{"id":360398,"date":"2026-04-28T08:24:13","date_gmt":"2026-04-28T08:24:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/360398\/"},"modified":"2026-04-28T08:24:13","modified_gmt":"2026-04-28T08:24:13","slug":"i3s-abre-caminho-para-tratamentos-mais-eficazes-no-cancro-colorretal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/360398\/","title":{"rendered":"i3S abre caminho para tratamentos mais eficazes no cancro colorretal"},"content":{"rendered":"<p>&#13;<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\tInvestigadores identificam uma prote\u00edna-chave que mant\u00e9m as c\u00e9lulas tumorais indiferenciadas e diminui a resposta aos tratamentos convencionais.<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<img width=\"768\" height=\"506\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MEX-3-768x506.jpg\" class=\"img-responsive wp-post-image\" alt=\"\" decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\"  \/>\t\t\t\t\t\t\t<\/p>\n<p>O trabalho envolveu tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es de bi\u00f3logos: Bruno Pereira (\u00e0 esquerda), Raquel Almeida (ao centro) e Ana Rita Silva (\u00e0 direita).<\/p>\n<p>\t\t\t\t&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n\t\t\t&#13;<\/p>\n<p>Uma equipa de investigadores do <strong>Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade (i3S) da Universidade do Porto<\/strong> descobriu um <strong>mecanismo que ajuda a explicar como o cancro colorretal cresce e resiste \u00e0 quimioterapia<\/strong>. A descoberta aponta um novo alvo terap\u00eautico que poder\u00e1 tornar os tratamentos mais eficazes.<\/p>\n<p>O estudo, publicado na revista <a href=\"https:\/\/www.cmghjournal.org\/article\/S2352-345X(26)00049-4\/fulltext\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Cellular and Molecular Gastroenterology and Hepatology<\/a>, centra-se na <strong>prote\u00edna MEX3A<\/strong>, que controla a forma como as c\u00e9lulas usam a informa\u00e7\u00e3o contida no RNA mensageiro (mRNA) para escolher que prote\u00ednas s\u00e3o produzidas e como as c\u00e9lulas se comportam. Em condi\u00e7\u00f5es normais, a MEX3A ajuda a preservar as c\u00e9lulas estaminais intestinais, respons\u00e1veis pela renova\u00e7\u00e3o do intestino.<\/p>\n<p>No entanto, os investigadores verificaram que, em contexto de cancro, este mecanismo \u00e9 \u00absequestrado\u00bb pelas c\u00e9lulas tumorais. Em cerca de 85% dos tumores analisados, a MEX3A encontra-se aumentada, contribuindo para que as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas se mantenham com caracter\u00edsticas estaminais ou mais indiferenciadas.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a equipa descobriu que a MEX3A reduz a atividade de outra prote\u00edna chamada PPARgamma, que normalmente induz a diferencia\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas, atuando como um trav\u00e3o do crescimento tumoral. \u201cEncontr\u00e1mos uma rela\u00e7\u00e3o inversa clara: n\u00edveis elevados de MEX3A est\u00e3o associados a n\u00edveis baixos de PPARgamma, criando condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis ao crescimento do tumor\u201d, explica A<strong>na Rita Silva<\/strong>, primeira autora do trabalho.<\/p>\n<p>Recorrendo a modelos animais e a tumoroides \u2014 \u00abmini-tumores\u00bb cultivados em laborat\u00f3rio a partir de amostras de doentes, e que fazem parte de um biobanco estabelecido no i3S em colabora\u00e7\u00e3o com o IPO-Porto \u2014 os investigadores demonstraram que, ao reduzir a MEX3A, os tumores ficam mais pequenos e as c\u00e9lulas adquirem um perfil menos estaminal.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a diminui\u00e7\u00e3o da MEX3A tornou as c\u00e9lulas tumorais mais sens\u00edveis \u00e0 quimioterapia, sugerindo que o bloqueio desta prote\u00edna pode aumentar a efic\u00e1cia dos tratamentos existentes. \u201cQuando a express\u00e3o da MEX3A foi bloqueada atrav\u00e9s de ferramentas de edi\u00e7\u00e3o gen\u00f3mica, os tumoroides tornaram-se significativamente mais sens\u00edveis ao tratamento com 5-fluorouracil e oxaliplatina (FOLFOX), a combina\u00e7\u00e3o de quimioterapia padr\u00e3o no tratamento de cancro colorretal\u201d, esclarece <strong>Bruno Pereira<\/strong>, autor s\u00e9nior do trabalho.<\/p>\n<p>\u201cOs nossos resultados mostram que a MEX3A n\u00e3o s\u00f3 promove o crescimento do tumor, como tamb\u00e9m influencia a resposta ao tratamento. Isto torna-a um alvo particularmente relevante para o desenvolvimento de futuras abordagens terap\u00eauticas\u201d, acrescenta <strong>Raquel Almeida<\/strong>, l\u00edder do grupo Differentiation and Cancer do i3S.<\/p>\n<p>Este trabalho foi realizado em institui\u00e7\u00f5es portuguesas, envolvendo tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es de bi\u00f3logos da Faculdade de Ci\u00eancias da U.Porto (FCUP): Ana Rita Silva, estudante de doutoramento e primeira autora do trabalho; Bruno Pereira, investigador auxiliar e autor s\u00e9nior do trabalho; e Raquel Almeida, l\u00edder do grupo de investiga\u00e7\u00e3o e coautora do trabalho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; Investigadores identificam uma prote\u00edna-chave que mant\u00e9m as c\u00e9lulas tumorais indiferenciadas e diminui a resposta aos tratamentos convencionais.&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":360399,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[1207,109,535,19192,116,7304,2172,1173,1208,32,33,117],"class_list":["post-360398","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-cancro","tag-ciencia","tag-ensino","tag-fcup","tag-health","tag-i3s","tag-inovacao","tag-investigacao","tag-medicina","tag-portugal","tag-pt","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116481377764835212","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/360398","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=360398"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/360398\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/360399"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=360398"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=360398"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=360398"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}