{"id":367658,"date":"2026-05-03T22:29:19","date_gmt":"2026-05-03T22:29:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/367658\/"},"modified":"2026-05-03T22:29:19","modified_gmt":"2026-05-03T22:29:19","slug":"fabricantes-automoveis-europeias-estao-a-copiar-o-modelo-de-producao-chines","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/367658\/","title":{"rendered":"Fabricantes autom\u00f3veis europeias est\u00e3o a copiar o modelo de produ\u00e7\u00e3o chin\u00eas"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/imprensa.renaultgroup.com\/renault-twingo\/?lang=por\" rel=\"nofollow noopener\" data-wpel-link=\"external\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">Renault<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-740320 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/934f8320b2784e2246ef6779b7e5b305-783x450.png\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">O novo Twingo el\u00e9trico<\/p>\n<p><strong>Pressionadas pela hipercompetitividade chinesa, marcas como a Renault est\u00e3o a remodelar o desenvolvimento, os custos e os prazos. O novo Twingo el\u00e9trico combina a utiliza\u00e7\u00e3o de centros chineses, produ\u00e7\u00e3o europeia e prazos mais curtos.<\/strong><\/p>\n<p>As construtoras autom\u00f3veis na Europa e noutros polos do setor autom\u00f3vel mundial t\u00eam procurado, cada vez mais, seguir um <strong>modelo de produ\u00e7\u00e3o chin\u00eas<\/strong>. O mais recente lan\u00e7amento da francesa Renault, o novo Twingo, \u00e9 um exemplo claro deste movimento.<\/p>\n<p>O autom\u00f3vel 100% el\u00e9trico foi concebido em diferentes continentes, num processo que surgiu como resposta \u00e0 hipercompetitividade imposta pela China ao setor. \u00c9 l\u00e1 que muitas construtoras tradicionais est\u00e3o a desenvolver novos modelos com foco na rapidez, no custo e na tecnologia.<\/p>\n<p>O carro est\u00e1 em produ\u00e7\u00e3o na Eslov\u00e9nia e come\u00e7a a chegar aos concession\u00e1rios europeus em abril, com um pre\u00e7o ligeiramente abaixo dos 20 mil euros.<\/p>\n<p>\u201cA verdadeira concorr\u00eancia n\u00e3o \u00e9 China contra Ocidente, mas sistemas r\u00e1pidos contra sistemas lentos\u201d, afirmou Bill Russo, antigo executivo da Chrysler e analista do setor autom\u00f3vel.<\/p>\n<p>\u201cPara perceber para onde caminha o futuro da ind\u00fastria autom\u00f3vel, \u00e9 preciso compreender como a China constr\u00f3i este tipo de produto\u201d, disse Russo \u00e0 DW.<\/p>\n<p>Construtoras v\u00e3o para a China<\/p>\n<p>Fabricantes ocidentais e japoneses como a Tesla, a Volkswagen e a GM produzem h\u00e1 muito tempo na China, tanto para o mercado interno como para exporta\u00e7\u00e3o. Mais recentemente, muitas alargaram a sua presen\u00e7a para <strong>al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o<\/strong>, passando a projetar e a desenvolver modelos inteiros no pa\u00eds, numa tentativa de beneficiar da concentra\u00e7\u00e3o de fornecedores de ve\u00edculos el\u00e9tricos, do conhecimento local e de uma ampla base de consumidores.<\/p>\n<p>A Renault e a Mercedes inauguraram centros de investiga\u00e7\u00e3o alargados em Xangai em 2024. A Volkswagen expandiu o seu centro de investiga\u00e7\u00e3o e desenvolvimento na prov\u00edncia de Anhui em 2025, no mesmo ano em que a Toyota transferiu para dentro do pa\u00eds todo o desenvolvimento de novos carros destinados aos consumidores chineses.