{"id":373458,"date":"2026-05-08T10:09:53","date_gmt":"2026-05-08T10:09:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/373458\/"},"modified":"2026-05-08T10:09:53","modified_gmt":"2026-05-08T10:09:53","slug":"bcp-supera-expectativas-no-1o-trimestre-com-portugal-em-destaque-jefferies-recomenda-compra-das-acoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/373458\/","title":{"rendered":"BCP supera expectativas no 1\u00ba trimestre com Portugal em destaque. Jefferies recomenda compra das a\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>        Concluindo, segundo o Jefferies, o BCP est\u00e1 a evoluir melhor do que o esperado para 2026, sobretudo devido ao forte desempenho em Portugal. Apesar de alguma fragilidade na Pol\u00f3nia e press\u00e3o sobre o capital, a tend\u00eancia de crescimento permanece positiva, sustentada por melhoria nos volumes e efici\u00eancia operacional. A casa de investimento mant\u00e9m assim a recomenda\u00e7\u00e3o de \u201cComprar\u201d, destacando o potencial de valoriza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es.    <\/p>\n<p>O Banco Comercial Portugu\u00eas (BCP) apresentou resultados do primeiro trimestre de 2026 acima das expectativas do mercado, o que levou o banco de investimento Jefferies a refor\u00e7ar a recomenda\u00e7\u00e3o de \u201cComprar\u201d com pre\u00e7o-alvo de 1,10 euros (o que traduz um potencial de valoriza\u00e7\u00e3o de cerca de 19,6% face aos 0,92 euros atuais).<\/p>\n<p>O resultado l\u00edquido atingiu 306 milh\u00f5es de euros, superando em 8% o consenso, beneficiando parcialmente de um efeito extraordin\u00e1rio positivo nas receitas de trading. Ainda assim, o desempenho operacional mostrou-se s\u00f3lido, com receitas acima do esperado e custos controlados.<\/p>\n<p><strong>Portugal impulsiona crescimento<\/strong><\/p>\n<p>Os analistas do Jefferies real\u00e7am que Portugal destacou-se como o principal motor de crescimento do grupo.\u00a0A margem financeira em Portugal cresceu 10% em termos anuais, impulsionada pelo aumento dos volumes e pela expans\u00e3o da margem de juros, mesmo num contexto de descida das taxas de juro.<\/p>\n<p>A margem de juros em Portugal subiu 12 pontos base no trimestre, apoiada por gest\u00e3o ativa de balan\u00e7o.<\/p>\n<p>As comiss\u00f5es aumentaram 8% face ao ano anterior, enquanto os custos cresceram apenas 5%, abaixo do crescimento das receitas (10%), evidenciando melhoria na efici\u00eancia operacional.<\/p>\n<p>\u201cEm Portugal o resultado l\u00edquido superou as expectativas em 10%, impulsionado pelas receitas (resultados de trading\u00a0 e margem de juros), com custos em linha com as previs\u00f5es e imparidades abaixo do esperado. A margem de juro l\u00edquida portuguesa subiu 12 pb no primeiro trimestre, impulsionada pela contribui\u00e7\u00e3o da ALCO [Asset and Liability Committee]\u201d, referem os analistas. Isto significa que a gest\u00e3o da tesouraria do banco (investimentos em t\u00edtulos de d\u00edvida p\u00fablica, por exemplo) rendeu bons frutos.<\/p>\n<p>O cr\u00e9dito a clientes aumentou 10% em termos anuais, com forte dinamismo no segmento de particulares (+11%).<\/p>\n<p>\u201cOs empr\u00e9stimos aumentaram 2% em termos trimestrais e 10% em termos hom\u00f3logos. Os dep\u00f3sitos de clientes aumentaram 1% em termos trimestrais e 5% em termos hom\u00f3logos, e os fundos fora de balan\u00e7o mantiveram-se est\u00e1veis em termos trimestrais e aumentaram 10% em termos hom\u00f3logos\u201d, sublinha o Jefferies.<\/p>\n<p>O custo do risco da atividade dom\u00e9stica situou-se em 33 pontos base, dentro do intervalo previsto.<\/p>\n<p><strong>Pol\u00f3nia ainda fraca, mas com perspetivas de recupera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Na Pol\u00f3nia, o desempenho foi mais fraco no trimestre, com a margem financeira a cair 3% face ao ano anterior, pressionada por taxas de juro mais baixas e crescimento limitado da carteira de cr\u00e9dito, sublinha o banco de investimento norte-americano.<\/p>\n<p>O cr\u00e9dito hipotec\u00e1rio recuou 8%, mas a nova produ\u00e7\u00e3o foi extremamente forte (+179%), beneficiando da resolu\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios relacionados com cr\u00e9ditos indexados aos francos su\u00ed\u00e7os. Este fator dever\u00e1 impulsionar o crescimento ao longo de 2026.<\/p>\n<p>O cr\u00e9dito a empresas cresceu 23%, com nova produ\u00e7\u00e3o a subir 122%, sinalizando uma din\u00e2mica positiva no segmento corporativo.<\/p>\n<p><strong>Capital sob press\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O r\u00e1cio CET1 fixou-se em 15,1%, abaixo do esperado, refletindo uma queda de 50 pontos base no trimestre. Entre os fatores que contribu\u00edram para esta descida est\u00e3o impactos de mercado, fim de opera\u00e7\u00f5es de securitiza\u00e7\u00e3o na Pol\u00f3nia e outros efeitos regulat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Apesar disso, a rentabilidade manteve-se robusta, com um RoTE de 16,6%.<\/p>\n<p>O BCP registou provis\u00f5es totais acima do esperado, incluindo 50 milh\u00f5es de euros relacionados com cr\u00e9ditos em francos su\u00ed\u00e7os na Pol\u00f3nia (abaixo da m\u00e9dia trimestral de 2025); e 19 milh\u00f5es de euros associados ao risco soberano em Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<p>O Jefferiez diz que parte do ganho extraordin\u00e1rio em trading foi utilizado para refor\u00e7ar provis\u00f5es em Portugal.<\/p>\n<p>O custo do risco consolidado situou-se em 35 pontos base, com n\u00edveis considerados saud\u00e1veis tanto em Portugal (33 bps) como na Pol\u00f3nia (45 bps).<\/p>\n<p>Concluindo, segundo o Jefferies, o BCP est\u00e1 a evoluir melhor do que o esperado para 2026, sobretudo devido ao forte desempenho em Portugal. Apesar de alguma fragilidade na Pol\u00f3nia e press\u00e3o sobre o capital, a tend\u00eancia de crescimento permanece positiva, sustentada por melhoria nos volumes e efici\u00eancia operacional.<\/p>\n<p>A casa de investimento mant\u00e9m assim a recomenda\u00e7\u00e3o de \u201cComprar\u201d, destacando o potencial de valoriza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es do BCP fecharam a sess\u00e3o a subir 3,49% para 0,92 euros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Concluindo, segundo o Jefferies, o BCP est\u00e1 a evoluir melhor do que o esperado para 2026, sobretudo devido&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":373459,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[8655,88,89,90,32,33],"class_list":["post-373458","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-bcp","tag-business","tag-economy","tag-empresas","tag-portugal","tag-pt"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116538417327910131","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/373458","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=373458"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/373458\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/373459"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=373458"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=373458"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=373458"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}