{"id":377308,"date":"2026-05-11T13:12:22","date_gmt":"2026-05-11T13:12:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/377308\/"},"modified":"2026-05-11T13:12:22","modified_gmt":"2026-05-11T13:12:22","slug":"tdah-em-ebulicao-entenda-as-discussoes-por-tras-do-aumento-de-diagnosticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/377308\/","title":{"rendered":"TDAH em ebuli\u00e7\u00e3o: entenda as discuss\u00f5es por tr\u00e1s do aumento de diagn\u00f3sticos"},"content":{"rendered":"<p>\n                Ler Resumo<\/p>\n<ul class=\"resume-list\" id=\"resume-list\" aria-hidden=\"true\">\n<li class=\"section-item section-intro\">\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico de TDAH \u00e9 complexo, puramente cl\u00ednico e n\u00e3o deve ser banalizado, visto o risco de se confundir sintomas com outras causas (sono, telas). \u00c9 crucial a an\u00e1lise da hist\u00f3ria de vida e a manifesta\u00e7\u00e3o dos sintomas na inf\u00e2ncia. O tratamento combina medicamentos (estimulantes e n\u00e3o estimulantes) e terapia, sempre com acompanhamento profissional.<\/p>\n<\/li>\n<li class=\"section-item section-topicos\">\n<ul>\n<li>O diagn\u00f3stico de TDAH \u00e9 cl\u00ednico, complexo e requer an\u00e1lise da hist\u00f3ria de vida do paciente, n\u00e3o exames.<\/li>\n<li>Sintomas de desaten\u00e7\u00e3o e hiperatividade s\u00e3o dimensionais; intensidade e preju\u00edzo diferenciam o TDAH.<\/li>\n<li>Fatores como sono e tempo de tela podem mimetizar sintomas, exigindo investiga\u00e7\u00e3o para evitar diagn\u00f3sticos err\u00f4neos.<\/li>\n<li>Houve um aumento significativo nos diagn\u00f3sticos, alertando para a banaliza\u00e7\u00e3o e riscos da automedica\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>O tratamento do TDAH combina abordagens medicamentosas (estimulantes e n\u00e3o estimulantes) e terapias, personalizadas para cada caso.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li class=\"section-item section-info\">\n<p style=\"margin: 0;\">Este resumo foi \u00fatil?<\/p>\n<p>\n                            \ud83d\udc4d<br \/>\ud83d\udc4e\n                        <\/p>\n<p>                    Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela reda\u00e7\u00e3o da Editora Abril.\n                <\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>A jornalista Kim Holderness, de 50 anos, estava no m\u00e9dico quando recebeu uma notifica\u00e7\u00e3o de fuma\u00e7a pelo celular. <\/p>\n<p>Na mesma hora, ligou para o marido, Penn, de 51. \u201cVoc\u00ea ainda est\u00e1 em casa?\u201d, perguntou ela. \u201cTem alarme de fuma\u00e7a!\u201d \u201cSa\u00ed h\u00e1 15 minutos\u201d, respondeu ele. \u201cMas fiz bacon de manh\u00e3\u201d, lembrou-se. Na d\u00favida, Kim telefonou para a vizinha e pediu a ela para verificar se estava tudo bem. N\u00e3o estava. <\/p>\n<p>Havia um princ\u00edpio de inc\u00eandio na casa dos Holderness. \u201cN\u00e3o desliguei o fog\u00e3o. Quase incendiei a casa e <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/vida-animal\/luto-por-pets-6-orientacoes-para-lidar-com-a-perda-de-animais-de-estimacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">perdi meu cachorro<\/a>. Ainda mandei a vizinha para o pronto-socorro, com um corte na m\u00e3o\u201d, lamenta o jornalista Penn Holderness, coautor do novo livro <a href=\"https:\/\/amzn.to\/4mIi00P\" target=\"_blank\" rel=\"noopener sponsored nofollow\">Super TDAH: O Que Podemos Aprender com a Mente Que N\u00e3o Para (Principium \u2013 clique aqui para comprar)<\/a>, escrito em parceria com a esposa.<\/p>\n<p>\u201cSou um exemplo vivo de como <strong>o <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/mente-saudavel\/tdah-o-que-e-como-identificar-e-tratamentos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">TDAH<\/a> pode ser \u00f3timo, mas tamb\u00e9m de como pode ser absolutamente aterrorizante<\/strong>.