{"id":372244,"date":"2026-05-07T12:00:19","date_gmt":"2026-05-07T12:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/372244\/"},"modified":"2026-05-07T12:00:19","modified_gmt":"2026-05-07T12:00:19","slug":"casas-soterradas-danificadas-e-um-futuro-em-suspenso-na-costa-da-caparica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/372244\/","title":{"rendered":"casas soterradas, danificadas e um futuro em suspenso na Costa da Caparica"},"content":{"rendered":"<p>REPORTAGEM<\/p>\n<p><strong>Por Maria Jo\u00e3o Morais<\/strong><\/p>\n<p>Foi na noite de 11 de fevereiro que o apartamento de Maria Manuel e do marido, Jos\u00e9 Lemos, foi atingido por uma rocha com cerca de um metro quadrado. O casal encontrava-se em casa, em Santo Ant\u00f3nio da Caparica, quando tudo aconteceu. Durante a madrugada, uma <strong>torrente de lama e um enorme pedregulho desprenderam-se da arriba f\u00f3ssil,<\/strong> embatendo com viol\u00eancia no quarto das traseiras da habita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Hoje, no exterior do edif\u00edcio, ainda \u00e9 bem vis\u00edvel o <strong>buraco aberto na parede,<\/strong> de contornos irregulares, testemunho da for\u00e7a do impacto. No interior, parte da parede cedeu, deixando o quarto marcado por fragmentos de tijolo, p\u00f3 e destr\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>Maria Manuel recorda o momento com exatid\u00e3o: eram 3h17 da manh\u00e3.<\/strong> Estava acordada. <strong>\u201cIsto n\u00e3o se esquece\u201d,<\/strong> conta ao ALMADENSE, ainda abalada. \u201cAgora percebo o que \u00e9 o stress p\u00f3s-traum\u00e1tico\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o embate, o casal foi retirado de casa pelas autoridades,<a href=\"https:\/\/almadense.sapo.pt\/cidade\/deslizamento-de-terras-obriga-a-retirada-de-mais-31-pessoas-da-costa-da-caparica\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> bem como outros 31 moradores da zona.<\/a> Juntaram-se a dezenas de residentes evacuados na sequ\u00eancia dos deslizamentos de terras que se vinham a verificar h\u00e1 v\u00e1rios dias na Costa da Caparica e no Porto Brand\u00e3o, provocados pelas tempestades.<\/p>\n<p>Entre 11 e 18 de fevereiro, Maria Manuel e Jos\u00e9 Lemos estiveram alojados num bungalow do Orbitur da Costa da Caparica. Uma semana depois, foi-lhes comunicado que <strong>poderiam regressar ao apartamento<\/strong> onde vivem h\u00e1 30 anos.<\/p>\n<p>\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1778155218_178_thumbs.web.sapo.io.webp\"  loading=\"true\"\/><\/p>\n<p> Maria Manuel e Jos\u00e9 Lemos continuam a habitar a casa danificada. Foto: Maria Jo\u00e3o Morais \/ Almadense <\/p>\n<p>O casal regressou a casa. No entanto, desde aquela noite que <strong>metade do apartamento praticamente deixou de ser habitada.<\/strong> Os quartos voltados para o lado do impacto <strong>permanecem fechados, com as persianas corridas<\/strong> e mergulhados na escurid\u00e3o. \u201cDesculpe o cheiro\u201d, avisa Maria Manuel, quase num sussurro.<\/p>\n<p>Mas evitar por completo aquela parte da casa \u00e9 imposs\u00edvel: a cozinha fica do mesmo lado, obrigando-a a regressar, todos os dias, a um<strong> cen\u00e1rio que preferia esquecer.<\/strong> \u201cTenho de ir l\u00e1 para cozinhar, mas acendo sempre a luz, n\u00e3o abro a persiana e n\u00e3o me sinto l\u00e1 bem\u201d, desabafa.