{"id":364066,"date":"2026-04-30T19:37:14","date_gmt":"2026-04-30T19:37:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/364066\/"},"modified":"2026-04-30T19:37:14","modified_gmt":"2026-04-30T19:37:14","slug":"bce-mantem-juros-em-2-politica-monetaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/364066\/","title":{"rendered":"BCE mant\u00e9m juros em 2% | Pol\u00edtica monet\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p>Os riscos em torno de um aumento da infla\u00e7\u00e3o e de um abrandamento do crescimento econ\u00f3mico &#8220;intensificaram-se&#8221; nas \u00faltimas semanas, mas o impacto da guerra no M\u00e9dio Oriente ter\u00e1 para a economia global mant\u00e9m-se, para j\u00e1, incerto, dependendo da dura\u00e7\u00e3o do conflito e da crise energ\u00e9tica que dele est\u00e1 a resultar. O <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/bce\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Banco Central Europeu<\/a> (BCE) decidiu, por isso, voltar a aguardar por <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/04\/30\/economia\/noticia\/meio-dilema-bce-decidir-melhor-esperar-2173009\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">sinais mais claros<\/a> quanto aos efeitos econ\u00f3micos destes eventos e manter as taxas de juro inalteradas em 2%.<\/p>\n<p>No final da reuni\u00e3o do conselho de governadores, realizada nesta quinta-feira, os respons\u00e1veis da autoridade monet\u00e1ria divulgaram a decis\u00e3o que j\u00e1 era esperada pela maioria dos analistas: a taxa de juro de dep\u00f3sito do BCE, que serve como principal refer\u00eancia para os custos de financiamento na zona euro, vai continuar nos 2%, valor em que se mant\u00e9m desde Junho do ano passado.<\/p>\n<p>A justificar a decis\u00e3o, esclarece o BCE em comunicado, est\u00e1 a incerteza em torno dos pr\u00f3ximos tempos. &#8220;Embora a informa\u00e7\u00e3o recebida esteja a ser consistente com a avalia\u00e7\u00e3o feita anteriormente pelo conselho de governadores quanto \u00e0s perspectivas de infla\u00e7\u00e3o, os riscos ascendentes para a infla\u00e7\u00e3o e riscos negativos para o crescimento intensificaram-se. O conselho de governadores est\u00e1 comprometido em definir uma pol\u00edtica monet\u00e1ria para garantir que a infla\u00e7\u00e3o estabiliza na meta de 2% a m\u00e9dio prazo&#8221;, come\u00e7a por referir o banco central.<\/p>\n<p>Contudo, refor\u00e7a, o desfecho da actual crise \u00e9 incerto. &#8220;A <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/medio-oriente\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">guerra no M\u00e9dio Oriente<\/a> levou a uma subida acentuada dos pre\u00e7os da energia, impulsionando a infla\u00e7\u00e3o e pressionando a confian\u00e7a econ\u00f3mica. As consequ\u00eancias da guerra para a infla\u00e7\u00e3o e actividade econ\u00f3mica de m\u00e9dio prazo v\u00e3o depender da intensidade e dura\u00e7\u00e3o do choque nos pre\u00e7os da energia e da escala dos seus efeitos indirectos. Quanto mais tempo durar a guerra e os pre\u00e7os da energia se mantiverem elevados, mais forte \u00e9 o prov\u00e1vel impacto sobre a infla\u00e7\u00e3o e a economia&#8221;, aponta o comunicado.<\/p>\n<p>O BCE sublinha, ainda assim, que est\u00e1 &#8220;bem posicionado para navegar a actual incerteza&#8221;, lembrando que a zona euro enfrenta este per\u00edodo de subida significativa dos pre\u00e7os da energia com uma infla\u00e7\u00e3o a rondar os 2% e a economia a demonstrar &#8220;resili\u00eancia&#8221; nos \u00faltimos trimestres. Assim, o banco central mant\u00e9m as previs\u00f5es para a infla\u00e7\u00e3o de longo prazo, embora as expectativas para a infla\u00e7\u00e3o no curto prazo tenham &#8220;aumentado significativamente&#8221;.<\/p>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o liderada por Christine Lagarde termina salientando que ir\u00e1 &#8220;monitorizar de perto a situa\u00e7\u00e3o&#8221; e adoptar uma postura de decis\u00e3o &#8220;reuni\u00e3o a reuni\u00e3o&#8221;, de forma a implementar a pol\u00edtica monet\u00e1ria mais adequada. &#8220;As suas decis\u00f5es relativas \u00e0s taxas de juro ser\u00e3o baseadas na sua avalia\u00e7\u00e3o quanto \u00e0s perspectivas da infla\u00e7\u00e3o e aos riscos relacionados com este indicador&#8221;, conclui, ressalvando que n\u00e3o se compromete com qualquer rumo de pol\u00edtica monet\u00e1ria.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o agora anunciada pelo BCE est\u00e1 em linha com a posi\u00e7\u00e3o que tem sido assumida por outros bancos centrais, como a <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/04\/29\/economia\/noticia\/ultima-decisao-presidente-powell-voltou-nao-vontade-trump-2173032\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Reserva Federal norte-americana<\/a> ou o Banco de Inglaterra, que tamb\u00e9m aguardam por mais desenvolvimentos da guerra no M\u00e9dio Oriente. A explicar o compasso de espera est\u00e1 o facto de esta guerra poder obrigar a ac\u00e7\u00f5es de pol\u00edtica monet\u00e1ria opostas, dependendo do cen\u00e1rio que dela resulte: por um lado, a crise energ\u00e9tica poder\u00e1 levar a uma nova escalada da infla\u00e7\u00e3o, o que conduziria os bancos centrais a aumentarem as taxas de juro para fazer abrandar o consumo e o investimento; por outro, a travagem da actividade econ\u00f3mica que tamb\u00e9m poder\u00e1 ser suscitada pela guerra, que, tradicionalmente, faria com que os bancos centrais descessem as taxas de juro, de forma a evitar uma recess\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os riscos em torno de um aumento da infla\u00e7\u00e3o e de um abrandamento do crescimento econ\u00f3mico &#8220;intensificaram-se&#8221; nas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":364067,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[8],"tags":[99,1213,27,28,1216,476,15,16,14,101,25,26,21,22,12,13,19,20,1212,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":["post-364066","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-principais-noticias","tag-banco-central-europeu","tag-bce","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-christine-lagarde","tag-economia","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-juros","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-politica-monetaria","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-pt","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116495348281280387","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/364066","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=364066"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/364066\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/364067"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=364066"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=364066"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=364066"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}