{"id":376066,"date":"2026-05-10T13:44:09","date_gmt":"2026-05-10T13:44:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/376066\/"},"modified":"2026-05-10T13:44:09","modified_gmt":"2026-05-10T13:44:09","slug":"choque-no-crude-rivalidade-com-arabia-saudita-e-impacto-nos-precos-do-petroleo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/376066\/","title":{"rendered":"choque no crude, rivalidade com Ar\u00e1bia Saudita e impacto nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo"},"content":{"rendered":"<p>A &#8220;frustra\u00e7\u00e3o&#8221; com d\u00e9cadas de subjuga\u00e7\u00e3o ao dom\u00ednio da Ar\u00e1bia Saudita \u2013 fundador e l\u00edder de facto da Organiza\u00e7\u00e3o dos Pa\u00edses Exportadores de Petr\u00f3leo (OPEP), maior produtor mundial de crude e defensor ac\u00e9rrimo de um regime de quotas de produ\u00e7\u00e3o duro para manter pre\u00e7os elevados \u2013, o desejo em produzir e ganhar muito mais dinheiro por conta pr\u00f3pria, um fundo soberano gigantesco lhe permite poder expandir e crescer mais o seu dom\u00ednio nos mercados da energia, fazendo frente ao patriarca Saudita, levaram \u00e0 sa\u00edda dos Emirados \u00c1rabes Unidos (EAU) do cartel fundado em 1960, ao qual aderiram em 1967.<\/p>\n<p>Cinquenta a nove anos depois, os Emirados consumaram o plano de emancipa\u00e7\u00e3o que estavam a gizar h\u00e1 v\u00e1rios anos e que muitos at\u00e9 j\u00e1 antecipavam (tantas foram as amea\u00e7as de sa\u00edda que foram sendo feitas no passado), recordam v\u00e1rios especialistas em mercados petrol\u00edferos.<\/p>\n<p>O momento escolhido para sair da grande casa que \u00e9 a OPEP n\u00e3o foi inocente, t\u00e3o pouco foi impulsivo. Foi o que causa menos danos imediatos aos pr\u00f3prios Emirados e aos seus parceiros de neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>O petr\u00f3leo est\u00e1 muito caro outra vez, mesmo produzindo pouco ou n\u00e3o conseguindo escoar produto pelo Estreito de Ormuz (est\u00e1 virtualmente fechado h\u00e1 meses), o neg\u00f3cio n\u00e3o est\u00e1 assim t\u00e3o mau, como se pode ver pelos lucros das grandes empresas do sector.<\/p>\n<p>E foi agora, nesta primavera sombria de 2026, com uma nova guerra em curso no M\u00e9dio Oriente \u2013 que elevou os pre\u00e7os internacionais do crude para os valores mais elevados dos \u00faltimos quatro anos (desde a guerra da R\u00fassia contra a Ucr\u00e2nia), com infla\u00e7\u00e3o a galgar, risco s\u00e9rio de recess\u00e3o, fazendo despertar os bancos centrais para novas subidas de taxas de juro \u2013 que o estado \u00e1rabe composto por sete principados ou emirados, liderado pelo &#8220;poderoso&#8221; e &#8220;disciplinado&#8221; Abu Dhabi, decidiu romper com a hist\u00f3rica alian\u00e7a.<\/p>\n<p>Como se j\u00e1 estivessem \u00e0 espera (e muitos estavam), os mercados &#8220;praticamente n\u00e3o reagiram&#8221;, diz Fr\u00e9d\u00e9ric Schneider, investigador principal no Conselho do M\u00e9dio Oriente para Assuntos Globais (Middle East Council on Global Affairs), que \u00e9 relativamente pr\u00f3ximo dos bastidores do poder em Washington.<\/p>\n<p><strong>&#8220;A 28 de abril, os Emirados \u00c1rabes Unidos anunciaram o fim da sua participa\u00e7\u00e3o de 59 anos na Organiza\u00e7\u00e3o dos Pa\u00edses Exportadores de Petr\u00f3leo (OPEP) \u2014 \u200b\u200b\u200b\u200bpor coincid\u00eancia, no mesmo dia em que o pr\u00edncipe herdeiro da Ar\u00e1bia Saudita, Mohammed bin Salman, presidia a uma cimeira do Conselho de Coopera\u00e7\u00e3o do Golfo (CCG) que deveria promover uma maior uni\u00e3o entre os pa\u00edses da Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica&#8221;, ironiza o professor de Economia.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Apesar da not\u00edcia impactante, os mercados praticamente n\u00e3o reagiram, com os pre\u00e7os do petr\u00f3leo dominados pela guerra no Ir\u00e3o e pelo encerramento parcial do Estreito de Ormuz&#8221;, mas esta decis\u00e3o aparentemente &#8220;discreta&#8221; e calculada &#8220;obscurece&#8221; outras implica\u00e7\u00f5es mais profundas e de longo alcance: &#8220;os EAU est\u00e3o a reposicionar-se geopoliticamente&#8221;, &#8220;at\u00e9 que ponto a rivalidade entre Ar\u00e1bia Saudita e EAU evoluiu&#8221; e &#8220;como \u00e9 que esta regi\u00e3o do Golfo, agora sob imensa press\u00e3o externa est\u00e1, paradoxalmente, a fragmentar-se&#8221;, aponta Fr\u00e9d\u00e9ric Schneider.