{"id":376774,"date":"2026-05-11T00:58:13","date_gmt":"2026-05-11T00:58:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/376774\/"},"modified":"2026-05-11T00:58:13","modified_gmt":"2026-05-11T00:58:13","slug":"nos-proximos-24-anos-doencas-cronicas-podem-tirar-4-ao-crescimento-economico-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/376774\/","title":{"rendered":"Nos pr\u00f3ximos 24 anos, doen\u00e7as cr\u00f3nicas podem tirar 4% ao crescimento econ\u00f3mico | Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>O impacto das doen\u00e7as cr\u00f3nicas na economia dos pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico (OCDE) poder\u00e1 fazer com que o produto interno bruto\u200b (PIB) seja, ao longo das pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, cerca de 4% inferior ao que poderia ser sem a influ\u00eancia destas patologias. O peso que estas <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/04\/16\/sociedade\/noticia\/doentes-cronicos-plano-individual-cuidados-so-tres-dez-2171377\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis<\/a> (como cancro, doen\u00e7as cardiovasculares, diabetes e doen\u00e7as respirat\u00f3rias) t\u00eam nos pa\u00edses da OCDE est\u00e1 descrito no relat\u00f3rio Os Benef\u00edcios para a Sa\u00fade e a Economia do Combate \u00e0s Doen\u00e7as n\u00e3o Transmiss\u00edveis, publicado recentemente por este organismo internacional, que tra\u00e7a uma projec\u00e7\u00e3o para o per\u00edodo entre 2026 e 2050. Boa parte deste impacto, por\u00e9m, \u00e9 evit\u00e1vel se os pa\u00edses da OCDE actuarem precocemente na preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.oecd.org\/en\/publications\/the-health-and-economic-benefits-of-tackling-non-communicable-diseases_e20cbbc3-en.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">diagn\u00f3stico da OCDE<\/a> \u00e9 claro: \u201cAs doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis representam agora um dos maiores desafios para a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o e para o bem-estar das sociedades.\u201d<\/p>\n<p>Os dados demonstram uma tend\u00eancia persistente de agravamento. Entre 1990 e 2023, a preval\u00eancia de cancro e de doen\u00e7as respirat\u00f3rias aumentou aproximadamente 36% e 49%, respectivamente, na OCDE, enquanto a preval\u00eancia de patologias cardiovasculares subiu mais de 27%. No caso da diabetes, a subida foi ainda mais not\u00f3ria e ascendeu aos 87% nos pa\u00edses da OCDE. H\u00e1 mais: o cancro, a diabetes, as doen\u00e7as cardiovasculares e as doen\u00e7as respirat\u00f3rias s\u00e3o respons\u00e1veis por 44% das mortes prematuras na OCDE e aumentam o risco de doen\u00e7a mental at\u00e9 25%.<\/p>\n<p>\u201cO seu impacto vai al\u00e9m da sa\u00fade, reduzindo sal\u00e1rios, diminuindo a produtividade e aumentando a press\u00e3o sobre os sistemas de sa\u00fade: eliminar estas doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis reduziria os gastos com sa\u00fade em 41% e contribuiria para um aumento m\u00e9dio de 3,8% no PIB anual no per\u00edodo de 2026 a 2050\u201d, revela a an\u00e1lise. Ao mesmo tempo, a despesa associada a estas patologias dever\u00e1 aumentar substancialmente, acompanhando o crescimento do n\u00famero de doentes e a complexidade dos cuidados necess\u00e1rios.<\/p>\n<p>Uma an\u00e1lise mais fina aos dados da OCDE relativos a Portugal permite perceber que a diabetes \u00e9 a doen\u00e7a cr\u00f3nica que mais impacto esperado tem na economia (sendo o PIB 1,37% inferior ao que seria sem esta patologia). O cancro faz este indicador baixar 1,23%, as doen\u00e7as cardiovasculares em 0,81% e as respirat\u00f3rias em 0,71%.<\/p>\n<p>Em 2023, um em cada dez cidad\u00e3os da OCDE tinha diabetes e um em cada oito vivia com alguma doen\u00e7a cardiovascular. O relat\u00f3rio destaca tamb\u00e9m a obesidade como o principal factor de risco a contribuir para esta realidade, que afectou quase um em cada cinco adultos na OCDE em 2023.