\u201d \u00d3timo, aterrorizante, controverso\u2026 Poucos diagn\u00f3sticos mentais ganharam tamanha proje\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Quando crian\u00e7a, o jornalista cansou de ouvir que vivia no <strong>mundo da lua<\/strong>. \u201cLargava minhas roupas na escada, perdia o \u00f4nibus para a escola e esquecia de entregar a li\u00e7\u00e3o\u201d, relata. Ele recebeu o diagn\u00f3stico de TDAH \u2014 ou virou um \u201cmembro do clube\u201d, como prefere dizer \u2014 h\u00e1 mais de 20 anos, quando estava na faculdade. Aprendeu a conviver com os desafios da condi\u00e7\u00e3o e a tirar proveito das caracter\u00edsticas que lhe s\u00e3o peculiares. <\/p>\n<p>\u201c<strong>Com o TDAH, todo dia \u00e9 uma aventura<\/strong>. \u00c0s vezes, preciso encontrar uma maneira de c<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/mente-saudavel\/como-os-sonhos-podem-interferir-na-saude-fisica-e-mental\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">controlar minha imagina\u00e7\u00e3o<\/a>. Outras, minha imagina\u00e7\u00e3o resolve um problema e salva o dia\u201d, conta.<\/p>\n<p>Um transtorno comum<\/p>\n<p>Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Americana de Psiquiatria (APA), Penn Holderness \u00e9 um dos cerca de 2,5% da popula\u00e7\u00e3o mundial adulta que apresenta tra\u00e7os do <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/coluna\/experts-na-infancia\/tdah-ha-uma-epidemia-por-ai\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">transtorno de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o e hiperatividade<\/a>. Na popula\u00e7\u00e3o infantil, essa preval\u00eancia varia entre 5 e 7%. <\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>\u201cEmbora o dist\u00farbio seja frequentemente associado \u00e0 inf\u00e2ncia, <strong>os sintomas podem persistir em at\u00e9 70% dos casos na adolesc\u00eancia e em cerca de 50% na vida adulta<\/strong>\u201d, esclarece a psiquiatra Natasha Ganem, organizadora do livro <a href=\"https:\/\/amzn.to\/41ycT9R\" target=\"_blank\" rel=\"noopener sponsored nofollow\">Manual do TDAH \u2013 Do Diagn\u00f3stico ao Tratamento (Literare Books \u2013 compre aqui)<\/a>. \u201cNa transi\u00e7\u00e3o para a vida adulta, a hiperatividade tende a diminuir, enquanto os problemas relacionados \u00e0 <strong>desaten\u00e7\u00e3o<\/strong> e \u00e0 <strong>impulsividade<\/strong> permanecem em evid\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p> Apesar do r\u00f3tulo, um paciente com TDAH nunca \u00e9 igual a outro. Os experts distinguem tr\u00eas apresenta\u00e7\u00f5es principais: TDAH com predom\u00ednio de desaten\u00e7\u00e3o, de hiperatividade-impulsividade e o combinado. <\/p>\n<p>No primeiro caso, o sujeito comete erros por distra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o presta aten\u00e7\u00e3o aos detalhes e n\u00e3o segue instru\u00e7\u00f5es at\u00e9 o fim. No segundo, n\u00e3o para quieto no lugar, fala mais do que os outros e n\u00e3o sabe esperar sua vez. No terceiro, h\u00e1 uma mescla. <strong>Holderness, a prop\u00f3sito, pertence ao terceiro grupo, o misto. <\/strong><\/p>\n<p>\u201cDessas tr\u00eas apresenta\u00e7\u00f5es, a mais frequente \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/coluna\/com-a-palavra\/por-que-precisamos-falar-de-tdah-na-vida-adulta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">desaten\u00e7\u00e3o e hiperatividad<\/a>e, que responde por 50% dos casos. Depois, temos o TDAH com predom\u00ednio da desaten\u00e7\u00e3o, em 40% dos casos, e o TDAH predominantemente hiperativo, a menos frequente das tr\u00eas, em apenas 10%\u201d, exp\u00f5e o cen\u00e1rio o psiquiatra da inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia Guilherme Polanczyk, professor da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). \u201cMas, quando o assunto \u00e9 TDAH, nada \u00e9 escrito em pedra. \u00c9 um transtorno bastante heterog\u00eaneo.