<\/p>\n<p>A primeira v\u00edtima \u00e9 mesmo a OPEP, dizem. O seu modelo constru\u00eddo para atuar com as premissas da altura em que foi fundada, em 1960 e em plena Guerra Fria, simplesmente deixou de ser eficaz. Serve mais uns do que outros dentro do grupo dos 12 do cartel, acusam alguns mais descontentes com a f\u00f3rmula do cartel desenhado h\u00e1 66 anos.<\/p>\n<p><strong>E mais pa\u00edses devem seguir as pisadas dos Emirados, aventam. A come\u00e7ar pela Venezuela, por exemplo, um gigante em reservas por explorar, hoje na sombra dos Estados Unidos, que decapitaram no in\u00edcio deste o regime de Caracas com a extra\u00e7\u00e3o de Nicol\u00e1s Maduro, o ex-Presidente.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Grande golpe para a OPEP&#8221;<\/p>\n<p>A desvincula\u00e7\u00e3o dos Emirados &#8220;\u00e9 um grande golpe para a OPEP, \u00e9 a sa\u00edda de maior destaque da OPEP nos \u00faltimos anos&#8221;, considera Warren Patterson, economista principal para a \u00e1rea das mat\u00e9rias primas no grupo financeiro ING, com sede nos Pa\u00edses Baixos.<\/p>\n<p>&#8220;Antes da guerra com o Ir\u00e3o, em fevereiro de 2026, os Emirados \u00c1rabes Unidos bombeavam 3,4 milh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo por dia&#8221;, um d\u00e9bito que equivale &#8220;a cerca de 12% da produ\u00e7\u00e3o total da OPEP&#8221;, ocupando assim &#8220;o lugar de terceiro maior produtor do grupo&#8221;. A n\u00edvel mundial, os EAU s\u00e3o o s\u00e9timo maior.<\/p>\n<p>&#8220;A sua sa\u00edda reduzir\u00e1 a efic\u00e1cia da OPEP na gest\u00e3o e influ\u00eancia do mercado petrol\u00edfero global atrav\u00e9s de medidas de oferta&#8221;, &#8220;aumentar\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o, de uma capacidade atual a rondar 4,85 milh\u00f5es de barris por dia para, segundo os planos de Abu Dhabi, chegar aos cinco milh\u00f5es de barris por dia at\u00e9 2027&#8221;, diz o economista do ING.<\/p>\n<p><strong>Os sete irm\u00e3os sa\u00edram da casa OPEP a 1 de maio passado e dois dias depois, a 3 de maio, desenrolaram o plano para garantir o seu futuro. S\u00f3 podia estar pensado e bem maturado, como insistem v\u00e1rios analistas.<\/strong><\/p>\n<p>Plano de investimento gigante at\u00e9 2028<\/p>\n<p><strong>Nesse fim-de-semana, a Companhia Nacional de Petr\u00f3leo de Abu Dhabi (ADNOC, na sigla inglesa) revelou um plano gigantesco para investir 46 mil milh\u00f5es de euros em novos projetos ao longo dos pr\u00f3ximos dois anos.<\/strong><\/p>\n<p>Em comunicado, a ADNOC diz que a ideia \u00e9 &#8220;acelerar o crescimento e a implementa\u00e7\u00e3o da sua estrat\u00e9gia, com 200 mil milh\u00f5es de dirhams (46 mil milh\u00f5es de euros) em novos contratos de projetos para o per\u00edodo 2026-2028\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAs adjudica\u00e7\u00f5es de projetos previstas abrangem as atividades a montante e a jusante da ADNOC e inauguram uma nova fase de execu\u00e7\u00e3o de projetos que ir\u00e1 impulsionar a capacidade de produ\u00e7\u00e3o industrial dos Emirados \u00c1rabes Unidos, refor\u00e7ar a resili\u00eancia industrial, e aprofundar o impacto dos planos da empresa para aumentar o investimento e a produ\u00e7\u00e3o no pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;A montante&#8221; \u00e9 mais dinheiro para expandir &#8220;explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo bruto&#8221;, &#8220;a jusante&#8221; s\u00e3o mais investimentos em refina\u00e7\u00e3o e fabrico de derivados do petr\u00f3leo, como as cruciais mat\u00e9rias primas que servem a produ\u00e7\u00e3o de alimentos. Fertilizantes, por exemplo.<\/p>\n<p>Efeito Abu Dhabi nos pre\u00e7os (descidas) s\u00f3 l\u00e1 para a frente<\/p>\n<p>Mas o impacto no sentido de reduzir os pre\u00e7os mundiais at\u00e9 pode surgir, mas n\u00e3o ser\u00e1 para j\u00e1.