<\/p>\n<p>Logo no dia a seguir \u00e0 ocorr\u00eancia, uma retroescavadora esteve no local para remover o pedregulho. Contudo, desde ent\u00e3o, as autoridades n\u00e3o voltaram ao local, deixando nos moradores um sentimento de abandono. Situada no r\u00e9s-do-ch\u00e3o, a habita\u00e7\u00e3o do casal integra uma<strong> zona residencial legalizada,<\/strong> inserida num plano de urbaniza\u00e7\u00e3o licenciado pela C\u00e2mara Municipal de Almada.<\/p>\n<p>No dia seguinte \u00e0 derrocada, o casal acionou o seguro: \u201cfizeram logo a avalia\u00e7\u00e3o e procederam ao pagamento\u201d. No entanto, ap\u00f3s escolhido o empreiteiro, a interven\u00e7\u00e3o ficou-se por um pequeno remendo. O problema, explicam, \u00e9 que o <strong>exterior continua danificado e ainda \u00e0 espera de obras,<\/strong> o que impede a repara\u00e7\u00e3o no interior. Do lado de fora, permanece a lama, o sumidouro entupido, sem escoamento. \u201cNingu\u00e9m quer saber de n\u00f3s\u201d, desabafa Maria Manuel, lamentando o \u201csil\u00eancio dos servi\u00e7os camar\u00e1rios\u201d. \u201cAl\u00e9m de retirarem a pedra, at\u00e9 agora n\u00e3o fizeram nada. Continua tudo igual\u201d, dizem.<\/p>\n<p><b>Sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a mant\u00e9m-se<\/b><\/p>\n<p>\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1778155218_347_thumbs.web.sapo.io.webp\"  loading=\"true\"\/><\/p>\n<p> Buraco na parede permanece vis\u00edvel. Foto: Maria Jo\u00e3o Morais \/ Almadense <\/p>\n<p>De volta ao lar, a sensa\u00e7\u00e3o de perigo persiste. \u201cA nossa casa mudou\u201d, diz Maria Manuel. O casal gostaria de mudar de casa, mas n\u00e3o tem alternativa: \u201cSe pudesse ia-me embora, mas agora n\u00e3o vamos vender o apartamento, n\u00e3o seria correto\u201d. A seguran\u00e7a deu lugar ao receio constante. <strong>\u201cE se volta a acontecer? \u00c9 mesmo seguro viver aqui?\u201d,<\/strong> questionam. Quando chove, n\u00e3o conseguem dormir. Quando est\u00e1 bom tempo, o medo mant\u00e9m-se porque \u201cas pedras podem ceder, estamos muito pr\u00f3ximos da arriba\u201d, relatam.<\/p>\n<p>Questionada pelo ALMADENSE sobre a situa\u00e7\u00e3o dos moradores em habita\u00e7\u00f5es danificadas como a de Maria Manuel e Jos\u00e9 Lemos, a <strong>C\u00e2mara de Almada<\/strong> n\u00e3o esclarece qual o atual n\u00edvel de risco daquelas habita\u00e7\u00f5es, referindo apenas que o regresso dos moradores foi autorizado ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, considerando que \u201cn\u00e3o apresentam risco para as pessoas\u201d e que as<strong> condi\u00e7\u00f5es que motivaram a evacua\u00e7\u00e3o foram ultrapassadas.<\/strong><\/p>\n<p>Recordando que<strong> \u201cn\u00e3o existe risco zero\u201d,<\/strong> a autarquia remete uma defini\u00e7\u00e3o mais concreta do n\u00edvel de vulnerabilidade da zona para depois da conclus\u00e3o de um estudo atualmente em desenvolvimento por investigadores da NOVA FCT.<\/p>\n<p><b>Quando n\u00e3o h\u00e1 regresso poss\u00edvel<\/b><\/p>\n<p>\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1778155218_420_thumbs.web.sapo.io.webp\"  loading=\"true\"\/><\/p>\n<p> M\u00e3e de Jos\u00e9 Barros vive h\u00e1 quase tr\u00eas meses em unidades hoteleiras. Foto: Maria Jo\u00e3o Morais \/ Almadense <\/p>\n<p>Para alguns moradores da Costa da Caparica, n\u00e3o houve, contudo, regresso poss\u00edvel. \u00c9 o caso de Fernanda Garcia, de 83 anos, que continua desalojada, depois de, no passado dia 17 de fevereiro, a <strong>habita\u00e7\u00e3o onde vivia ter ficado soterrada na sequ\u00eancia dos deslizamentos de terra ocorridos na arriba f\u00f3ssil.<\/strong><\/p>\n<p>Dias antes, a idosa tinha sido retirada da sua moradia em Santo Ant\u00f3nio da Caparica, numa evacua\u00e7\u00e3o que evitou consequ\u00eancias mais graves. Hoje, o <strong>im\u00f3vel permanece inabit\u00e1vel,<\/strong> coberto por terra, pedras e troncos de \u00e1rvores.