{"id":368192,"date":"2026-05-04T10:59:20","date_gmt":"2026-05-04T10:59:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/368192\/"},"modified":"2026-05-04T10:59:20","modified_gmt":"2026-05-04T10:59:20","slug":"lider-do-men-at-work-e-parca-de-ringo-starr-enfrentou-saturacao-nos-anos-80-havia-preconceito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/368192\/","title":{"rendered":"L\u00edder do Men At Work e \u2018par\u00e7a\u2019 de Ringo Starr enfrentou \u2018satura\u00e7\u00e3o\u2019 nos anos 80: \u2018Havia preconceito\u2019"},"content":{"rendered":"<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/>Foto: Hay Ramos\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Colin HayCantor e l\u00edder do Men At Work<\/p>\n<p>No agridoce document\u00e1rio Colin Hay: Waiting for my Real Life (2015), o l\u00edder do <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/men-at-work\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/men-at-work\/\"><strong>Men At Work<\/strong><\/a>, <strong>Colin Hay<\/strong>, \u00e9 tratado com grande defer\u00eancia por Hugh Jackman, Guy Pearce e Mick Fleetwood, entre outros artistas de destaque, enquanto destrincha sua carreira de altos e baixos.<\/p>\n<p>\u201cOs anos 80 come\u00e7aram com o Men At Work\u201d, diz determinado entrevistado durante a proje\u00e7\u00e3o \u2013 numa afirma\u00e7\u00e3o muito pertinente, afinal, os dois primeiros \u00e1lbuns do conjunto australiano, Business as Usual (1981) e Cargo (1983), encapsularam com precis\u00e3o o brilho daquela d\u00e9cada, apresentando um pop rock acess\u00edvel, mas sofisticado, com elementos de new wave e reggae. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a banda de Hay \u2013 um escoc\u00eas que emigrou para a Austr\u00e1lia quando crian\u00e7a \u2013 conseguiu superar o \u201cpreconceito\u201d dos brit\u00e2nicos e provar seu valor para al\u00e9m da Oceania, como tamb\u00e9m fizeram AC\/DC, INXS e Nick Cave and the Bad Seeds. <\/p>\n<p>Leia tamb\u00e9m<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \">O problema foi que os sucessos Down Under, Who Can It Be Now, Overkill e It\u2019s A Mistake tocaram tanto nas r\u00e1dios e na MTV que houve uma \u201csatura\u00e7\u00e3o\u201d de Men At Work, conforme Colin relata no filme. Com isso, al\u00e9m de desaven\u00e7as internas, a banda implodiu, lan\u00e7ando seu terceiro e derradeiro LP, Two Hearts, em 1985. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \">Depois, Hay experimentou o fracasso de sua carreira solo, lutou contra o alcoolismo e precisou lidar com um processo por pl\u00e1gio envolvendo Down Under. Em 2010, a Justi\u00e7a da Austr\u00e1lia decidiu que uma pequena parte do riff de flauta executado por Greg Hamm na faixa lembrava a antiga can\u00e7\u00e3o Kookaburra Sits in the Old Gum Tree. Como resultado, os reclamantes receberam 5% dos royalties do hit.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \">Nem por isso, o cantor deixou de esbanjar um sorriso no rosto. Sujeito bem humorado e gentil, \u00e9 t\u00e3o admirado em seu ramo que foi convidado para integrar a prestigiada <strong>All-Starr Band de<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/ringo-starr\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/ringo-starr\/\"><strong>Ringo Starr<\/strong><\/a>, lend\u00e1rio baterista dos Beatles, com quem ele toca regularmente desde 2018.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \"><strong>Prestes a iniciar uma extensa turn\u00ea pelo Brasil, com parada em S\u00e3o Paulo no dia 6 de maio<\/strong>,<strong> <\/strong>\u00e0 frente de uma reformulada e rejuvenescida<strong> <\/strong>forma\u00e7\u00e3o do Men At Work, o m\u00fasico de 72 anos conversou com o <strong>Estad\u00e3o <\/strong>por videoconfer\u00eancia. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \">Leia abaixo a entrevista completa.<\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>O grupo Men At Work emplacou hits como &#8216;Down Under&#8217; e &#8216;Overkill&#8217;, mas ficou &#8216;saturado&#8217; nos anos 80\u00a0Foto:  Reprodu\u00e7\u00e3o de clipe\/Men At Work<\/p>\n<p>Como ser uma banda da Austr\u00e1lia ajudou ou n\u00e3o ajudou o Men At Work no in\u00edcio de carreira?<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \">Depende da perspectiva que voc\u00ea adota ao analisar isso. Se voc\u00ea olhar, por exemplo, do ponto de vista de algu\u00e9m na Inglaterra, como uma r\u00e1dio inglesa, n\u00e3o era necessariamente algo positivo ser uma banda australiana, porque havia um certo preconceito. Era como se algu\u00e9m das col\u00f4nias [brit\u00e2nicas] estivesse voltando e tentando fazer sucesso. Eles nos viam como cidad\u00e3os de segunda classe. Mas, se voc\u00ea olhar do ponto de vista dos Estados Unidos, ou at\u00e9 mesmo do Brasil, havia um certo n\u00edvel de curiosidade sobre a banda, justamente porque \u00e9ramos da Austr\u00e1lia. As pessoas n\u00e3o sabiam muito bem o que era a Austr\u00e1lia, onde ficava ou quem eram as pessoas de l\u00e1. Ent\u00e3o acho que, no fim das contas, isso provavelmente foi algo positivo.<\/p>\n<p>Quando pensamos nas bandas australianas mais emblem\u00e1ticas do rock, pensamos em Men at Work, AC\/DC, INXS e Nick Cave and the Bad Seeds. Pode haver um conceito musical que as una, ou uma ideia em comum, ou elas s\u00e3o completamente diferentes?<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \">Elas s\u00e3o muito diferentes musicalmente. Mas uma coisa que acredito que as conecta \u00e9 o fato de que n\u00f3s \u00e9ramos naquela \u00e9poca muito distantes do resto do mundo. Ent\u00e3o, havia uma esp\u00e9cie de atitude de \u2018esponja\u2019: voc\u00ea absorvia coisas do resto do mundo porque queria descobrir mais sobre m\u00fasica. Voc\u00ea ouvia m\u00fasica da Gr\u00e3-Bretanha, dos EUA, de v\u00e1rias partes do mundo. E o que tendia a acontecer era que, justamente por estarmos t\u00e3o distantes, a m\u00fasica que surgia das bandas australianas acabava tendo uma personalidade pr\u00f3pria, que de certa forma era moldada pela geografia de onde est\u00e1vamos.<\/p>\n<p>O que h\u00e1 de t\u00e3o especial nos anos 1980 que ainda ressoa t\u00e3o fortemente com as pessoas hoje?<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \">Eu realmente n\u00e3o penso na m\u00fasica em termos de d\u00e9cadas. Penso que existem diferentes ondas musicais. Para mim, os anos 1960 foram o per\u00edodo mais incr\u00edvel da m\u00fasica porque tudo estava sendo descoberto. Nos anos 1970, a Calif\u00f3rnia parecia ser o lugar onde a m\u00fasica estava mais empolgante. E ent\u00e3o, surgiu todo o movimento punk na Inglaterra. Depois tivemos a cena de Seattle. Quando penso nos anos 1980, sempre penso em Michael Jackson. Lembro que nossa banda esteve em primeiro lugar por quatro meses antes de Thriller chegar e simplesmente nos derrubar do n\u00famero um. Acho que tamb\u00e9m h\u00e1 uma quest\u00e3o geracional. As pessoas que est\u00e3o na faixa dos 40 ou 50 anos hoje olham para os anos 1980 com muito amor e carinho.<\/p>\n<p>Leia outras entrevistas com astros do rock<\/p>\n<p>E m\u00fasica moderna, o senhor escuta?