<\/p>\n<p>Na leitura de Warren Patterson, do ING, &#8220;antes que esta capacidade possa ser aproveitada, \u00e9 necess\u00e1rio que haja uma resolu\u00e7\u00e3o no Golfo P\u00e9rsico que permita o fluxo sem restri\u00e7\u00f5es de energia atrav\u00e9s do Estreito de Ormuz&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Portanto, no curto prazo, este desenvolvimento tem pouco impacto no mercado. Mas, a m\u00e9dio e longo prazo, significa mais oferta para o mercado&#8221; e que a curva dos contratos de futuros do petr\u00f3leo Brent &#8220;deva come\u00e7ar a baixar de forma mais acentuada&#8221; no contratos mais long\u00ednquos no tempo, espera o analista.<\/p>\n<p>E remata assim: &#8220;Os EAU t\u00eam demonstrado uma crescente frustra\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos devido \u00e0 limita\u00e7\u00e3o da sua produ\u00e7\u00e3o imposta pelas quotas da OPEP, que a mant\u00eam muito abaixo do seu potencial. Em 2024, a sua produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de crude foi de 2,95 milh\u00f5es de barris por dia, muito abaixo da sua capacidade atual&#8221;, os j\u00e1 referidos 4,85 milh\u00f5es de barris di\u00e1rios.<\/p>\n<p>Fatura da reconstru\u00e7\u00e3o no Golfo pode chegar a 50 mil milh\u00f5es de euros<\/p>\n<p>N\u00e3o ser\u00e1 s\u00f3 por causa da guerra e do caos negocial (ou aus\u00eancia de negocia\u00e7\u00f5es) entre os EUA e o Ir\u00e3o que os pre\u00e7os n\u00e3o descem, nem o Estreito abre. Os Emirados at\u00e9 foram dos menos afetados pelos ataques do Ir\u00e3o e surgem agora com um plano ambicioso para expandir a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O problema, diz Karan Satwani, analista s\u00e9nior da reputada consultora Rystad Energy, \u00e9 que &#8220;isto n\u00e3o \u00e9 apenas uma hist\u00f3ria sobre instala\u00e7\u00f5es danificadas no Golfo, \u00e9 um teste de stress para a cadeia de abastecimento energ\u00e9tico global&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Os mesmos equipamentos e empresas necess\u00e1rios para a reconstru\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e3o comprometidos com uma onda de projetos de G\u00e1s Natural Liquefeito (GNL) e offshore aprovados desde 2023&#8221;, sendo que &#8220;os trabalhos de repara\u00e7\u00e3o n\u00e3o criam nova capacidade, eles redirecionam a capacidade existente, e isso ser\u00e1 sentido na forma de atrasos de projetos e na infla\u00e7\u00e3o muito para al\u00e9m da regi\u00e3o do M\u00e9dio Oriente&#8221;.<\/p>\n<p>Pelas contas da consultora, que est\u00e3o em permanente atualiza\u00e7\u00e3o \u00e0 medida que se faz o levantamento dos danos e v\u00e3o acontecendo novos ataques, &#8220;estimamos custos totais de repara\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o entre 34 mil milh\u00f5es [29 mil milh\u00f5es de euros] e 58 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares [49 mil milh\u00f5es de euros]&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O limite inferior deste intervalo pressup\u00f5e que, para instala\u00e7\u00f5es onde a extens\u00e3o dos danos ainda n\u00e3o \u00e9 totalmente clara, os impactos s\u00e3o limitados, permitindo repara\u00e7\u00f5es modulares com o aux\u00edlio de equipamentos sobressalentes existentes e ciclos de aquisi\u00e7\u00e3o mais curtos&#8221;, diz o analista da Rystad Energy.<\/p>\n<p>Mas pode sempre ser pior, depende da gravidade do que vier \u00e0 tona. A\u00ed, &#8220;o nosso limite superior reflete cen\u00e1rios em que os danos estruturais s\u00e3o confirmados em grandes instala\u00e7\u00f5es, exigindo a substitui\u00e7\u00e3o completa de sistemas cr\u00edticos, a depend\u00eancia de equipamentos com um longo prazo de entrega e a inclus\u00e3o de pr\u00e9mios de risco relacionados com conflitos na execu\u00e7\u00e3o de projetos de engenharia, aquisi\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o, incluindo a mobiliza\u00e7\u00e3o de empresas de constru\u00e7\u00e3o e seguros contra riscos de guerra, bem como atrasos relacionados com a desloca\u00e7\u00e3o de construtoras, condi\u00e7\u00f5es log\u00edsticas restritas e, em alguns casos, acesso limitado \u00e0s cadeias de abastecimento internacionais&#8221;, teme o especialista.