{"id":374831,"date":"2026-05-09T11:38:35","date_gmt":"2026-05-09T11:38:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/374831\/"},"modified":"2026-05-09T11:38:35","modified_gmt":"2026-05-09T11:38:35","slug":"falta-um-mes-para-o-maior-choque-energetico-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/374831\/","title":{"rendered":"Falta um m\u00eas para o maior choque energ\u00e9tico da hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>        Reservas petrol\u00edferas est\u00e3o a cair dramaticamente com o conflito no M\u00e9dio Oriente. Crise energ\u00e9tica vai agravar-se, com o mundo a caminho de choque petrol\u00edfero hist\u00f3rico, se guerra n\u00e3o acabar.    <\/p>\n<p>O rel\u00f3gio est\u00e1 em contagem decrescente para o maior choque petrol\u00edfero da hist\u00f3ria. Se a situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 era grave, amea\u00e7a piorar nas pr\u00f3ximas semanas. Ser\u00e1 que est\u00e3o atentos em Washington e em Teer\u00e3o? A data-limite \u00e9 junho, altura em que ter\u00e3o passado mais de tr\u00eas meses do in\u00edcio da guerra. Apesar do mundo ter resistido, o fecho do estreito de Ormuz e a paragem na produ\u00e7\u00e3o e refina\u00e7\u00e3o no Golfo P\u00e9rsico est\u00e3o a pressionar ainda mais a economia global.<\/p>\n<p>\u201cEstamos na presen\u00e7a da maior crise da oferta energ\u00e9tica que j\u00e1 aconteceu na hist\u00f3ria\u201d, disse ao JE o especialista em energia Ant\u00f3nio Costa Silva.<\/p>\n<p>Com o fecho do estreito de Ormuz, a cada cinco dias chegam menos 100 milh\u00f5es de barris aos mercados globais.<br \/>\u201cA crise de pre\u00e7os altos vai degenerar tamb\u00e9m numa crise de abastecimento. Os sinais j\u00e1 est\u00e3o todos a\u00ed\u201d, acrescenta o ex-ministro da Economia apontando para as \u201cdificuldades\u201d j\u00e1 sentidas em v\u00e1rios pa\u00edses asi\u00e1ticos.<\/p>\n<p>O Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) j\u00e1 avisou: \u201cnenhum pa\u00eds evitar\u00e1 o impacto dos pre\u00e7os altos\u201d com a crise energ\u00e9tica. O crescimento da zona euro j\u00e1 foi revisto em baixa pelo FMI: de 1,4% para 1%. Com a infla\u00e7\u00e3o j\u00e1 a pressionar perante um disparo no pre\u00e7o do petr\u00f3leo em 70% e uma subida de 45% do g\u00e1s.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Costa Silva destaca o impacto negativo da crise na economia global: \u201cOs operadores no mercado est\u00e3o a sentir que, se esta falha de circula\u00e7\u00e3o no estreito de Ormuz continuar mais algum tempo vai ser dram\u00e1tico para as economias mundiais. \u00c9 isso que est\u00e1 em cima da mesa\u201d, explica.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o do petr\u00f3leo atingiu mesmo um m\u00e1ximo de quatro anos esta semana: 126 d\u00f3lares por barril, perante os avan\u00e7os e recuos nas negocia\u00e7\u00f5es de paz e o abre-e-fecha do estreito de Ormuz. Os pre\u00e7os t\u00eam vindo a corrigir com os progressos nas conversa\u00e7\u00f5es e negociavam nos 100 d\u00f3lares na quinta-feira ao final da tarde.<\/p>\n<p>\u201cO ponto de viragem \u00e9 claramente junho. Este \u00e9 o momento em que algo vai ter de ceder. N\u00e3o temos meses\u201d, avisou o analista Frederic Lasserre da Gunvor, citado pelo \u201cFinancial Times\u201d, prevendo uma \u201cgrande dor\u201d para a economia global.<\/p>\n<p>As reservas globais de petr\u00f3leo afundaram a um ritmo recorde em abril para cerca de 200 milh\u00f5es de barris, segundo a S&amp;P Global, apesar do disparo nos pre\u00e7os.<\/p>\n<p>\u201cIsto \u00e9 enorme, \u00e9 muito acima da m\u00e9dia. Uma corre\u00e7\u00e3o inevit\u00e1vel do mercado est\u00e1 a caminho\u201d, disse Jim Burkhard da S&amp;P citado pelo FT. O mercado j\u00e1 perdeu mil milh\u00f5es de barris de crude desde que a guerra no Ir\u00e3o come\u00e7ou. \u201cOs pre\u00e7os elevados de petr\u00f3leo ainda est\u00e3o para vir\u201d.<\/p>\n<p>Um acordo de paz em breve iria atenuar, mas n\u00e3o terminar, a crise energ\u00e9tica. A reabertura gradual do estreito de Ormuz ao longo de 30 dias significa que a produ\u00e7\u00e3o s\u00f3 retomaria n\u00edveis significativos em junho, com mais seis a oito semanas at\u00e9 a \u201cnormaliza\u00e7\u00e3o real do fluxo\u201d, alerta a Rystad.<\/p>\n<p>J\u00e1 Ant\u00f3nio Costa Silva explica que o rein\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo \u201cmuito complexo\u201d: \u201cisto n\u00e3o \u00e9 como abrir uma garrafa de Coca-Cola\u201d. \u201cPara recuperar e voltar \u00e0 produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o precisas entre 6 a 8 semanas, cerca de dois meses para chegar ao normal\u201d, prev\u00ea.<\/p>\n<p>Depois, \u201ch\u00e1 muitas infraestruturas danificadas\u201d, com 70\/80 atingidas durante a guerra nos pa\u00edses do Golfo P\u00e9rsico, incluindo o maior complexo petroqu\u00edmico do mundo, o terminal de Tanura na Ar\u00e1bia Saudita, que processa 8 milh\u00f5es de barris por dia. Tamb\u00e9m o Qatar, um grande produtor de g\u00e1s, teve v\u00e1rias instala\u00e7\u00f5es atingidas, com a recupera\u00e7\u00e3o a demorar 3 a 5 anos.<\/p>\n<p>\u201cCom as amea\u00e7as constantes, o retomar do tr\u00e1fego no estreito de Ormuz vai ser feito pouco a pouco. Mesmo que a guerra acabe, ainda vai passar bastante tempo at\u00e9 regressarmos a uma situa\u00e7\u00e3o de normalidade. Este ano vai ser dif\u00edcil e, muito provavelmente, a primeira metade do pr\u00f3ximo ano\u201d, rematou Ant\u00f3nio Costa Silva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Reservas petrol\u00edferas est\u00e3o a cair dramaticamente com o conflito no M\u00e9dio Oriente. 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