{"id":377780,"date":"2026-05-11T19:54:24","date_gmt":"2026-05-11T19:54:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/377780\/"},"modified":"2026-05-11T19:54:24","modified_gmt":"2026-05-11T19:54:24","slug":"mexer-na-idade-de-reforma-e-preciso-olhar-para-a-sustentabilidade-da-seguranca-social-e-para-a-qualidade-de-vida-apos-a-aposentacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/377780\/","title":{"rendered":"Mexer na idade de reforma? \u00c9 preciso olhar para a sustentabilidade da Seguran\u00e7a Social e para a qualidade de vida ap\u00f3s a aposenta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\t                \u00c9 inequ\u00edvoco que hoje os portugueses vivem mais anos depois de se reformarem, mas a qualidade de vida ap\u00f3s essa data n\u00e3o \u00e9 a melhor. Mexer na idade de reforma n\u00e3o parece ser uma boa solu\u00e7\u00e3o, pelo menos num sistema de Seguran\u00e7a Social que em termos financeiros parece estar condenado, segundo os especialistas ouvidos<\/p>\n<p style=\"text-align:justify; margin-bottom:11px\">&#8220;Hoje, algu\u00e9m com 65 ou 70 anos n\u00e3o se compara de todo a algu\u00e9m com essas idades h\u00e1 duas d\u00e9cadas&#8221;. A dem\u00f3grafa e soci\u00f3loga Maria Jo\u00e3o Valente Rosa admite \u00e0 CNN Portugal que esta \u00e9 uma generaliza\u00e7\u00e3o, mas defende que a transforma\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica justifica, em parte, as atualiza\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas \u00e0 idade da reforma, e que acompanham a esperan\u00e7a m\u00e9dia de vida.<\/p>\n<p>Para 2027 j\u00e1 sabemos: a idade da reforma vai subir\u00a0para os <a href=\"https:\/\/cnnportugal.iol.pt\/reformas\/pensoes\/idade-da-reforma-sobe-para-os-66-anos-e-11-meses-em-2027\/20251127\/69285d10d34e2bd5c6d47e45\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">66 anos e 11 meses<\/a>.\u00a0O aumento \u00e9 superior em dois meses ao valor estabelecido para 2026 e coloca Portugal no oitavo lugar do ranking de pa\u00edses com a idade da reforma mais alta da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico (OCDE).<\/p>\n<p>\u201cA ideia que muita gente quer passar de que agora vai ter poucos anos de reforma n\u00e3o \u00e9 verdadeira\u201d, come\u00e7a por explicar \u00e0 CNN Portugal o economista Miguel Coelho, que defende a interpreta\u00e7\u00e3o da medida a partir de uma perspetiva hist\u00f3rica. \u201cAo contr\u00e1rio daquilo que se possa pensar, hoje temos uma esperan\u00e7a m\u00e9dia de vida ap\u00f3s a idade da reforma que \u00e9 muito superior h\u00e1 de 30 ou 40 anos atr\u00e1s\u201d, sublinha.<\/p>\n<p>A subida na idade legal da reforma acompanha o aumento da esperan\u00e7a m\u00e9dia de vida e, por isso, o especialista afasta a possibilidade de estarmos a usufruir de menos tempo de reforma, j\u00e1 que \u201choje, apesar de as pessoas se reformarem mais tarde, vivem mais tempo do que viviam\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEstamos a viver tempos diferentes e o nosso problema \u00e9 quando pensamos que nada mudou e que nos est\u00e3o a tirar algo\u201d, refor\u00e7a Maria Jo\u00e3o Valente Rosa, dando conta de uma transforma\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica que em parte justifica este aumento: \u201cSe olharmos para o \u2018antes\u2019 deste progressivo aumento, percebemos que as pessoas viviam menos tempo, embora a idade [da reforma] fosse mais baixa.\u201d<\/p>\n<p>A tamb\u00e9m docente da Universidade NOVA de Lisboa cita estat\u00edsticas mais recentes que \u201cpermitem perceber que na realidade chegamos aos 65 e aos 70 anos ainda com muita for\u00e7a de vida&#8221;. Os indicadores mostram que o tempo global de vida tem vindo a aumentar, assim como a qualidade associada, mas, alerta a dem\u00f3grafa, \u201cisto n\u00e3o significa que o aumento da qualidade esteja a ser t\u00e3o r\u00e1pido quanto o aumento da quantidade\u201d.