{"id":367625,"date":"2026-05-03T22:02:13","date_gmt":"2026-05-03T22:02:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/367625\/"},"modified":"2026-05-03T22:02:13","modified_gmt":"2026-05-03T22:02:13","slug":"claramente-nao-estao-a-tirar-licoes-de-2022-fmi-avisa-europa-de-que-pode-estar-a-encurralar-se-com-cortes-nos-impostos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/367625\/","title":{"rendered":"&#8220;Claramente n\u00e3o est\u00e3o a tirar li\u00e7\u00f5es de 2022&#8221;. FMI avisa Europa de que pode estar a &#8220;encurralar-se&#8221; com cortes nos impostos"},"content":{"rendered":"<p>\t                Chefe do departamento europeu do Fundo Monet\u00e1rio Internacional considera que os governos europeus est\u00e3o a falhar em direcionar os apoios aos mais vulner\u00e1veis, dando espa\u00e7o a medidas generalizadas que podem sair caras \u00e0s finan\u00e7as de cada pa\u00eds<\/p>\n<p>A guerra no Ir\u00e3o parece estar longe de dar tr\u00e9guas aos or\u00e7amentos das fam\u00edlias na Europa, cada vez mais pressionados pelo aumento do custo de vida. E as subidas generalizadas dos pre\u00e7os, nomeadamente no setor dos combust\u00edveis, t\u00eam sido motivo de alarme para v\u00e1rios governos europeus, que responderam com cortes nos impostos.<\/p>\n<p>O problema com estas medidas, diz Alfred Kammer, chefe do departamento europeu do FMI, \u201c\u00e9 que a crise energ\u00e9tica pode ser mais persistente do que esperamos, e os custos come\u00e7am a aumentar\u201d. \u201cV\u00e3o encurralar-se\u201d, acrescenta<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ft.com\/content\/8b4cb5a2-67ab-4313-bce1-b77f542eeed5?syn-25a6b1a6=1\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Em entrevista ao Financial Times<\/a>, Kammer reconhece que as popula\u00e7\u00f5es est\u00e3o sob esfor\u00e7o financeiro, mas denuncia a falta de cuidado de muitos pa\u00edses na gest\u00e3o do seu espa\u00e7o fiscal.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 pa\u00edses que n\u00e3o podem, de facto, permitir certas medidas se n\u00e3o compensarem com ajustamentos or\u00e7amentais. Est\u00e3o com o espa\u00e7o fiscal muito apertado. E precisam de ter cuidado para que os mercados n\u00e3o reajam\u201d, alerta o respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>Mas a maior falha da Europa \u00e9 mesmo a falta de foco das suas medidas, aponta o especialista, sublinhando que a maioria dos pa\u00edses n\u00e3o est\u00e1 a direcionar os apoios econ\u00f3micos aos consumidores mais vulner\u00e1veis, apesar dos avisos de Bruxelas. O bloco comunit\u00e1rio j\u00e1 alertou para uma rea\u00e7\u00e3o negativa do mercado, caso os governos europeus continuem a implementar medidas generalizadas e dispendiosas.<\/p>\n<p>De acordo com a investiga\u00e7\u00e3o do Fundo Monet\u00e1rio Internacional, dois ter\u00e7os dos subs\u00eddios e redu\u00e7\u00f5es nos impostos do governo da Uni\u00e3o Europeia destinados a atenuar a crise energ\u00e9tica n\u00e3o s\u00e3o direcionados a esta parte da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos de ter esta conversa com as pessoas. Dizer-lhes que gastar em medidas universais \u00e9 uma forma muito cara de usar a receita fiscal, especialmente quando h\u00e1 outras necessidades de gasto,\u201d afirmou Kammer.<\/p>\n<p>Isto numa altura em que os custos de financiamento para alguns pa\u00edses da Zona Euro j\u00e1 atingiram m\u00e1ximos plurianuais desde o in\u00edcio do conflito no M\u00e9dio Oriente. O FMI relembra ainda que, numa grande parte da Europa, as finan\u00e7as p\u00fablicas continuam fragilizadas na sequ\u00eancia da pandemia de covid-19 e da crise energ\u00e9tica anteriormente desencadeada pela invas\u00e3o russa da Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>\u201cClaramente n\u00e3o est\u00e3o a tirar li\u00e7\u00f5es de 2022\u201d, diz Kammer, referindo-se ao per\u00edodo ap\u00f3s a invas\u00e3o russa da Ucr\u00e2nia, quando muitos pa\u00edses introduziram medidas caras para apoiar as pessoas face ao aumento dos pre\u00e7os do g\u00e1s.<\/p>\n<p>Ainda segundo uma estimativa do FMI os governos da UE ter\u00e3o gastado 2,5% do PIB em interven\u00e7\u00f5es energ\u00e9ticas ap\u00f3s o in\u00edcio da guerra na Ucr\u00e2nia. Tra\u00e7ada a compara\u00e7\u00e3o, os apoios anunciados pelos pa\u00edses europeus at\u00e9 agora parecem modestos, sendo que representam apenas 0,18% do PIB em m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Mas Alfred Kammer avisa que, mesmo assim, \u00e9 prov\u00e1vel que sejam dif\u00edceis de reverter politicamente, produzindo um aumento dos encargos fiscais ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de tudo isto, o chefe do departamento europeu do FMI chama a aten\u00e7\u00e3o para outros danos colaterais destas decis\u00f5es: uma procura elevada em mercados com oferta limitada e a redu\u00e7\u00e3o do incentivo a recorrer a diferentes fontes de energia.<\/p>\n<p>\u201cQuando h\u00e1 estes aumentos de pre\u00e7os, isso sugeriria uma mudan\u00e7a para energias alternativas\u201d, argumenta. Ao reduzir os pre\u00e7os, \u201cest\u00e1 a retirar-se esse incentivo e motiva\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A press\u00e3o, no entanto, aumenta em toda a Europa, com os agregados familiares e as empresas a exigir mais apoios, numa altura em que o bloqueio no Estreito de Ormuz permanece firme e as negocia\u00e7\u00f5es para alcan\u00e7ar a paz num impasse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Chefe do departamento europeu do Fundo Monet\u00e1rio Internacional considera que os governos europeus est\u00e3o a falhar em direcionar&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":367626,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[609,836,611,12076,27,28,607,608,855,333,832,604,30019,135,610,476,15,16,14182,301,830,14,603,25,26,570,21,22,831,833,62,834,12,13,19,20,835,602,52,32,23,24,62250,17,18,29,30,31,636,63,64,65],"class_list":["post-367625","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-alerta","tag-analise","tag-ao-minuto","tag-apoios","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-combustiveis","tag-comentadores","tag-costa","tag-crime","tag-crise-energetica","tag-desporto","tag-direto","tag-economia","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-fmi","tag-governo","tag-guerra","tag-headlines","tag-justica","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-live","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mais-vistas","tag-marcelo","tag-mundo","tag-negocios","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-opiniao","tag-pais","tag-politica","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-subida-de-precos","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-uniao-europeia","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/367625","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=367625"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/367625\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/367626"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=367625"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=367625"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=367625"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}