{"id":372651,"date":"2026-05-07T18:26:25","date_gmt":"2026-05-07T18:26:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/372651\/"},"modified":"2026-05-07T18:26:25","modified_gmt":"2026-05-07T18:26:25","slug":"o-regresso-do-extremismo-de-esquerda-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/372651\/","title":{"rendered":"O regresso do extremismo de esquerda \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Esta transcri\u00e7\u00e3o foi gerada automaticamente por Intelig\u00eancia Artificial e pode conter erros ou imprecis\u00f5es.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a hist\u00f3ria do dia da R\u00e1dio Observador: o regresso do extremismo de esquerda. S\u00e3o 6 am de uma madrugada fria de janeiro em Berlim, na Alemanha. Os bombeiros s\u00e3o chamados porque debaixo de uma ponte, num bairro residencial da cidade, ardem cabos de eletricidade que v\u00e3o ter diretamente \u00e0 central el\u00e9trica. Os bombeiros fazem o que podem, mas n\u00e3o evitam que o inc\u00eandio provoque um apag\u00e3o e que 45 mil casas fiquem sem luz em pleno inverno. Esta \u00e9 a respons\u00e1vel local pela pasta da Administra\u00e7\u00e3o Interna a dizer que os investigadores esperam apanhar rapidamente os respons\u00e1veis por este ato de sabotagem, um grupo de extrema-esquerda chamado Vulcano, que assumiu a autoria do ataque. Mas n\u00e3o s\u00f3 os respons\u00e1veis n\u00e3o foram apanhados rapidamente, como a Alemanha percebeu que este n\u00e3o foi um ato isolado e que, na verdade, o pa\u00eds tem agora mais um problema em m\u00e3os. Hoje vou falar com o rep\u00f3rter do Observador, Jos\u00e9 Carlos Duarte, para conhecermos a dimens\u00e3o desta nova amea\u00e7a, quem s\u00e3o e o que defendem estes grupos, como atuam e por que \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil parar quem est\u00e1 por detr\u00e1s dos ataques. Eu sou o Pedro Benevides e esta \u00e9 a hist\u00f3ria do dia de quarta-feira, 06 de maio. Jos\u00e9 Carlos, bem-vindo mais uma vez.<\/p>\n<p>Ol\u00e1.<\/p>\n<p>A Alemanha claramente percebeu que tem aqui um problema com a extrema-esquerda. O que a levou a chegar a esta conclus\u00e3o?<\/p>\n<p>V\u00e1rios eventos que aconteceram nos \u00faltimos anos, mas o maior aconteceu em janeiro, foi um grande apag\u00e3o em partes de Berlim, a capital alem\u00e3 esteve sem luz e sem eletricidade durante algumas horas. O que causou tudo isto foi um inc\u00eandio, um ato de sabotagem numa central el\u00e9trica na Alemanha. E a partir da\u00ed, as autoridades alem\u00e3s tentaram perceber o que se passou, o que esteve por tr\u00e1s. E um grupo de extrema-esquerda, um grupo anarquista e ecologista, reivindicou o ataque.<\/p>\n<p>Portanto, n\u00e3o foi influ\u00eancia estrangeira, como muitas vezes hoje se fala com esta hist\u00f3ria das guerras que andam por a\u00ed, que podia ser uma interfer\u00eancia de uma pot\u00eancia estrangeira na Alemanha. N\u00e3o, foi mesmo um trabalho interno.<\/p>\n<p>Exato, foi um trabalho interno e a pot\u00eancia estrangeira aqui, que muitos apontam dedo, seria a R\u00fassia. Ainda por cima pelo contexto das rela\u00e7\u00f5es entre Moscovo e Berlim, poderia ter sido a R\u00fassia, mas aqui foi mesmo um grupo interno. Eles escreveram um manifesto, uma esp\u00e9cie de uma carta em que reivindicam o ataque, em que realmente assumem que foram eles. Pediram desculpa tamb\u00e9m a v\u00e1rias pessoas que eles n\u00e3o queriam atingir, portanto os alvos do ataque eram os mais ricos, eram os mais privilegiados na Alemanha, e o ataque \u00e0 central el\u00e9trica era uma forma de mostrar as preocupa\u00e7\u00f5es com o ambiente.