{"id":372922,"date":"2026-05-07T22:52:16","date_gmt":"2026-05-07T22:52:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/372922\/"},"modified":"2026-05-07T22:52:16","modified_gmt":"2026-05-07T22:52:16","slug":"david-attenborough-a-voz-de-fundo-do-mundo-natural-faz-100-anos-conservacao-da-natureza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/372922\/","title":{"rendered":"David Attenborough: \u201ca voz de fundo do mundo natural\u201d faz 100 anos | Conserva\u00e7\u00e3o da natureza"},"content":{"rendered":"<p>O naturalista brit\u00e2nico David Attenborough completa 100 anos nesta sexta-feira, 8 de Maio. O Azul reuniu testemunhos de dez investigadores e ambientalistas portugueses que, como milh\u00f5es de pessoas, tiveram na inf\u00e2ncia a sala de estar atravessada pela voz inconfund\u00edvel do apresentador de document\u00e1rios da vida selvagem.<\/p>\n<p>Realizador e apresentador, David Attenborough dedicou mais de sete d\u00e9cadas \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia. Tornou-se uma figura central da televis\u00e3o brit\u00e2nica BBC a partir dos anos 1950, destacando-se com programas como Zoo Quest e, mais tarde, com a ic\u00f3nica s\u00e9rie Life on Earth, que o tornou conhecido mundialmente. Ao longo da carreira, produziu e narrou numerosos document\u00e1rios de refer\u00eancia, como Blue Planet e Frozen Planet, combinando ci\u00eancia, storytelling e fasc\u00ednio pela natureza. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, tem-se afirmado como uma voz influente na defesa do ambiente e da ac\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>O zo\u00f3logo <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/autor\/luis-m-p-ceriaco\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">Luis Cer\u00edaco<\/a>, investigador do Centro de Investiga\u00e7\u00e3o em Biodiversidade e Recursos Gen\u00e9ticos da Universidade do Porto (<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/03\/24\/azul\/noticia\/associacao-biopolis-inaugura-nova-sede-orcamento-86-milhoes-2126960\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Cibio-Biopolis<\/a>), exalta \u201ca forma simples e directa\u201d com que Attenborough exp\u00f5e ideias cient\u00edficas e como os seus filmes s\u00e3o \u201cuma passagem de testemunho\u201d para \u201caprendizes de naturalistas\u201d. A admira\u00e7\u00e3o de Cer\u00edaco pelo apresentador brit\u00e2nico \u00e9 tal que, em 2024, baptizou uma nova esp\u00e9cie de lagartixa como Trachylepis attenboroughi.<\/p>\n<p>O taxonomista e bot\u00e2nico Jo\u00e3o Farminh\u00e3o chama-lhe \u201cembaixador da biodiversidade\u201d. J\u00e1 S\u00e9rgio Henriques, l\u00edder grupo de especialistas em aranhas e escorpi\u00f5es da Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN, na sigla em ingl\u00eas), considera-o \u201ca voz de fundo do mundo natural\u201d. A vida selvagem entrou-lhes em casa pela televis\u00e3o e mudou a forma como viam o mundo natural.<\/p>\n<p>Algo semelhante ocorreu na inf\u00e2ncia de Sara B\u00e1rrios, dos Jardins Bot\u00e2nicos Reais de Kew, e de Pedro Prata, da Rewilding Portugal, que descrevem um \u201cfio invis\u00edvel\u201d que liga a crian\u00e7a fascinada no sof\u00e1 ao trabalho de conserva\u00e7\u00e3o que desempenham hoje.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        A esp\u00e9cie Trachylepis attenboroughi, uma lagartixa do sul de Angola, foi assim nomeada em homenagem ao naturalista David Attenborough &#13;<br \/>\nLu\u00eds Cer\u00edaco\/DR                      &#13;<\/p>\n<p>Luis Cer\u00edaco, investigador do Cibio-Biopolis<\/p>\n<p>Como tantos outros, cresci a ver os document\u00e1rios de Sir David Attenborough. Acima de tudo, para al\u00e9m da espectacularidade das imagens, o que mais me fascina nos seus document\u00e1rios \u00e9 a forma simples e directa como exp\u00f5e as ideias. N\u00e3o s\u00e3o apenas uma aula de ci\u00eancias, s\u00e3o uma passagem de testemunho entre um naturalista com d\u00e9cadas de experi\u00eancia para n\u00f3s, aprendizes de naturalistas.