{"id":372908,"date":"2026-05-07T22:40:19","date_gmt":"2026-05-07T22:40:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/372908\/"},"modified":"2026-05-07T22:40:19","modified_gmt":"2026-05-07T22:40:19","slug":"noruega-testou-27-carros-eletricos-em-frio-extremo-e-ha-um-vencedor-a-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/372908\/","title":{"rendered":"Noruega testou 27 carros el\u00e9tricos em frio extremo e h\u00e1 um vencedor: a China"},"content":{"rendered":"<p>Os testes de autonomia em carros el\u00e9tricos continuam a ser importantes para os consumidores, sobretudo em cen\u00e1rios de frio intenso. Na Noruega, um dos ensaios mais respeitados da ind\u00fastria voltou a colocar dezenas de modelos \u00e0 prova e os resultados mostram diferen\u00e7as enormes face aos valores oficiais WLTP.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/eletricos_frio_gelo_02.webp.webp\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/eletricos_frio_gelo_02.webp.webp\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"450\" class=\"alignnone size-full wp-image-1117742\"  \/><\/a><\/p>\n<p>Objetivo destes testes aos ve\u00edculos el\u00e9tricos<\/p>\n<p>O Clube Autom\u00f3vel da Noruega voltou a <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.naf.no\/elbil\/elprix-nytt\/elprix-vinter-2026-rekkeviddetest\" rel=\"nofollow noopener\">realizar<\/a> aquele que j\u00e1 \u00e9 considerado um dos testes de autonomia mais relevantes para o mercado dos ve\u00edculos el\u00e9tricos. Desde 2020, a entidade coloca v\u00e1rios modelos \u00e0 prova em condi\u00e7\u00f5es reais de utiliza\u00e7\u00e3o <strong>para perceber at\u00e9 que ponto os valores anunciados pelas fabricantes correspondem \u00e0 realidade<\/strong>.<\/p>\n<p>A metodologia \u00e9 simples. Os ve\u00edculos s\u00e3o carregados a 100%, iniciam o percurso ao mesmo tempo e percorrem exatamente a mesma rota. O objetivo \u00e9 perceber quantos quil\u00f3metros conseguem efetivamente realizar<strong> antes de come\u00e7arem a perder desempenho<\/strong>.<\/p>\n<p>Num mercado onde os n\u00fameros oficiais de autonomia t\u00eam um enorme peso na decis\u00e3o de compra, este tipo de ensaio <strong>tornou-se particularmente importante para os consumidores<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/eletricos_frio_gelo_03.webp.webp\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/eletricos_frio_gelo_03.webp.webp\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"450\" class=\"alignnone size-full wp-image-1117741\"  \/><\/a><\/p>\n<p>Autonomia real continua longe dos valores oficiais<\/p>\n<p>Apesar de o protocolo WLTP ter evolu\u00eddo nos \u00faltimos anos, muitos condutores continuam a sentir diferen\u00e7as entre os valores homologados e aquilo que encontram no dia a dia, <strong>especialmente em autoestrada e em climas frios<\/strong>.<\/p>\n<p>Em ambiente urbano, os el\u00e9tricos tendem a apresentar consumos bastante reduzidos gra\u00e7as \u00e0 regenera\u00e7\u00e3o de energia nas travagens e \u00e0s velocidades mais baixas. Contudo, em viagens longas, <strong>a realidade muda completamente<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00c9 precisamente por isso que o teste noruegu\u00eas ganhou tanta relev\u00e2ncia. O percurso utilizado arranca em Oslo e prolonga-se por mais de 400 quil\u00f3metros, atravessando estradas nacionais, zonas montanhosas <strong>e temperaturas extremamente baixas<\/strong>.<\/p>\n<p>Ao longo do trajeto, os autom\u00f3veis enfrentam subidas acentuadas e grandes mudan\u00e7as de altitude. O percurso come\u00e7a praticamente ao n\u00edvel do mar, ultrapassa zonas acima dos 1000 metros de altitude e termina a cerca de 750 metros. Tudo isto contribui para colocar \u00e0 prova n\u00e3o apenas a bateria, <strong>mas tamb\u00e9m a efici\u00eancia t\u00e9rmica e energ\u00e9tica de cada modelo<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/eletricos_frio_gelo_04.webp.webp\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/eletricos_frio_gelo_04.webp.webp\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"450\" class=\"alignnone size-full wp-image-1117745\"  \/><\/a><\/p>\n<p>Frio extremo faz disparar o consumo<\/p>\n<p>Um dos aspetos mais importantes deste teste tem que ver com as condi\u00e7\u00f5es climat\u00e9ricas. A associa\u00e7\u00e3o realiza habitualmente edi\u00e7\u00f5es de inverno e ver\u00e3o <strong>precisamente para analisar o impacto das temperaturas na autonomia<\/strong>.<\/p>\n<p>Este ano, os condutores enfrentaram um cen\u00e1rio particularmente duro. Em Oslo, a temperatura mais elevada rondou os -8 \u00baC, enquanto no ponto mais frio do percurso <strong>os term\u00f3metros chegaram aos impressionantes -32 \u00baC<\/strong>.