{"id":37077,"date":"2025-08-20T09:15:08","date_gmt":"2025-08-20T09:15:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/37077\/"},"modified":"2025-08-20T09:15:08","modified_gmt":"2025-08-20T09:15:08","slug":"alunos-estao-trocando-livros-por-resumos-de-ia-quem-paga-o-preco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/37077\/","title":{"rendered":"Alunos est\u00e3o trocando livros por resumos de IA. Quem paga o pre\u00e7o?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/fastcompanybrasil.com\/autor\/NaomiSBaron\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Naomi S. Baron<\/a><\/p>\n<p>5 minutos de leitura\t<\/p>\n<p>Uma tempestade perfeita se aproxima quando o assunto \u00e9 leitura.<\/p>\n<p>A intelig\u00eancia artificial surgiu em um momento em que <a href=\"https:\/\/literacytrust.org.uk\/research-services\/research-reports\/children-and-young-peoples-reading-in-2025\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">crian\u00e7as<\/a> e <a href=\"https:\/\/news.gallup.com\/poll\/388541\/americans-reading-fewer-books-past.aspx\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">adultos<\/a> j\u00e1 vinham dedicando cada vez menos tempo aos livros.<\/p>\n<p>Como <a href=\"https:\/\/www.american.edu\/cas\/faculty\/nbaron.cfm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">linguista<\/a>, estudo como a tecnologia influencia a maneira como <a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/How-We-Read-Now-Strategic\/dp\/019008409X?tag=wwwfccom-20\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">lemos<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.sup.org\/books\/literary-studies-and-literature\/who-wrote\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">escrevemos<\/a> e <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.pragma.2021.01.011\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">pensamos<\/a>.<\/p>\n<p>Isso inclui o impacto da IA, que vem <a href=\"https:\/\/www.fastcompany.com\/91361531\/how-to-tell-if-the-article-youre-reading-was-written-by-ai\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">transformando radicalmente<\/a> a forma como nos relacionamos com os livros e outros tipos de texto \u2013 seja para realizar tarefas escolares, fazer pesquisas ou ler por prazer. Minha preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 que a intelig\u00eancia artificial esteja acelerando uma mudan\u00e7a que j\u00e1 vinha acontecendo: a perda do valor da leitura como experi\u00eancia essencialmente humana.<\/p>\n<p><strong>TUDO, MENOS LIVROS<\/strong><\/p>\n<p>As <a href=\"https:\/\/www.brookings.edu\/articles\/ai-has-rendered-traditional-writing-skills-obsolete-education-needs-to-adapt\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">habilidades de escrita da IA<\/a> <a href=\"https:\/\/www.bgsu.edu\/news\/online-media-newsroom\/2023\/12\/bgsu-research-finds-people-struggle-to-identify-the-difference-b.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">t\u00eam chamado<\/a> <a href=\"https:\/\/www.prsa.org\/article\/surviving-in-the-age-of-ai-writing\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">muita aten\u00e7\u00e3o<\/a>. Mas s\u00f3 agora professores e pesquisadores come\u00e7am a discutir sua capacidade de \u201cler\u201d grandes volumes de informa\u00e7\u00e3o e, a partir disso, gerar resumos, an\u00e1lises e compara\u00e7\u00f5es de livros, artigos e ensaios.<\/p>\n<p>Hoje, em vez de ler um livro inteiro, muitos alunos recorrem a resumos feitos por IA sobre a trama e os principais temas abordados. Essa facilidade \u2013 que reduz a motiva\u00e7\u00e3o para ler por conta pr\u00f3pria \u2013 foi justamente o que me <a href=\"https:\/\/www.sup.org\/books\/media-studies\/reader-bot\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">levou a escrever um livro<\/a> sobre os pr\u00f3s e contras de deixar a intelig\u00eancia artificial \u201cler por voc\u00ea\u201d.