\u201d<\/p>\n<p>As causas do TDAH<\/p>\n<p>De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o (ABDA), at\u00e9 5% das crian\u00e7as no pa\u00eds teriam a condi\u00e7\u00e3o cujas causas remontam a <strong>predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica<\/strong>, <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/mente-saudavel\/depressao-pode-levar-ao-uso-de-cigarro-alcool-ou-maconha-na-gravidez\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">consumo de subst\u00e2ncias como nicotina e \u00e1lcool na gravidez,<\/a> problemas no parto e exposi\u00e7\u00e3o ao chumbo \u2014 fatores como corante amarelo, luz artificial e defici\u00eancia hormonal j\u00e1 foram descartados pelos cientistas.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>\u201cNa inf\u00e2ncia, tudo costuma come\u00e7ar com <strong>notas baixas<\/strong>. Com <strong>dificuldade para aprender<\/strong>, os alunos repetem de ano, abandonam a escola e podem at\u00e9 usar drogas. Na vida adulta, <strong>a hist\u00f3ria se repete<\/strong>. Os adultos acabam ganhando menos, perdem o emprego e sofrem de <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/mente-saudavel\/depressao-sintomas-diagnostico-prevencao-e-tratamento\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">depress\u00e3o<\/a>\u201d, observa o neurologista Raphael Rangel, autor do livro <a rel=\"sponsored nofollow noopener\" href=\"https:\/\/amzn.to\/41Ep6d7\" target=\"_blank\">Simplificando o TDAH<\/a><a rel=\"sponsored nofollow noopener\" href=\"https:\/\/amzn.to\/41Ep6d7\" target=\"_blank\"> (Literare Books \u2013 compre aqui)<\/a>. \u201cA gente s\u00f3 quebra esse c\u00edrculo vicioso com diagn\u00f3stico precoce e tratamento adequado.\u201d<\/p>\n<p>Para tornar a coisa ainda mais complicada (e <strong>pol\u00eamica<\/strong>), h\u00e1 quem diga que o TDAH nem sequer exista. A descri\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno remonta ao m\u00e9dico alem\u00e3o Melchior Weikard em 1775, mas a primeira vez que o transtorno foi citado no Manual Diagn\u00f3stico e Estat\u00edstico de Transtornos Mentais (DSM), a b\u00edblia da psiquiatria criada e atualizada pela APA, s\u00f3 ocorreu em 1980, com a inclus\u00e3o para valer em 1994.<\/p>\n<p>Ao longo dos anos, ele ganhou novos crit\u00e9rios de diagn\u00f3stico e o reconhecimento como um quadro de neurodesenvolvimento que persiste na vida adulta. \u201cH\u00e1 uma s\u00e9rie de coisas que <strong>o TDAH n\u00e3o \u00e9: defeito, modismo, fake news<\/strong>. O TDAH \u00e9 um transtorno cr\u00f4nico, mas control\u00e1vel\u201d, escreve Holderness. E esse \u201ccontrole\u201d tamb\u00e9m passa por mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"TDAH-diagnostico\" class=\"size-large wp-image-161184\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/526-mat-TDAH-imagem-dupla2.png\" border=\"0\" title=\"TDAH-diagnostico\" width=\"1024\" height=\"690\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"Alona Horkova\" data-image-caption=\"Somente d\u00e1 para bater o martelo sobre a presen\u00e7a do TDAH ap\u00f3s uma avalia\u00e7\u00e3o com m\u00e9dico especializado\" data-image-title=\"\" data-image-source=\"Getty Images\"\/><br \/>\n     Somente d\u00e1 para bater o martelo sobre a presen\u00e7a do TDAH ap\u00f3s uma avalia\u00e7\u00e3o com m\u00e9dico especializado (Alona Horkova\/Getty Images)<\/p>\n<p>No Natal de 1844, o m\u00e9dico alem\u00e3o Heinrich Hoffmann queria presentear o filho Carl, de 3 anos, com uma antologia de contos. Depois de percorrer algumas livrarias, n\u00e3o encontrou o exemplar que estava procurando. O que ele fez? Decidiu escrever e ilustrar, ele mesmo, um <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/leitura-saudavel\/para-cair-no-gosto-da-leitura-6-livros-para-se-divertir-com-as-criancas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">livro infantil<\/a>.