<\/p>\n<p>Nestas circunst\u00e2ncias, o consumo energ\u00e9tico aumenta drasticamente. O aquecimento do habit\u00e1culo, a gest\u00e3o t\u00e9rmica da bateria e a pr\u00f3pria densidade do ar <strong>t\u00eam impacto direto na efici\u00eancia do ve\u00edculo<\/strong>.<\/p>\n<p>Os condutores terminam o teste assim que o autom\u00f3vel come\u00e7a a perder pot\u00eancia, sem descarregar totalmente a bateria. O objetivo \u00e9 perceber at\u00e9 que ponto <strong>o ve\u00edculo mant\u00e9m presta\u00e7\u00f5es normais em utiliza\u00e7\u00e3o real<\/strong>.<\/p>\n<p>Curiosamente, um dos primeiros autom\u00f3veis a abandonar o percurso ainda indicava 11% de bateria restante, <strong>mas j\u00e1 apresentava limita\u00e7\u00f5es claras de desempenho<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/eletricos_frio_gelo_01.webp.webp\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/eletricos_frio_gelo_01.webp.webp\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"450\" class=\"alignnone size-full wp-image-1117744\"  \/><\/a><\/p>\n<p>El\u00e9tricos chineses destacam-se nos resultados<\/p>\n<p>Os dados divulgados pela associa\u00e7\u00e3o norueguesa revelam uma tend\u00eancia cada vez mais evidente no setor autom\u00f3vel &#8211; <strong>as marcas chinesas est\u00e3o a ganhar terreno no segmento el\u00e9trico<\/strong>.<\/p>\n<p>Entre os ve\u00edculos com menor diferen\u00e7a face \u00e0 autonomia WLTP destacaram-se o Hyundai Inster e o MG IM6, <strong>ambos com desvios de cerca de 29% relativamente aos n\u00fameros oficiais<\/strong>.<\/p>\n<p>Os modelos que apresentaram melhor desempenho proporcional foram os seguintes:<\/p>\n<ul>\n<li>Hyundai Inster &#8211; 256 km percorridos face aos 360 km WLTP<\/li>\n<li>KGM Musso EV &#8211; 263 km face a 379 km WLTP<\/li>\n<li>Voyah Courage &#8211; 300 km face a 440 km WLTP<\/li>\n<li>MG S6 EV &#8211; 345 km face a 485 km WLTP<\/li>\n<li>Changan Deepal S05 &#8211; 293 km face a 445 km WLTP<\/li>\n<li>MG IM6 &#8211; 352 km face a 505 km WLTP<\/li>\n<\/ul>\n<p>Embora as diferen\u00e7as continuem a ser significativas, estes modelos conseguiram apresentar resultados mais consistentes <strong>em condi\u00e7\u00f5es extremamente adversas<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/eletricos_frio_gelo_05.webp.webp\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/eletricos_frio_gelo_05.webp.webp\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"450\" class=\"alignnone size-full wp-image-1117743\"  \/><\/a><\/p>\n<p>Alguns modelos premium ficaram abaixo das expectativas<\/p>\n<p>Do lado oposto da tabela surgem alguns autom\u00f3veis de segmentos mais elevados, incluindo modelos de fabricantes tradicionalmente associados \u00e0 efici\u00eancia.<\/p>\n<p>O caso mais impressionante foi o do Lucid Air. Apesar de ter conseguido percorrer 520 quil\u00f3metros &#8211; o melhor resultado absoluto do teste &#8211; ficou muito longe dos 960 quil\u00f3metros anunciados em ciclo WLTP.<\/p>\n<p>Ainda assim, a associa\u00e7\u00e3o sublinha que este modelo esteve mais tempo exposto \u00e0s temperaturas extremas inferiores a -30 \u00baC, <strong>o que ajuda a explicar parte da quebra<\/strong>.<\/p>\n<p>Os organizadores recordam ainda que, no inverno passado, o Polestar 3 estabeleceu um recorde ao atingir 537 quil\u00f3metros. No entanto, nessa ocasi\u00e3o, as temperaturas rondavam os 8 \u00baC em zonas montanhosas<strong> onde este ano se registaram temperaturas glaciais<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os testes de autonomia em carros el\u00e9tricos continuam a ser importantes para os consumidores, sobretudo em cen\u00e1rios de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":372909,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,89,428,90,965,32,33,62873],"class_list":{"0":"post-372908","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-economy","10":"tag-eletricos","11":"tag-empresas","12":"tag-noruega","13":"tag-portugal","14":"tag-pt","15":"tag-wltp"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116535704128197438","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/372908","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=372908"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/372908\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/372909"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=372908"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=372908"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=372908"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}