<\/p>\n<p>Ambos os especialistas confirmam que estamos a trabalhar mais, at\u00e9 mais tarde, mas a entrada na vida adulta tamb\u00e9m \u00e9 mais tardia. \u201cA entrada no mercado de trabalho est\u00e1 a fazer-se mais tardiamente, em especial devido ao prolongamento dos estudos\u201d, afirma Maria Jo\u00e3o Valente Rosa.<\/p>\n<p>Em 2024, a esperan\u00e7a m\u00e9dia de vida em Portugal era de 78 anos e sete meses para os homens e de 84 anos para as mulheres, segundo os dados da <a href=\"https:\/\/www.pordata.pt\/pt\/estatisticas\/populacao\/esperanca-de-vida-e-obitos\/esperanca-de-vida-nascenca-por-sexo\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Pordata<\/a>. Com a idade da reforma nos 66 anos e 11 meses, aponta o economista, o per\u00edodo de usufruto de aposenta\u00e7\u00e3o \u00e9 de 11 anos e oito meses para os homens e 17 anos e um m\u00eas para as mulheres.<\/p>\n<p>\u201cSe me reformar aos 67 anos, tenho 18 anos pela frente. H\u00e1 30 anos, quando uma pessoa se reformava aos 65 tinha dez anos pela frente\u201d, indica Miguel Coelho. Em 1995, por exemplo, a esperan\u00e7a m\u00e9dia de vida para um homem era de 71 anos e cinco meses. Uma mulher tamb\u00e9m vivia menos comparativamente a hoje, com uma estimativa de 78 anos e quatro meses. A reforma come\u00e7ava aos 65 anos.<\/p>\n<p>O economista reconhece que os n\u00edveis de autonomia baixam e que, eventualmente, \u201cas pessoas, a certa altura da vida, v\u00e3o ficar altamente dependentes, s\u00f3 que n\u00e3o ficam dependentes aos 70, como antigamente, ficam dependentes aos 100 e aos 90 e vivem 20 ou 30 anos depois de iniciarem a reforma\u201d.<\/p>\n<p>O economista e antigo secret\u00e1rio de Estado da Seguran\u00e7a Social, Fernando Ribeiro Mendes olha para a quest\u00e3o com mais reservas e garante que vale a pena avaliar a qualidade do per\u00edodo de vida p\u00f3s-reforma, que varia em fun\u00e7\u00e3o de diferentes fatores. Tudo depende dos ganhos de longevidade que se consigam nos pr\u00f3ximos anos, mas tamb\u00e9m das \u201ccondi\u00e7\u00f5es de vida mais ou menos saud\u00e1veis que se asseguram para cada pessoa\u201d, sublinha o especialista, real\u00e7ando que estamos perante uma sociedade \u201cdesequilibrada e assim\u00e9trica\u201d em que minorias \u201ct\u00eam vidas preenchidas, com objetivos, com condi\u00e7\u00f5es de acesso \u00e0 qualidade de sa\u00fade atempadamente e de boa qualidade, mas a grande maioria n\u00e3o tem\u201d.<\/p>\n<p>Fernando Ribeiro Mendes relembra ainda que \u201c\u00e9 dif\u00edcil sabermos exatamente o que esperar\u201d relativamente \u00e0s proje\u00e7\u00f5es que se fazem do n\u00famero de anos saud\u00e1veis que a popula\u00e7\u00e3o pode esperar viver depois dos 65 anos. A partir dessa idade, os portugueses vivem em m\u00e9dia mais 21,1 anos, <a href=\"https:\/\/ec.europa.eu\/eurostat\/databrowser\/view\/hlth_hlye__custom_12121919\/default\/table?lang=en\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">mas desses, s\u00f3 8,4 s\u00e3o anos saud\u00e1veis<\/a>, revelam os dados do Eurostat relativos a 2023. Por \u201canos saud\u00e1veis\u201d, entende-se o per\u00edodo em que uma pessoa vive sem quaisquer defici\u00eancias ou limita\u00e7\u00f5es no seu funcionamento normal devido \u00e0 sa\u00fade, segundo o servi\u00e7o de estat\u00edstica da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>\u201cEstamos a refletir nessa proje\u00e7\u00e3o o passado, mas n\u00e3o sabemos como \u00e9 que isso no futuro vai evoluir. Pode melhorar o n\u00famero de anos de vida saud\u00e1vel com qualidade, mas tamb\u00e9m pode piorar por raz\u00f5es de desestrutura\u00e7\u00e3o da sociedade, de dificuldades da economia, de crise internacional e nacional\u201d, reconhece o economista.