{"id":376379,"date":"2026-05-10T18:24:14","date_gmt":"2026-05-10T18:24:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/376379\/"},"modified":"2026-05-10T18:24:14","modified_gmt":"2026-05-10T18:24:14","slug":"comportamento-suicida-tem-raizes-evolutivas-10-05-2026-equilibrio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/376379\/","title":{"rendered":"Comportamento suicida tem ra\u00edzes evolutivas? &#8211; 10\/05\/2026 &#8211; Equil\u00edbrio"},"content":{"rendered":"<p>O<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/10\/mortes-de-jovens-por-suicidio-e-uso-de-drogas-ameacam-ganho-com-expectativa-de-vida-no-mundo.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> suic\u00eddio<\/a> permanece como um dos maiores desafios de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/saude-publica\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">sa\u00fade p\u00fablica<\/a> global, tirando mais de 700 mil vidas anualmente e consolidando-se como uma das principais causas de morte entre jovens adultos, conforme dados da<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/oms\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> <\/a> <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/oms\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">OMS<\/a> (<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/oms\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade<\/a>). No <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mundo\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">mundo<\/a>, o suic\u00eddio \u00e9 a principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos.<\/p>\n<p>No Brasil, os \u00edndices s\u00e3o alarmantes. Entre n\u00f3s, o suic\u00eddio \u00e9 a terceira causa de morte de jovens de 15 a 19 anos. Al\u00e9m disso, houve um aumento de 50% nas taxas de suic\u00eddio para essa faixa et\u00e1ria, segundo o Centro de Integra\u00e7\u00e3o de Dados e Conhecimentos para Sa\u00fade da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/fiocruz\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Fiocruz<\/a> Bahia (Cidacs).<\/p>\n<p>Ainda h\u00e1 muito a ser estudado para compreender a verdadeira origem desse mecanismo. Embora a psiquiatria tradicional se concentre em desequil\u00edbrios qu\u00edmicos, a capacidade preditiva dos modelos cl\u00ednicos atuais permanece baixa, como demonstrado em uma meta-an\u00e1lise feita por Franklin e colaboradores, em 2017. Outra linha de pesquisa busca investigar n\u00e3o apenas como o c\u00e9rebro falha, mas por que a evolu\u00e7\u00e3o preservou esse potencial de autodestrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para a biologia evolutiva \u2013ramo da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ciencia\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">ci\u00eancia<\/a> que estuda como os seres vivos mudam ao longo do tempo\u2013, o suic\u00eddio traz um paradoxo intrigante: se a sele\u00e7\u00e3o natural favorece a sobreviv\u00eancia e a reprodu\u00e7\u00e3o, conforme a<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/opiniao\/2025\/09\/transformar-darwin-em-espantalho-enfraquece-a-ciencia.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> teoria de Darwin<\/a> (1859), por que o c\u00e9rebro humano manteve mecanismos capazes de permitir que o indiv\u00edduo se autodestrua?<\/p>\n<p>Um comportamento ancestral?<\/p>\n<p>A universalidade hist\u00f3rica do suic\u00eddio sugere que os circuitos neurais que o permitem podem n\u00e3o ser apenas altera\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas da neuroqu\u00edmica cerebral. Eles podem tamb\u00e9m corresponder a um comportamento evolutivo preservado na esp\u00e9cie e posteriormente deturpado pelos estressores modernos, mesmo contrariando os princ\u00edpios da evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A base dessa compreens\u00e3o reside na teoria da Aptid\u00e3o Inclusiva de Hamilton (1964), que sugere que genes para um comportamento altru\u00edsta podem se espalhar se o benef\u00edcio para os parentes compensar o custo para o indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>No reino animal, o &#8220;autosacrif\u00edcio adaptativo&#8221; \u00e9 amplamente documentado, sobretudo entre insetos sociais. Formigas e abelhas exibem comportamentos de autotise (do ingl\u00eas autothysis), nos quais o indiv\u00edduo se autodestr\u00f3i como estrat\u00e9gia de defesa da col\u00f4nia, contribuindo para a sobreviv\u00eancia do grupo.<\/p>\n<p>Certas <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ciencia\/2025\/10\/como-o-mundo-se-parece-aos-olhos-de-uma-aranha.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">aranhas<\/a> praticam a matriofagia, em que a m\u00e3e oferece o pr\u00f3prio corpo como alimento para garantir a sobreviv\u00eancia dos filhotes. Denys de Catanzaro (1981) aplicou essa l\u00f3gica ao comportamento humano, sugerindo que press\u00f5es seletivas poderiam favorecer um desligamento se a exist\u00eancia de um indiv\u00edduo impusesse um custo gen\u00e9tico \u00e0 sua linhagem.