{"id":370380,"date":"2026-05-05T23:02:10","date_gmt":"2026-05-05T23:02:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/370380\/"},"modified":"2026-05-05T23:02:10","modified_gmt":"2026-05-05T23:02:10","slug":"debate-enfatiza-importancia-da-vacinacao-contra-o-hpv-senado-noticias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/370380\/","title":{"rendered":"debate enfatiza import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o contra o HPV \u2014 Senado Not\u00edcias"},"content":{"rendered":"<p>O c\u00e2ncer do colo do \u00fatero apresenta incid\u00eancia e mortalidade elevadas no Brasil, especialmente entre as mulheres que vivem nas regi\u00f5es Norte e Nordeste.\u00a0Para modificar essa realidade, n\u00e3o basta rastrear a doen\u00e7a; \u00e9 necess\u00e1rio intensificar a vacina\u00e7\u00e3o contra o HPV (papilomav\u00edrus humano) nas meninas e tamb\u00e9m nos meninos \u2014 incluindo adolescentes. A ado\u00e7\u00e3o dessa estrat\u00e9gia poder\u00e1 contribuir para a elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a no futuro.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o foi feita nesta ter\u00e7a (5) durante audi\u00eancia p\u00fablica promovida pela\u00a0Comiss\u00e3o de Assuntos Sociais do Senado (CAS) para discutir as pol\u00edticas p\u00fablicas relacionadas aos c\u00e2nceres de ov\u00e1rio e do colo do \u00fatero.\u00a0O encontro aconteceu por iniciativa do presidente do colegiado,\u00a0senador Marcelo Castro (MDB-PI).<\/p>\n<p>O debate foi conduzido pela senadora Dra. Eud\u00f3cia (PSDB-AL), que alertou para o avan\u00e7o do c\u00e2ncer do colo de \u00fatero no pa\u00eds. Ela defendeu o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o, a amplia\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e a ado\u00e7\u00e3o de diretrizes \u201cpr\u00e1ticas e objetivas\u201d para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 Os estudos mostram que hoje as doen\u00e7as cardiovasculares s\u00e3o as que mais matam e que as doen\u00e7as oncol\u00f3gicas est\u00e3o em segundo lugar. Por\u00e9m, at\u00e9 2030, [a estimativa \u00e9 que] as doen\u00e7as oncol\u00f3gicas ficar\u00e3o em primeiro lugar. (&#8230;) As pol\u00edticas p\u00fablicas s\u00e3o de suma import\u00e2ncia \u2014 destacou a senadora.<\/p>\n<p><strong>Rastreio<\/strong><\/p>\n<p>Representante do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade,\u00a0Guacyra Magalh\u00e3es Pires Bezerra disse que o Brasil tem condi\u00e7\u00f5es de fazer a preven\u00e7\u00e3o contra a doen\u00e7a, oferecer o diagn\u00f3stico e evitar \u201cmuitas e muitas mortes\u201d. Ela \u00e9 diretora do Departamento de Aten\u00e7\u00e3o ao C\u00e2ncer da Secretaria de Aten\u00e7\u00e3o Especializada \u00e0 Sa\u00fade dessa pasta.<\/p>\n<p>\u2014 Hoje, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade conta com a implementa\u00e7\u00e3o do rastreio organizado do c\u00e2ncer do colo uterino com a pesquisa do DNA\/HPV oncog\u00eanico, que come\u00e7ou faz alguns meses e tem estrat\u00e9gia para amplia\u00e7\u00e3o para todo o pa\u00eds at\u00e9 o final do ano \u2014 afirmou Guacyra.<\/p>\n<p><strong>C\u00e2nceres ginecol\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n<p>Entre os dez principais tipos de c\u00e2ncer nas mulheres no Brasil, tr\u00eas s\u00e3o ginecol\u00f3gicos:\u00a0c\u00e2ncer do colo do \u00fatero,\u00a0c\u00e2ncer de corpo uterino e o c\u00e2ncer de ov\u00e1rio.<\/p>\n<p>O\u00a0diretor-geral do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca), Roberto de Almeida Gil, ressaltou que esses tr\u00eas c\u00e2nceres t\u00eam atividades biol\u00f3gicas e abordagens diferentes.<\/p>\n<p>\u2014 O c\u00e2ncer de colo uterino, preven\u00edvel e evit\u00e1vel, \u00e9 o terceiro em incid\u00eancia no Brasil [entre os c\u00e2nceres que afetam as mulheres]. O c\u00e2ncer de corpo uterino (endom\u00e9trio) est\u00e1 aumentando a sua incid\u00eancia: j\u00e1 \u00e9 o sexto. E o c\u00e2ncer de ov\u00e1rio \u00e9 o oitavo em incid\u00eancia \u2014 declarou Roberto.<\/p>\n<p><strong>Vacina<\/strong><\/p>\n<p>O diretor-geral do Inca destacou que o\u00a0c\u00e2ncer de colo do \u00fatero pode ser evitado por meio da vacina contra o HPV.<\/p>\n<p>\u2014 A cobertura no Brasil da quadrivalente ainda \u00e9 muito significativa \u2014 observou ele ao se referir \u00e0 vacina quadrivalente, que tem esse nome por proteger contra quatro tipos do v\u00edrus:\u00a06, 11, 16 e 18.<\/p>\n<p>A vacina quadrivalente contra o HPV \u00e9 oferecida gratuitamente pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) para crian\u00e7as e adolescentes entre 9 e 14 anos \u2014 de ambos os sexos.