{"id":374795,"date":"2026-05-09T11:03:11","date_gmt":"2026-05-09T11:03:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/374795\/"},"modified":"2026-05-09T11:03:11","modified_gmt":"2026-05-09T11:03:11","slug":"correio-do-povo-penedo-consumo-de-ultraprocessados-aumenta-risco-de-demencia-em-dietas-saudaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/374795\/","title":{"rendered":"Correio do Povo Penedo &#8211; Consumo de ultraprocessados aumenta risco de dem\u00eancia em dietas saud\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<p>Consumo de ultraprocessados e o risco de dem\u00eancia<\/p>\n<p>Um estudo da Monash University revela que o consumo de ultraprocessados pode aumentar o risco de dem\u00eancia, mesmo em dietas consideradas saud\u00e1veis, como a mediterr\u00e2nea. Analisando mais de 2 mil australianos, a pesquisa mostra que cada aumento de 10% na ingest\u00e3o desses alimentos est\u00e1 ligado a piora cognitiva. Embora n\u00e3o estabele\u00e7a causa direta, o estudo sugere que o processamento industrial pode ser um fator chave.<\/p>\n<p>O aumento no consumo di\u00e1rio de alimentos ultraprocessados pode elevar o risco de dem\u00eancia mesmo entre pessoas que mant\u00eam dietas ricas em vegetais e consideradas saud\u00e1veis. A conclus\u00e3o \u00e9 de um estudo publicado na revista cient\u00edfica \u201cAlzheimer\u2019s &amp; Dementia: Diagnosis, Assessment &amp; Disease Monitoring\u201d, que identificou associa\u00e7\u00e3o entre maior ingest\u00e3o desses produtos e pior desempenho cognitivo em adultos de meia-idade e idosos.<\/p>\n<p>A pesquisa foi conduzida por cientistas da Monash University, na Austr\u00e1lia, e analisou mais de 2,1 mil pessoas entre 40 e 70 anos. Os participantes preencheram registros alimentares sobre seus h\u00e1bitos ao longo de um ano e passaram por testes cognitivos para avaliar aten\u00e7\u00e3o, velocidade de processamento de informa\u00e7\u00f5es e risco futuro de dem\u00eancia.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, cada aumento de 10% no consumo de ultraprocessados \u2014 o equivalente aproximado a um pequeno pacote de batatas fritas industrializadas por dia \u2014 esteve associado a uma piora mensur\u00e1vel na capacidade de concentra\u00e7\u00e3o e a uma eleva\u00e7\u00e3o no risco estimado de dem\u00eancia ao longo dos anos seguintes.<\/p>\n<p>\u2014 Nosso estudo mostrou que o consumo de ultraprocessados esteve associado a pior aten\u00e7\u00e3o e maior risco de dem\u00eancia em adultos de meia-idade e idosos \u2014 afirmou a pesquisadora Barbara Cardoso, autora principal do estudo.<\/p>\n<p>Os pesquisadores ressaltam que o trabalho identificou uma associa\u00e7\u00e3o estat\u00edstica, e n\u00e3o uma rela\u00e7\u00e3o direta de causa e efeito. Ainda assim, os resultados chamaram aten\u00e7\u00e3o porque o aumento do risco permaneceu mesmo entre participantes que seguiam padr\u00f5es alimentares considerados ben\u00e9ficos, como a dieta mediterr\u00e2nea.<\/p>\n<p>De acordo com Cardoso, isso sugere que o problema pode estar ligado ao n\u00edvel de processamento industrial dos alimentos, e n\u00e3o apenas \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o de itens saud\u00e1veis por produtos menos nutritivos.<\/p>\n<p>Dietas saud\u00e1veis n\u00e3o anulam o impacto dos ultraprocessados<\/p>\n<p>A dieta mediterr\u00e2nea, frequentemente associada \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de riscos cardiovasculares e neurodegenerativos, prioriza alimentos in natura, como frutas, verduras, azeite de oliva, castanhas, sementes e gr\u00e3os integrais. Outros padr\u00f5es alimentares, como as dietas DASH e MIND, tamb\u00e9m estimulam o consumo de alimentos frescos e limitam produtos industrializados.<\/p>\n<p>Os ultraprocessados, por\u00e9m, costumam conter poucos ingredientes naturais. Em geral, s\u00e3o produzidos a partir de subst\u00e2ncias extra\u00eddas de alimentos ou sintetizadas industrialmente, com adi\u00e7\u00e3o de corantes, aromatizantes, emulsificantes e grandes quantidades de a\u00e7\u00facar, gordura e sal.<\/p>\n<p>Segundo especialistas, esse tipo de produto pode carecer de nutrientes importantes para o funcionamento adequado do c\u00e9rebro e do organismo.<\/p>\n<p>O neurologista W. Taylor Kimberly, da Harvard Medical School, que n\u00e3o participou da pesquisa, classificou o estudo como mais uma evid\u00eancia relevante sobre os impactos negativos dos ultraprocessados na sa\u00fade cerebral.