<\/p>\n<p>Claro, atalhos de leitura n\u00e3o s\u00e3o novidade. Livretos com resumos de obras liter\u00e1rias existem desde <a href=\"https:\/\/www.cliffsnotes.com\/discover-about\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">os anos 1950<\/a>. S\u00e9culos antes, a Royal Society de Londres j\u00e1 publicava<a href=\"https:\/\/arts.st-andrews.ac.uk\/philosophicaltransactions\/where-did-the-practice-of-abstracts-come-from\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> resumos dos artigos cient\u00edficos<\/a> em seu peri\u00f3dico \u201cPhilosophical Transactions\u201d. Na metade do s\u00e9culo 20, eles se tornaram parte insepar\u00e1vel da produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica.<\/p>\n<p>A internet ampliou ainda mais essas alternativas. O Blinkist, por exemplo, \u00e9 um aplicativo que transforma livros de n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o em <a href=\"https:\/\/www.newyorker.com\/magazine\/2024\/05\/27\/can-you-read-a-book-in-a-quarter-of-an-hour\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">resumos de 15 minutos<\/a>, tanto em \u00e1udio quanto em texto.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Ferramentas como o BooksAI oferecem resumos e an\u00e1lises que antes eram feitos por pessoas<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Mas a IA generativa levou esses atalhos a outro n\u00edvel. Ferramentas como o <a href=\"https:\/\/getbooknotes.com\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">BooksAI<\/a> oferecem resumos e an\u00e1lises que antes eram feitos por pessoas. J\u00e1 o <a href=\"https:\/\/www.bookai.chat\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">BookAI.chat<\/a> convida o usu\u00e1rio a \u201cconversar\u201d com os livros. Em ambos os casos, ler a obra completa deixa de ser necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Se um aluno precisa comparar \u201cAs Aventuras de Huckleberry Finn\u201d, de Mark Twain, com \u201cO Apanhador no Campo de Centeio\u201d, de J. D. Salinger, os resumos ajudam at\u00e9 certo ponto. Mas ainda caberia a ele construir a an\u00e1lise. Agora, com modelos como o <a href=\"https:\/\/notebooklm.google\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">NotebookLM<\/a>, do Google, a IA l\u00ea, compara e at\u00e9 sugere perguntas para discuss\u00e3o em sala de aula.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que isso nos tira um dos maiores benef\u00edcios de ler: o amadurecimento pessoal que vem de acompanhar, ainda que indiretamente, os dilemas do protagonista.<\/p>\n<p>Na pesquisa acad\u00eamica, ocorre algo semelhante. Ferramentas como SciSpace, Elicit e Consensus combinam mecanismos de busca com IA para entregar artigos resumidos e conectados entre si, reduzindo drasticamente o tempo gasto em revis\u00f5es bibliogr\u00e1ficas. O site ScienceDirect AI, da Elsevier, chega a <a href=\"https:\/\/elsevier.shorthandstories.com\/sciencedirect-ai\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">anunciar<\/a>: \u201cAdeus tempo de leitura desperdi\u00e7ado. Ol\u00e1, relev\u00e2ncia\u201d.<\/p>\n<p>Isso pode parecer muito pr\u00e1tico, mas o que se perde \u00e9 justamente o exerc\u00edcio de julgar por conta pr\u00f3pria o que \u00e9 relevante e de criar conex\u00f5es entre ideias.<\/p>\n<p><strong>UM MUNDO QUE L\u00ca CADA VEZ MENOS<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo antes da IA generativa, o h\u00e1bito da leitura j\u00e1 estava em queda \u2013 tanto na escola quanto no lazer.<\/p>\n<p>Nos EUA, a Avalia\u00e7\u00e3o Nacional do Progresso Educacional mostrou que, em 1984, 53% dos alunos do quarto ano liam por divers\u00e3o quase todos os dias. Em 2022, esse n\u00famero <a href=\"https:\/\/www.nationsreportcard.gov\/ltt\/reading\/student-experiences\/?age=9\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">caiu para 39%<\/a>. Entre os alunos do oitavo ano, a queda foi de 35% em 1984 para 14% em 2023.\u00a0<\/p>\n<p>No Reino Unido, uma <a href=\"https:\/\/nlt.cdn.ngo\/media\/documents\/Children_and_young_peoples_reading_in_2024_Report.pdf\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">pesquisa<\/a> da National Literacy Trust em 2024 revelou que apenas um em cada tr\u00eas jovens de oito a 18 anos afirmou gostar de ler no tempo livre \u2013 quase nove pontos percentuais a menos em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>Entre adolescentes, a tend\u00eancia \u00e9 a mesma. Em 2018, uma pesquisa com 600 mil estudantes de 15 anos em 79 pa\u00edses mostrou que <a href=\"https:\/\/www.oecd.org\/en\/publications\/pisa-2018-results-volume-i_5f07c754-en.