<\/p>\n<p><strong>E remata com o cen\u00e1rio sombrio que ainda n\u00e3o se dissipou. Estamos a falar de valores de recupera\u00e7\u00e3o, mas a verdade \u00e9 que &#8220;temos um cessar-fogo, combinado com as negocia\u00e7\u00f5es estagnadas e o risco renovado de escalada do conflito, continua a moldar o ambiente operacional, juntamente com os riscos de perturba\u00e7\u00e3o e os bloqueios que afetam a navega\u00e7\u00e3o pelo Estreito de Ormuz&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p>A curto prazo, a capacidade produtiva dos EAU (que \u00e9 grande e tem margem para aumentar muito mais) n\u00e3o chega para compensar a disrup\u00e7\u00e3o e a incerteza que paira sobre o que ser\u00e1 do Golfo P\u00e9rsico e o desfecho do conflito entre os EUA e o Ir\u00e3o. Ou seja, n\u00e3o ser\u00e1 pelos Emirados serem agora mais livres e aparentemente mais donos do seu nariz que os pre\u00e7os v\u00e3o cair.<\/p>\n<p>Modelo OPEP est\u00e1 obsoleto?<\/p>\n<p>Ebtesam Al Ketbi, presidente do think tank Centro de Estudos Pol\u00edticos dos Emirados, est\u00e1 justamente em Abu Dhabi e diz que o seu pa\u00eds n\u00e3o est\u00e1 a fazer isto para se livrar das quotas restritivas da OPEP. \u00c9 porque a OPEP deixou de fazer sentido como fazia antes.<\/p>\n<p>&#8220;A sa\u00edda dos Emirados \u00c1rabes Unidos n\u00e3o tem a ver com a quest\u00e3o da quotas, tem a ver com os limites do pr\u00f3prio modelo da OPEP&#8221;, atira o professor.<\/p>\n<p>&#8220;Os interesses divergentes no seio da OPEP enfraqueceram a sua efic\u00e1cia&#8221;, &#8220;a rapidez e a flexibilidade est\u00e3o a suplantar o consenso como sendo as principais fontes de influ\u00eancia&#8221; e &#8220;a energia est\u00e1 a tornar-se um instrumento de estrat\u00e9gia \u2014 e n\u00e3o o seu fundamento&#8221;, defende.<\/p>\n<p>Por isso, o papel da OPEP &#8220;deve passar do controlo do mercado para uma coordena\u00e7\u00e3o limitada&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>O analista do ING contrap\u00f5e: &#8220;O momento da sa\u00edda foi bem planeado; anunciar a sa\u00edda durante um per\u00edodo de significativa perturba\u00e7\u00e3o no fornecimento limita o impacto no mercado, se tivesse sido noutra altura, provavelmente ter\u00edamos assistido a uma press\u00e3o descendente maior sobre os pre\u00e7os do petr\u00f3leo&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Mas, conclui o economista do grupo holand\u00eas, isto tem potencial para ser &#8220;bem recebido pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, pois reduz a influ\u00eancia da OPEP no mercado petrol\u00edfero, al\u00e9m de beneficiar os importadores e os consumidores&#8221;. &#8220;Outro factor, \u00e9 ver se a sa\u00edda dos EAU levar\u00e1 a uma maior fragmenta\u00e7\u00e3o entre os restantes membros da OPEP.&#8221;<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A &#8220;frustra\u00e7\u00e3o&#8221; com d\u00e9cadas de subjuga\u00e7\u00e3o ao dom\u00ednio da Ar\u00e1bia Saudita \u2013 fundador e l\u00edder de facto da&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":376067,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[1145,88,56072,92,89,5698,90,7618,21290,5453,22970,52318,63211,32,33],"class_list":{"0":"post-376066","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-arabia-saudita","9":"tag-business","10":"tag-choque-petrolifero","11":"tag-donald-trump","12":"tag-economy","13":"tag-emirados-arabes-unidos","14":"tag-empresas","15":"tag-estados-unidos-da-america","16":"tag-guerra-no-medio-oriente","17":"tag-irao","18":"tag-opep","19":"tag-operacao-furia-epica","20":"tag-organizacao-dos-paises-exportadores-de-petroleo-opec","21":"tag-portugal","22":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116550583341415285","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/376066","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=376066"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/376066\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/376067"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=376066"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=376066"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=376066"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}