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>O que n\u00e3o imaginava \u00e9 que, um ano depois, seu \u201cpresente de Natal\u201d seria comercializado. No Brasil, Der Struwwelpeter ganhou o t\u00edtulo de <a rel=\"sponsored nofollow noopener\" href=\"https:\/\/amzn.to\/4tUhdwk\" target=\"_blank\">Jo\u00e3o Felpudo (Iluminuras \u2013 clique aqui para comprar)<\/a>. Dois dos dez personagens do livro chamam a aten\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico Raphael Rangel por suas caracter\u00edsticas. <\/p>\n<p>Numa das hist\u00f3rias, Philip n\u00e3o para quieto nem na hora do jantar. De tanto balan\u00e7ar a cadeira, o garoto leva um tombo. Pior: puxa a toalha e derruba os pratos. Uma confus\u00e3o! Noutra, Johnny, em vez de prestar aten\u00e7\u00e3o em por onde pisa, n\u00e3o tira os olhos do c\u00e9u. Com a cabe\u00e7a nas nuvens, o menino trope\u00e7a num cachorro e cai no rio. Por pouco, n\u00e3o morre afogado. Mas n\u00e3o \u00e9 toda <strong>crian\u00e7a agitada<\/strong> como Philip ou <strong>distra\u00edda<\/strong> como Johnny que, como diria Holderness, entra para o \u201c<strong>clube do <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/mente-saudavel\/tdah-o-que-e-como-identificar-e-tratamentos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">TDAH<\/a><\/strong>\u201d. <\/p>\n<p>Se fosse assim, faltaria carteirinha para tanto s\u00f3cio. Para ser diagnosticado como tal,<strong> a crian\u00e7a precisa apresentar<\/strong>, segundo crit\u00e9rios do DSM, <strong>seis ou mais sintomas de uma lista de nove<\/strong>. No caso dos <strong>adultos<\/strong>, a presen\u00e7a de apenas <strong>cinco<\/strong> deles seria suficiente para o laudo.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que, mesmo com as defini\u00e7\u00f5es do manual, alguns aspectos soam subjetivos. \u201cAlguns diagn\u00f3sticos, como a <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/bem-estar\/guia-do-pre-natal-entenda-sua-importancia-e-como-ele-deve-ser-feito\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">gravidez<\/a>, s\u00e3o categ\u00f3ricos. Outros, como o TDAH, s\u00e3o dimensionais.\u00a0Todo mundo, em maior ou menor escala, apresenta sintomas de <strong>desaten\u00e7\u00e3o e hiperatividade<\/strong>. A diferen\u00e7a \u00e9 que, no caso do TDAH, a intensidade, a frequ\u00eancia e o preju\u00edzo s\u00e3o maiores\u201d, afirma o psiquiatra Luis Augusto Rohde, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) que atuou na elabora\u00e7\u00e3o do DSM. <\/p>\n<p>\u201cEm caso de d\u00favida, o que sugiro \u00e9 ouvir uma segunda opini\u00e3o m\u00e9dica.\u201d O diagn\u00f3stico de TDAH n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples quanto parece.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Como \u00e9 feito o diagn\u00f3stico de TDAH?<\/p>\n<p>Como geralmente acontece na psiquiatria, ele \u00e9 puramente cl\u00ednico. O que isso significa? Que depende de uma boa an\u00e1lise em consult\u00f3rio e da leitura da hist\u00f3ria de vida do paciente. At\u00e9 porque <strong>n\u00e3o existem exames de sangue ou imagem para confirmar ou desmentir a suspeita<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto que surge, segundo alguns m\u00e9dicos, uma <strong>epidemia question\u00e1vel de TDAH<\/strong>. \u201cEqu\u00edvocos n\u00e3o ocorrem porque faltam exames. Mas porque ocorre um abuso do diagn\u00f3stico como explica\u00e7\u00e3o para problemas complexos\u201d, pondera a psiquiatra Juliana Belo Diniz, autora do livro <a href=\"https:\/\/amzn.to\/4epYYtY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener sponsored nofollow\">O Que os Psiquiatras N\u00e3o Te Contam (F\u00f3sforo \u2013 clique aqui para comprar)<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cNa <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/coluna\/com-a-palavra\/a-infancia-saudavel-ainda-e-um-privilegio-de-quem-nao-vive-a-desigualdade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">inf\u00e2ncia<\/a>, o diagn\u00f3stico pode esconder todos os outros motivos pelos quais as crian\u00e7as podem ser agitadas ou desatentas, como a <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/familia\/familia-e-tudo-igual-entenda-os-impactos-positivos-e-negativos-das-relacoes-familiares-na-saude\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">situa\u00e7\u00e3o familiar<\/a> ou o <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/as-5-doencas-mais-comuns-nas-escolas-brasileiras-e-como-evita-las\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">ambiente escolar<\/a>.