{"id":365067,"date":"2026-05-01T16:23:11","date_gmt":"2026-05-01T16:23:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/365067\/"},"modified":"2026-05-01T16:23:11","modified_gmt":"2026-05-01T16:23:11","slug":"cancer-de-ovario-sinais-silenciosos-exigem-atencao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/365067\/","title":{"rendered":"C\u00e2ncer de ov\u00e1rio: sinais silenciosos exigem aten\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Maio \u00e9 o m\u00eas de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o c\u00e2ncer de ov\u00e1rio, uma doen\u00e7a que ainda imp\u00f5e desafios importantes ao diagn\u00f3stico precoce. Segundo estimativas do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca) para o tri\u00eanio 2026\u20132028, o Brasil deve registrar cerca de 7,3 mil novos casos por ano.<\/p>\n<p>Mais frequente em mulheres acima dos 50 anos, o c\u00e2ncer de ov\u00e1rio \u00e9 considerado o <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/saudefeminina\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>segundo tumor ginecol\u00f3gico mais incidente entre as brasileiras<\/strong><\/a>, atr\u00e1s apenas do c\u00e2ncer do colo do \u00fatero. Um dos principais obst\u00e1culos est\u00e1 no comportamento silencioso da doen\u00e7a. Nos est\u00e1gios iniciais, ela costuma n\u00e3o apresentar sintomas espec\u00edficos. Quando os sinais aparecem, <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/usar-menos-cosmeticos-reduz-o-nivel-de-contaminantes-no-corpo-diz-estudo-1.1707305\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>podem ser confundidos com altera\u00e7\u00f5es<\/strong><\/a> gastrointestinais, urin\u00e1rias ou outras condi\u00e7\u00f5es comuns.<\/p>\n<p>\u201cA neoplasia possui uma maior incid\u00eancia em mulheres acima de 50 anos. Na grande maioria dos casos, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que os fatores de risco sejam identificados previamente, tornando este tipo de c\u00e2ncer agressivo\u201d, explica a oncologista Marcela Bonalumi, da Oncocl\u00ednicas, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia do Maio Azul.<\/p>\n<p><strong>Doen\u00e7a pode ter diferentes tipos<\/strong> <\/p>\n<p>O c\u00e2ncer de ov\u00e1rio pode ser classificado de acordo com as c\u00e9lulas de origem. De acordo com Marcela, cerca de 95% dos casos derivam das c\u00e9lulas epiteliais, que revestem o ov\u00e1rio. Os demais est\u00e3o relacionados \u00e0s c\u00e9lulas germinativas, respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o dos \u00f3vulos, e \u00e0s c\u00e9lulas estromais, ligadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de parte dos horm\u00f4nios femininos.<\/p>\n<p>Os principais grupos s\u00e3o o carcinoma epitelial de ov\u00e1rio, o mais comum; o carcinoma de c\u00e9lulas germinativas, que se origina nas c\u00e9lulas reprodutivas; e o carcinoma de c\u00e9lulas estromais, formado nas c\u00e9lulas do tecido conjuntivo. H\u00e1 ainda formas raras, como o carcinoma de pequenas c\u00e9lulas hipercalc\u00eamico do ov\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Sintomas podem ser confundidos<\/strong> <\/p>\n<p>Por ser <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/saudefeminina\/mamografia-ajuda-a-identificar-risco-de-doencas-cardiovasculares-1.1703910\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>uma doen\u00e7a silenciosa<\/strong><\/a>, o c\u00e2ncer de ov\u00e1rio exige aten\u00e7\u00e3o a sinais persistentes. Entre os sintomas que podem aparecer com a evolu\u00e7\u00e3o do tumor est\u00e3o incha\u00e7o abdominal, dor no abd\u00f4men, dores na regi\u00e3o p\u00e9lvica, nas costas ou nas pernas, n\u00e1useas, indigest\u00e3o, gases, altera\u00e7\u00f5es no funcionamento do intestino, fadiga constante, perda de apetite, perda de peso sem causa aparente, sangramento vaginal anormal, especialmente ap\u00f3s a menopausa, e aumento da frequ\u00eancia ou urg\u00eancia para urinar.<\/p>\n<p>Isoladamente, esses sinais n\u00e3o indicam necessariamente c\u00e2ncer de ov\u00e1rio. O alerta est\u00e1 na persist\u00eancia, na frequ\u00eancia e na mudan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao padr\u00e3o habitual do corpo. Por isso, a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 procurar avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica quando sintomas novos ou recorrentes surgirem.<\/p>\n<p><strong>Fatores de risco<\/strong> <\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 uma causa \u00fanica para o c\u00e2ncer de ov\u00e1rio. Entre os <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/not%C3%ADcias\/sa%C3%BAde\/empresas-deverao-informar-trabalhadores-sobre-canceres-e-vacinas-1.1703117\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>fatores que podem aumentar o risco<\/strong><\/a> est\u00e3o obesidade, sedentarismo, tabagismo, endometriose, idade acima de 50 anos, menarca precoce, menopausa tardia, hist\u00f3rico familiar, muta\u00e7\u00f5es nos genes BRCA1 e BRCA2 e fatores reprodutivos.