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">49% s\u00f3 liam quando eram obrigados<\/a> \u2013 contra <a href=\"https:\/\/www.oecd.org\/en\/publications\/pisa-2009-results-learning-trends_9789264091580-en.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">36%<\/a> uma d\u00e9cada antes.<\/p>\n<p>No ensino superior, esse quadro <a href=\"https:\/\/www.theatlantic.com\/magazine\/archive\/2024\/11\/the-elite-college-students-who-cant-read-books\/679945\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">se repete<\/a>. Muitos professores t\u00eam reduzido as leituras obrigat\u00f3rias porque os alunos simplesmente se recusam a ler. Em uma <a href=\"https:\/\/read.dukeupress.edu\/poetics-today\/article-abstract\/42\/2\/253\/173589\/Doing-the-Reading-The-Decline-of-Long-Long-Form\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">pesquisa<\/a> que conduzi com a especialista Anne Mangen, constatamos essa tend\u00eancia.<\/p>\n<p>Um epis\u00f3dio relatado pelo comentarista cultural David Brooks <a href=\"https:\/\/www.theatlantic.com\/ideas\/archive\/2024\/06\/successs-late-bloomers-motivation\/678798\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">ilustra<\/a> bem a situa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201cPerguntei a um grupo de alunos, no \u00faltimo dia de curso em uma universidade de prest\u00edgio, qual livro havia mudado suas vidas nos \u00faltimos quatro anos. O sil\u00eancio foi constrangedor. At\u00e9 que um estudante respondeu: \u2018voc\u00ea precisa entender, n\u00f3s n\u00e3o lemos assim. S\u00f3 lemos o suficiente para passar na disciplina\u2019.\u201d<\/p>\n<p>E entre adultos? <a href=\"https:\/\/today.yougov.com\/entertainment\/articles\/48239-54-percent-of-americans-read-a-book-this-year\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Apenas 54%<\/a> dos norte-americanos leram pelo menos um livro em 2023, segundo o YouGov. Na Coreia do Sul, a <a href=\"https:\/\/world.kbs.co.kr\/service\/news_view.htm?lang=e&amp;Seq_Code=184967\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">taxa foi de 43%<\/a>, bem abaixo dos 87% registrados em 1994. No Reino Unido, a Reading Agency apontou uma <a href=\"https:\/\/readingagency.org.uk\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/State-of-the-Nations-Adult-Reading_2024-Overview-Report_FINAL.pdf\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">queda<\/a> semelhante: em 2024, 35% disseram ser \u201cex-leitores\u201d \u2013 pessoas que costumavam ler com frequ\u00eancia, mas pararam. Entre eles, 26% afirmaram ter trocado os livros pelas redes sociais.<\/p>\n<p>O termo \u201cex-leitor\u201d pode se aplicar a qualquer um que tenha deixado de priorizar os livros \u2013 seja por desinteresse, pelo excesso de tempo online ou por terceirizar a leitura para a IA.<\/p>\n<p><strong>O QUE SE PERDE QUANDO SE DEIXA DE LER<\/strong><\/p>\n<p>Por que ler, afinal?\u00a0<\/p>\n<p>Os motivos s\u00e3o in\u00fameros: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1080\/09500782.2024.2324948\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">prazer<\/a>, <a href=\"https:\/\/clutejournals.com\/index.php\/TLC\/article\/view\/1117\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">redu\u00e7\u00e3o de estresse<\/a>, <a href=\"https:\/\/cdn.ncte.org\/nctefiles\/resources\/books\/sample\/08437intro_x.pdf\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">aprendizado<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.doi.org\/10.21125\/edulearn.2021.0696\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">crescimento pessoal<\/a>.