{"id":367409,"date":"2026-05-03T18:33:10","date_gmt":"2026-05-03T18:33:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/367409\/"},"modified":"2026-05-03T18:33:10","modified_gmt":"2026-05-03T18:33:10","slug":"biossensor-identifica-cancer-de-pancreas-em-estagios-iniciais-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/367409\/","title":{"rendered":"Biossensor identifica c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas em est\u00e1gios iniciais"},"content":{"rendered":"<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa\">Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sensor eletroqu\u00edmico capaz de detectar o <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/web-stories\/pulsa\/medicina-e-estudos\/9-pontos-para-entender-o-cancer-de-pancreas\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/web-stories\/pulsa\/medicina-e-estudos\/9-pontos-para-entender-o-cancer-de-pancreas\/\"><strong>c\u00e2ncer no p\u00e2ncreas<\/strong><\/a> ainda nos est\u00e1gios iniciais. O dispositivo identifica uma mol\u00e9cula biomarcadora (CA19-9) da doen\u00e7a em baixas quantidades no sangue do paciente, oferecendo uma alternativa mais simples e barata a exames convencionais e menos acess\u00edveis.<\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>Biossensor desenvolvido no Brasil identifica c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas em est\u00e1gios iniciais.\u00a0Foto:  Divulga\u00e7\u00e3o\/Gabriella Soares<\/p>\n<p>\u201cNos est\u00e1gios iniciais, o c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas \u00e9 assintom\u00e1tico, o que faz com que a doen\u00e7a seja identificada, na maioria das vezes, tardiamente. \u00c9 por isso tamb\u00e9m que \u00e9 um dos mais letais. Tanto que, nesses casos avan\u00e7ados, a taxa de sobrevida em cinco anos \u00e9 de apenas 3%. A ideia de desenvolver esse biossensor simples e barato surge do princ\u00edpio de dar acesso \u00e0 rastreabilidade dessa doen\u00e7a\u201d, conta D\u00e9bora Gon\u00e7alves, professora do Instituto de F\u00edsica de S\u00e3o Carlos da <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/usp-universidade-de-sao-paulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/usp-universidade-de-sao-paulo\/\"><strong>Universidade de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/a> (IFSC-USP) e coordenadora do projeto.<\/p>\n<p>No estudo, <a href=\"https:\/\/pubs.acs.org\/doi\/10.1021\/acsomega.5c11381\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" title=\"https:\/\/pubs.acs.org\/doi\/10.1021\/acsomega.5c11381\"><strong>publicado na revista <\/strong><strong>ACS Omega<\/strong><\/a>, os pesquisadores descrevem o funcionamento de um sensor que detecta a presen\u00e7a da prote\u00edna CA19-9, o principal marcador biol\u00f3gico do c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas. A prote\u00edna \u00e9 frequentemente utilizada como marcador tumoral no acompanhamento da doen\u00e7a, sendo identificada apenas em exames laboratoriais mais complexos.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa\">\u201cNos testes que realizamos com 24 amostras de sangue de pacientes em diferentes est\u00e1gios da doen\u00e7a e do grupo-controle, obtivemos respostas estatisticamente semelhantes \u00e0s dos exames tradicionais. O pr\u00f3ximo passo do nosso trabalho \u00e9 ampliar o n\u00famero de an\u00e1lises e o tipo de amostras, incluindo sangue, saliva e urina disponibilizados pelo Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto\u201d, conta Gabriella Soares, aluna de doutorado em engenharia de materiais da USP, bolsista da <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/fapesp-fundacao-de-amparo-a-pesquisa-do-estado-de-sao-paulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/fapesp-fundacao-de-amparo-a-pesquisa-do-estado-de-sao-paulo\/\"><strong>Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp) <\/strong><\/a>e primeira autora do estudo.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa\">O c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas costuma ser identificado por meio de ensaio imunoenzim\u00e1tico (Elisa), que exige laborat\u00f3rios equipados, m\u00e3o de obra qualificada e tempo de processamento longo, quando comparado aos biossensores. \u201cPor isso, o objetivo da pesquisa foi criar uma ferramenta de rastreio de baixo custo que facilite o acesso da popula\u00e7\u00e3o ao diagn\u00f3stico precoce, aumentando significativamente as chances de sucesso terap\u00eautico\u201d, afirma Gabriella.