{"id":376031,"date":"2026-05-10T13:06:14","date_gmt":"2026-05-10T13:06:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/376031\/"},"modified":"2026-05-10T13:06:14","modified_gmt":"2026-05-10T13:06:14","slug":"a-educacao-de-joana-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/376031\/","title":{"rendered":"a educa\u00e7\u00e3o de Joana \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>J\u00e1 tinha ouvido v\u00e1rias colegas e amigas, como Soraia Chaves ou In\u00eas Castel-Branco, falar da experi\u00eancia de narrar os Podcasts Plus do Observador \u2014 a primeira deu voz a <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2024\/09\/27\/um-rei-na-boca-do-inferno-ouca-aqui-todos-os-episodios\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Um Rei na Boca do Inferno<\/a>, a segunda a <a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/a-caa-ao-estripador-de-lisboa\/estreia-a-caca-ao-estripador-de-lisboa-episodio-1-foi-a-ultima-vez-que-a-viu-2\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">A Ca\u00e7a ao Estripador de Lisboa<\/a>. \u201cExigente\u201d, \u201cdiferente\u201d e \u201cempolgante\u201d foram alguns dos adjetivos usados com frequ\u00eancia. Joana Santos estava curiosa, no m\u00ednimo, e por isso nem vacilou quando recebeu o convite para ser a narradora de mais um projeto. Quando lhe apresentaram o tema, abrandou, mas n\u00e3o travou. \u201cPensei: \u2018Ui, \u00e9 delicado\u2019. Fiz rewind at\u00e9 \u00e0quela altura, tinha mais ou menos a idade do Renato, portanto, o que \u00e9 que leva algu\u00e9m a fazer algo assim?\u201d<\/p>\n<p>O tal rewind faz-se at\u00e9 7 de janeiro de 2011, dia em que o cronista social portugu\u00eas Carlos Castro foi assassinado por um jovem aspirante a modelo, Renato Seabra, num quarto de hotel em Nova Iorque, EUA. <a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/os-ficheiros-do-caso-carlos-castro\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Os Ficheiros do Caso Carlos Castro, o mais recente Podcast Plus do Observador \u2014 com banda sonora de J\u00falio Resende \u2014, desvenda os bastidores da investiga\u00e7\u00e3o que ajudou a pol\u00edcia norte-americana a resolver o homic\u00eddio<\/a>.<\/p>\n<p>Joana Santos n\u00e3o \u00e9 f\u00e3 de true crime, \u00e9 at\u00e9 \u201cum poouco medricas\u201d, confessa, porque os detalhes de crimes deste g\u00e9nero ficam a atorment\u00e1-la demasiado tempo. Com a responsabilidade de contar uma hist\u00f3ria com contornos t\u00e3o violentos \u2014 por vezes at\u00e9 sinistros \u2014, come\u00e7ou por colocar a voz num tom mais grave para acompanhar os desenvolvimentos. Por\u00e9m, n\u00e3o estava a funcionar, e foi preciso dar leveza \u00e0 narradora. A hist\u00f3ria j\u00e1 \u00e9 t\u00e3o pesada que percebemos que um tom mais leve resultaria melhor, para contrabalan\u00e7ar com os contornos da narrativa\u201d, explica ao Observador.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00f3 funcionou como Joana tem conseguido desligar-se da pr\u00f3pria voz. \u201cTenho estado a ouvir no carro e esque\u00e7o-me de que sou eu. A sonoplastia tamb\u00e9m \u00e9 muito importante porque transporta e, neste caso, arrepia.\u201d<\/p>\n<p><strong>[o trailer de \u201cOs Ficheiros do Caso Carlos Castro\u201d:]<\/strong><\/p>\n<p>Joana Filipa Rodrigues dos Santos nasceu em Lisboa a 16 de novembro de 1985. Cresceu em Loures na \u201cquase aldeia\u201d Apela\u00e7\u00e3o. Teve uma inf\u00e2ncia livre e feliz, na rua, claro, como qualquer filho dos anos 80. \u201cDeixava a mochila em casa, agarrava um p\u00e3o de leite e ia para a rua ter com os meus amigos.\u201d<\/p>\n<p>Quando o irm\u00e3o nasceu, Joana tinha dez anos e, apesar de ele n\u00e3o ter sido companheiro de brincadeiras, passou a ser um boneco nas m\u00e3os dela. \u201cTentava fazer-lhe penteados de que ele n\u00e3o gostava nada.\u201d Estudou na Portela e lembra que, entre os 11 e os 15 anos, andou \u00e0 procura de um estilo que n\u00e3o conseguia encontrar por nada. \u201cHouve uma altura em que andava sempre toda de preto e depois comecei a usar roupas largas. E depois, de repente, fui beta.\u201d<\/p>\n<p>Certo dia, enquanto estava no metro com uma amiga, foi abordada por dois jovens que lhe sugeriram ser modelo porque era muito alta. Tinha 12 anos e a m\u00e3e disse \u201cnem pensar\u201d. Um ano mais tarde, voltou a ser abordada na rua e acabou por fazer um book e, aos 14, convenceu a m\u00e3e a deix\u00e1-la participar no Elite Model Look. N\u00e3o ganhou, mas n\u00e3o se importou minimamente com isso. \u201cA moda, para mim, foi sin\u00f3nimo de ter o meu dinheiro. Quando recebi o primeiro sal\u00e1rio, fui comprar gelados com as minhas amigas. O facto de poder pagar gelados \u00e0s minhas amigas todas deixou-me mesmo feliz.\u201d<\/p>\n<p>Fez editoriais de roupa para revistas juvenis, como a Super Pop ou a Ragazza, mas nessa fase Joana ainda estava longe de perceber qual a sua voca\u00e7\u00e3o. No 10.\u00ba ano, foi parar ao agrupamento de Economia. \u201cEu queria ir para Artes e lembro-me de a minha diretora de turma dizer que Artes n\u00e3o tinha sa\u00edda nenhuma. Portanto, por exclus\u00e3o de partes, vi-me no terceiro agrupamento com Matem\u00e1tica e Economia. Espalhei-me ao comprido.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"J\u00e1 tinha ouvido v\u00e1rias colegas e amigas, como Soraia Chaves ou In\u00eas Castel-Branco, falar da experi\u00eancia de narrar&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":376032,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[145],"tags":[7298,211,210,315,114,115,2122,2123,32,33],"class_list":["post-376031","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-celebridades","tag-atrizes","tag-celebridades","tag-celebrities","tag-cultura","tag-entertainment","tag-entretenimento","tag-podcast-plus","tag-podcasts","tag-portugal","tag-pt"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116550433869843409","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/376031","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=376031"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/376031\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/376032"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=376031"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=376031"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=376031"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}