760 M 1 (novos f\u00f3sseis &#8211; esquerda) e detalhe da fita distal (linhas laranja) e contorno de bilobato (linhas azuis) observadas no esp\u00e9cime A. afarensis M 1 A.L. 400-1 (direita) &#8211;  B. Villmoare et al. \/ Nature (2025)<br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>Tamb\u00e9m se observou que a denti\u00e7\u00e3o tinha uma forma diferente comparativamente \u00e0 denti\u00e7\u00e3o de qualquer esp\u00e9cie de Homo, ou do antigo parente humano Paranthropus, conhecido pelos seus grandes dentes e m\u00fasculos de mastiga\u00e7\u00e3o.<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>\u201cObviamente, estes s\u00e3o apenas dentes\u201d,<\/b> disse Villmoare,<b> \u201cmas continuamos o trabalho de campo na esperan\u00e7a de recuperar outras partes da anatomia que possam aumentar a resolu\u00e7\u00e3o sobre a taxonomia\u201d, acrescentou.<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>Para Stephanie Melillo, paleoantrop\u00f3loga e professora assistente da Universidade Mercyhurst, na Pensilv\u00e2nia, <b>&#8220;<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-025-09390-4\/figures\/2\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">o novo estudo<\/a> \u00e9 importante porque fornece informa\u00e7\u00f5es sobre um per\u00edodo de tempo de tr\u00eas milh\u00f5es a dois milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, um per\u00edodo misterioso em estudos evolutivos humanos&#8221;. <br \/>&#13;<br \/>\n<\/b><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nOs f\u00f3sseis de Australopithecus de Ledi-Geraru ainda n\u00e3o foram batizados, mas a morfologia dent\u00e1ria distinta <b>sugere fortemente uma &#8220;esp\u00e9cie \u00fanica&#8221;<\/b>. Ser\u00e1 necess\u00e1rio uma \u201c<b>evid\u00eancia f\u00f3ssil mais completa<\/b>\u201d para dar um nome a uma nova esp\u00e9cie dizem os antrop\u00f3logos da equipa.<b> <br \/>&#13;<br \/>\n<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nEntretanto, os cientistas deixam claro que a <b>hist\u00f3ria evolutiva \u00e9 mais \u201ccomo um arbusto com numerosos ramos, onde muitos dos quais terminaram em extin\u00e7\u00e3o\u201d.<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>\u201cAqui temos duas esp\u00e9cies de homin\u00eddeos que est\u00e3o juntas. E a evolu\u00e7\u00e3o humana n\u00e3o \u00e9 linear, \u00e9 uma \u00e1rvore espessa, existem formas de vida que se extinguem<\/b><b>&#8220;<\/b><b>, <\/b>remata Kaye Reed. <b><br \/>&#13;<br \/>\n<\/b>&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; Uma equipa de arque\u00f3logos revelou a descoberta de novos f\u00f3sseis de homin\u00eddeos recuperados da \u00e1rea do Projeto&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":35950,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[11271,3440,3504,11275,109,107,108,9796,11270,11272,11269,11274,3623,11273,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-35949","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-afar","9":"tag-antropologia","10":"tag-arqueologia","11":"tag-australopithecus","12":"tag-ciencia","13":"tag-ciencia-e-tecnologia","14":"tag-cienciaetecnologia","15":"tag-dentes","16":"tag-denticao","17":"tag-etiopia","18":"tag-hominideos","19":"tag-homo","20":"tag-humano","21":"tag-ledi-geraru","22":"tag-portugal","23":"tag-pt","24":"tag-science","25":"tag-science-and-technology","26":"tag-scienceandtechnology","27":"tag-technology","28":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35949","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35949"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35949\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35950"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35949"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35949"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35949"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}