<\/p>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e o compromisso em formar novas gera\u00e7\u00f5es de naturalistas t\u00eam sido um dos pontos centrais da minha carreira como zo\u00f3logo \u2013 em boa parte inspirado na forma como o \u201ccota\u201d Attenborough nos ensinou. Foi por isso que em 2024, quando estava a fazer a revis\u00e3o taxon\u00f3mica de um g\u00e9nero de lagartixas angolanas, decidi que iria baptizar uma das esp\u00e9cies novas que estava a descrever como <a href=\"https:\/\/digitallibrary.amnh.org\/items\/e25f759e-9e9d-48b3-942a-732cbc2ff439\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Trachylepis attenboroughi<\/a>.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Farminh\u00e3o, investigador da Universidade de Coimbra<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/05\/08\/azul\/noticia\/david-attenborough-completa-99-anos-novo-filme-dedicado-oceano-2132228\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">David Attenborough<\/a> ocupa um lugar consensual como embaixador da biodiversidade. Nenhuma outra pessoa na hist\u00f3ria p\u00f4s tantas esp\u00e9cies no cora\u00e7\u00e3o de tanta gente. Com a sua filmografia, em especial o conjunto da s\u00e9rie Life, assistida na televis\u00e3o, em VHS e DVD, vivi momentos m\u00e1gicos. Recordo um deles: na \u00c1frica do Sul, recorreu a um diapas\u00e3o para imitar os efeitos vibr\u00e1teis de uma abelha que assim poliniza uma planta da fam\u00edlia da genciana. A verdade \u00e9 que me tornei bot\u00e2nico aprendiz, na adolesc\u00eancia, depois de ver A Vida Privada das Plantas.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        A bi\u00f3loga marinha no seu laborat\u00f3rio no Ciimar, em Matosinhos &#13;<br \/>\nAdriano Miranda                     &#13;<\/p>\n<p>Joana Xavier, bi\u00f3loga do Centro Interdisciplinar de Investiga\u00e7\u00e3o Marinha e Ambiental<\/p>\n<p>Lembro-me de ficar fascinada com a s\u00e9rie <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2017\/02\/20\/culturaipsilon\/noticia\/aos-90-anos-david-attenborough-vai-estrear-uma-nova-serie-sobre-o-planeta-azul-1762682\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">The Blue Planet<\/a> quando j\u00e1 me encontrava a fazer a licenciatura em Biologia Marinha nos A\u00e7ores. Anos mais tarde, tive a oportunidade de o conhecer pessoalmente, nos Pa\u00edses Baixos, num evento da Future for Nature Foundation. Recordo a sua simpatia e principalmente a sua curiosidade sobre a nossa investiga\u00e7\u00e3o; que esp\u00e9cies e habitats estud\u00e1vamos, em que regi\u00e3o, quais as nossas descobertas mais surpreendentes sobre a biologia e ecologia delas? \u00c9, sem d\u00favida, uma das maiores vozes, quer literal quer simb\u00f3lica, na partilha do conhecimento sobre o mundo natural, inspirando investigadores e a sociedade a proteger este nosso planeta azul.<\/p>\n<p>Sara B\u00e1rrios, investigadora dos Jardins Bot\u00e2nicos Reais de Kew<\/p>\n<p>N\u00e3o me lembro ao certo de que idade tinha, mas guardo na mem\u00f3ria a televis\u00e3o, as minhas irm\u00e3s ao meu lado e aquela voz. Uma voz calma, pausada, quase sussurrada. A natureza entrava-nos pela casa adentro e n\u00f3s sent\u00edamo-la quase ao alcance da m\u00e3o. Aos domingos, havia sempre tempo para os document\u00e1rios da BBC com o David Attenborough!