{"id":368011,"date":"2026-05-04T07:36:23","date_gmt":"2026-05-04T07:36:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/368011\/"},"modified":"2026-05-04T07:36:23","modified_gmt":"2026-05-04T07:36:23","slug":"presidente-promulga-decreto-que-altera-lei-da-nacionalidade-mas-desejava-maior-consenso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/368011\/","title":{"rendered":"Presidente promulga decreto que altera Lei da Nacionalidade mas desejava maior consenso"},"content":{"rendered":"<p>&#13;<br \/>\nNuma nota <a href=\"https:\/\/www.presidencia.pt\/atualidade\/toda-a-atualidade\/2026\/05\/presidente-da-republica-promulga-decreto-da-assembleia-da-republica\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">publicada no s\u00edtio oficial da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/a> na Internet, Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro reafirma o entendimento que expressou enquanto candidato presidencial de que esta mat\u00e9ria deveria &#8220;assentar num maior consenso em torno das suas linhas essenciais&#8221; distanciando-se de eventuais &#8220;marcas ideol\u00f3gicas do momento&#8221;. <\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" itemprop=\"image\" class=\"img-fluid\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/cec1d826b35284a86668c16c7af17a13_N.jpg\"\/><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;Para a tomada de decis\u00e3o de promulga\u00e7\u00e3o do Presidente da Rep\u00fablica contribuiu a leitura de que <b>os crit\u00e9rios mais exigentes e o aumento dos prazos para a aquisi\u00e7\u00e3o da nacionalidade n\u00e3o impedem a imprescind\u00edvel prote\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria e a desej\u00e1vel integra\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e dos menores<\/b> nascidos em Portugal, filhos de imigrantes, como estabelecido no quadro jur\u00eddico nacional, designadamente o acesso \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o&#8221;, l\u00ea-se na nota. Este decreto foi aprovado no parlamento em 01 de abril, numa segunda vers\u00e3o, ap\u00f3s inconstitucionalidades declaradas pelo Tribunal Constitucional (TC), por PSD, Chega, IL e CDS-PP, com votos contra de PS, Livre, PCP, BE e PAN, e a absten\u00e7\u00e3o do JPP, e seguiu para o Pal\u00e1cio de Bel\u00e9m em 13 de abril.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO Presidente da Rep\u00fablica tinha at\u00e9 hoje para o promulgar ou vetar.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nApesar da promulga\u00e7\u00e3o, Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro\u00a0defendeu que <b>\u00e9 preciso garantir que os processos pendentes n\u00e3o s\u00e3o afetados pela revis\u00e3o <\/b>da Lei da Nacionalidade, o que, no seu entender, constituiria\u00a0uma quebra de confian\u00e7a no Estado, interna e externamente.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;O Presidente da Rep\u00fablica assinala a import\u00e2ncia de garantir que os processos pendentes n\u00e3o s\u00e3o, efetivamente, afetados pela altera\u00e7\u00e3o legislativa, o que constituiria uma indesej\u00e1vel quebra de confian\u00e7a no Estado, ao n\u00edvel interno e externo&#8221;, l\u00ea-se na nota.<br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" itemprop=\"image\" class=\"img-fluid\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/19ef5461330cfae3710636b2741f7823_N.jpg\"\/><\/p>\n<p>\nNesta mensagem, o chefe de Estado &#8220;assinala ainda a import\u00e2ncia de a contagem dos prazos legalmente fixados para a obten\u00e7\u00e3o de nacionalidade n\u00e3o ser afetada pela morosidade do Estado&#8221;.\u00a0<\/p>\n<p class=\"titletext\">&#13;<br \/>\nAltera\u00e7\u00e3o da Lei Penal&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nTamb\u00e9m a 13 de abril e com a mesma vota\u00e7\u00e3o, foi aprovado no parlamento o decreto que altera o C\u00f3digo Penal para criar a pena acess\u00f3ria de perda de nacionalidade.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nA legisla\u00e7\u00e3o passou em segunda vers\u00e3o, ap\u00f3s inconstitucionalidades declaradas pelo TC, neste caso, todas elas por unanimidade. Em 21 de abril, o PS submeteu este decreto para nova fiscaliza\u00e7\u00e3o preventiva da constitucionalidade. O TC tem 25 dias para se pronunciar sobre esse pedido.<\/p>\n<p><b>A maioria com que estes dois decretos foram aprovados, superior a dois ter\u00e7os dos deputados presentes, permite a sua eventual confirma\u00e7\u00e3o no parlamento,<\/b>\u00a0seja perante um veto do Presidente da Rep\u00fablica como perante inconstitucionalidades declaradas pelo TC, nos termos da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No ac\u00f3rd\u00e3o de 15 de dezembro sobre as altera\u00e7\u00f5es \u00e0 Lei da Nacionalidade, o TC apenas se pronunciou sobre uma pequena parte das normas do decreto, abrangidas pelo pedido de fiscaliza\u00e7\u00e3o do PS, declarando quatro delas inconstitucionais, tr\u00eas por unanimidade.