\u201d <\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, antes de rotular uma crian\u00e7a (ou um adulto) com TDAH, o profissional precisa investigar outros aspectos da vida dele, como a <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/higiene-do-sono-como-fazer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">rotina de sono<\/a> e o <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/familia\/como-reduzir-o-tempo-de-telas-nas-ferias-sem-arrumar-briga-com-os-filhos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">tempo de tela<\/a>. <\/p>\n<p>Muitas vezes, o que parece ser um sintoma de <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/mente-saudavel\/tda-x-tdah-entenda-diagnostico-de-ana-castela-e-diferencas-entre-as-condicoes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">desaten\u00e7\u00e3o ou hiperatividade<\/a> \u00e9, na verdade, horas de menos na cama ou horas de mais no celular \u2014 situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o causam o transtorno, mas interferem diretamente na <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/saude-mental\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">sa\u00fade mental<\/a>. <\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>\u201cNo TDAH, muitos sintomas costumam se manifestar j\u00e1 na <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/bem-estar\/primeira-infancia-a-fase-ideal-para-consolidar-os-bons-habitos-alimentares\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">primeira inf\u00e2ncia<\/a>, per\u00edodo que abrange os primeiros seis anos de vida\u201d, afirma a psic\u00f3loga Milene da Silva Franco, coautora do livro <a href=\"https:\/\/amzn.to\/4cdv7DF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener sponsored nofollow\">Meu Filho Foi Diagnosticado com TDAH, e Agora? 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Segundo o DSM, os tra\u00e7os de desaten\u00e7\u00e3o ou de <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/coluna\/com-a-palavra\/estudo-questiona-paradigma-no-tratamento-do-tdah\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">hiperatividade<\/a> precisam estar presentes inclusive <strong>antes dos 12 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n<p>O que acontece \u00e9 que, na busca por um diagn\u00f3stico, muitos marmanjos trocam os consult\u00f3rios pelas redes sociais, e um estudo brit\u00e2nico alerta que <strong>52% dos v\u00eddeos postados no TikTok continham informa\u00e7\u00f5es incorretas sobre o TDAH<\/strong>. <\/p>\n<p>Nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas, houve um <strong>aumento de 60% no diagn\u00f3stico da condi\u00e7\u00e3o<\/strong>, o que se deve, na vis\u00e3o de Rangel, ao maior acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade. J\u00e1 a busca pelo termo no Google aumentou 340% de 2024 para 2025! \u201cO que mais me preocupa \u00e9 a banaliza\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico e o risco da automedica\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o neurologista.