<\/p>\n<p>Estudos mostram uma correla\u00e7\u00e3o entre a leitura e o <a href=\"https:\/\/www.cambridge.org\/core\/journals\/psychological-medicine\/article\/earlyinitiated-childhood-reading-for-pleasure-associations-with-better-cognitive-performance-mental-wellbeing-and-brain-structure-in-young-adolescence\/03FB342223A3896DB8C39F171659AE33\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">desenvolvimento cerebral infantil<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.aboutamazon.com\/news\/devices\/global-survey-shows-readers-are-happier?tag=wwwfccom-20\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">felicidade<\/a>, <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.socscimed.2016.07.014\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">longevidade<\/a> e at\u00e9 <a href=\"https:\/\/www.intpsychogeriatrics.org\/article\/S1041-6102(24)03671-8\/fulltext\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">desacelera\u00e7\u00e3o do decl\u00ednio cognitivo<\/a>.<\/p>\n<p>Esse \u00faltimo ponto \u00e9 especialmente importante em uma \u00e9poca em que tanta gente delega \u00e0 intelig\u00eancia artificial tarefas que exigem racioc\u00ednio \u2013 processo conhecido como \u201c<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.tics.2016.07.002\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">terceiriza\u00e7\u00e3o cognitiva<\/a>\u201d. <a href=\"https:\/\/www.microsoft.com\/en-us\/research\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/lee_2025_ai_critical_thinking_survey.pdf\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Pesquisas<\/a> <a href=\"https:\/\/www.mdpi.com\/2075-4698\/15\/1\/6\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">mostram<\/a> que, quanto mais algu\u00e9m <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.2139\/ssrn.5104064\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">depende da IA para realizar tarefas<\/a>, menos acredita estar usando a pr\u00f3pria capacidade de pensar.\u00a0<\/p>\n<p>Um <a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2506.08872\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">estudo<\/a> utilizando eletroencefalograma chegou a identificar padr\u00f5es diferentes de conectividade cerebral entre pessoas que escreveram um ensaio com ajuda da IA e aquelas que escreveram sozinhas.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Quanto mais algu\u00e9m depende da IA para realizar tarefas, menos acredita estar usando a pr\u00f3pria capacidade de pensar<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ainda \u00e9 cedo para saber quais ser\u00e3o os efeitos da intelig\u00eancia artificial sobre a nossa capacidade de pensar de forma independente no longo prazo. At\u00e9 agora, a maior parte das pesquisas tem focado no uso da IA para escrita e tarefas em geral, n\u00e3o especificamente na leitura. Mas, se deixarmos de praticar a leitura, a an\u00e1lise e a interpreta\u00e7\u00e3o, corremos o risco de enfraquecer \u2013 ou at\u00e9 perder \u2013 essas habilidades.<\/p>\n<p>E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a cogni\u00e7\u00e3o que est\u00e1 em jogo. Tamb\u00e9m perdemos o que torna a leitura prazerosa: encontrar uma fala marcante, apreciar uma frase bem constru\u00edda, criar la\u00e7os com um personagem.<\/p>\n<p>A promessa de efici\u00eancia que a IA oferece \u00e9 tentadora. Mas pode nos privar dos benef\u00edcios da leitura.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/theconversation.com\/profiles\/naomi-s-baron-185657\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Naomi S. Baron<\/a> \u00e9 professora de lingu\u00edstica da <a href=\"https:\/\/theconversation.com\/institutions\/american-university-1187\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">American University<\/a>.<br \/>Este artigo foi republicado do \u201c<a href=\"https:\/\/theconversation.com\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">The Conversation<\/a>\u201d sob licen\u00e7a Creative Commons. Leia o <a href=\"https:\/\/theconversation.com\/ai-is-making-reading-books-feel-obsolete-and-students-have-a-lot-to-lose-262680\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">artigo original<\/a>.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"\" alt=\"\"\/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Naomi S. Baron 5 minutos de leitura Uma tempestade perfeita se aproxima quando o assunto \u00e9 leitura. 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