<\/p>\n<p>Ou seja, esse ataque \u00e0 central el\u00e9trica supostamente criou um apag\u00e3o numa zona mais rica de Berlim, \u00e9 isso?<\/p>\n<p>Exato.<\/p>\n<p>Mas depois aquilo acabou por ter outras consequ\u00eancias, n\u00e3o \u00e9? Porque houve at\u00e9 pessoas que dependiam de aparelhos el\u00e9tricos pra sua vida normal.<\/p>\n<p>Exato. H\u00e1 uma hist\u00f3ria que foi contada pelo Die Welt, pelo jornal alem\u00e3o, de um senhor que precisava de um aparelho eletr\u00f4nico pro cora\u00e7\u00e3o e que ficou sem eletricidade por causa do apag\u00e3o, e foi socorrido por uma equipe de servi\u00e7os m\u00e9dicos de emerg\u00eancia e que se n\u00e3o tivesse sido assim, teria morrido por causa precisamente deste apag\u00e3o. Portanto, estes efeitos destes grupos de extrema-esquerda est\u00e3o a multiplicar-se na Alemanha, e n\u00e3o \u00e9 apenas centrais el\u00e9tricas, cortes de estradas, sabotagem a caminhos de ferro. Portanto, s\u00e3o ataques muito precisos a infraestruturas cr\u00edticas que podem criar disrup\u00e7\u00f5es a v\u00e1rias pessoas.<\/p>\n<p>E isso tem acontecido com alguma frequ\u00eancia. Neste caso do apag\u00e3o, tu falaste v\u00e1rias horas em que esse apag\u00e3o esteve a acontecer. O que isso mostrou relativamente \u00e0 capacidade do Estado de responder a isso de forma r\u00e1pida?<\/p>\n<p>Sim, isso foi realmente um ponto, foi que as autoridades alem\u00e3s n\u00e3o conseguiram responder de forma eficaz \u00e0quilo que aconteceu na central el\u00e9trica. Foram apanhadas desprevenidas com este ato de sabotagem, e demorou v\u00e1rias horas at\u00e9 tudo ser restabelecido. Portanto, houve aqui um compasso de espera, houve aqui uma espera que n\u00e3o deveria ter acontecido, e mostrou aqui tamb\u00e9m alguma desorganiza\u00e7\u00e3o por parte das autoridades de Berlim. E a resposta do governo alem\u00e3o foi: temos de combater esta onda de extremismo de esquerda. E a resposta foi s\u00e9ria. O Minist\u00e9rio da Administra\u00e7\u00e3o Interna alem\u00e3o colocou e fez uma oferta de 1 milh\u00e3o de euros a quem tivesse informa\u00e7\u00f5es sobre quem-<\/p>\n<p>Recompensa<\/p>\n<p>Exatamente, como recompensa a quem tivesse informa\u00e7\u00f5es que pudessem levar \u00e0 captura de quem esteve por tr\u00e1s do apag\u00e3o. Mas foi muito dif\u00edcil identificar quem realmente esteve por tr\u00e1s de toda esta opera\u00e7\u00e3o. Em mar\u00e7o houve uma opera\u00e7\u00e3o policial em Berlim, foram detidas tr\u00eas pessoas, mas ainda assim n\u00e3o \u00e9 bem clara ainda a sua liga\u00e7\u00e3o \u00e0quilo que aconteceu em janeiro com o apag\u00e3o na capital alem\u00e3.<\/p>\n<p>Portanto, pra j\u00e1 h\u00e1 v\u00e1rias conclus\u00f5es. As autoridades est\u00e3o a levar isto a s\u00e9rio, tanto \u00e9 que a Alemanha \u00e9 um pa\u00eds rico, mas 1 milh\u00e3o de euros ainda \u00e9 dinheiro.<\/p>\n<p>Sim, \u00e9 uma verba exorbitante para os par\u00e2metros alem\u00e3es.<\/p>\n<p>Exatamente. Portanto, 1 milh\u00e3o de euros mostra at\u00e9 que ponto \u00e9 que eles est\u00e3o preocupados e at\u00e9 que ponto \u00e9 que est\u00e3o a levar isto a s\u00e9rioPor outro lado, tamb\u00e9m mostra que est\u00e3o a ter alguma dificuldade, ou seja, em termos de investiga\u00e7\u00e3o e de tentativa de neutralizar as pessoas envolvidas neste tipo de ataques, n\u00e3o est\u00e1 a ser f\u00e1cil.