{"id":360076,"date":"2026-04-27T23:45:16","date_gmt":"2026-04-27T23:45:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/360076\/"},"modified":"2026-04-27T23:45:16","modified_gmt":"2026-04-27T23:45:16","slug":"galp-antecipa-correcao-no-consumo-apos-corrida-as-bombas-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/360076\/","title":{"rendered":"Galp antecipa corre\u00e7\u00e3o no consumo &#8220;ap\u00f3s corrida \u00e0s bombas&#8221; \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>A Galp Energia tem vindo a refor\u00e7ar os stocks de armazenamento e a antecipar as compras de jet fuel, num cen\u00e1rio de escassez do combust\u00edvel para a avia\u00e7\u00e3o devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz. Sinalizando que n\u00e3o h\u00e1 \u201craz\u00f5es para alarme\u201d, o co-CEO (presidente executivo) da Galp diz ao Observador que j\u00e1 existem sinais de redu\u00e7\u00e3o da procura de combust\u00edvel da avia\u00e7\u00e3o na Europa.<\/p>\n<p>Esses sinais ainda n\u00e3o se sentem em Portugal, mas Jo\u00e3o Diogo Marques da Silva antecipa uma corre\u00e7\u00e3o no consumo de combust\u00edveis rodovi\u00e1rios depois \u201cda corrida \u00e0s bombas\u201d que se verificou no m\u00eas mar\u00e7o quando os clientes anteciparam abastecimentos para mitigar o impacto das fortes subidas e tamb\u00e9m devido ao receio da falta de produto.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de outros combust\u00edveis, como a gasolina e o gas\u00f3leo, para os quais a produ\u00e7\u00e3o da Galp \u00e9 \u201cbasicamente equilibrada\u201d, no jet fuel, a \u201cprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 curta. \u201cProduzimos cerca de 80% do jet que vendemos e abastecemos cerca de 80% do jet em Portugal\u201d, afirma o co-presidente executivo da Galp. Jo\u00e3o Diogo Marques da Silva indica que a \u201cGalp precisa de importar jet de forma consistente entre 15% e 25% das necessidades do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>Face \u00e0s <a href=\"https:\/\/observador.pt\/especiais\/crise-do-jet-fuel-porque-corre-a-europa-o-risco-de-ficar-sem-combustivel-para-a-aviacao-antes-do-verao\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">preocupa\u00e7\u00f5es relativas ao abastecimento<\/a> deste produto \u00e0 Europa, a Galp tem procurado aumentar os invent\u00e1rios de jet para minimizar a exposi\u00e7\u00e3o no curto prazo. \u201cO jet importa-se um m\u00eas e meio antes dele ser necess\u00e1rio. Temos antecipado as compras de jet e de crude\u201d, refere. O co-CEO da Galp reafirma uma mensagem de tranquilidade: \u201cEm Portugal, n\u00e3o vemos raz\u00f5es para alarme. Temos jet para abastecer o mercado para o pr\u00f3ximo m\u00eas e meio a dois meses.\u201d<\/p>\n<p>O Governo<a href=\"https:\/\/observador.pt\/2026\/04\/17\/galp-garante-combustivel-para-aviacao-ate-ao-pico-do-verao-ministra-da-energia-afasta-alarme-mas-avisa-que-portugal-nao-esta-imune\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> j\u00e1 manifestou publicamente que n\u00e3o antecipa problemas<\/a> no abastecimento pelo menos at\u00e9 meados de agosto.<\/p>\n<p>As importa\u00e7\u00f5es de jet v\u00eam da \u00c1sia, sobretudo do Extremo Oriente, e a Galp tem uma \u201cexposi\u00e7\u00e3o muito limitada\u201d ao M\u00e9dio Oriente, j\u00e1 que o petr\u00f3leo e o g\u00e1s natural t\u00eam origem na Bacia do Atl\u00e2ntico, em particular no Brasil, \u00c1frica Ocidental e Mediterr\u00e2neo.<\/p>\n<p>Segundo o gestor da Galp, j\u00e1 se sente uma redu\u00e7\u00e3o da procura nos mercados internacionais pelo jet da avia\u00e7\u00e3o, em resultado do cancelamento de voos por parte de v\u00e1rias companhias a\u00e9reas europeias. Mas em Portugal, \u201cainda n\u00e3o tivemos impacto\u201d.