<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Sara B\u00e1rrios em trabalho de campo na ilha de Anegada, Ilhas Virgens Brit\u00e2nicas &#13;<br \/>\nDeborah Seddon\/DR                     &#13;<\/p>\n<p>Hoje trabalho com conserva\u00e7\u00e3o de plantas, e percebo que h\u00e1 um fio invis\u00edvel que liga aquela crian\u00e7a no sof\u00e1 \u00e0 pessoa que sou hoje. O David Attenborough ajudou a nutrir a semente que j\u00e1 existia dentro de mim. Talvez seja essa a sua maior obra: n\u00e3o os document\u00e1rios em si, mas tudo o que germinou a partir deles. E, agora com 100 anos, a voz do David Attenborough continua a fazer-se ouvir, n\u00e3o s\u00f3 para revelar a beleza do mundo natural, mas tamb\u00e9m para nos alertar para a sua fragilidade e para o que podemos perder.<\/p>\n<p>Pedro Prata, bi\u00f3logo e l\u00edder da Rewilding Portugal<\/p>\n<p>H\u00e1 influ\u00eancias que s\u00f3 reconhecemos anos depois, quando olhamos para tr\u00e1s e percebemos o fio invis\u00edvel que liga quem somos ao que nos formou. David Attenborough \u00e9 um desses fios na minha vida.<\/p>\n<p>Aos s\u00e1bados de manh\u00e3, ainda crian\u00e7a, esperava os seus document\u00e1rios com uma antecipa\u00e7\u00e3o que hoje me parece quase sagrada. N\u00e3o sabia ent\u00e3o que aquelas horas em frente \u00e0 televis\u00e3o estavam a construir algo \u2014 uma forma de ver, de sentir, de me relacionar com o mundo vivo. Coleccionei os document\u00e1rios em cassetes VHS, que ainda hoje preservo, n\u00e3o por nostalgia, mas porque representam o in\u00edcio de uma conversa que nunca mais parei de ter \u2014 comigo pr\u00f3prio e com a natureza.<\/p>\n<p>A influ\u00eancia de Attenborough n\u00e3o se resume a conhecimento, foi uma linguagem, uma sem\u00e2ntica do mundo natural que trespassa a experi\u00eancia no mundo vivo. A capacidade de olhar para uma paisagem aparentemente silenciosa e perceber que est\u00e1 cheia de hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Obrigado, Sir David, por me teres iniciado nesta conversa.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Francisco Ferreira, especialista em qualidade do ar e presidente da associa\u00e7\u00e3o ambientalista Zero &#13;<br \/>\nNuno Ferreira Santos                     &#13;<\/p>\n<p>Francisco Ferreira, presidente da associa\u00e7\u00e3o ambientalista Zero<\/p>\n<p>Desde que me lembro de ver document\u00e1rios sobre a natureza, F\u00e9lix Rodr\u00edguez de la Fuente e David Attenborough foram para mim refer\u00eancias incontorn\u00e1veis ao longo de d\u00e9cadas nos livros e na televis\u00e3o. A forma como <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/david-attenborough\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">David Attenborough<\/a> comunica sobre natureza, biodiversidade e mais recentemente a crise ecol\u00f3gica foi sempre uma enorme inspira\u00e7\u00e3o para o meu trabalho em associa\u00e7\u00f5es e como professor e investigador. Ele mostrou que o rigor n\u00e3o tem de ser incompat\u00edvel com a emo\u00e7\u00e3o, que a beleza do mundo natural pode ser uma porta de entrada para a compreens\u00e3o dos seus equil\u00edbrios fr\u00e1geis, e que comunicar ci\u00eancia \u00e9 tamb\u00e9m criar responsabilidade colectiva.<\/p>\n<p>Confesso que sempre invejei ser eu naquelas paisagens magn\u00edficas ou por vezes dram\u00e1ticas, a conduzir e apresentar aqueles conte\u00fados fascinantes. Tentei aproximar-me muito ligeiramente (mas a muitas milhas de dist\u00e2ncia), quando, durante uns bons anos, apresentei na RTP o Minuto Verde e percebi o enorme desafio que ele sempre conseguiu superar com uma voz marcante e feliz.