<\/p>\n<p>N\u00e3o est\u00e1 a ser f\u00e1cil e h\u00e1 v\u00e1rios motivos que explicam isso. Por um lado, estes grupos s\u00e3o muito desorganizados, n\u00e3o t\u00eam uma estrutura clara, funcionam muito \u00e0 base de m\u00e9todos pouco claros e funcionam numa rede muito intrincada, muito fechada, em que \u00e9 muito dif\u00edcil as autoridades desconfiarem. \u00c9 muito dif\u00edcil as autoridades conseguirem perceber como \u00e9 que estas pessoas v\u00e3o agir, o que as motivou a agir. H\u00e1 aqui v\u00e1rios grupos que se misturam e, portanto, n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil.<\/p>\n<p>Eles t\u00eam algum denominador comum ou t\u00eam uma g\u00e9nese mais ou menos comum?<\/p>\n<p>Sim, eu acho que a g\u00e9nese deles \u00e9 antifascista, s\u00e3o todos grupos antifascistas e no contexto alem\u00e3o atual isso \u00e9 importante porque s\u00e3o oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 AFD, a Alternativa para a Alemanha, o partido de extrema-direita.<\/p>\n<p>Essa \u00e9, ali\u00e1s, uma das curiosidades deste caso, \u00e9 que and\u00e1mos muito tempo a falar da ascens\u00e3o da extrema-direita na Alemanha e n\u00e3o fal\u00e1mos muito da quest\u00e3o da extrema-esquerda e, portanto, tu dizes-me que esse posicionamento tamb\u00e9m resulta como oposi\u00e7\u00e3o \u00e0quilo que est\u00e1 a acontecer politicamente \u00e0 direita.<\/p>\n<p>\u00c9 uma esp\u00e9cie de cola que une os grupos todos, mas depois cada um tem determinadas prioridades. Por exemplo, uns s\u00e3o anarquistas e querem terminar com a pol\u00edcia, querem criar dificuldades \u00e0 atua\u00e7\u00e3o policial na Alemanha. Outros s\u00e3o ac\u00e9rrimos defensores do clima, como aqueles que causaram o apag\u00e3o em Berlim, que tamb\u00e9m justificaram isto como uma press\u00e3o para colocar energias limpas na Alemanha. Outros s\u00e3o de \u00edndole anticapitalista e, portanto, o seu foco \u00e9 diferente, tem a ver com as grandes empresas de tecnologia. H\u00e1 aqui uma s\u00e9rie de grupos cuja orienta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 bem f\u00e1cil de linear.<\/p>\n<p>Ou seja, partem de um princ\u00edpio comum que \u00e9 o antifascismo e depois a partir da\u00ed-<\/p>\n<p>Sim, a partir da\u00ed h\u00e1 muitas ramifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Muito bem. J\u00e1 vamos voltar a falar sobre estes objetivos e sobre a forma como se est\u00e1 a lidar com este problema na Alemanha. Estamos de regresso \u00e0 conversa com o jornalista Jos\u00e9 Carlos Duarte sobre este regresso da viol\u00eancia de extrema-esquerda \u00e0 Alemanha. Jos\u00e9 Carlos, h\u00e1 alguma raz\u00e3o para que isto tenha acontecido de uma forma aparentemente surpreendente para as autoridades alem\u00e3s? Ou seja, andaram distra\u00eddos, desvalorizaram, tiveram dificuldade em assumir que havia ali um problema?<\/p>\n<p>Sim, eu acho que n\u00e3o tiveram uma dificuldade, mas eu acho que houve aqui, e o Minist\u00e9rio da Administra\u00e7\u00e3o Interna reconheceu que subvalorizou muito o extremismo de extrema-esquerda na Alemanha. Tamb\u00e9m h\u00e1 que entender aqui um pouquinho o contexto e o pano de fundo. A Alemanha teve s\u00e9rios problemas com o extremismo isl\u00e2mico, que \u00e9 uma amea\u00e7a totalmente distinta, e tamb\u00e9m com o extremismo de direita, com os movimentos neonazis e tudo isso tamb\u00e9m realmente foram dois focos.<\/p>\n<p>Digamos que andavam j\u00e1 de m\u00e3os cheias.