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Barros, filho de Fernanda Garcia, aceitou encontrar-se com o ALMADENSE junto ao local, mas n\u00e3o esconde a dificuldade. \u201cCusta olhar\u201d, admite. Foi ali que viveu durante 25 anos, num espa\u00e7o onde ficaram guardadas mem\u00f3rias de inf\u00e2ncia e juventude.<\/p>\n<p>Quanto ao futuro, a incerteza mant\u00e9m-se. A <strong>reconstru\u00e7\u00e3o da casa parece improv\u00e1vel, embora sem confirma\u00e7\u00e3o oficial,<\/strong> uma vez que a C\u00e2mara ainda n\u00e3o esclareceu se o impedimento de regressar \u00e0 habita\u00e7\u00e3o \u00e9 definitivo ou tempor\u00e1rio. Caso se confirme a impossibilidade definitiva, Jos\u00e9 Barros defende que deveria haver lugar a uma <strong>expropria\u00e7\u00e3o<\/strong> com indemniza\u00e7\u00e3o, tendo em conta que o im\u00f3vel estava legalizado. Adquirida em 1987, a casa conta com Caderneta Predial e licen\u00e7a de habita\u00e7\u00e3o emitida pela autarquia.<\/p>\n<p>Questionada pelo ALMADENSE sobre a situa\u00e7\u00e3o de propriet\u00e1rios impedidos de regressar a casas, nomeadamente quanto a eventuais mecanismos de indemniza\u00e7\u00e3o, a autarquia limitou-se, contundo, a indicar que \u201ca situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 em an\u00e1lise\u201d.<\/p>\n<p><strong>Autarquia admite demoli\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1778155219_15_thumbs.web.sapo.io.webp\"  loading=\"true\"\/><\/p>\n<p> Derrocadas na Costa da Caparica deixaram casas soterradas. Foto: Maria Jo\u00e3o Morais \/ Almadense <\/p>\n<p>Sem adiantar o que est\u00e1 previsto para casos como este, a C\u00e2mara de Almada admite, contudo, que muitos moradores n\u00e3o v\u00e3o regressar \u00e0s suas habita\u00e7\u00f5es. \u201cNas \u00e1reas em que se venha a confirmar a classifica\u00e7\u00e3o como de risco elevado ou muito elevado, n\u00e3o dever\u00e1 ser permitida a reconstru\u00e7\u00e3o nem a ocupa\u00e7\u00e3o\u201d, refere, acrescentando que, nesses casos, <strong>\u201cpoder\u00e3o ocorrer demoli\u00e7\u00f5es,<\/strong> de modo a reduzir o risco\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso da Azinhaga dos Formozinhos, em Porto Brand\u00e3o, onde existe uma zona classificada como de n\u00e3o retorno, com a demoli\u00e7\u00e3o prevista de 35 habita\u00e7\u00f5es. Na Costa da Caparica, contudo, as decis\u00f5es continuam por definir.<\/p>\n<p>Enquanto isso, Fernanda Garcia vive<strong> h\u00e1 quase tr\u00eas meses em estabelecimentos hoteleiros.<\/strong> Na \u00faltima semana, foi poss\u00edvel encontrar finalmente uma solu\u00e7\u00e3o habitacional na Costa da Caparica atrav\u00e9s do programa Porta de Entrada, um apoio financeiro ao arrendamento de emerg\u00eancia com dura\u00e7\u00e3o prevista de tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>O acesso a um novo apartamento traz algum al\u00edvio, mas <strong>n\u00e3o resolve a dimens\u00e3o da perda.<\/strong> \u201cA minha m\u00e3e foi obrigada a sair e apenas nos \u00e9 apresentada uma alternativa de arrendamento. \u00c9 uma ajuda, mas tempor\u00e1ria. E o nosso patrim\u00f3nio, onde fica?\u201d, questiona Jos\u00e9 Barros.