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o se tem um motivo ao certo, mas existem alguns fatores de risco que podem colaborar para o surgimento do c\u00e2ncer de ov\u00e1rio\u201d, afirma Marcela. Segundo a oncologista, mulheres que n\u00e3o tiveram filhos tamb\u00e9m podem apresentar risco aumentado para a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O uso de p\u00edlula anticoncepcional aparece em estudos como um poss\u00edvel fator associado \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do risco de alguns tumores. Conforme Marcela, pesquisas indicam redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 33% no risco de c\u00e2ncer de ov\u00e1rio, 34% no de endom\u00e9trio e 19% no de intestino. A decis\u00e3o sobre qualquer m\u00e9todo hormonal, no entanto, deve ser individualizada e feita com orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o h\u00e1 exame espec\u00edfico de rastreamento<\/strong> <\/p>\n<p>Um dos grandes desafios \u00e9 que, at\u00e9 o momento,<a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/saudefeminina\/diu-hormonal-e-cancer-de-mama-pesquisadores-avaliam-risco-1.1702470\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong> n\u00e3o existe um exame espec\u00edfico<\/strong><\/a> para detectar o c\u00e2ncer de ov\u00e1rio de forma semelhante ao Papanicolau no rastreamento do c\u00e2ncer do colo do \u00fatero ou \u00e0 mamografia no c\u00e2ncer de mama. \u201cOs sintomas da neoplasia podem ser facilmente confundidos com outras doen\u00e7as. Por isso, caso qualquer um deles apare\u00e7a, \u00e9 muito importante procurar ajuda m\u00e9dica o mais r\u00e1pido poss\u00edvel\u201d, orienta a oncologista.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o pode incluir exame cl\u00ednico ginecol\u00f3gico, exames laboratoriais e m\u00e9todos de imagem. Em casos suspeitos, o m\u00e9dico pode solicitar avalia\u00e7\u00e3o para identificar presen\u00e7a de l\u00edquidos, extens\u00e3o da doen\u00e7a ou sinais de dissemina\u00e7\u00e3o intra-abdominal. Quando h\u00e1 suspeita de c\u00e2ncer de ov\u00e1rio, a avalia\u00e7\u00e3o cir\u00fargica pode ser necess\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Tratamento depende do tipo e est\u00e1gio da doen\u00e7a<\/strong> <\/p>\n<p>O tratamento varia conforme o tipo de tumor, o <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/saudefeminina\/air-fryer-e-cancerigena-especialistas-indicam-uso-seguro-do-aparelho-1.1701533\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>est\u00e1gio da doen\u00e7a e as condi\u00e7\u00f5es individuais<\/strong><\/a> da paciente. A cirurgia costuma ser uma das principais abordagens e pode envolver a retirada de um ou dos dois ov\u00e1rios. A quimioterapia tamb\u00e9m pode ser indicada antes ou depois do procedimento cir\u00fargico. \u201cO <strong><a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/not%C3%ADcias\/cidades\/cigarro-eletronico-dispara-entre-jovens-no-brasil-meninas-fumam-mais-1.1700340\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">tratamento ir\u00e1 depender <\/a><\/strong>do tipo de est\u00e1gio do c\u00e2ncer de ov\u00e1rio. Al\u00e9m disso, deve-se levar em conta os desejos da paciente, ou seja, se h\u00e1 a vontade de ter filhos\u201d, afirma Marcela.<\/p>\n<p>Para a especialista, a decis\u00e3o deve ser tomada em conjunto com a equipe m\u00e9dica, considerando n\u00e3o apenas a resposta ao tratamento, mas tamb\u00e9m os impactos emocionais e os projetos de vida da paciente. \u201cO melhor m\u00e9todo \u00e9 aquele com o objetivo de salvar a vida da paciente, mas sem perder de vista os sonhos futuros. Contudo, devemos realizar uma abordagem personalizada para cada caso, pensando n\u00e3o s\u00f3 nas quest\u00f5es f\u00edsicas, mas tamb\u00e9m nas emocionais durante todo o processo\u201d, completa.<\/p>\n<p><strong>Sintomas que merecem aten\u00e7\u00e3o<\/strong> <\/p>\n<ul>\n<li>Incha\u00e7o abdominal persistente;<\/li>\n<li>Aumento do volume abdominal;<\/li>\n<li>Dor no abd\u00f4men ou na regi\u00e3o p\u00e9lvica;<\/li>\n<li>Dor nas costas ou nas pernas;<\/li>\n<li>Sensa\u00e7\u00e3o de peso no baixo ventre;<\/li>\n<li>Dificuldade para comer ou sensa\u00e7\u00e3o de saciedade r\u00e1pida;<\/li>\n<li>N\u00e1useas, gases, indigest\u00e3o ou m\u00e1 digest\u00e3o;<\/li>\n<li>Altera\u00e7\u00f5es no funcionamento do intestino, como pris\u00e3o de ventre ou diarreia;<\/li>\n<li>Aumento da frequ\u00eancia ou urg\u00eancia para urinar;<\/li>\n<li>Fadiga constante;<\/li>\n<li>Perda de apetite;<\/li>\n<li>Perda de peso sem causa aparente;<\/li>\n<li>Sangramento vaginal anormal, especialmente ap\u00f3s a menopausa.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Maio \u00e9 o m\u00eas de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o c\u00e2ncer de ov\u00e1rio, uma doen\u00e7a que ainda imp\u00f5e desafios importantes&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":365068,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[1061,10917,116,26968,61980,32,33,117,2268],"class_list":{"0":"post-365067","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-bella-mais","9":"tag-cancer-de-ovario","10":"tag-health","11":"tag-inca","12":"tag-maio-azul","13":"tag-portugal","14":"tag-pt","15":"tag-saude","16":"tag-saude-feminina"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116500247702757739","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/365067","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=365067"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/365067\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/365068"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=365067"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=365067"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=365067"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}