<\/p>\n<p>Adultos com TDAH<\/p>\n<p>O psiquiatra h\u00fangaro-canadense Gabor Mat\u00e9, do alto de seus 82 anos, \u00e9 o primeiro a admitir que vive perdendo coisas: chaves, livros, documentos\u2026 Em 2023, ele se superou: bem no in\u00edcio de uma longa turn\u00ea de palestras pela Europa, o autor de <a href=\"https:\/\/amzn.to\/41C0npU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener sponsored nofollow\">Mentes Dispersas \u2013 As Origens e Poss\u00edveis Curas do TDAH (Sextante \u2013 compre aqui)<\/a> esqueceu o notebook dentro do avi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAp\u00f3s escrever cinco livros, posso dizer que <strong>me tornei muito mais eficiente<\/strong> em completar tarefas, alcan\u00e7ar objetivos e, o mais importante, me aceitar como sou. N\u00e3o me repreendo mais nem sinto vergonha de mim mesmo\u201d, escreve na obra. <\/p>\n<p>Mat\u00e9 recebeu o diagn\u00f3stico de TDAH na d\u00e9cada de 1990. Desconfiado dos sintomas, pesquisou mais sobre o assunto e buscou confirma\u00e7\u00e3o profissional. Semanas depois, uma psiquiatra reiterou seu <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/coluna\/com-a-palavra\/tdah-diagnostico-e-desafio-em-tempos-de-redes-sociais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">autodiagn\u00f3stico<\/a> e prescreveu as primeiras doses de cloridrato de metilfenidato. <\/p>\n<p>\u201c<strong>A mente do adulto com TDAH nunca descansa<\/strong>. Voa de um lado para o outro feito um p\u00e1ssaro desnorteado. Nunca pousa por tempo suficiente para fazer um ninho\u201d, compara o best-seller.<\/p>\n<p>Tratamento medicamentoso<\/p>\n<p>O tratamento prescrito a Mat\u00e9 e outros tantos pacientes pode ser dividido em medicamentoso e n\u00e3o medicamentoso. E a estrat\u00e9gia farmacol\u00f3gica, por sua vez, se subdivide em duas classes de rem\u00e9dios: <strong>os estimulantes e os n\u00e3o estimulantes.<\/strong> <\/p>\n<p>O cloridrato de metilfenidato, tomado pelo autor de Mentes Dispersas ap\u00f3s o diagn\u00f3stico, faz parte do primeiro grupo. No Brasil, \u00e9 vendido sob o nome comercial de <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/ritalina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Ritalina<\/a> e Concerta. <\/p>\n<p>H\u00e1 outro estimulante famoso na pra\u00e7a: o dimesilato de lisdexanfetamina, mais conhecido como <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/mente-saudavel\/venvanse-bula-para-que-serve-e-quais-sao-as-reacoes-adversas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Venvanse<\/a>. Do lado dos n\u00e3o estimulantes, a principal medica\u00e7\u00e3o \u00e9 a atomoxetina (Atentah), dispon\u00edvel desde 2023. H\u00e1 pr\u00f3s e contras em cada abordagem.<\/p>\n<p> \u201cUma das vantagens do metilfenidato \u00e9 o in\u00edcio de a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida. Em geral, os sintomas melhoram em menos de uma hora e em at\u00e9 80% dos pacientes. Fora isso, as doses podem ser ajustadas rapidamente\u201d, diz Natasha Ganem. \u201cA desvantagem s\u00e3o os efeitos adversos.\u201d <\/p>\n<p>Eles incluem<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/insonia-quais-sao-os-tipos-as-causas-e-os-tratamentos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"> ins\u00f4nia<\/a>, <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/neurologista-explica-principais-causas-da-dor-de-cabeca-constante-e-quando-acender-o-alerta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">dor de cabe\u00e7a<\/a>, aumento da frequ\u00eancia card\u00edaca, irrita\u00e7\u00e3o e nervosismo. \u201cE h\u00e1, ainda, o potencial de uso indevido ou de abuso do medicamento\u201d, nota a psiquiatra. <\/p>\n<p>\u00c9 nesse quesito que a atomoxetina se destaca. \u201cAl\u00e9m de n\u00e3o haver esse risco de abuso, ela \u00e9 melhor tolerada por indiv\u00edduos com outras condi\u00e7\u00f5es, como <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/ansiedade-o-que-e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">ansiedade<\/a> e presen\u00e7a de tiques\u201d, conta Ganem. A limita\u00e7\u00e3o? \u201cO in\u00edcio do efeito \u00e9 mais lento. Pode levar at\u00e9 quatro semanas para surgirem os benef\u00edcios e at\u00e9 oito semanas para a resposta terap\u00eautica ser plenamente observada\u201d, explica