{"id":371186,"date":"2026-05-06T15:59:11","date_gmt":"2026-05-06T15:59:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/371186\/"},"modified":"2026-05-06T15:59:11","modified_gmt":"2026-05-06T15:59:11","slug":"lufthansa-defende-uso-de-jet-fuel-da-america-do-norte-pelas-companhias-europeias-aviacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/371186\/","title":{"rendered":"Lufthansa defende uso de jet fuel da Am\u00e9rica do Norte pelas companhias europeias | Avia\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Uma das medidas que a <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/04\/22\/economia\/noticia\/lufthansa-cancela-20-mil-voos-poupar-combustivel-2172109\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">Lufthansa <\/a>quer que sejam aplicadas pela Europa para ajudar a minimizar os impactos negativos da guerra que envolve os EUA e Israel contra o Ir\u00e3o \u00e9 a de permitir que as companhias a\u00e9reas usem o <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/04\/23\/economia\/noticia\/guerra-obriga-galp-mudar-origem-importacoes-jet-fuel-2172277\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">jet fuel <\/a>da Am\u00e9rica do Norte. Este, apelidado de Jet A, \u00e9 diferente do Jet A1 usado na Europa, j\u00e1 que suporta menos temperaturas negativas antes de congelar.<\/p>\n<p>Em confer\u00eancia de imprensa realizada esta quarta-feira, o presidente executivo da Lufthansa, Carsten Spohr, defendeu que essa diferen\u00e7a tem impactos em alturas como o Inverno e quando se sobrevoa zonas como a Sib\u00e9ria, mas neste momento deve ser uma alternativa, nomeadamente em voos de regresso dos EUA, sem implicar uma nova refina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A capacidade dispon\u00edvel de refina\u00e7\u00e3o, vincou o gestor, deve ser usada para jet fuel adicional. \u201cN\u00e3o h\u00e1 raz\u00f5es para n\u00e3o se usar\u201d o jet fuel da Am\u00e9rica do Norte nesta altura, sustentou Carsten Spohr.<\/p>\n<p>Outra medida defendida pela empresa alem\u00e3 junto da Comiss\u00e3o Europeia, a par da ind\u00fastria da avia\u00e7\u00e3o, \u00e9 um relaxamento das regras de slots, ou seja, do n\u00famero de voos das companhias permitidos em cada aeroporto, \u00e0 semelhan\u00e7a do que se sucedeu na pandemia de covid-19.<\/p>\n<p>As regras imp\u00f5em que se perca os slots que n\u00e3o sejam usados como planeado, o que complica a reac\u00e7\u00e3o das companhias a\u00e9reas em alturas de crise como a actual, em que se pondera deixar de realizar alguns voos por falta de rentabilidade.<\/p>\n<p>Depois, a Lufthansa defende ainda que seja autorizado o tankering de forma tempor\u00e1ria. Esta estrat\u00e9gia passa por transportar mais combust\u00edvel do que o necess\u00e1rio para fazer uma viagem de ida, podendo chegar ao limite de n\u00e3o precisar de reabastecer (como em algumas viagens de curto ou m\u00e9dio curso). No entanto, a UE quer evitar quest\u00f5es como emiss\u00f5es acrescidas com o peso extra de combust\u00edvel nos avi\u00f5es.<\/p>\n<p>Factura com combust\u00edvel a subir<\/p>\n<p>A Lufthansa foi uma das companhias a\u00e9reas que j\u00e1 anunciaram a <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/04\/22\/economia\/noticia\/lufthansa-cancela-20-mil-voos-poupar-combustivel-2172109\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">redu\u00e7\u00e3o de voos <\/a>para responder \u00e0 forma como a subida de pre\u00e7os est\u00e1 a afectar o sector. At\u00e9 Outubro, ir\u00e3o ser cancelados cerca de 20 mil voos de curta dura\u00e7\u00e3o, gerando uma poupan\u00e7a de combust\u00edvel.<\/p>\n<p>Na apresenta\u00e7\u00e3o de contas do primeiro trimestre deste ano que se realizou esta quarta-feira, a empresa afirmou que em 2026 a factura com combust\u00edvel dever\u00e1 subir em 1,7 mil milh\u00f5es de euros, chegando ao total de 8,9 mil milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Ainda assim, e apesar de s\u00f3 ter visibilidade total sobre abastecimento de jet fuel at\u00e9 meados de Junho, mostrou optimismo para este ano, mantendo o objectivo de subir as receitas e melhorar os resultados operacionais correntes face a 2025.<\/p>\n<p>Sobre a <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/04\/23\/economia\/noticia\/venda-tap-governo-convida-air-france-lufthansa-apresentarem-propostas-vinculativas-2172254\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">TAP<\/a>, cuja compra de 44,9% do capital est\u00e1 a disputar com a Air-France-KLM, o presidente da Lufthansa afirmou que nada mudou no interesse e na vontade de apresentar uma proposta vinculativa.<\/p>\n<p>A companhia a\u00e9rea portuguesa, vincou, \u00e9 estrat\u00e9gica para a Lufthansa conseguir crescer no Brasil e no mercado da Am\u00e9rica do Sul, onde tem uma presen\u00e7a inferior \u00e0 da Air France-KLM e \u00e0 da IAG (Iberia e British Airways).<\/p>\n<p>Sem ainda grandes impactos da crise nas contas do primeiro trimestre, a Lufthansa teve uma quebra do preju\u00edzo de 25% em termos hom\u00f3logos para 665 milh\u00f5es de euros (por norma, o primeiro trimestre n\u00e3o \u00e9 um per\u00edodo de bons resultados para esta ind\u00fastria), tendo as receitas subido 8% para 8746 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Uma vez que a guerra ainda n\u00e3o acabou, a Lufthansa destaca que isso significa que h\u00e1 ainda uma conjuntura de volatilidade do ponto de vista da opera\u00e7\u00e3o e da seguran\u00e7a. \u201cNos pr\u00f3ximos meses ser\u00e1 necess\u00e1rio monitorizar proactivamente a situa\u00e7\u00e3o\u201d, sendo que, em algumas situa\u00e7\u00f5es, os efeitos da guerra &#8220;n\u00e3o s\u00e3o previs\u00edveis neste momento&#8221;.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o se pode descartar a possibilidade de cancelamentos adicionais de voos e restri\u00e7\u00f5es de capacidade\u201d, refere o grupo alem\u00e3o. A forma de limitar o risco potencial \u00e9 atrav\u00e9s do \u201cmonitoramento cont\u00ednuo do padr\u00e3o de reservas\u201d e do \u201cplaneamento flex\u00edvel da capacidade\u201d. A empresa destaca ainda que est\u00e3o a ser aplicadas medidas de redu\u00e7\u00e3o de custos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma das medidas que a Lufthansa quer que sejam aplicadas pela Europa para ajudar a minimizar os impactos&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":371187,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[1310,88,855,476,89,90,19568,32,33,1365],"class_list":{"0":"post-371186","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-aviacao","9":"tag-business","10":"tag-combustiveis","11":"tag-economia","12":"tag-economy","13":"tag-empresas","14":"tag-lufthansa","15":"tag-portugal","16":"tag-pt","17":"tag-tap"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116528465248651232","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/371186","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=371186"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/371186\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/371187"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=371186"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=371186"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=371186"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}