{"id":371763,"date":"2026-05-07T00:30:16","date_gmt":"2026-05-07T00:30:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/371763\/"},"modified":"2026-05-07T00:30:16","modified_gmt":"2026-05-07T00:30:16","slug":"segundo-maior-tsunami-de-sempre-foi-registado-no-alasca-onda-ultrapassou-a-altura-do-empire-state-building-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/371763\/","title":{"rendered":"Segundo maior tsunami de sempre foi registado no Alasca: onda ultrapassou a altura do Empire State Building"},"content":{"rendered":"<p class=\"category\"><a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/mundo\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Mundo<\/a><\/p>\n<p>Na madrugada de 10 de agosto de 2025, o fiorde de Tracy Arm, no Alasca, foi atingido por um megatsunami provocado por um deslizamento de terras associado ao recuo de um glaciar. Os investigadores descrevem o evento como o maior alguma vez registado, com uma onda que atingiu 481 metros de altura.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1778100809_803_original.webp\" alt=\"O glaciar Dawes no fiorde Endicott Arm, em Tracy Arm, na \u00e1rea selvagem de Fords Terror, no sudeste do Alasca.\"\/><\/p>\n<p>O glaciar Dawes no fiorde Endicott Arm, em Tracy Arm, na \u00e1rea selvagem de Fords Terror, no sudeste do Alasca.<\/p>\n<p>VW Pics \/ GETTY IMAGES<\/p>\n<p><strong>Na madrugada de 10 de agosto de 2025, o fiorde de Tracy Arm, no Alasca, habitualmente visitado por navios de cruzeiro, foi palco de um tsunami provocado por um deslizamento de terras num glaciar associado \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com um <a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.aec3187\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">estudo<\/a> publicado na revista <a href=\"https:\/\/www.science.org\/journal\/science\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Science<\/a>, os investigadores conclu\u00edram que este ter\u00e1 sido o <strong>maior tsunami alguma vez registado.<\/strong><\/p>\n<p>A onda atingiu os <strong>481 metros de altura<\/strong>, superando edif\u00edcios emblem\u00e1ticos como o <strong>The Shard<\/strong>, em Londres, com 310 metros, a <strong>Torre Eiffel<\/strong>, em Paris, com 330 metros, ou o <strong>Empire State Building<\/strong>, em Nova Iorque, com 381 metros.<\/p>\n<p>O glaciar Dawes no fiorde Endicott Arm, em Tracy Arm, na \u00e1rea selvagem de Fords Terror, no sudeste do Alasca.<\/p>\n<p>VW Pics \/ GETTY IMAGES<\/p>\n<p>O tsunami ocorreu por volta das <strong>05h26 da manh\u00e3<\/strong> e, por isso, n\u00e3o havia embarca\u00e7\u00f5es na \u00e1rea nem se registaram v\u00edtimas. Em declara\u00e7\u00f5es ao <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/us-news\/2025\/aug\/23\/alaska-landslide-tsunami\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">The Guardian<\/a> no ano passado, o cientista<strong> Dennis Staley<\/strong>, do <a href=\"https:\/\/www.usgs.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Servi\u00e7o Geol\u00f3gico dos Estados Unidos (USGS)<\/a>, classificou o evento como um <strong>\u201cfen\u00f3meno hist\u00f3rico\u201d.<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>\u201cCom as regi\u00f5es de fiordes a serem cada vez mais visitadas por navios de cruzeiro, e com as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas a tornarem eventos semelhantes mais prov\u00e1veis, este epis\u00f3dio inesperado, que por pouco n\u00e3o teve consequ\u00eancias graves, evidencia o risco crescente de deslizamentos de terras e tsunamis em ambientes costeiros\u201d, afirmaram os investigadores no relat\u00f3rio.<\/p><\/blockquote>\n<p>O evento gerou ondas s\u00edsmicas de longo per\u00edodo detetadas em todo o mundo, com uma energia equivalente \u00e0 de um <strong>sismo de magnitude 5,4 <\/strong>na escala de Richter. O deslizamento teve <strong>origem a mais de 1000 metros de altitude. <\/strong>O impacto atingiu o glaciar, que ficou parcialmente coberto por detritos, provocando a liberta\u00e7\u00e3o de grandes blocos de gelo para o fiorde.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA vegeta\u00e7\u00e3o arrancada forma essencialmente uma linha muito n\u00edtida, abaixo da qual h\u00e1 apenas rocha, sedimentos e alguns cepos de \u00e1rvores, e acima da qual existe floresta virgem, tal como estava em 9 de agosto antes do tsunami. Como dois mundos diferentes&#8221;, refere o estudo.<\/p><\/blockquote>\n<p>Maior onda de sempre foi registada em 1958<\/p>\n<p>Este tipo de fen\u00f3meno \u00e9 conhecido como<strong> \u201cmegatsunami\u201d<\/strong>, o termo usado para descrever ondas que ultrapassam os <strong>100 metros de altura<\/strong>. Ao contr\u00e1rio dos tsunamis mais comuns, geralmente provocados por sismos submarinos, os megatsunamis resultam de <strong>deslocamentos s\u00fabitos e de grande escala<\/strong>, como <strong>deslizamentos de terra, quedas de gelo <\/strong>ou at\u00e9<strong> impactos de meteoritos.<\/strong><\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o Alasca foi atingido por v\u00e1rios tsunamis, alguns de grande dimens\u00e3o. O mais extremo de sempre ocorreu na ba\u00eda de Lituya, em <strong>1958<\/strong>, quando um deslizamento de terras desencadeou um megatsunami cuja <strong>onda atingiu cerca de 524 metros de altura<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mundo Na madrugada de 10 de agosto de 2025, o fiorde de Tracy Arm, no Alasca, foi atingido&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":371539,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-371763","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-mundo","18":"tag-news","19":"tag-noticias","20":"tag-noticias-principais","21":"tag-noticiasprincipais","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-top-stories","25":"tag-topstories","26":"tag-ultimas","27":"tag-ultimas-noticias","28":"tag-ultimasnoticias","29":"tag-world","30":"tag-world-news","31":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116530474625331630","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/371763","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=371763"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/371763\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/371539"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=371763"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=371763"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=371763"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}