<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Henriques, l\u00edder do grupo de especialistas em aranhas e escorpi\u00f5es da IUCN<\/p>\n<p>Para muitos de n\u00f3s, Sir David \u00e9 a voz de fundo do mundo natural, uma refer\u00eancia. Para mim, foi durante mais de uma d\u00e9cada, o meu vizinho em Richmond, Londres, e uma b\u00fassola que ajudou a definir o meu percurso. Na minha inf\u00e2ncia, coleccionei todas as suas s\u00e9ries em VHS (que ainda tenho) e hoje guardo os seus livros autografados com orgulho e refer\u00eancia da acessibilidade e entusiasmo espero nunca perder. Temos uma d\u00edvida para com o David, porque inspirou gera\u00e7\u00f5es de espectadores a ser bi\u00f3logos e conservacionistas.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Catarina Grilo, directora de conserva\u00e7\u00e3o e pol\u00edticas da WWF Portugal&#13;<br \/>\nN\u00e1dia Pedro\/DR                     &#13;<\/p>\n<p>Joana Marques, investigadora do Cibio-Biopolis<\/p>\n<p>Creio que n\u00e3o h\u00e1 bi\u00f3logo da minha gera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tenha sido influenciado pelos seus programas, e ser\u00e1 dif\u00edcil apontar um grupo biol\u00f3gico que ele n\u00e3o tenha explorado. Para quem, como eu, come\u00e7ou a interessar-se por plantas nos anos 1990, os marcantes time-lapse de A Vida Privada das Plantas foram decisivos. Revelaram um mundo em movimento invis\u00edvel a olho nu, despertando em mim a curiosidade pelo pequeno, observado atrav\u00e9s de lupas e microsc\u00f3pios, primeiro em musgos, depois nos <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/interactivos\/diario-de-um-cientista\/artigo\/florestas-de-liquenes-escondidas\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">l\u00edquenes<\/a>. Ao revisitar o epis\u00f3dio \u201cLiving together\u201d, percebo porque, anos mais tarde, perante o imenso tapete de l\u00edquenes laranja do Namibe, foi como se j\u00e1 nos tiv\u00e9ssemos cruzado antes.<\/p>\n<p>Catarina Grilo, directora de Conserva\u00e7\u00e3o e Pol\u00edticas da organiza\u00e7\u00e3o WWF Portugal<\/p>\n<p>N\u00e3o sou a bi\u00f3loga cl\u00e1ssica apaixonada pela natureza desde crian\u00e7a. O meu gosto pela natureza cresceu com a fam\u00edlia, os amigos, o Sado e a Arr\u00e1bida e, claro, a televis\u00e3o. Com os document\u00e1rios de David Attenborough, magn\u00edficos, e divertidamente parodiados por Herman Jos\u00e9, aprendi a enorme variedade de esp\u00e9cies, cores, rela\u00e7\u00f5es e fen\u00f3menos da natureza. Despertaram-me ainda o desejo de aventura e de mundo. Gra\u00e7as a ele, eu e muitos milh\u00f5es de pessoas aprendemos qu\u00e3o bonita e importante a natureza \u00e9 para a nossa sobreviv\u00eancia e bem-estar. Que flores\u00e7am muitos e muitas como ele!\u200b<\/p>\n<p>Pedro Correia, paleont\u00f3logo e investigador da Universidade de Tr\u00e1s-os-Montes e Alto Douro<\/p>\n<p>Cresci a ver os document\u00e1rios do David Attenborough, e \u00e9 sem d\u00favida uma fonte de refer\u00eancia e inspira\u00e7\u00e3o para muitos jovens cientistas e os apaixonados pela natureza. Os seus document\u00e1rios sobre a vida na Terra primitiva foram particularmente inspiradores para mim para seguir uma carreira de paleont\u00f3logo. A sua voz activa na defesa dos ambientes e na luta contra as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas tornou Attenborough o maior \u00edcone naturalista da televis\u00e3o mundial. Depois de Charles Darwin (considerado o pai da Teoria da Evolu\u00e7\u00e3o das Esp\u00e9cies), Attenborough \u00e9 provavelmente o naturalista mais influente do s\u00e9culo XX e XXI, sendo amplamente reconhecido como a voz da natureza. Muitos parab\u00e9ns, Sir David Attenborough!\u200b<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O naturalista brit\u00e2nico David Attenborough completa 100 anos nesta sexta-feira, 8 de Maio. 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