<\/p>\n<p>\u201cA China tornou-se, como disse um fornecedor, a academia mundial da ind\u00fastria autom\u00f3vel\u201d, afirmou Alexandre Marian, consultor da AlixPartners.<\/p>\n<p>Ainda assim, enquanto competem com rivais chineses no estrangeiro, as construtoras tradicionais enfrentam press\u00e3o para reduzir custos e acelerar o desenvolvimento de produtos em todos os mercados \u2014 incluindo nos seus pa\u00edses de origem.<\/p>\n<p>Os ciclos de desenvolvimento de novos ve\u00edculos rondam os dois anos na China, menos de metade do tempo necess\u00e1rio para as construtoras tradicionais. Segundo Russo e outros especialistas, as empresas chinesas recorrem mais \u00e0 automatiza\u00e7\u00e3o, conduzem etapas em paralelo, coordenam-se melhor com os fornecedores e mant\u00eam os desenhos mais simples.<\/p>\n<p>Para Russo, os prazos mais curtos s\u00e3o um subproduto da viragem da ind\u00fastria para uma prioridade centrada na tecnologia.<\/p>\n<p>Atualizar modelos<\/p>\n<p>A Renault deixou de vender a sua marca no mercado chin\u00eas em 2020. Mas uma visita ao Sal\u00e3o Autom\u00f3vel de Xangai, em 2023, convenceu os executivos da empresa de que estava na altura de desenvolver algo dentro da China.<\/p>\n<p>\u201cA quest\u00e3o era perceber como acelerar o nosso processo de desenvolvimento\u201d, disse Oliver Laik, respons\u00e1vel pelo segmento de autom\u00f3veis compactos de entrada da empresa.<\/p>\n<p>A unidade de desenvolvimento da Renault em Xangai, conhecida como Centro ACDC, permitiu \u00e0 empresa aproximar-se do ecossistema chin\u00eas e compreender como funciona.<\/p>\n<p>O Twingo original estreou-se em 1992, no Sal\u00e3o Autom\u00f3vel de Paris, onde rapidamente ganhou a alcunha de \u201cLe Frog\u201d (\u201cO Sapo\u201d), devido \u00e0 dianteira compacta e aos far\u00f3is redondos. Atualiz\u00e1-lo como ve\u00edculo el\u00e9trico parecia inicialmente menos atrativo para a Renault, segundo Laik. Os carros mais pequenos t\u00eam margens de lucro mais baixas na Europa devido aos elevados custos fixos, e aumentar o pre\u00e7o poderia empurrar os consumidores para ve\u00edculos usados ou outros modelos.<\/p>\n<p>Mas produzi-lo na China \u2014 uma hip\u00f3tese que rapidamente recebeu apoio da administra\u00e7\u00e3o da empresa \u2014 permitiria reduzir custos e preservar um pre\u00e7o atrativo na Europa.<\/p>\n<p>Menos participa\u00e7\u00e3o, mais reuni\u00f5es<\/p>\n<p>Um ciclo normal de desenvolvimento para um novo Twingo teria demorado cerca de 42 meses, estima Laik. Grande parte desse tempo \u00e9 dedicada \u00e0 valida\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo, um per\u00edodo de testes que se estende por diferentes esta\u00e7\u00f5es do ano e inclui exposi\u00e7\u00f5es a v\u00e1rias altitudes, bem como condi\u00e7\u00f5es severas de condu\u00e7\u00e3o e corros\u00e3o.<\/p>\n<p>Em vez de concentrar uma longa fase de desenvolvimento depois da valida\u00e7\u00e3o, os engenheiros do Centro ACDC trabalharam em paralelo, o que permitiu resolver problemas de forma pontual.<\/p>\n<p>A Renault tamb\u00e9m alterou a sua rela\u00e7\u00e3o com os fornecedores para um modelo conhecido como <strong>\u201cbuild to plan\u201d<\/strong> \u2014 algo como \u201cprodu\u00e7\u00e3o segundo o plano\u201d.<\/p>\n<p>Em vez de pedir contributos aos fornecedores, a Renault passou a projetar as pe\u00e7as e a enviar especifica\u00e7\u00f5es exatas aos fabricantes, poupando tempo e custos. Em alguns casos, a pr\u00f3pria empresa montou componentes de fornecedores, incluindo os bancos.