<\/p>\n<p>\u2014 A gente n\u00e3o tem transfer\u00eancia de tecnologia ainda da nonavalente, de custo muito mais elevado, mas a gente vai precisar disso no futuro \u2014 acrescentou\u00a0 Roberto ao se referir \u00e0 vacina nonavalente, que \u00e9 chamada assim por proteger contra nove tipos de HPV:\u00a06, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58.<\/p>\n<p>A vacina nonavalente est\u00e1 dispon\u00edvel no pa\u00eds, mas por enquanto somente no sistema privado (ou seja, \u00e9 preciso pagar por ela).<\/p>\n<p><strong>Metas de erradica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a diretora da Sociedade Brasileira de Oncologia Cl\u00ednica, Daniele Assad-Suzuki, estima-se que o pa\u00eds apresente 17 mil novos casos de c\u00e2ncer do colo do \u00fatero por ano.<\/p>\n<p>As metas de erradica\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) envolvem a vacina\u00e7\u00e3o de 90% de meninas e meninos de 9 a 14 anos de idade, mas os n\u00fameros do Brasil est\u00e3o abaixo disso.<\/p>\n<p>\u2014 A gente n\u00e3o atinge 80% de vacina\u00e7\u00e3o das meninas e nem 70% dos meninos. Algumas coisas s\u00e3o necess\u00e1rias, como voltar a vacina\u00e7\u00e3o de fato nas escolas e tentar realmente conscientizar a popula\u00e7\u00e3o de que a vacina\u00e7\u00e3o contra o HPV previne mortes. Isso precisa ficar muito claro. A gente tem a tecnologia dispon\u00edvel (a vacina quadrivalente que previne contra 70% dos casos), mas nem ela est\u00e1 sendo oferecida a 100% da popula\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o \u00e9 preciso organizar para conseguir os maiores benef\u00edcios \u2014 recomendou Daniele.<\/p>\n<p><strong>Fase avan\u00e7ada<\/strong><\/p>\n<p>Representante da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira das Associa\u00e7\u00f5es de Ginecologia e Obstetr\u00edcia, Agnaldo Lopes da Silva Filho lembrou que, no Brasil, a maioria dos casos de c\u00e2ncer de colo de \u00fatero \u00e9 diagnosticada quando eles j\u00e1 est\u00e3o em fase avan\u00e7ada. Agnaldo \u00e9 diretor cient\u00edfico dessa federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 A quest\u00e3o de g\u00eanero tem import\u00e2ncia muito grande. V\u00e1rias mortes poderiam ser evitadas. A taxa de sobrevida de c\u00e2ncer em um pa\u00eds desenvolvido chega a mais de 70%, mas em pa\u00eds de baixa renda \u00e9 menos de 20%. A gente j\u00e1 conhece muito bem a hist\u00f3ria natural da doen\u00e7a e a gente realmente n\u00e3o mudou as nossas estat\u00edsticas \u2014 lamentou ele.<\/p>\n<p><strong>Desigualdades regionais<\/strong><\/p>\n<p>Representante do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecol\u00f3gicos &#8211; EVA, Marcella Salvadori enfatizou que o c\u00e2ncer de colo de \u00fatero permanece como um importante problema de sa\u00fade p\u00fablica, marcado por desigualdades regionais e forte associa\u00e7\u00e3o com a vulnerabilidade social. Ela \u00e9\u00a0coordenadora de Advocacy e Apoio do Paciente dessa entidade.<\/p>\n<p>\u2014 O c\u00e2ncer de ov\u00e1rio, embora menos incidente, tem alta letalidade, e \u00e9 frequentemente diagnosticado em est\u00e1gios avan\u00e7ados, uma vez que n\u00e3o h\u00e1 m\u00e9todo de rastreamento eficaz contra a doen\u00e7a, o que impacta no desfecho da sobrevida das pacientes. A vacina\u00e7\u00e3o contra o HPV representa uma das estrat\u00e9gias mais efetivas em sa\u00fade p\u00fablica \u2014 reiterou Marcella.<\/p>\n<p class=\"text-muted\">Ag\u00eancia Senado (Reprodu\u00e7\u00e3o autorizada mediante cita\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Senado)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O c\u00e2ncer do colo do \u00fatero apresenta incid\u00eancia e mortalidade elevadas no Brasil, especialmente entre as mulheres que&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":370381,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[3273,1776,838,116,1703,32,33,117,896,21424,2820],"class_list":{"0":"post-370380","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-adolescentes","9":"tag-cancer","10":"tag-criancas","11":"tag-health","12":"tag-ministerio-da-saude","13":"tag-portugal","14":"tag-pt","15":"tag-saude","16":"tag-saude-publica","17":"tag-sistema-unico-de-saude-sus","18":"tag-vacinacao"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116524465892775341","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/370380","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=370380"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/370380\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/370381"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=370380"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=370380"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=370380"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}