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nAp\u00f3s a reformula\u00e7\u00e3o dessas normas, o PS entendeu, desta vez, n\u00e3o submeter o novo decreto a fiscaliza\u00e7\u00e3o preventiva da constitucionalidade.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m <b>o Presidente da Rep\u00fablica entendeu n\u00e3o submeter ao TC quaisquer normas da Lei da Nacionalidade.<\/b><br \/>&#13;<br \/>\n&#8220;Maior consenso&#8221;<br \/>&#13;<br \/>\nNa nota que hoje promulgou, Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro refere que as normas declaradas inconstitucionais &#8220;foram globalmente revistas no novo diploma, para ultrapassar as inconstitucionalidades declaradas na referida decis\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;No entanto, apesar da maioria parlamentar que aprovou o diploma, o presidente da Rep\u00fablica reitera que <b>a revis\u00e3o de uma lei de valor refor\u00e7ado com a import\u00e2ncia da Lei da Nacionalidade deveria tamb\u00e9m assentar num maior consenso em torno das suas linhas essenciais<\/b>&#8220;, acrescenta.<\/p>\n<p>Segundo o chefe de Estado, &#8220;esse distanciamento recomendaria que a Lei da Nacionalidade n\u00e3o fosse objeto de sucessivas altera\u00e7\u00f5es, com preju\u00edzo da seguran\u00e7a jur\u00eddica e, consequentemente, das pessoas e do risco de afetar a inabdic\u00e1vel credibilidade das institui\u00e7\u00f5es&#8221;.<br \/>&#13;<br \/>\nA nova lei<br \/>&#13;<br \/>\nAtualmente, s\u00e3o portugueses de origem os menores nascidos no territ\u00f3rio portugu\u00eas que tenham um dos progenitores residente no pa\u00eds h\u00e1 pelo menos um ano, independentemente do t\u00edtulo. Esse direito passa a estar limitado a quem tenha um dos pais a residir legalmente em Portugal h\u00e1 pelo menos cinco anos.<\/p>\n<p>O per\u00edodo de resid\u00eancia legal para se adquirir a nacionalidade portuguesa, que atualmente \u00e9 de cinco anos, \u00e9 aumentado para sete anos, no caso dos cidad\u00e3os de pa\u00edses de l\u00edngua oficial portuguesa e da Uni\u00e3o Europeia, ou para dez, no caso dos nacionais de outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>S\u00e3o eliminados os regimes de concess\u00e3o de nacionalidade a descendentes de judeus sefarditas portugueses, implementado em 2015, e a nascidos em antigos territ\u00f3rios ultramarinos portugueses tornados independentes que tenham permanecido em Portugal, e aos seus filhos aqui nascidos, que visava salvaguardar casos n\u00e3o abrangidos pela lei de 1975.<\/p>\n<p><b>Este processo de revis\u00e3o da Lei da Nacionalidade teve origem numa proposta do Governo e foi depois transformada em dois projetos de lei por PSD e CDS-PP<\/b>, que justificaram a autonomiza\u00e7\u00e3o da perda de nacionalidade como pena acess\u00f3ria com a exist\u00eancia de d\u00favidas de constitucionalidade sobre essa mat\u00e9ria, sem, por\u00e9m, deixar cair a proposta.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro assumiu fun\u00e7\u00f5es em 09 de mar\u00e7o, j\u00e1 a meio deste processo legislativo &#8212; ap\u00f3s as inconstitucionalidades declaradas pelo TC em 15 de dezembro, que obrigaram a vetos pelo seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa, em 19 de dezembro.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nc\/Lusa&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; Numa nota publicada no s\u00edtio oficial da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica na Internet, Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro reafirma o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":368012,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[4508,27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-368011","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-principais-noticias","8":"tag-belem","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-headlines","14":"tag-latest-news","15":"tag-latestnews","16":"tag-main-news","17":"tag-mainnews","18":"tag-news","19":"tag-noticias","20":"tag-noticias-principais","21":"tag-noticiasprincipais","22":"tag-portugal","23":"tag-principais-noticias","24":"tag-principaisnoticias","25":"tag-pt","26":"tag-top-stories","27":"tag-topstories","28":"tag-ultimas","29":"tag-ultimas-noticias","30":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116515162719670979","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/368011","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=368011"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/368011\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/368012"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=368011"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=368011"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=368011"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}