<\/p>\n<p>Exato, eram dois fogos muito grandes para apagar. E o extremismo de esquerda passou aqui um pouquinho despercebido. Tamb\u00e9m um pouco pelas causas que defende, ou seja, por exemplo, h\u00e1 grupos que s\u00e3o muito pr\u00f3-ecologistas, s\u00e3o ecologistas radicais e a causa em si n\u00e3o faz com que os alarmes soem. Ningu\u00e9m vai atr\u00e1s de pessoas que defendam o ambiente ou que lutem contra o fascismo.<\/p>\n<p>Portanto, o chap\u00e9u sob o qual atuam cria dificuldades pol\u00edticas a quem quer ir investigar ou ir atr\u00e1s de grupos que defendem: &#8220;Somos pelas energias limpas, somos contra o combust\u00edvel f\u00f3ssil ou somos a favor do antifascismo.&#8221;<\/p>\n<p>Exato, ou seja, a capa que eles usam \u00e9 uma coisa, mas depois os m\u00e9todos s\u00e3o totalmente distintos e acho que vem da\u00ed a grande dificuldade em perceber e identificar os grupos extremistas. E depois eles funcionam numa base clandestina, eles funcionam em grupos muito fechados e h\u00e1, por exemplo, uma clara subdivis\u00e3o. H\u00e1 pessoas que escrevem, por exemplo, para revistas anarquistas, para publica\u00e7\u00f5es mais \u00e0 esquerda, que d\u00e3o um pouco corpo \u00e0 a\u00e7\u00e3o, que estipulam os princ\u00edpios te\u00f3ricos e ideol\u00f3gicos que devem guiar a a\u00e7\u00e3o, e depois h\u00e1 aqueles que os colocam em pr\u00e1tica. E s\u00e3o grupos diferentes e \u00e9 muito dif\u00edcil depois para as autoridades montar o puzzle, porque realmente s\u00e3o pe\u00e7as dispersas, pessoas que n\u00e3o t\u00eam grande liga\u00e7\u00e3o entre si, que est\u00e3o em diferentes estados alem\u00e3es e, portanto, \u00e9 muito dif\u00edcil para as autoridades efetivamente perceberem a extens\u00e3o total do fen\u00f4meno, porque \u00e9 realmente muito intrincado.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 uma rede com cabecilha facilmente identific\u00e1vel, que depois tem v\u00e1rias ramifica\u00e7\u00f5es e \u00e9 poss\u00edvel ir atr\u00e1s de onde \u00e9 que come\u00e7a e onde \u00e9 que acaba.<\/p>\n<p>N\u00e3o. S\u00e3o pessoas muitas vezes an\u00f4nimas que funcionam em livrarias. Por exemplo, eu percebi que h\u00e1 livrarias anarquistas, h\u00e1 uma livraria anarquista em Berlim que as autoridades suspeitam de que est\u00e1 por tr\u00e1s do apag\u00e3o na capital alem\u00e3. Portanto, s\u00e3o espa\u00e7os que \u00e0 partida n\u00e3o configuram propriamente uma amea\u00e7a, mas que realmente funcionam aqui um pouco como aqueles que incentivam a a\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma amea\u00e7a que passa um pouco despercebida precisamente pelos motivos que levam \u00e0 a\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m pelos m\u00e9todos que s\u00e3o utilizados.<\/p>\n<p>E tu falaste deste ataque em janeiro, dizes que s\u00e3o v\u00e1rios que t\u00eam acontecido. Houve algum momento em que se come\u00e7a a perceber que h\u00e1 ali qualquer coisa que muda na Alemanha, que talvez tenha favorecido o crescimento, o surgimento destes grupos?<\/p>\n<p>H\u00e1 um momento que v\u00e1rios especialistas apontam que serviu como a emerg\u00eancia destes grupos, que foi a Cimeira do G20 em Hamburgo em 2017. Nessa cimeira reuniram-se em Hamburgo v\u00e1rios grupos de extrema-esquerda alem\u00e3es, n\u00e3o s\u00f3 alem\u00e3es, como tamb\u00e9m de toda a Europa.Houve uma situa\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica na cidade, tumultos, protestos muito violentos. Ningu\u00e9m morreu, mas v\u00e1rias pessoas ficaram feridas. Isso foi o ponto de partida para manifesta\u00e7\u00f5es e para este tipo de a\u00e7\u00f5es de