{"id":368248,"date":"2026-05-04T11:45:11","date_gmt":"2026-05-04T11:45:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/368248\/"},"modified":"2026-05-04T11:45:11","modified_gmt":"2026-05-04T11:45:11","slug":"reino-unido-injeccao-para-tratar-cancro-vai-reduzir-horas-passadas-no-hospital-imunoterapias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/368248\/","title":{"rendered":"Reino Unido: injec\u00e7\u00e3o para tratar cancro vai reduzir horas passadas no hospital | Imunoterapias"},"content":{"rendered":"<p>O Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade do Reino Unido (NHS, na sigla em ingl\u00eas) anunciou nesta segunda-feira, em comunicado, que milhares de doentes v\u00e3o come\u00e7ar a beneficiar de um novo tratamento de imunoterapia, atrav\u00e9s de uma injec\u00e7\u00e3o, que pode ser usado para tratar diversos tipos de cancro.<\/p>\n<p>Desde 2025 que cerca de 14 mil doentes j\u00e1 usavam pembrolizumab (Keytruda) por via intravenosa, o que os obrigava a passar longos per\u00edodos no hospital, a receber soro intravenoso para que o medicamento entrasse no organismo. A prepara\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o do medicamento tamb\u00e9m eram demoradas e dispendiosas para as equipas do NHS, que passaram cerca de duas horas por sess\u00e3o com cada paciente.<\/p>\n<p>A forma inject\u00e1vel do <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2015\/07\/23\/ciencia\/noticia\/uniao-europeia-aprova-novo-medicamento-para-o-melanoma-avancado-1702919\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">pembrolizumab <\/a>mata as c\u00e9lulas cancerosas ao <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2018\/05\/08\/ciencia\/noticia\/pode-a-desactivacao-de-uma-proteina-impedir-a-propagacao-do-linfoma-1829195\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">bloquear uma prote\u00edna chamada PD-1<\/a>, que actua como um trav\u00e3o nas respostas imunit\u00e1rias, permitindo que o sistema imunit\u00e1rio reconhe\u00e7a e ataque as c\u00e9lulas do cancro.<\/p>\n<p>O NHS afirma que a nova vers\u00e3o inject\u00e1vel, que passar\u00e1 a ser utilizada na maior parte dos 14 mil doentes, deve reduzir o tempo do procedimento para apenas alguns minutos, economizando \u201ctempo valioso para doentes e profissionais de sa\u00fade\u201d, num total de mais de 100 mil horas de tempo de prepara\u00e7\u00e3o e tratamento a cada ano.<\/p>\n<p>O medicamento pode ser utilizado para tratar 14 tipos diferentes de cancro, incluindo do pulm\u00e3o, cabe\u00e7a e pesco\u00e7o, colo do \u00fatero e mama. Na nova forma inject\u00e1vel, o tratamento ser\u00e1 administrado a cada tr\u00eas semanas como uma injec\u00e7\u00e3o de um minuto ou a cada seis semanas como uma injec\u00e7\u00e3o de dois minutos, dependendo do diagn\u00f3stico do doente.<\/p>\n<p>Shirley Xerxes, de 89 anos, que reside em St Albans, a cerca de 35 quil\u00f3metros de Londres, foi uma das primeiras doentes a receber a injec\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o consigo acreditar que demorou t\u00e3o pouco tempo. Estive na cadeira durante alguns minutos, em vez de uma hora ou mais. Fez uma grande diferen\u00e7a, d\u00e1-me mais tempo para viver a minha vida, inclusive para cuidar do jardim\u201d, referiu, citada <a href=\"https:\/\/www.england.nhs.uk\/2026\/05\/1-minute-immunotherapy-jab-rolled-out-on-nhs-for-tens-of-thousands-with-cancer\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">no comunicado <\/a>que anuncia a nova forma de tratamento.<\/p>\n<p>Para Peter Johnson, director cl\u00ednico nacional do NHS para o cancro, esta imunoterapia \u00e9 uma \u201ct\u00e1bua de salva\u00e7\u00e3o para milhares de doente\u201d. \u201cGerir o tratamento do cancro e as visitas regulares ao hospital pode ser extenuante. Esta inova\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 tornar\u00e1 muito mais r\u00e1pida e conveniente para os pacientes, como tamb\u00e9m ajudar\u00e1 a liberar consultas vitais para que as equipes do NHS tratem mais pessoas e continuem a reduzir os tempos de espera\u201d, disse, tamb\u00e9m citado no comunicado.