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da obesidade, os outros indicadores que ajudam a explicar esta evolu\u00e7\u00e3o s\u00e3o o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e o facto de vivermos mais tempo e mais anos com doen\u00e7as doen\u00e7as cr\u00f3nicas. O <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/03\/04\/sociedade\/noticia\/excesso-peso-terceiro-factor-risco-contribuiu-mortalidade-2166848\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">peso da obesidade<\/a> \u00e9 ainda mais not\u00f3rio se tivermos em conta que os ganhos em sa\u00fade decorrentes, por exemplo, da redu\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o do ar, do tabagismo, do consumo nocivo de \u00e1lcool desde 2010 \u201cforam completamente anulados pelo impacto negativo do aumento da obesidade e de h\u00e1bitos alimentares <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/03\/03\/sociedade\/noticia\/ma-alimentacao-descer-esperanca-media-vida-matar-tabaco-2041061\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">pouco saud\u00e1veis<\/a>\u201d.<\/p>\n<p>233 mil novos casos de doen\u00e7as cr\u00f3nicas por ano<\/p>\n<p>Face aos indicadores, a OCDE perspectiva que, entre 2026 e 2050, surjam, em m\u00e9dia, mais de 233 mil novos casos de doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis por ano. \u201cSe a obesidade, por si s\u00f3, tivesse permanecido nos n\u00edveis de 2010, os pa\u00edses da OCDE teriam, em vez disso, 1.127.303 casos a menos, devido a mudan\u00e7as nos demais factores de risco\u201d, alertam os autores.<\/p>\n<p>Sem o peso destas doen\u00e7as, a for\u00e7a de trabalho seria \u201cmais saud\u00e1vel e produtiva, com n\u00edveis mais baixos de absentismo e presentismo\u201d, indica ainda a OCDE. E os resultados s\u00e3o cont\u00e1veis: isto traduzir-se-ia num \u201cganho equivalente a 18 milh\u00f5es de trabalhadores em tempo integral adicionais\u201d.<\/p>\n<p>Ainda assim, este cen\u00e1rio pode ser evitado, sublinha a OCDE, que apela aos que integram este organismo que instituam uma abordagem integrada, que combine pol\u00edticas p\u00fablicas realmente capazes de informar a popula\u00e7\u00e3o para adoptar comportamentos mais saud\u00e1veis, bem como a cria\u00e7\u00e3o de ambientes favor\u00e1veis \u00e0 adop\u00e7\u00e3o destas atitudes, al\u00e9m de refor\u00e7ar o papel dos cuidados de sa\u00fade prim\u00e1rios na preven\u00e7\u00e3o e <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/02\/20\/sociedade\/noticia\/doencas-cronicas-portugueses-sentemse-doentes-menos-cuidados-coordenados-2123204\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">acompanhamento<\/a> (quando j\u00e1 est\u00e3o instaladas) destas doen\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o necess\u00e1rios esfor\u00e7os abrangentes para promover estilos de vida saud\u00e1veis \u200b\u200bque garantam uma boa sa\u00fade para todos. No entanto, estudos da OCDE mostram que uma parcela substancial dos benef\u00edcios da preven\u00e7\u00e3o de factores de risco pode ser alcan\u00e7ada concentrando-se em dois ou tr\u00eas factores de risco priorit\u00e1rios. Em m\u00e9dia, nos pa\u00edses da OCDE, abordar a principal prioridade do pa\u00eds, geralmente a obesidade, gera cerca de metade do impacto potencial sobre os casos, sobre os gastos com sa\u00fade e no PIB\u201d, conclui o relat\u00f3rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O impacto das doen\u00e7as cr\u00f3nicas na economia dos pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico (OCDE)&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":376775,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[964,538,27,28,529,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,1022,32,23,24,33,117,58,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-376774","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-ambiente","9":"tag-bem-estar","10":"tag-breaking-news","11":"tag-breakingnews","12":"tag-doencas","13":"tag-featured-news","14":"tag-featurednews","15":"tag-headlines","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-obesidade","25":"tag-portugal","26":"tag-principais-noticias","27":"tag-principaisnoticias","28":"tag-pt","29":"tag-saude","30":"tag-sociedade","31":"tag-top-stories","32":"tag-topstories","33":"tag-ultimas","34":"tag-ultimas-noticias","35":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116553233801051129","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/376774","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=376774"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/376774\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/376775"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=376774"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=376774"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=376774"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}