{"id":372995,"date":"2026-05-08T00:13:09","date_gmt":"2026-05-08T00:13:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/372995\/"},"modified":"2026-05-08T00:13:09","modified_gmt":"2026-05-08T00:13:09","slug":"ativista-portugues-na-flotilha-diz-se-torturado-por-israel-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/372995\/","title":{"rendered":"Ativista portugu\u00eas na flotilha diz-se torturado por Israel \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/liveblogs\/pyongyang-sublinha-que-nenhuma-pressao-fara-com-que-deixe-de-ter-armas-nucleares\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Acompanhe o nosso artigo em direto sobre a guerra no M\u00e9dio Oriente<\/a><\/p>\n<p>Um ativista portugu\u00eas envolvido na Flotilha Global Sumud para Gaza denunciou esta quinta-feira ter sido torturado f\u00edsica e psicologicamente durante dois dias pelo ex\u00e9rcito israelita depois de a embarca\u00e7\u00e3o em que seguia ter sido intercetada por Israel.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 Lusa, Nuno Gomes, de 56 anos, antigo motorista de mercadorias internacionais, adiantou que o ex\u00e9rcito israelita \u201ctravou a campanha mar\u00edtima\u201d, que envolvia 58 embarca\u00e7\u00f5es e 181 ativistas que pretendiam romper o bloqueio naval israelita e a abrir um corredor humanit\u00e1rio permanente na Faixa de Gaza para levar ajuda humanit\u00e1ria, a 27 de abril e que \u201csequestrou todos os envolvidos\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 em Lisboa, depois de ter regressado a Portugal a 2 deste m\u00eas, o ativista portugu\u00eas considerou \u201cvergonhosa a abordagem\u201d feita pelo c\u00f4nsul de Portugal em Creta, onde o ex\u00e9rcito israelita desembarcou 179 dos 181 ativistas, e lamentou que o Governo portugu\u00eas continue a pactuar com Israel.<\/p>\n<p>\u201cA intercess\u00e3o por parte do ex\u00e9rcito israelita foi feita em \u00e1guas internacionais, 50 milhas a sul da costa da Gr\u00e9cia. Foi muito violenta, tanto do ponto de vista psicol\u00f3gico como do ponto de vista f\u00edsico. [\u2026] Apontaram-nos armas com lasers, armas carregadas com muni\u00e7\u00f5es reais. N\u00e3o pediram autoriza\u00e7\u00e3o para entrar dentro das embarca\u00e7\u00f5es. A partir daquele momento, ficamos com a certeza absoluta que est\u00e1vamos a ser raptados\u201d, relatou.<\/p>\n<p>\u201cApoderaram-se dos nossos passaportes e deram-nos ordens espec\u00edficas para que, <strong>se n\u00e3o cumpr\u00edssemos as ordens, que iam disparar e poderiam inclusivamente matar-nos<\/strong>\u201c, acrescentou, admitindo que se assustou e teve medo, apesar de, contou, \u201csaber muito bem lidar com medo\u201d, pois teve treino militar no corpo de tropas paraquedistas de 1988 a 1990.<\/p>\n<p>Segundo Nuno Gomes, que reside em Arganil, pr\u00f3ximo de Coimbra, nas 48 horas em que considerou que \u201cesteve raptado\u201d em pleno navio, sofreu <strong>\u201cuma tortura psicol\u00f3gica permanente\u201d, pois n\u00e3o os deixavam dormir e foi \u201catacado fisicamente\u201d em v\u00e1rias ocasi\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cIntercedi em ajuda perante camaradas meus, n\u00e3o cumpri com algumas ordens que eles me deram e [\u2026] fui penalizado severamente e fui torturado fisicamente, acabando por sofrer les\u00f5es graves no meu corpo, <strong>incluindo uma costela rachada em dois s\u00edtios diferentes, uma les\u00e3o tamb\u00e9m grave que me causa bastantes dores na coluna vertebral<\/strong> e tenho algumas n\u00f3doas negras e arranh\u00f5es pelo meu corpo todo, incluindo esta, que espero que mostre nas c\u00e2maras, que est\u00e1 aqui na minha testa. E aqui ainda tenho a cara um pouco inchada\u201d, indicou \u00e0 Lusa.