<\/p>\n<p>Um sistema &#8220;condenado&#8221; <\/p>\n<p>Miguel Coelho fala na exist\u00eancia de uma vontade consensual, mas deixa um aviso: \u201cTodos gostar\u00edamos que a idade da reforma pudesse ser em idades menores, mas o sistema de Seguran\u00e7a Social n\u00e3o consegue funcionar numa base equilibrada com as pessoas a reformarem-se aos 60, 62 ou 63 anos.\u201d A raiz do problema, diz, est\u00e1 essencialmente na estrutura demogr\u00e1fica portuguesa que perpetua um sistema onde \u201ctemos poucos jovens a alimentar os pensionistas\u201d.<\/p>\n<p>\u00c0 semelhan\u00e7a dos restantes especialistas, Maria Jo\u00e3o Valente Rosa entende que estamos perante um \u201cdesequil\u00edbrio de contas\u201d que tem vindo a ser conservado por um sistema que j\u00e1 n\u00e3o se adequa \u00e0 realidade portuguesa, onde \u201cas pessoas que est\u00e3o no ativo n\u00e3o est\u00e3o a contribuir para a sua reforma, mas sim para as pens\u00f5es daqueles que est\u00e3o reformados\u201d. A docente esclarece ainda que os aumentos consecutivos da idade da reforma t\u00eam servido para \u201camortecer\u201d um \u201cdesequil\u00edbrio entre os que contribuem e os que beneficiam de pens\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>\u201cIsto fazia todo o sentido numa sociedade de vidas curtas e n\u00e3o de vidas longas, numa sociedade em que existisse um equil\u00edbrio demogr\u00e1fico entre os que entravam e os que sa\u00edam\u201d, insiste.<\/p>\n<p>Se assim fosse, sublinha a dem\u00f3grafa, a popula\u00e7\u00e3o em idade ativa ia sendo renovada, ao contr\u00e1rio do que hoje acontece. \u201cA popula\u00e7\u00e3o em idade ativa est\u00e1 a diminuir e a popula\u00e7\u00e3o que est\u00e1 a chegar \u00e0s idades superiores est\u00e1 a aumentar em virtude de ter nascido em per\u00edodos de natalidade elevada e de os riscos de morte terem diminu\u00eddo muito\u201d, continua a especialista. \u201cPortanto, para al\u00e9m de j\u00e1 serem muitos [os que t\u00eam idades avan\u00e7adas], as hip\u00f3teses que uma pessoa tem de chegar \u00e0s idades superiores aumentaram e come\u00e7a a existir um desequil\u00edbrio de contas\u201d, ainda segundo Maria Jo\u00e3o Valente Rosa, que v\u00ea na reforma total da Seguran\u00e7a Social a solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEsta f\u00f3rmula n\u00e3o basta e \u00e9 pena que n\u00e3o se aproveite este desequil\u00edbrio de contas para se repensar verdadeiramente o sistema de maneira que a Seguran\u00e7a Social consiga sobreviver, porque, ao tentarmos manter um sistema antigo, se achamos que com estes paliativos vamos reequilibrar as contas, n\u00e3o vamos\u201d, conclui.<\/p>\n<p>Fernando Ribeiro Mendes est\u00e1 de acordo quando se fala de um modelo que \u201cest\u00e1 condenado\u201d. O economista explica que a Seguran\u00e7a Social se enquadra num modelo do tipo comutativo, ou seja, \u201cenquanto trabalho, desconto, quando j\u00e1 n\u00e3o estou em condi\u00e7\u00f5es de trabalhar, come\u00e7o a receber\u201d. Nestes moldes, \u201cuma coisa \u00e9 certa: continuar a tributar sobre os rendimentos do trabalho vai seguramente atingir um impasse, porque as carreiras contributivas est\u00e3o a ser muito mais err\u00e1ticas\u201d, assegura o especialista, notando que \u201cacabou\u201d o sistema tradicional em que uma pessoa tinha um contrato de trabalho, trabalhava numa entidade, descontava e a partir de certa idade tinha de receber uma pens\u00e3o, saindo do mercado de trabalho e dando lugar \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cHoje entra-se e sai-se de uma forma muito mais err\u00e1tica, que n\u00e3o tem necessariamente a ver com a idade e tudo isto torna o sistema insustent\u00e1vel no sentido em que n\u00e3o h\u00e1 seguran\u00e7a de que os descontos sejam constru\u00eddos ao longo de uma vida ativa, de uma forma regular e crescente, de modo a que, quando se chega \u00e0 tal idade [da reforma] se possa estar seguro de que se vai receber uma pens\u00e3o enquanto formos vivos\u201d, acrescenta Fernando Ribeiro Mendes.