<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default  \">Sempre h\u00e1 m\u00fasica excelente sendo feita. Acho que o que acontece \u00e9 que h\u00e1 muito mais m\u00fasica sendo produzida hoje em dia. Quando eu estava crescendo, voc\u00ea sabia quando um disco dos Beatles, do Traffic ou do Pink Floyd seria lan\u00e7ado. Voc\u00ea ficava sabendo, esperava por isso, ia comprar e ouvia o disco com aten\u00e7\u00e3o. Hoje em dia, h\u00e1 tanta m\u00fasica que tudo gira mais em torno de can\u00e7\u00f5es do que de \u00e1lbuns, e o consumo \u00e9 bem diferente. Ent\u00e3o, \u00e9 dif\u00edcil para mim avaliar a m\u00fasica moderna. Se voc\u00ea ouve, por exemplo, uma m\u00fasica do Harry Styles, pode achar que tem um refr\u00e3o legal, melodias interessantes e tal. Mas a\u00ed voc\u00ea se pergunta: ser\u00e1 que as pessoas ainda estar\u00e3o ouvindo isso daqui a 30 ou 40 anos? Talvez sim, talvez n\u00e3o.<\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>A banda australiana Men at Work fez sucesso nos anos 80; na foto, a forma\u00e7\u00e3o original\u00a0Foto:  MTV\/Wikimedia Commons<\/p>\n<p>O senhor j\u00e1 est\u00e1 na All-Starr Band h\u00e1 alguns anos, ent\u00e3o preciso que me conte uma hist\u00f3ria sobre Ringo Starr que nunca contou a ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>Eu ainda n\u00e3o consigo me acostumar que fa\u00e7o parte da banda. N\u00e3o h\u00e1 nada que eu queira compartilhar que eu j\u00e1 n\u00e3o tenha dividido com as pessoas antes. Mas poder passar tempo com ele \u00e9 incr\u00edvel. Eu cresci com um p\u00f4ster dos Beatles na parede. E a\u00ed no show eu toco algo como Who Can It Be Now e, depois que terminamos, o Ringo olha para mim e diz: \u2018queria ter escrito essa\u2019.<\/p>\n<p>H\u00e1 planos para a All-Starr Band voltar \u00e0 Am\u00e9rica do Sul ou o Ringo s\u00f3 quer se apresentar nos EUA?<\/p>\n<p>Eu realmente n\u00e3o sei. Acho que ele certamente tocaria em outras partes do mundo. Posso dizer que ir \u00e0 Am\u00e9rica do Sul n\u00e3o est\u00e1 fora de quest\u00e3o. Mas os EUA s\u00e3o um lugar f\u00e1cil para fazer turn\u00eas. Ele tem 85 anos, ent\u00e3o a ideia de ficar em um avi\u00e3o por 8 ou 12 horas n\u00e3o \u00e9 algo que ele curta muito hoje em dia. <\/p>\n<p>Men At Work &#8211; Ao Vivo<\/p>\n<ul>\n<li class=\" \"><b>Quando<\/b>: 6 de maio de 2026<\/li>\n<li class=\" \"><b>Onde<\/b>: Vibra S\u00e3o Paulo (Av. das Na\u00e7\u00f5es Unidas, 17.955)<\/li>\n<li class=\" \"><b>Ingressos<\/b>: <a href=\"https:\/\/www.ticketmaster.com.br\/event\/men-at-work-sao-paulo\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.ticketmaster.com.br\/event\/men-at-work-sao-paulo\"><b>ticketmaster.com<\/b><\/a><\/li>\n<li class=\" \"><b>Pre\u00e7os<\/b>: R$ 250 a R$ 450<\/li>\n<li class=\" \"><b>Shows em outras cidades<\/b>: Recife (8\/5), Belo Horizonte (10\/5), Curitiba (12\/5), Porto Alegre (14\/5) e Rio de Janeiro (16\/5)<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Foto: Hay Ramos\/Divulga\u00e7\u00e3o Colin HayCantor e l\u00edder do Men At Work No agridoce document\u00e1rio Colin Hay: Waiting for&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":368193,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[141],"tags":[114,115,149,150,32,33,1711],"class_list":{"0":"post-368192","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-musica","8":"tag-entertainment","9":"tag-entretenimento","10":"tag-music","11":"tag-musica","12":"tag-portugal","13":"tag-pt","14":"tag-sample"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116515960679646561","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/368192","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=368192"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/368192\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/368193"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=368192"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=368192"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=368192"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}