{"id":373135,"date":"2026-05-08T03:09:19","date_gmt":"2026-05-08T03:09:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/373135\/"},"modified":"2026-05-08T03:09:19","modified_gmt":"2026-05-08T03:09:19","slug":"morreu-carlos-brito-historico-dirigente-do-pcp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/373135\/","title":{"rendered":"Morreu Carlos Brito, hist\u00f3rico dirigente do PCP"},"content":{"rendered":"<p>Carlos Brito, antigo dirigente do PCP e ex-bra\u00e7o direito de Cunhal morreu esta quinta-feira aos 93 anos. <\/p>\n<p>Paulo Fidalgo, m\u00e9dico e amigo pessoal que foi um dos fundadores do Movimento Renova\u00e7\u00e3o Comunista, adiantou \u00e0 ag\u00eancia Lusa que Carlos Brito esteve internado no hospital de Faro recentemente devido a uma infe\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria e teve alta hospitalar na passada segunda-feira, j\u00e1 recuperado.<\/p>\n<p>&#8220;Inesperadamente&#8221; morreu esta tarde na sua casa de Alcoutim, disse Paulo Fidalgo.<\/p>\n<p>Carlos Brito nasceu em Mo\u00e7ambique em 1933 e foi militante do PCP durante 48 anos, como funcion\u00e1rio, membro do Comit\u00e9 Central, l\u00edder parlamentar, director do jornal &#8220;Avante!&#8221; e candidato \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p> Durante a ditadura, Carlos Brito passou dez anos na clandestinidade e oito anos na pris\u00e3o. A seguir ao 25 de Abril esteve 16 anos na Assembleia da Rep\u00fablica, 15 dos quais como l\u00edder do grupo parlamentar.<\/p>\n<p>Saiu &#8220;desolado&#8221; do parlamento em 1991 por n\u00e3o ter sido eleito pelo c\u00edrculo de Faro. \u00c0 altura da sua sa\u00edda, tinha o recorde de &#8220;longevidade&#8221; no parlamento, desde a Assembleia Constituinte.<\/p>\n<p>Em 1980 concorreu \u00e0s presidenciais contra Ramalho Eanes e Soares Carneiro, desistindo \u00e0 boca das urnas. Uma perman\u00eancia de 33 anos no Comit\u00e9 Central terminaram em Novembro de 2000, quando Carlos Brito renunciou ao lugar em desacordo com as orienta\u00e7\u00f5es do XVI Congresso. Em Mar\u00e7o de 2000, j\u00e1 tinha escrito uma carta \u00e0 direc\u00e7\u00e3o onde expressava preocupa\u00e7\u00e3o com o rumo do partido.<\/p>\n<p>Carlos Brito esteve entre os dirigentes que reclamaram um congresso extraordin\u00e1rio ap\u00f3s a derrota eleitoral do PCP nas aut\u00e1rquicas de 2001. No seguimento da luta interna que op\u00f4s os chamados &#8220;renovadores&#8221; aos defensores da ortodoxia do partido, Carlos Brito foi suspenso do PCP em 2002 por 10 meses. A san\u00e7\u00e3o disciplinar foi decidida pelo Secretariado do partido, entre v\u00e1rias expuls\u00f5es de cr\u00edticos da dire\u00e7\u00e3o, entre os quais Edgar Correia, j\u00e1 falecido, e Carlos Lu\u00eds Figueira, que viriam a formalizar alguns anos depois a associa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica Renova\u00e7\u00e3o Comunista.<\/p>\n<p>Desde 1996 que Carlos Brito evidenciou vontade de se afastar de cargos dirigentes, primeiro ao recusar integrar a Comiss\u00e3o Pol\u00edtica em 1996 e depois saindo da dire\u00e7\u00e3o do &#8220;Avante!&#8221;, em 1998.<\/p>\n<p>Era casado, teve duas filhas, e estava retirado em Alcoutim, no Algarve, local de origem da sua fam\u00edlia. Dedicou-se durante muitos anos escrever poesia, fic\u00e7\u00e3o e a participar no movimento associativo para o desenvolvimento regional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Carlos Brito, antigo dirigente do PCP e ex-bra\u00e7o direito de Cunhal morreu esta quinta-feira aos 93 anos. 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