sabotagem. Ou seja, aquilo que aconteceu em Hamburgo acabou por ser uma forma de testar os limites, de perceber que tipos de a\u00e7\u00e3o \u00e9 que os grupos anarquistas, anticapitalistas, o que sejam, podiam usar contra as autoridades e para criar disrup\u00e7\u00f5es na vida dos alem\u00e3es. Este evento, e acho que tamb\u00e9m por inspira\u00e7\u00e3o de outros movimentos, por exemplo, os franceses que tamb\u00e9m estiveram em Hamburgo em 2017, acabou por ser preponderante para que depois os grupos se juntassem, se organizassem e levassem a cabo a\u00e7\u00f5es mais radicais.<\/p>\n<p>E j\u00e1 agora, para terminarmos, em termos de n\u00fameros, h\u00e1 n\u00fameros concretos que mostram que este fen\u00f3meno n\u00e3o \u00e9 uma coisa circunstancial de um ou dois eventos separados. H\u00e1 aqui mesmo uma consist\u00eancia que leva as autoridades a pensar que h\u00e1 aqui qualquer coisa que regressou.<\/p>\n<p>Sim, os n\u00fameros dizem que efetivamente houve um aumento. Por exemplo, h\u00e1 dados do estado da Ren\u00e2nia do Norte-Westf\u00e1lia, que \u00e9 um dos estados mais importantes na Alemanha, \u00e9 o estado mais rico, que dizem que os crimes com motiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica atingiram o recorde em 2025 e desses crimes de motiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o crescimento sentiu-se particularmente nos crimes de extremismo de esquerda. Ou seja, os crimes desta natureza duplicaram no espa\u00e7o de um ano. Passaram de cerca de 1200 para mais de 2400. Ou seja, houve aqui realmente uma forte subida no ano passado, que as autoridades tamb\u00e9m ainda est\u00e3o a tentar entender os motivos concretos. O que levou a que grupos de esquerda se tenham radicalizado tanto na Alemanha? Mas h\u00e1 aqui a clara no\u00e7\u00e3o de que este fen\u00f3meno est\u00e1 a expandir-se e tamb\u00e9m as autoridades est\u00e3o, e houve um refor\u00e7o, o Minist\u00e9rio da Administra\u00e7\u00e3o Interna alem\u00e3o anunciou um refor\u00e7o bastante significativo nas secretas e na pol\u00edcia para combater este fen\u00f3meno. Claro est\u00e1, \u00e9 muito dif\u00edcil de definir, \u00e9 muito dif\u00edcil de categorizar, \u00e9 muito dif\u00edcil de procurar.<\/p>\n<p>Circunscrever.<\/p>\n<p>Exato.<\/p>\n<p>Mas est\u00e3o a come\u00e7ar a combat\u00ea-lo, porque \u00e9 uma realidade e aparentemente veio para ficar.<\/p>\n<p>Exato.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Carlos, muito obrigado.<\/p>\n<p>Obrigado.<\/p>\n<p>Eu conversei com o jornalista do Observador, Jos\u00e9 Carlos Duarte, sobre a ascens\u00e3o dos grupos anarquistas que t\u00eam sabotado infraestruturas, cortado estradas, atacado f\u00e1bricas, sempre em nome de causas como o antifascismo, a ecologia ou o anticapitalismo. Nalguns casos, s\u00e3o atos de viol\u00eancia que o ministro alem\u00e3o do Interior n\u00e3o tem d\u00favidas em chamar de terrorismo. Um tema que come\u00e7a a ser levado a s\u00e9rio em v\u00e1rios pa\u00edses da Europa, incluindo Portugal, como se viu no caso do coquetel molotov lan\u00e7ado sobre os manifestantes da Marcha pela Vida. Esta foi a hist\u00f3ria do dia, a sonoplastia do Ricardo Pelario, a m\u00fasica do gen\u00e9rico do Jo\u00e3o Ribeiro. Eu sou o Pedro Benevides. At\u00e9 amanh\u00e3.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Esta transcri\u00e7\u00e3o foi gerada automaticamente por Intelig\u00eancia Artificial e pode conter erros ou imprecis\u00f5es. 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