<\/p>\n<p>Nuno Gomes, que em agosto do ano passado j\u00e1 tinha efetuado uma greve de fome diante do parlamento portugu\u00eas para protestar contra a interven\u00e7\u00e3o militar na Faixa de Gaza, frisou que a abordagem que o Consulado de Portugal em Creta \u201cfoi vergonhosa\u201d, pois n\u00e3o foi ajudado em nada.<\/p>\n<p>\u201cTenho de apelidar esta abordagem do Consulado como absolutamente vergonhosa, mas, tamb\u00e9m tendo em conta a posi\u00e7\u00e3o do nosso governo, que continua a negociar com um pa\u00eds [Israel] genocida, isso n\u00e3o me admira\u201d, referiu, apesar de considerar positivo Portugal ter reconhecido o Estado da Palestina.<\/p>\n<p>\u201cO c\u00f4nsul esperou por mim, abordou-me, cumprimentou-me, perguntou-me como \u00e9 que eu estava e expliquei-lhe a situa\u00e7\u00e3o, que tinha sido raptado e torturado. Disse-me que n\u00e3o podia fazer nada, que eu tinha o meu passaporte comigo, que eu era um cidad\u00e3o livre, que eu podia fazer aquilo que eu quisesse, e que tinha que contactar os meus familiares em Portugal para me comprarem uma passagem para eu regressar ao pa\u00eds. Disse-lhe boa noite, obrigado pela sua presen\u00e7a e fui-me embora\u201d, contou.<\/p>\n<p>Questionado pela Lusa sobre se faria tudo novamente, mesmo que fosse nas mesmas circunst\u00e2ncias, Nuno Gomes, foi claro: \u201cvoltaria a fazer tudo outra vez e essa seria sempre a minha op\u00e7\u00e3o e a raz\u00e3o por que o faria \u00e9 precisamente por isso\u201d.<\/p>\n<p>\u201cFazendo ou n\u00e3o fazendo algo, tenho sempre uma op\u00e7\u00e3o. E o povo palestiniano n\u00e3o tem op\u00e7\u00f5es. \u00c9 tratado como sendo um povo de segunda classe. Isto n\u00e3o \u00e9 justo, \u00e9 ilegal. N\u00e3o lhes \u00e9 dada qualquer oportunidade de se defenderem. Eu, como cidad\u00e3o respons\u00e1vel, l\u00e1 estaria novamente ao lado deles, porque eles s\u00e3o uma lufada de ar fresco para a humanidade\u201d, respondeu.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um povo que tem sido maltratado violentamente. Os familiares daquelas pessoas s\u00e3o assassinadas, barbaramente assassinadas, est\u00e3o a sofrer um genoc\u00eddio desde quase h\u00e1 80 anos e, no entanto, continuam a ser am\u00e1veis, a ter empatia, a mostrar amor pelo pr\u00f3ximo e isso \u00e9 um exemplo para mim, para a minha fam\u00edlia e acho que devia ser um exemplo para todos os portugueses e para a humanidade em geral\u201d, concluiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Acompanhe o nosso artigo em direto sobre a guerra no M\u00e9dio Oriente Um ativista portugu\u00eas envolvido na Flotilha&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":372996,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,604,15,16,14,259,25,26,21,22,310,62,12,13,19,20,23,24,58,17,18,29,30,31,622,63,64,65],"class_list":{"0":"post-372995","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-crime","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-headlines","14":"tag-israel","15":"tag-latest-news","16":"tag-latestnews","17":"tag-main-news","18":"tag-mainnews","19":"tag-mu00e9dio-oriente","20":"tag-mundo","21":"tag-news","22":"tag-noticias","23":"tag-noticias-principais","24":"tag-noticiasprincipais","25":"tag-principais-noticias","26":"tag-principaisnoticias","27":"tag-sociedade","28":"tag-top-stories","29":"tag-topstories","30":"tag-ultimas","31":"tag-ultimas-noticias","32":"tag-ultimasnoticias","33":"tag-violu00eancia","34":"tag-world","35":"tag-world-news","36":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116536069737984282","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/372995","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=372995"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/372995\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/372996"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=372995"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=372995"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=372995"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}