<\/p>\n<p>Rui Brites, soci\u00f3logo e investigador do ISCTE, acusa mesmo os governos de continuarem a instrumentalizar o aumento da reforma como um \u201cexpediente para retardar a idade da reforma o mais rapidamente poss\u00edvel\u201d, apontando a imprevisibilidade que os aumentos anuais acarretam como uma das grandes desvantagens da recente medida. \u201cAntes come\u00e7\u00e1vamos a trabalhar e sab\u00edamos que uns anos depois, acabava, mas os jovens hoje em dia come\u00e7am a trabalhar e n\u00e3o sabem quantos anos depois sair\u00e3o e isso n\u00e3o \u00e9 bom para as pessoas.\u201d<\/p>\n<p>Na falta de uma mudan\u00e7a a grande escala, manter o sistema a funcionar tal como est\u00e1 exige p\u00f4r em pr\u00e1tica uma de tr\u00eas op\u00e7\u00f5es, defende Maria Jo\u00e3o Valente Rosa. \u201cPara tentar equilibrar as parcelas um dos mecanismos \u00e9 fazer reduzir as pens\u00f5es, o outro \u00e9 aumentar as contribui\u00e7\u00f5es e o outro \u00e9 aumentar a idade da reforma\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>H\u00e1, no entanto, alternativas que merecem um olhar atento, defende Miguel Coelho, que se refere, neste caso, a modelos noutros pa\u00edses \u201cque se t\u00eam revelado melhores do ponto de vista da sustentabilidade, como \u00e9 o caso da Su\u00e9cia\u201d. Quanto aos mecanismos que poderiam ser adotados para tornar o sistema mais sustent\u00e1vel, Rui Brites destaca a capitaliza\u00e7\u00e3o ou o maior contributo do Estado como poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es. \u201cA solu\u00e7\u00e3o ou \u00e9 a capitaliza\u00e7\u00e3o, como se faz na Su\u00e9cia, em que as pessoas fazerem descontos para a reforma para capitalizar numa conta que podem usar depois, ou aumentar a subven\u00e7\u00e3o p\u00fablica para a Seguran\u00e7a Social\u201d, explica.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 hip\u00f3tese de a Seguran\u00e7a Social vir a receber quantias maiores do Estado, o soci\u00f3logo diz-se pouco otimista, j\u00e1 que \u201caquilo em que se fala \u00e9 em aumentar os gastos com a Defesa e n\u00e3o com a Sa\u00fade ou com o bem-estar humano, por exemplo\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 errado mostrar que quem \u00e9 respons\u00e1vel pelos problemas de emprego dos mais jovens s\u00e3o os mais velhos&#8221; <\/p>\n<p>Os aumentos, que, desde 2024 mant\u00eam uma curva positiva, t\u00eam produzido consequ\u00eancias no mercado de trabalho, nomeadamente no n\u00famero de vagas dispon\u00edveis para jovens que pretendem iniciar uma carreira profissional, considera o soci\u00f3logo Rui Brites. \u201cO Governo j\u00e1 est\u00e1 a anunciar que os professores se v\u00e3o reformar com a possibilidade de continuar a trabalhar, recebendo parte do ordenado, com o complemento da reforma\u201d, explica. O resultado parece-lhe \u00f3bvio: \u201cOs novos professores que est\u00e3o \u00e0 espera de entrar ficam \u00e0 porta.