<\/p>\n<p>Em mam\u00edferos, existe uma infinidade de relatos pontuais de suic\u00eddios de animais, como c\u00e3es que se afogam propositalmente e outras situa\u00e7\u00f5es. Apesar desses casos em mam\u00edferos n\u00e3o possu\u00edrem confirma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, eles sugerem que h\u00e1 um fen\u00f4meno a ser investigado. Esse comportamento autodestrutivo n\u00e3o seria, logicamente, consciente como o suic\u00eddio humano, mas provavelmente fruto de uma altera\u00e7\u00e3o em circuitos cerebrais espec\u00edficos por <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/05\/avc-principal-causa-de-morte-cardiaca-no-brasil-tem-deficiencia-em-prevencao-e-em-atendimento-rapido-no-sus.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">AVC<\/a>, trauma ou neuroinfec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mecanismos evolutivos<\/p>\n<p>\u00c0 luz da literatura cient\u00edfica, uma hip\u00f3tese que tenho investigado \u00e9 que o suic\u00eddio contempor\u00e2neo possa representar um desajuste evolutivo &#8220;(evolutionary mismatch)&#8221;. Nessa perspectiva, circuitos cerebrais relacionados a formas ancestrais de auto-sacrif\u00edcio poderiam persistir no c\u00e9rebro humano, enquanto o ambiente moderno modificaria ou distorceria os sinais que os ativam. Uma implica\u00e7\u00e3o dessa hip\u00f3tese \u00e9 a possibilidade de que indiv\u00edduos com maior tend\u00eancia ao altru\u00edsmo e \u00e0 empatia apresentem maior vulnerabilidade a tais mecanismos neurobiol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Isso pode estar envolvido no risco elevado de suic\u00eddio em profiss\u00f5es de cuidado e alta empatia, como m\u00e9dicos e enfermeiros, nas quais a capacidade de sentir a dor do outro pode ser mais elevada, concomitante ao alto <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrio\/2025\/04\/como-o-estresse-pode-atrapalhar-sua-busca-por-saude-e-longevidade.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">estresse<\/a> adquirido por esse tipo de profiss\u00e3o. O papel da oxitocina, o horm\u00f4nio do v\u00ednculo social, \u00e9 central aqui: n\u00edveis elevados de oxitocina aumentam a sensibilidade a sinais sociais negativos.<\/p>\n<p>Em um estudo publicado no peri\u00f3dico Nature, cientistas mostraram que o potente efeito antidepressivo da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/blogs\/virada-psicodelica\/2025\/09\/cetamina-indica-caminho-para-psicodelicosnosus.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">cetamina<\/a>, droga mais conhecida pelo seu uso em anestesia geral, \u00e9 explicado pelo fato dessa subst\u00e2ncia inibir neur\u00f4nios localizados na hab\u00eanula lateral (HL). Como oferece grave risco de depend\u00eancia qu\u00edmica e uso indevido, a cetamina n\u00e3o \u00e9 usada como <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/10\/a-comparacao-dos-efeitos-colaterais-de-diferentes-antidepressivos-segundo-pesquisa.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">antidepressivo<\/a> de primeira linha. Uma forma derivada, a escetamina, foi eficiente para reduzir a depress\u00e3o resistente e idea\u00e7\u00e3o suicida em conjunto com o tratamento convencional.<\/p>\n<p>A hab\u00eanula lateral mencionada \u00e9 um n\u00facleo cerebral com fun\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 inibi\u00e7\u00e3o dos centros de recompensa do c\u00e9rebro que liberam <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrio\/2025\/10\/como-equilibrar-dopamina-no-cerebro-de-forma-saudavel.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">dopamina<\/a> e <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrio\/2025\/02\/serotonina-pode-ser-util-para-quadros-de-ansiedade-sugere-pesquisa.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">serotonina<\/a>, que mediam sensa\u00e7\u00e3o de frustra\u00e7\u00f5es, ang\u00fastias e tristeza. Pesquisas recentes indicam que a hiperatividade nessa regi\u00e3o medeia o comportamento de retirada social e depress\u00e3o profunda.<\/p>\n<p>Um sequestro de circuitos cerebrais<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos anos, o psic\u00f3logo americano Daniel Goleman publicou o livro <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2018\/01\/1953591-livro-fala-sobre-inteligencia-emocional-para-assumir-responsabilidade-veja-lancamentos.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Intelig\u00eancia Emocional<\/a>, onde discute, em um dos cap\u00edtulos, o que chamou de sequestro emocional. Goleman disse que em estados de crise e contrariedade, indiv\u00edduos podem &#8220;perder a cabe\u00e7a&#8221; e discutir e at\u00e9 matar, pois as \u00e1reas l\u00edmbicas ligadas \u00e0 emo\u00e7\u00e3o s\u00e3o temporariamente desconectadas dos circuitos inibit\u00f3rios do neoc\u00f3rtex, incluindo o c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal.<\/p>\n<p>Considerando comportamentos ancestrais, pode-se levantar a hip\u00f3tese de que o comportamento suicida esteja relacionado ao &#8220;sequestro&#8221; de um circuito cerebral antigo, preservado ao longo da evolu\u00e7\u00e3o animal e associado a comportamentos altru\u00edsticos voltados \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>    Cuide-se<\/p>\n<p class=\"c-newsletter__subtitle\">Ci\u00eancia, h\u00e1bitos e preven\u00e7\u00e3o numa newsletter para a sua sa\u00fade e bem-estar<\/p>\n<p>No c\u00e9rebro humano, entretanto, esse circuito pode ser modulado \u2014e eventualmente desregulado\u2014 por estressores caracter\u00edsticos das sociedades modernas, contribuindo para a emerg\u00eancia do comportamento suicida. Isso \u00e9 consistente com estudos de psicopatologia que mostram que indiv\u00edduos com <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/09\/brasileiros-procuram-cada-vez-mais-informacoes-sobre-estresse-cronico-e-cortisol.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">estresse cr\u00f4nico<\/a> podem tirar a pr\u00f3pria vida por eventos aparentemente banais, como o t\u00e9rmino de um relacionamento entre <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/adolescente\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">adolescentes<\/a> ou uma pequena d\u00edvida.<\/p>\n<p>A complexidade das intera\u00e7\u00f5es humanas n\u00e3o deve ser desconsiderada, pois a dor ps\u00edquica \u00e9 individual.<\/p>\n<p>Abordei isso em um artigo sobre um amigo doutor em farmacologia que se suicidou em 2006, no qual menciono pesquisas que sugerem a exist\u00eancia de uma variabilidade neurobiol\u00f3gica que torna pessoas mais vulner\u00e1veis ao comportamento suicida.<\/p>\n<p>Neuroplasticidade e resili\u00eancia<\/p>\n<p>Um estudo da psiquiatra e neurocientista Maura Boldrini e colegas do Departamento de Psiquiatria de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/blogs\/novo-em-folha\/2026\/04\/columbia-oferece-bolsas-integrais-para-curso-de-jornalismo-investigativo.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Columbia<\/a> indica que alguns indiv\u00edduos desenvolvem resili\u00eancia ao comportamento suicida ap\u00f3s a depress\u00e3o maior. Isso est\u00e1 associado \u00e0 maior neuroplasticidade \u2014a capacidade que o c\u00e9rebro tem de se reorganizar\u2014, com aumento de neurog\u00eanese no giro denteado do hipocampo, o que se relaciona a menor risco de suic\u00eddio.<\/p>\n<p>Em pessoas que tiveram depress\u00e3o ap\u00f3s eventos adversos na adolesc\u00eancia, mas n\u00e3o evolu\u00edram para suic\u00eddio, observou-se maior volume dessa regi\u00e3o, sugerindo um mecanismo compensat\u00f3rio de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As pesquisas sobre a neurobiologia do comportamento suicida interpretam essa caracter\u00edstica como resultado de altera\u00e7\u00f5es em circuitos evolutivos sob a a\u00e7\u00e3o de estressores modernos. Aliadas a estudos que mostram aumento de resili\u00eancia por meio da neuroplasticidade cerebral, essas hip\u00f3teses podem orientar o desenvolvimento de terapias eficazes no futuro.<\/p>\n<p>Ganha for\u00e7a a interpreta\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio como uma condi\u00e7\u00e3o psiqui\u00e1trica complexa, que emerge da intera\u00e7\u00e3o entre vulnerabilidades neurobiol\u00f3gicas, hist\u00f3ria individual e estressores sociais. Nesse contexto, o avan\u00e7o de t\u00e9cnicas de neuroimagem e o estudo desses circuitos tornam-se centrais para aprofundar a compreens\u00e3o dos mecanismos envolvidos.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o cuidado com pessoas em sofrimento ps\u00edquico \u2014especialmente adolescentes e jovens, frequentemente expostos ao isolamento\u2014 precisa ser tratado como prioridade em sa\u00fade p\u00fablica. Ao articular conhecimento cient\u00edfico e estrat\u00e9gias de cuidado, abre-se a possibilidade concreta de prevenir mortes evit\u00e1veis.<\/p>\n<p class=\"tagline\">Este texto foi originalmente publicada no The Conversation. <a href=\"https:\/\/theconversation.com\/estudos-investigam-se-comportamento-suicida-pode-ter-raizes-evolutivas-281120\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Leia o texto original aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O suic\u00eddio permanece como um dos maiores desafios de sa\u00fade p\u00fablica global, tirando mais de 700 mil vidas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":376380,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[4843,4844,20144,1531,11310,2807,236,116,8736,32,33,117,1030,10382,22743,2969],"class_list":{"0":"post-376379","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-ansiedade","9":"tag-antidepressivo","10":"tag-charles-darwin","11":"tag-depressao","12":"tag-evolucao-humana","13":"tag-fiocruz","14":"tag-folha","15":"tag-health","16":"tag-mente","17":"tag-portugal","18":"tag-pt","19":"tag-saude","20":"tag-saude-mental","21":"tag-suicidio","22":"tag-transtornos-mentais","23":"tag-tristeza"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116551684318256929","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/376379","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=376379"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/376379\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/376380"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=376379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=376379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=376379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}