<\/p>\n<p>Em declara\u00e7\u00f5es feitas <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2026\/04\/27\/lucro-da-galp-dispara-41-para-272-milhoes-de-euros-no-1o-trimestre\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">no dia em que Galp apresentou os resultados do primeiro trimestre<\/a>, Jo\u00e3o Diogo Marques da Silva antecipa uma corre\u00e7\u00e3o no consumo de combust\u00edveis depois de ter havido um crescimento no m\u00eas de mar\u00e7o, apesar da forte subida dos pre\u00e7os. \u201cNo gas\u00f3leo e na gasolina presenci\u00e1mos uma antecipa\u00e7\u00e3o do consumo no final de mar\u00e7o que vai-se neutralizar ao longo do m\u00eas de abril. As pessoas pensam que os pre\u00e7os v\u00e3o aumentar, receiam que os produtos acabem. H\u00e1 uma corrida \u00e0s redes, esta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7o.\u201d<\/p>\n<p>A Galp<a href=\"https:\/\/observador.pt\/2026\/03\/06\/petroliferas-reforcam-stocks-antecipando-corrida-as-bombas-antes-de-aumento-recorde-do-preco-do-gasoleo\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> refor\u00e7ou os stocks<\/a> para responder a essa procura. A rede n\u00e3o teve praticamente roturas e avan\u00e7ou com uma promo\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel dos pre\u00e7os para refor\u00e7ar a competitividade da oferta de combust\u00edveis rodovi\u00e1rias. \u201cTemos hoje a campanha mais competitiva no mercado que praticamente faz offset (compensa\u00e7\u00e3o) da subida de pre\u00e7os.\u201d<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Diogo Marques da Silva reconhece que existem diferen\u00e7as entre o mercado espanhol e portugu\u00eas que explicam porque \u00e9 que os consumos do outro lado da fronteira n\u00e3o tiveram a mesma oscila\u00e7\u00e3o. \u201cO mercado espanhol ajusta pre\u00e7os diariamente. O mercado portugu\u00eas ajusta pre\u00e7os semanalmente. Tipicamente, as pessoas [em Portugal] esperam pelo final da semana. H\u00e1 uma din\u00e2mica muito transparente sobre a forma como o pre\u00e7o \u00e9 constru\u00eddo e as pessoas sabem automaticamente \u00e0 sexta-feira qual ser\u00e1 a varia\u00e7\u00e3o que vamos ter na semana seguinte. E \u00e9 esse dia que as pessoas podem tomar a decis\u00e3o de abastecimento. Em Espanha \u00e9 diferente. A decis\u00e3o \u00e9 tomada diariamente\u201d.<\/p>\n<p>O co-CEO da Galp <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2025\/10\/24\/portugal-so-tem-combustiveis-mais-caros-que-espanha-por-causa-dos-impostos\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">desvaloriza o efeito de uma maior redu\u00e7\u00e3o de impostos<\/a> sobre os combust\u00edveis praticada em Espanha no comportamento dos consumidores. Mas reconhece que essa \u201cdiferen\u00e7a fiscal significativa tem impacto junto \u00e0 fronteira. O que acontece nestas alturas \u00e9 que a corda de abastecimento junto \u00e0 fronteira alarga-se.\u201d\u00a0 Ou seja, h\u00e1 mais portugueses a fazerem dist\u00e2ncias maiores para irem abastecer a Espanha.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de Espanha que baixou o imposto petrol\u00edfero at\u00e9 ao limite permitido pela UE e que aplicou taxa de IVA mais baixa nos combust\u00edveis, em Portugal a interven\u00e7\u00e3o fiscal limitou-se a anular os ganhos que o Estado teria nos impostos com a subida dos pre\u00e7os e o Governo <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2026\/04\/24\/governo-volta-a-subir-isp-do-gasoleo-aproveitando-baixa-dos-precos-internacionais-mantem-inalterado-na-gasolina\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">j\u00e1 come\u00e7ou a corrigir<\/a> o desconto (aumentando o imposto).