a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"TDAH-duvida\" class=\"size-large wp-image-161183\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/526-mat-TDAH-imagem-dupla3.png\" border=\"0\" title=\"TDAH-duvida\" width=\"1024\" height=\"690\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"Alona Horkova\" data-image-caption=\"O TDAH varia de paciente para paciente; ent\u00e3o fuja do autodiagn\u00f3stico e da automedica\u00e7\u00e3o\" data-image-title=\"\" data-image-source=\"Getty Images\"\/><br \/>\n     O TDAH varia de paciente para paciente; ent\u00e3o fuja do autodiagn\u00f3stico e da automedica\u00e7\u00e3o (Alona Horkova\/Getty Images)<\/p>\n<p>Redefinindo paradigmas<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica cl\u00ednica, os estimulantes s\u00e3o considerados os rem\u00e9dios de primeira escolha, mas <strong>esse consenso vem sendo duramente questionad<\/strong>o. Isso ficou ainda mais evidente ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o de um artigo pelo psiquiatra Jeffrey Newcorn e pelo psic\u00f3logo Stephen Faraone <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s44220-025-00564-7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener sponsored nofollow\">na revista cient\u00edfica Nature Mental Health.<\/a><\/p>\n<p>Amparados em estudos, eles fizeram barulho ao declarar que os n\u00e3o estimulantes, como a atomoxetina, podem ser t\u00e3o eficazes quanto os estimulantes, com a oferta de alguns b\u00f4nus.<\/p>\n<p>\u201cOs n\u00e3o estimulantes n\u00e3o apresentam risco de abuso ou depend\u00eancia, n\u00e3o se associam a um aumento de tiques, ansiedade ou irritabilidade, e talvez sejam melhores nos casos de TDAH acompanhados de <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/mente-saudavel\/o-que-e-autismo-das-causas-aos-sinais-e-o-tratamento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">autismo<\/a>\u201d, diz o psiquiatra Paulo Mattos, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O m\u00e9dico, que tamb\u00e9m integra a ABDA, cita outra preocupa\u00e7\u00e3o a pairar no ar.<\/p>\n<p>\u201cO uso n\u00e3o m\u00e9dico dos n\u00e3o estimulantes tornou-se um <strong>problema de sa\u00fade p\u00fablica<\/strong> pelo risco de abuso e tamb\u00e9m de depend\u00eancia de drogas il\u00edcitas\u201d, adverte, em refer\u00eancia aos casos de jovens que tomam Venvanse ou Ritalina para ter uma <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/mente-saudavel\/bem-estar-na-empresa-e-tao-essencial-quanto-o-salario-mostra-pesquisa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">melhor performance nos estudos ou trabalho<\/a>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos rem\u00e9dios<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o se trata TDAH s\u00f3 com rem\u00e9dio. Entre as abordagens n\u00e3o farmacol\u00f3gicas, ocupa um espa\u00e7o a psicoterapia, especialmente sess\u00f5es de <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/mente-saudavel\/os-conselhos-e-memorias-da-maior-porta-voz-da-terapia-cognitivo-comportamental\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">terapia cognitivo-comportamental<\/a>. E o estilo de vida tamb\u00e9m faz a diferen\u00e7a. <\/p>\n<p>Segundo Mat\u00e9, <strong>exerc\u00edcio f\u00edsico, alimenta\u00e7\u00e3o adequada, boas noites de sono, hobbies e contato com a natureza<\/strong> devem compor o tratamento. <\/p>\n<p>\u201cQuando escrevi Mentes Dispersas, em 1999, os medicamentos me ajudaram muito. Mais de 20 anos depois, para concluir minha obra mais recente, um trabalho mais longo e desafiador, n\u00e3o precisei deles\u201d, conta o psiquiatra e escritor. <\/p>\n<p>Ent\u00e3o qual seria o melhor tratamento para pais ou filhos com TDAH? <\/p>\n<p>Milena Franco responde: \u201cDepende\u201d. Do qu\u00ea? De tr\u00eas fatores: da <strong>gravidade dos sintomas<\/strong>, do <strong>n\u00edvel dos preju\u00edzos<\/strong> e das <strong>caracter\u00edsticas do paciente<\/strong>. \u201cNa maioria dos casos, principalmente quando h\u00e1 repercuss\u00f5es significativas, temos que combinar interven\u00e7\u00f5es como a terapia e os f\u00e1rmacos\u201d, afirma a psic\u00f3loga. <\/p>\n<p>Como sublinha Polanczyk, n\u00e3o h\u00e1 receita pronta para todo mundo. Primeiro, \u00e9 preciso fazer o diagn\u00f3stico correto. Depois, planejar as estrat\u00e9gias para domar a hiperatividade e a falta de aten\u00e7\u00e3o. E s\u00f3 profissionais especializados podem fazer isso \u2014 n\u00e3o influenciadores digitais.