\u201d<\/p>\n<p>Enquanto a popula\u00e7\u00e3o em idades mais avan\u00e7adas prolonga a sua atividade, muitos se questionam sobre o que acontece aos jovens que procuram trabalho no seu pa\u00eds. E se por um lado Rui Brites acredita que \u201c\u00e0 medida que se retarda a idade da reforma, menos vagas h\u00e1 para os mais jovens entrarem no mercado de trabalho\u201d, por outro lado, Maria Jo\u00e3o Valente Rosa rejeita por completo a ideia de que o mercado de trabalho funciona \u201cde acordo com o princ\u00edpio de vasos comunicantes em que sai um e entra o outro\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEsta ideia de que uma pessoa mais velha est\u00e1 a tirar emprego ao mundo mais novo \u00e9 falsa. \u00c9 errado, muitas vezes, que se tente mostrar que quem \u00e9 respons\u00e1vel pelos problemas de emprego dos mais jovens s\u00e3o os mais velhos, porque isto \u00e9 ajudar a cavar um fosso entre gera\u00e7\u00f5es e n\u00f3s precisamos de todos\u201d, sublinha a dem\u00f3grafa.<\/p>\n<p>A especialista lembra ainda que nos afastamos progressivamente de uma sociedade onde a for\u00e7a f\u00edsica predomina &#8211; contexto em que seria menos produtivo aumentar consecutivamente a idade da reforma. \u201cCada vez mais as sociedades s\u00e3o diferenciadas pela via do conhecimento e n\u00e3o pelo n\u00famero de bra\u00e7os musculados que t\u00eam, como acontecia nas sociedades industriais\u201d, explica, argumentando que o conhecimento \u201cn\u00e3o tem idade\u201d e que, por isso, sendo as pessoas mais velhas ou mais novas, \u201cdepende tudo muito do que elas s\u00e3o e de como s\u00e3o\u201d. Em contrapartida, o economista Fernando Ribeiro Mendes admite que \u201cpor muito bem que uma pessoa exer\u00e7a\u201d, com o avan\u00e7ar da idade pode perder-se em parte a capacidade de desempenhar tarefas \u201cexigentes do ponto de vista da aten\u00e7\u00e3o, do plano cognitivo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u00c9 inequ\u00edvoco que hoje os portugueses vivem mais anos depois de se reformarem, mas a qualidade de vida&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":377781,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[609,836,611,27,28,607,608,333,832,604,135,610,476,50985,15,16,301,830,14,35317,603,25,26,570,21,22,831,833,62,834,12,13,19,20,835,602,52,32,23,24,33,11524,915,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-377780","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-alerta","9":"tag-analise","10":"tag-ao-minuto","11":"tag-breaking-news","12":"tag-breakingnews","13":"tag-cnn","14":"tag-cnn-portugal","15":"tag-comentadores","16":"tag-costa","17":"tag-crime","18":"tag-desporto","19":"tag-direto","20":"tag-economia","21":"tag-esperanca-media-de-vida","22":"tag-featured-news","23":"tag-featurednews","24":"tag-governo","25":"tag-guerra","26":"tag-headlines","27":"tag-idade-da-reforma","28":"tag-justica","29":"tag-latest-news","30":"tag-latestnews","31":"tag-live","32":"tag-main-news","33":"tag-mainnews","34":"tag-mais-vistas","35":"tag-marcelo","36":"tag-mundo","37":"tag-negocios","38":"tag-news","39":"tag-noticias","40":"tag-noticias-principais","41":"tag-noticiasprincipais","42":"tag-opiniao","43":"tag-pais","44":"tag-politica","45":"tag-portugal","46":"tag-principais-noticias","47":"tag-principaisnoticias","48":"tag-pt","49":"tag-reforma","50":"tag-seguranca-social","51":"tag-top-stories","52":"tag-topstories","53":"tag-ultimas","54":"tag-ultimas-noticias","55":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/377780","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=377780"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/377780\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/377781"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=377780"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=377780"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=377780"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}