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>Autorizado em Portugal desde 2023<\/p>\n<p>A imunoterapia \u00e9 uma forma de tratamento oncol\u00f3gico que estimula o sistema imunit\u00e1rio a identificar e destruir c\u00e9lulas cancerosas, que se podem esconder do pr\u00f3prio sistema imunit\u00e1rio do corpo ao produzir prote\u00ednas que enviam um \u201csinal de stop\u201d, dizendo \u00e0s nossas c\u00e9lulas imunit\u00e1rias para n\u00e3o as atacarem. A imunoterapia funciona ao bloquear este sinal, permitindo que as c\u00e9lulas cancerosas sejam reconhecidas e destru\u00eddas mais facilmente. Foi esta descoberta que rendeu o <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2018\/10\/01\/ciencia\/noticia\/vence-premio-nobel-da-medicina-1845838\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">Pr\u00e9mio Nobel da Medicina ou Fisiologia de 2018<\/a> aos investigadores James P. Allison e Tasuku Honjo.<\/p>\n<p>No ano passado, no Reino Unido, cerca de 15 mil doentes com cancro tornaram-se eleg\u00edveis para tomar nivolumab (Opdivo), outra injec\u00e7\u00e3o de imunoterapia que demora entre tr\u00eas a cinco minutos a ser administrada. Com o an\u00fancio da pembrolizumab, existem agora duas imunoterapias dispon\u00edveis para tratar quase 30 tipos de cancro no NHS.<\/p>\n<p>O Keytruda foi um dos primeiros medicamentos de imunoterapia a serem aprovados, inicialmente para centro de pele e posteriormente para outras formas da doen\u00e7a, e \u00e9 actualmente o medicamento de prescri\u00e7\u00e3o mais vendido no mundo, com vendas globais de 30 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares (mais de 25 mil milh\u00f5es de euros) em 2025, segundo dados da <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/articles\/cx214vld41ko\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">BBC<\/a>.<\/p>\n<p>Por c\u00e1, o Infarmed \u2013 Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Sa\u00fade autorizou o uso do medicamento pembrolizumab no tratamento do<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/02\/15\/ciencia\/noticia\/cancro-mama-triplonegativo-celulas-manipulam-proteina-manter-agressividade-2039059\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\"> cancro da mama triplo negativo<\/a> metast\u00e1tico, do colorrectal metast\u00e1tico, do colo do \u00fatero persistente, do es\u00f3fago metast\u00e1tico, carcinoma das c\u00e9lulas renais em adultos e alguns casos de melanoma <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/07\/26\/sociedade\/noticia\/infarmed-autorizou-medicamento-inovador-diversos-tipos-cancro-2058162\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">em Julho de 2023<\/a>. Segundo a informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel no site do Infarmed, o medicamento, de uso em meio hospitalar, passa a ser autorizado no tratamento de diversos tipos de cancro, nalguns caso em monoterapia e noutros, conjugado com outros medicamentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade do Reino Unido (NHS, na sigla em ingl\u00eas) anunciou nesta segunda-feira, em comunicado,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":368249,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[1207,109,529,116,62326,1208,7225,32,33,713,117,44895],"class_list":{"0":"post-368248","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-cancro","9":"tag-ciencia","10":"tag-doencas","11":"tag-health","12":"tag-imunoterapias","13":"tag-medicina","14":"tag-oncologia","15":"tag-portugal","16":"tag-pt","17":"tag-reino-unido","18":"tag-saude","19":"tag-sistema-imunitario"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116516141551595174","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/368248","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=368248"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/368248\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/368249"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=368248"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=368248"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=368248"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}