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa\">O novo sensor atua medindo a capacidade de armazenar cargas el\u00e9tricas (capacit\u00e2ncia) em presen\u00e7a da glicoprote\u00edna CA19-9 no sangue dos pacientes, funcionando como um sistema de \u201cchave e fechadura\u201d. Isso porque a superf\u00edcie do dispositivo cont\u00e9m anticorpos espec\u00edficos contra a prote\u00edna CA19-9 e, quando o sangue do paciente entra em contato com o sensor, os anticorpos reconhecem as mol\u00e9culas do biomarcador e capturam a prote\u00edna.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa\">A liga\u00e7\u00e3o altera a distribui\u00e7\u00e3o de cargas el\u00e9tricas na superf\u00edcie do eletrodo e o sensor traduz essa varia\u00e7\u00e3o em um sinal mensur\u00e1vel de capacit\u00e2ncia. \u201cQuanto maior a concentra\u00e7\u00e3o de CA19-9, maior a varia\u00e7\u00e3o detectada no sensor. Em cerca de dez minutos, o sistema compara o resultado com uma curva de calibra\u00e7\u00e3o preestabelecida, estimando a quantidade da prote\u00edna no sangue. Isso nos permite identificar concentra\u00e7\u00f5es muito baixas de CA19-9, o que possibilita o diagn\u00f3stico precoce da doen\u00e7a de forma r\u00e1pida e acess\u00edvel\u201d, explica Gabriella.<\/p>\n<p>Leia tamb\u00e9m<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa\">O trabalho dos pesquisadores para desenvolver uma solu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e barata para a detec\u00e7\u00e3o precoce do c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas n\u00e3o para por a\u00ed. A equipe est\u00e1 desenvolvendo outros dois sensores, com arquitetura e mecanismo de detec\u00e7\u00e3o diferentes. \u201cNosso objetivo \u00e9 combinar a resposta desses biossensores e analisar a CA19-9 no sangue, urina e saliva de pacientes. Com isso, conseguiremos avan\u00e7ar na precis\u00e3o e na qualidade das an\u00e1lises para obter um resultado extremamente alinhado com a t\u00e9cnica Elisa\u201d, conta a pesquisadora.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 fVfMho theme-default  theme-pulsa\">O grupo de pesquisadores tamb\u00e9m est\u00e1 trabalhando com t\u00e9cnicas de aprendizado de m\u00e1quina para compor uma ferramenta chamada \u201cl\u00edngua bioeletr\u00f4nica\u201d, que \u00e9 capaz de analisar os resultados obtidos de amostras de sangue, urina e saliva. \u201cComo o volume de dados gerado \u00e9 grande, algoritmos s\u00e3o utilizados para identificar padr\u00f5es, fazer previs\u00f5es e corrigir rotas ou erros de leitura\u201d, afirma Gabriella.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sensor eletroqu\u00edmico capaz de detectar o c\u00e2ncer no p\u00e2ncreas ainda nos est\u00e1gios iniciais. O&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":367410,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[14138,12085,5481,62216,7359,17669,7360,3615,8581,30905,44553,4185,11457,17833,62217,62218,21277,4189,4190,1098,19848,7766,62219,62220,116,44555,1101,14153,10339,1109,62221,62222,62223,4200,1113,32,33,19971,4202,19509,117,5512,62224,15911,62225,7383,200],"class_list":["post-367409","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-abuse","tag-adult","tag-beauty","tag-breakdown","tag-caucasian","tag-cheek","tag-close","tag-close-up","tag-closeup","tag-cropped","tag-cry","tag-depression","tag-drop","tag-emotion","tag-expressing","tag-expressive","tag-eye","tag-eyes","tag-face","tag-female","tag-females","tag-girl","tag-grief","tag-grieve","tag-health","tag-hopeless","tag-human","tag-lonely","tag-loss","tag-mental","tag-miserable","tag-mourn","tag-negativity","tag-pain","tag-person","tag-portugal","tag-pt","tag-running","tag-sad","tag-sadness","tag-saude","tag-skin","tag-tear","tag-tears","tag-teary","tag-up","tag-woman"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116512083559250104","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/367409","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=367409"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/367409\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/367410"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=367409"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=367409"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=367409"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}