<\/p>\n<p>Kimberly foi autor de uma pesquisa semelhante publicada em janeiro, na qual um aumento de 10% no consumo desses alimentos esteve relacionado a um risco 16% maior de comprometimento cognitivo, mesmo em pessoas que mantinham alimenta\u00e7\u00e3o predominantemente vegetal.<\/p>\n<p>\u2014 Em conjunto, esses estudos mostram de forma consistente que maiores n\u00edveis de consumo de ultraprocessados est\u00e3o associados a pior desempenho cognitivo \u2014 declarou.<\/p>\n<p>O pesquisador destacou, por\u00e9m, que a redu\u00e7\u00e3o do consumo desses alimentos pode trazer benef\u00edcios a longo prazo. Segundo ele, substituir ultraprocessados por alimentos minimamente processados ao longo de cinco a seis anos esteve associado a uma redu\u00e7\u00e3o de 12% no risco de decl\u00ednio cognitivo.<\/p>\n<p>Impactos v\u00e3o al\u00e9m do c\u00e9rebro<\/p>\n<p>O novo estudo tamb\u00e9m refor\u00e7a uma s\u00e9rie de pesquisas recentes que relacionam ultraprocessados a diferentes problemas de sa\u00fade. Uma revis\u00e3o publicada em fevereiro de 2024, reunindo dados de cerca de 10 milh\u00f5es de pessoas em 45 estudos, apontou que o aumento de 10% na ingest\u00e3o desses produtos esteve ligado a maior risco de doen\u00e7as cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade, dist\u00farbios do sono e depress\u00e3o.<\/p>\n<p>Na pesquisa australiana, os participantes n\u00e3o apresentavam dem\u00eancia no in\u00edcio do acompanhamento. Ainda assim, os testes mostraram que o aumento no consumo de ultraprocessados esteve relacionado \u00e0 piora da aten\u00e7\u00e3o visual e da velocidade de processamento mental \u2014 capacidades consideradas fundamentais para aprendizado, racioc\u00ednio e resolu\u00e7\u00e3o de problemas.<\/p>\n<p>Os cientistas tamb\u00e9m utilizaram uma escala validada que estima o risco de dem\u00eancia ao longo de 20 anos. Segundo os resultados, cada aumento de 10% no consumo di\u00e1rio desses alimentos esteve associado a um acr\u00e9scimo de 0,24 ponto na escala de risco, que varia de 0 a 7.<\/p>\n<p>Os autores alertam que h\u00e1bitos aparentemente comuns podem elevar rapidamente esse consumo, como ingerir panquecas industrializadas no caf\u00e9 da manh\u00e3, salgadinhos no almo\u00e7o, biscoitos embalados nos lanches e pizza congelada no jantar.<\/p>\n<p>\u2014 A meia-idade representa uma oportunidade importante para agir sobre fatores de risco modific\u00e1veis antes que altera\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas compat\u00edveis com a dem\u00eancia se desenvolvam \u2014 afirmou Cardoso.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora, os ultraprocessados j\u00e1 foram associados a altera\u00e7\u00f5es no sistema end\u00f3crino, na microbiota intestinal e a fatores cardiovasculares ligados \u00e0 dem\u00eancia, como hipertens\u00e3o, obesidade, diabetes e colesterol elevado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Consumo de ultraprocessados e o risco de dem\u00eancia Um estudo da Monash University revela que o consumo de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":374796,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[27858,27863,27862,27860,116,27859,27861,27856,27864,27865,27857,32,33,117,30],"class_list":{"0":"post-374795","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-atualidades-regionais","9":"tag-cobertura-noticiosa-alagoas","10":"tag-comunidade-penedense","11":"tag-eventos-em-alagoas","12":"tag-health","13":"tag-informacoes-locais","14":"tag-jornalismo-local","15":"tag-noticias-alagoas","16":"tag-noticias-impactantes","17":"tag-novidades-regionais","18":"tag-penedo","19":"tag-portugal","20":"tag-pt","21":"tag-saude","22":"tag-ultimas-noticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116544287938585201","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/374795","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=374795"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/374795\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/374796"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=374795"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=374795"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=374795"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}