<\/p>\n<p><b>Apoios ao arrendamento em fase de implementa\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1778155219_971_thumbs.web.sapo.io.webp\"  loading=\"true\"\/><\/p>\n<p> Moradores foram retirados devido aos deslizamentos ocorridos na arriba f\u00f3ssil. Foto: Maria Jo\u00e3o Morais \/ Almadense <\/p>\n<p>Al\u00e9m de Fernanda Garcia, muitos moradores continuam desalojados quase tr\u00eas meses ap\u00f3s as intemp\u00e9ries. Para estes casos, a solu\u00e7\u00e3o apontada pela C\u00e2mara de Almada passa pelo mecanismo <strong>Porta de Entrada,<\/strong> estando as fam\u00edlias \u201cem fase de procura de habita\u00e7\u00f5es para arrendar\u201d. Ap\u00f3s os tr\u00eas anos de dura\u00e7\u00e3o do programa, ser\u00e3o consideradas diferentes respostas habitacionais, incluindo arrendamento apoiado e solu\u00e7\u00f5es de arrendamento acess\u00edvel, consoante as condi\u00e7\u00f5es de elegibilidade das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Neste momento, das mais de 500 pessoas que chegaram a estar desalojadas em todo o concelho de Almada, <strong>permanecem atualmente sem casa 214 moradores,<\/strong> das quais 128 da Azinhaga dos Formosinhos, 47 de Porto Brand\u00e3o, 21 da Costa da Caparica e as restantes de outras zonas (Segundo Torr\u00e3o, Raposo, Olho de Boi, Fonte Santa, Abas da Raposeira).<\/p>\n<p>Destas, 128 est\u00e3o atualmente alojadas em solu\u00e7\u00f5es asseguradas pela C\u00e2mara em estabelecimentos como o Caparica Sun Center, o Orbitur, o Inatel, entre outros, indicam os dados enviados pela autarquia ao ALMADENSE.<\/p>\n<p>Apesar das respostas de emerg\u00eancia, o impacto continua a marcar o quotidiano das fam\u00edlias, com consequ\u00eancias que v\u00e3o al\u00e9m da perda de casa. Jos\u00e9 Barros descreve uma <strong>forte instabilidade emocional e social,<\/strong> referindo que <strong>\u201ch\u00e1 pessoas que est\u00e3o a receber tratamento psiqui\u00e1trico\u201d<\/strong> devido ao sucedido. No caso do alojamento no Orbitur, fala de uma rotina dominada pela incerteza, em que \u201cv\u00e3o renovando a cada tr\u00eas dias. As pessoas fazem as malas para sair e depois ficam, ou mudam de quarto. \u00c9 a instabilidade completa\u201d, diz.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio tem-se repetido em v\u00e1rios pontos de acolhimento, onde fam\u00edlias circulam entre alojamentos tempor\u00e1rios, muitas com crian\u00e7as pequenas e sem qualquer horizonte definido. \u201cAndam de um lado para o outro, de hostel em hostel. Mudam de dia para dia, com filhos pequenos.<strong> \u00c9 a incerteza que se prolonga\u201d,<\/strong> resume Jos\u00e9 Barros.<\/p>\n<blockquote id=\"s-blockquote-embed-69\" data-secret=\"50X8K6IJxy\">\n<p><a href=\"https:\/\/almadense.sapo.pt\/cidade\/intemperies-expoem-fragilidades-em-almada-nao-se-pode-continuar-a-construir-em-zonas-de-risco\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Intemp\u00e9ries exp\u00f5em fragilidades em Almada: \u201cN\u00e3o se pode continuar a construir em zonas de risco\u201d<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"REPORTAGEM Por Maria Jo\u00e3o Morais Foi na noite de 11 de fevereiro que o apartamento de Maria Manuel&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":372245,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-372244","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116533187837702415","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/372244","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=372244"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/372244\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/372245"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=372244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=372244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=372244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}