{"id":361551,"date":"2026-04-29T00:38:23","date_gmt":"2026-04-29T00:38:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/361551\/"},"modified":"2026-04-29T00:38:23","modified_gmt":"2026-04-29T00:38:23","slug":"se-fossemos-privados-ja-tinhamos-ido-a-falencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/361551\/","title":{"rendered":"se fossemos privados, j\u00e1 t\u00ednhamos ido \u00e0 fal\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>A nova presidente do Metropolitano de Lisboa criticou a gest\u00e3o anterior e reiterou que a empresa s\u00f3 continua a funcionar porque \u00e9 uma empresa p\u00fablica, o que significa que recorre a financiamento do Estado.<\/p>\n<p>Cristina Vaz Tom\u00e9 desempenha o cargo desde janeiro e participou numa <strong>confer\u00eancia<\/strong> realizada na passada sexta-feira, no <strong>Caramulo Experience Center, acerca do tema \u201cO Poder da Inova\u00e7\u00e3o\u201d, com o apoio do DN e DV<\/strong>. O evento contou com outros dois empres\u00e1rios: Paulo Pereira da Silva, presidente da Renova e Lu\u00eds Abrantes, CEO da Movecho. A modera\u00e7\u00e3o ficou a cargo de Jo\u00e3o Cotta, presidente da Dire\u00e7\u00e3o da AIRV.<\/p>\n<p>Com a inova\u00e7\u00e3o em foco, Cristina Vaz Tom\u00e9 lembrou que esta depende muito da competi\u00e7\u00e3o com que cada empresa se depara. Ora, no caso do Metro, <strong>falta concorr\u00eancia<\/strong>, de acordo com a pr\u00f3pria. Por este motivo, denota-se <strong>&#8220;maior apet\u00eancia para estagnar&#8221;<\/strong>, atira.<\/p>\n<p>Prova disto \u00e9 que, quando assumiu a posi\u00e7\u00e3o, a pr\u00f3pria encontrou as &#8220;escadas rolantes e elevadores do metro sempre parados&#8221;, admite, antes de ir mais longe. &#8220;Havia escadas rolantes paradas h\u00e1 quatro anos&#8221;, salienta.<\/p>\n<p>Posto isto, <strong>&#8220;se n\u00f3s [Metropolitano de Lisboa] fossemos privados, j\u00e1 t\u00ednhamos ido \u00e0 fal\u00eancia&#8221;<\/strong>, sublinhou, antes de lembrar a import\u00e2ncia de melhorar os resultados financeiros da empresa. &#8220;Temos que ter retorno do investimento; ou aumentamos as vendas, ou reduzimos os custos&#8221;, acrescentou a pr\u00f3pria, que foi secret\u00e1ria de Estado da Gest\u00e3o da Sa\u00fade no \u00faltimo governo, entre 2024 e 2025. <\/p>\n<p>A respeito da inova\u00e7\u00e3o, a pr\u00f3pria disse que a empresa est\u00e1 a desenvolver um sistema de sinaliza\u00e7\u00e3o que permitir\u00e1 a circula\u00e7\u00e3o do Metro sem maquinista. Cristina Vaz Tom\u00e9 explicou ainda que, para &#8220;gerir os sindicatos&#8221;, <strong>\u00e9 decisivo inovar, de forma a evitar que a agenda dos mesmos se torne &#8220;mais importante do que a agenda da empresa&#8221;<\/strong>, acrescentou.<\/p>\n<p>Paulo Pereira da Silva, por seu turno, assinalou que &#8220;a inova\u00e7\u00e3o vem de quest\u00f5es h\u00edbridas&#8221;, pelo que <strong>a Renova tenta &#8220;ir buscar ideias a outras ind\u00fastrias&#8221;<\/strong>, de forma a aplic\u00e1-las na no papel que a empresa fabrica. Este deve ser o foco, de acordo com o pr\u00f3prio, j\u00e1 que <strong>\u00e9 extremamente dif\u00edcil ter &#8220;uma ideia totalmente original&#8221;, aponta<\/strong>.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio garante que a necessidade de inovar est\u00e1 presente no dia-a-dia da empresa, na medida em que &#8220;os nossos produtos t\u00eam um comprimento de vida muito curto [no tempo]&#8221;, aponta. Em simult\u00e2neo, <strong>&#8220;dos produtos novos, metade s\u00e3o insucessos&#8221;<\/strong>, o que exige ainda mais da Renova no que respeita a inova\u00e7\u00e3o, de acordo com o pr\u00f3prio, que deixa um alerta.<\/p>\n<p><strong>Na ind\u00fastria do papel, &#8220;parece que tudo o que se faz \u00e9 para diminuir custos e aumentar efici\u00eancia, n\u00e3o para criar valor&#8221;<\/strong>, diz. Paulo Pereira da Silva d\u00e1 o exemplo do Caramulo, onde o cen\u00e1rio \u00e9 totalmente distinto, com a inova\u00e7\u00e3o em foco, como forma de criar valor para a economia.<\/p>\n<p>No caso de Lu\u00eds Abrantes, presidente da Movecho, salienta que <strong>a empresa &#8220;n\u00e3o vive sem inova\u00e7\u00e3o; \u00e9 aquilo que nos posiciona&#8221;<\/strong>, de acordo com o empres\u00e1rio. <\/p>\n<p>A Movecho trabalha como alfaiate do mobili\u00e1rio, no sentido em que fabrica m\u00f3veis de luxo feitos \u00e0 medida dos pedidos dos clientes. Em todo o caso, trabalha com de tudo um pouco, desde uma autoestrada \u00e0 decora\u00e7\u00e3o de um hotel. <\/p>\n<p>Ora, a respeito de inova\u00e7\u00e3o, o pr\u00f3prio lembra que a empresa passou a fazer <strong>&#8220;os desenhos em 3D, em realidade virtual&#8221;<\/strong> e a apresent\u00e1-los aos potenciais compradores neste formato, <strong>que &#8220;era uma absoluta novidade&#8221;<\/strong>, recorda. Uma ideia que permitiu crescer no mercado e que nasceu da an\u00e1lise do trabalho que era desenvolvido pelas maiores empresas do setor, acrescenta.<\/p>\n<p><strong>&#8220;\u00c9 mais f\u00e1cil fazer algo que nunca ningu\u00e9m fez do que fazer algo diferente num mundo em que toda a gente faz igual&#8221;<\/strong>, destacou o pr\u00f3prio. &#8220;Foi isso que fizemos: olhamos para o mercado e pensamos &#8216;que valor \u00e9 que podemos dar ao cliente?'&#8221;, salientou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A nova presidente do Metropolitano de Lisboa criticou a gest\u00e3o anterior e reiterou que a empresa s\u00f3 continua&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":361552,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[88,41072,89,90,2172,15924,32,33,34499],"class_list":["post-361551","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-business","tag-caramulo","tag-economy","tag-empresas","tag-inovacao","tag-metropolitano-de-lisboa","tag-portugal","tag-pt","tag-renova"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116485207198561659","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/361551","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=361551"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/361551\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/361552"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=361551"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=361551"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=361551"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}