<\/p>\n<p>De regresso a Fran\u00e7a, os designers de produto tamb\u00e9m trabalharam a um ritmo mais apertado, diz Laik. A equipa passou a fazer reuni\u00f5es mais frequentes, e os vice-presidentes da empresa come\u00e7aram a receber atualiza\u00e7\u00f5es semanais.<\/p>\n<p>Que li\u00e7\u00f5es ficam?<\/p>\n<p>A Renault estima que a utiliza\u00e7\u00e3o do seu Centro ACDC na China <strong>reduziu os custos em 40%<\/strong> em compara\u00e7\u00e3o com um processo de desenvolvimento tradicional.<\/p>\n<p>A empresa planeia produzir mais dois modelos nos pr\u00f3ximos meses, um para a sua subsidi\u00e1ria Dacia e outro para a parceira Nissan. Pretende tamb\u00e9m reduzir ainda mais o tempo de desenvolvimento.<\/p>\n<p>Os modelos futuros passar\u00e3o a incorporar pe\u00e7as chinesas, segundo Laik. At\u00e9 os far\u00f3is dianteiros do Twingo vieram de um fornecedor chin\u00eas, uma vez que os fornecedores franceses e europeus n\u00e3o conseguiram cumprir os requisitos da Renault.<\/p>\n<p>Mant\u00e9m-se a d\u00favida sobre se as construtoras conseguir\u00e3o replicar nos seus mercados dom\u00e9sticos aquilo a que chamam \u201cvelocidade chinesa\u201d.<\/p>\n<p>Estruturas hier\u00e1rquicas, IA e software<\/p>\n<p>As construtoras tradicionais ainda podem avan\u00e7ar noutras \u00e1reas, acredita Alexandre Marian, incluindo uma utiliza\u00e7\u00e3o mais eficiente da intelig\u00eancia artificial e o abandono de estruturas hier\u00e1rquicas que prolongam os prazos. Os engenheiros europeus s\u00e3o muito qualificados e tecnicamente avan\u00e7ados, afirma.<\/p>\n<p>\u201cDesenvolveram muito conhecimento, muita experi\u00eancia, e criaram carros realmente bons\u201d, disse \u00e0 DW. \u201cA quest\u00e3o \u00e9 que precisam de mudar, mas, ao mudar, tamb\u00e9m precisam de ganhar autonomia.\u201d<\/p>\n<p>Para Bill Russo, a import\u00e2ncia da adapta\u00e7\u00e3o vai al\u00e9m dos ve\u00edculos el\u00e9tricos e chega \u00e0 condu\u00e7\u00e3o aut\u00f3noma e ao software.<\/p>\n<p>\u201cIsto aqui \u00e9 uma panela de press\u00e3o\u201d, afirmou Russo. \u201cSe n\u00e3o formos r\u00e1pidos, perdemos a oportunidade.\u201d<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/1777520425_465_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/1777520426_264_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/1777520426_779_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Renault O novo Twingo el\u00e9trico Pressionadas pela hipercompetitividade chinesa, marcas como a Renault est\u00e3o a remodelar o desenvolvimento,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":367659,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[2702,2298,88,3981,358,476,89,90,445,295,551,32,33,1156],"class_list":["post-367658","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-auto","tag-automoveis","tag-business","tag-carro","tag-china","tag-economia","tag-economy","tag-empresas","tag-europa","tag-industria","tag-marcas","tag-portugal","tag-pt","tag-renault"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116513011719257164","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/367658","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=367658"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/367658\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/367659"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=367658"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=367658"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=367658"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}