{"id":372342,"date":"2026-05-07T13:40:16","date_gmt":"2026-05-07T13:40:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/372342\/"},"modified":"2026-05-07T13:40:16","modified_gmt":"2026-05-07T13:40:16","slug":"o-que-leva-os-jovens-a-ficarem-nas-suas-terras-estudo-revela-vontade-de-permanencia-mas-com-algumas-condicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/372342\/","title":{"rendered":"O que leva os jovens a ficarem nas suas terras? Estudo revela vontade de perman\u00eancia, mas com algumas condi\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Quase 80% dos jovens das zonas rurais europeias gostaria de viver, estudar ou trabalhar nos seus territ\u00f3rios de origem ou nas proximidades, desde que estes reunissem algumas condi\u00e7\u00f5es, revelou-se num estudo divulgado esta quinta-feira.<\/p>\n<p>Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 ag\u00eancia Lusa, o investigador Francisco Sim\u00f5es, coordenador cient\u00edfico do relat\u00f3rio europeu sobre a juventude rural, explicou que os jovens fazem depender a sua decis\u00e3o sobretudo dos transportes, do mercado de trabalho e da participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica.<\/p>\n<p>No estudo, refere-se que 76% dos jovens rurais querem ficar nas suas terras, mas, segundo Francisco Sim\u00f5es, para isso \u201cera importante haver investimento de pol\u00edtica p\u00fablica nessas tr\u00eas \u00e1reas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cVieram para ficar? As transi\u00e7\u00f5es da juventude rural antes e depois da pandemia de Covid-19\u201d \u00e9 o nome do relat\u00f3rio elaborado no \u00e2mbito de uma parceria entre o Conselho da Europa e a Comiss\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>O objetivo foi analisar como os jovens rurais de 14 pa\u00edses europeus, com idades entre os 18 e os 30 anos, fizeram a transi\u00e7\u00e3o para a idade adulta no per\u00edodo pr\u00e9 e p\u00f3s-pandemia, de 2019 a 2023.<\/p>\n<p>No que respeita aos transportes, Francisco Sim\u00f5es exemplificou com \u201ca possibilidade de os munic\u00edpios conseguirem implementar e apoiar sistemas de partilha de viatura pr\u00f3pria ou transportes mais ajustados \u00e0 realidade, como redes de miniautocarros\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPa\u00edses como a Irlanda come\u00e7am a investir nesse tipo de solu\u00e7\u00f5es\u201d, contou \u00e0 Lusa, explicando que os jovens, ainda que fiquem a viver nas zonas rurais, \u201cprocuram trabalho nas zonas urbanas mais pr\u00f3ximas\u201d.<\/p>\n<p>O coordenador cient\u00edfico disse que \u201cuma das quest\u00f5es que est\u00e1 evidente no estudo \u00e9 a exist\u00eancia de um desalinhamento entre aquilo que os mercados de trabalho rurais oferecem em termos de \u00e1reas e setores priorit\u00e1rios, os interesses que os jovens manifestam e a oferta formativa\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAinda \u00e9 muito comum as entidades formadoras que est\u00e3o nestes territ\u00f3rios terem ofertas \u00e0 medida do corpo docente e n\u00e3o dos diagn\u00f3sticos feitos e das necessidades quer das empresas, quer dos jovens\u201d, lamentou.<\/p>\n<p>Neste \u00e2mbito, ser\u00e1 preciso \u201ctrabalhar muito esse alinhamento, ajustando \u00e0s oportunidades que podem emergir, como alguns setores ligados \u00e0 economia verde\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Francisco Sim\u00f5es, \u201cas empresas t\u00eam muita dificuldade em conseguir atrair ou recrutar profissionais interm\u00e9dios que possam trabalhar em \u00e1reas ligadas, por exemplo, \u00e0 economia circular\u201d.<\/p>\n<p>Outro aspeto central do estudo \u00e9 que \u201co fator mais associado \u00e0 vontade de permanecer tem a ver com a necessidade de manter liga\u00e7\u00e3o \u00e0s redes informais, \u00e0 fam\u00edlia, aos vizinhos, \u00e0 comunidade\u201d, frisou.<\/p>\n<p>E, segundo o investigador do Centro de Investiga\u00e7\u00e3o e Interven\u00e7\u00e3o Social do Instituto Universit\u00e1rio de Lisboa, \u201cesse potencial raramente \u00e9 transformado em pol\u00edtica p\u00fablica\u201d.<\/p>\n<p>Para este investigar, devem \u201ccriar-se possibilidades efetivas de os jovens, desde muito cedo, estarem civicamente envolvidos na comunidade\u201d.<\/p>\n<p>Francisco Sim\u00f5es disse \u00e0 Lusa que o resultado deste estudo foi surpreendente, uma vez que, dos mais de 2.500 participantes, \u201ca maior parte tem n\u00edvel educativo elevado\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNormalmente, esses eram os que manifestavam maior vontade de sair (dos territ\u00f3rios de origem) e o relat\u00f3rio mostra o oposto\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O estudo mostrou tamb\u00e9m que a vontade de viver, estudar ou trabalhar nos territ\u00f3rios de origem n\u00e3o difere caso seja homem ou mulher, nem se o jovem integrar a faixa et\u00e1ria 18\/24 anos ou 25\/30 anos.<\/p>\n<p>\u201cA nossa interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 que ter\u00e1 a ver com o aumento exponencial dos custos de vida nas zonas urbanas, sobretudo de habita\u00e7\u00e3o. Neste momento, a perman\u00eancia (nas zonas rurais) \u00e9 considerada mais vi\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>Apesar de progressos como o aumento da participa\u00e7\u00e3o do ensino superior e a redu\u00e7\u00e3o da taxa de jovens \u201cque n\u00e3o estudam, n\u00e3o trabalham, nem frequentam forma\u00e7\u00f5es\u201d, este estudo revelou \u201cum decl\u00ednio acentuado da popula\u00e7\u00e3o jovem nas zonas rurais, assim como elevadas taxas de desemprego e de participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Quase 80% dos jovens das zonas rurais europeias gostaria de viver, estudar ou trabalhar nos seus territ\u00f3rios de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":372343,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-372342","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116533580513201869","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/372342","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=372342"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/372342\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/372343"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=372342"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=372342"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=372342"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}