<\/p>\n<p>Os crit\u00e9rios para o diagn\u00f3stico<\/p>\n<p>Somente d\u00e1 para bater o martelo sobre a presen\u00e7a do TDAH ap\u00f3s uma avalia\u00e7\u00e3o com m\u00e9dico especializado<\/p>\n<p><strong>\u00c9 mesmo?<\/strong><\/p>\n<p>Nem toda crian\u00e7a desatenta ou agitada tem TDAH. O diagn\u00f3stico \u00e9 cl\u00ednico e inclui avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e hist\u00f3rico de vida. N\u00e3o h\u00e1 exames de laborat\u00f3rio para confirmar.<\/p>\n<p><strong>Tem quantos sinais?<\/strong><\/p>\n<p>Para ser diagnosticada, a crian\u00e7a precisa apresentar seis ou mais sintomas de uma lista de nove estabelecida pelos psiquiatras. Entre os adultos, a presen\u00e7a de cinco deles j\u00e1 \u00e9 suficiente.<\/p>\n<p><strong>O que pesa?<\/strong><\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre uma crian\u00e7a inquieta para outra com TDAH \u00e9 a intensidade e a frequ\u00eancia dos sintomas. O preju\u00edzo ps\u00edquico e social tamb\u00e9m \u00e9 levado em conta.<\/p>\n<p><strong>Quanto tempo?<\/strong><\/p>\n<p>No caso das crian\u00e7as, os sintomas precisam ser observados por pelo menos seis meses, ocorrer dentro e fora de casa e ter impactos significativos. No dos adultos, devem estar presentes antes dos 12 anos.<\/p>\n<p>Os pilares do tratamento<\/p>\n<p>Ele varia de paciente para paciente; ent\u00e3o fuja do autodiagn\u00f3stico e da automedica\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Rem\u00e9dios<\/strong><\/p>\n<p>O tratamento medicamentoso inclui estimulantes (como metilfenidato) e n\u00e3o estimulantes (atomoxetina). H\u00e1 pr\u00f3s e contras entre eles.<\/p>\n<p><strong>Psicoterapia<\/strong><\/p>\n<p>Uma das escolas mais citadas em estudos e livros \u00e9 a da terapia cognitivo-comportamental, cujas sess\u00f5es trabalham a inquietude e o foco.<\/p>\n<p><strong>Estrat\u00e9gias<\/strong><\/p>\n<p>Divis\u00e3o de tarefas, ado\u00e7\u00e3o de agendas, uso de lembretes e defini\u00e7\u00e3o de metas ajudam a organizar a cabe\u00e7a e a cumprir os compromissos na rotina.<\/p>\n<p><strong>Estilo de vida<\/strong><\/p>\n<p>Alguns h\u00e1bitos s\u00e3o bem-vindos, caso da pr\u00e1tica de exerc\u00edcios, dos hobbies que trabalham a aten\u00e7\u00e3o, das boas noites de sono e do contato com a natureza.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ler Resumo Introdu\u00e7\u00e3o O diagn\u00f3stico de TDAH \u00e9 complexo, puramente cl\u00ednico e n\u00e3o deve ser banalizado, visto o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":377309,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[4288,116,3083,32,33,117,1030,3985],"class_list":["post-377308","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-cerebro","tag-health","tag-medicamentos","tag-portugal","tag-pt","tag-saude","tag-saude-mental","tag-tdah"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116556120242326945","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/377308","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=377308"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/377308\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/377309"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=377308"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=377308"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=377308"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}