<\/p>\n<p>A Galp reafirma o objetivo de fechar um acordo at\u00e9 ao final do primeiro semestre para uma <a href=\"https:\/\/observador.pt\/especiais\/gestores-da-galp-20-na-refinaria-de-sines-garante-um-conjunto-de-direitos-que-permitem-assegurar-decisoes-estrategicas\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">parceria com a espanhola Moeve<\/a> nos neg\u00f3cios da distribui\u00e7\u00e3o ib\u00e9rica e industrial. A opera\u00e7\u00e3o dar\u00e1 origem a duas novas empresas com os ativos destas \u00e1reas. Na empresa industrial, onde ser\u00e1 integrada a refinaria de Sines, os acionistas da Galp ter\u00e3o uma participa\u00e7\u00e3o minorit\u00e1ria.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante a crescente preocupa\u00e7\u00e3o com os temas do abastecimento energ\u00e9tico e da natureza estrat\u00e9gica da \u00fanica refinaria portuguesa, Maria Jo\u00e3o Carioca, co-CEO da Galp, defende que o neg\u00f3cio em cima da mesa \u201ctem muitos \u00e2ngulos positivos e neste contexto esses \u00e2ngulos est\u00e3o a ser mais valorizados. Se alguma coisa, sentimos que a opera\u00e7\u00e3o vem em muito bom tempo e \u00e9 muito positiva\u201d.<\/p>\n<p>Longe de tirar for\u00e7a ao neg\u00f3cio da fus\u00e3o, a atual crise internacional no setor dos combust\u00edveis \u201cpode resultar num refor\u00e7o significativo da solidez e da consist\u00eancia estrat\u00e9gica desses ativos\u201d. Quer do lado da Galp e dos seus acionistas, quer do lado da Moeve e dos seus acionistas, \u201ch\u00e1 um entendimento a longo prazo de que a parceria vai permitir que cada um destes ativos no retalho e industrial possa fazer o seu caminho de transi\u00e7\u00e3o de uma forma mais otimizada e consistente com o que a Europa tem vindo a discutir para o que \u00e9 a sua vis\u00e3o para este tipo de plataforma\u201d.<\/p>\n<p>A um dia de se assinalar um ano ap\u00f3s o apag\u00e3o de 28 de abril, o Observador questionou os dois gestores da Galp sobre se a empresa estava a ponderar pedir uma indemniza\u00e7\u00e3o. A maior empresa ib\u00e9rica do setor, a Repsol, anunciou a inten\u00e7\u00e3o de reclamar 125 milh\u00f5es de euros pelos danos sofridos nas instala\u00e7\u00f5es industriais.<\/p>\n<p>Sinalizando que a \u201cGalp defende sempre os seus interesses\u201d, os dois gestores optaram por n\u00e3o comentar essa possibilidade. \u201cEstamos sempre muito mais empenhados em garantir que se alguma vez se voltar a repetir temos os canais abertos e as solu\u00e7\u00f5es para que quaisquer impactos possam ser os m\u00ednimos poss\u00edveis\u201d, afirmou Maria Jo\u00e3o Carioca destacando o \u201ccaminho construtivo\u201d, mas sem esclarecer se a Galp poderia avan\u00e7ar com algum pedido de compensa\u00e7\u00e3o por danos na \u00e1rea industrial e de distribui\u00e7\u00e3o em Portugal e Espanha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Galp Energia tem vindo a refor\u00e7ar os stocks de armazenamento e a antecipar as compras de jet&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":331243,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[88,28590,476,89,90,2270,640,445,4851,62,32,33],"class_list":["post-360076","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-business","tag-combustu00edvel","tag-economia","tag-economy","tag-empresas","tag-energia","tag-espanha","tag-europa","tag-galp","tag-mundo","tag-portugal","tag-pt"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116479336594445309","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/360076","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=360076"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/360076\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/331243"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=360076"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=360076"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=360076"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}