{"id":378162,"date":"2026-05-12T03:22:13","date_gmt":"2026-05-12T03:22:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/378162\/"},"modified":"2026-05-12T03:22:13","modified_gmt":"2026-05-12T03:22:13","slug":"molecula-anti-inflamatoria-mostra-potencial-contra-parkinson-em-estudo-com-camundongos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/378162\/","title":{"rendered":"Mol\u00e9cula anti-inflamat\u00f3ria mostra potencial contra Parkinson em estudo com camundongos"},"content":{"rendered":"<p>\n                                 Sa\u00fade\n                            <\/p>\n<p>                            Mol\u00e9cula anti-inflamat\u00f3ria mostra potencial contra Parkinson em estudo com camundongos<\/p>\n<p class=\"summary\">Em experimento, o pept\u00eddeo Ac2-26 protegeu neur\u00f4nios da morte celular caracter\u00edstica da condi\u00e7\u00e3o; estudo tamb\u00e9m demonstrou diferen\u00e7as entre machos e f\u00eameas em progress\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a<\/p>\n<p>\n                                 Sa\u00fade\n                            <\/p>\n<p>                                                        Mol\u00e9cula anti-inflamat\u00f3ria mostra potencial contra Parkinson em estudo com camundongos<\/p>\n<p class=\"p-int-resumo summary \">Em experimento, o pept\u00eddeo Ac2-26 protegeu neur\u00f4nios da morte celular caracter\u00edstica da condi\u00e7\u00e3o; estudo tamb\u00e9m demonstrou diferen\u00e7as entre machos e f\u00eameas em progress\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a<\/p>\n<p>                                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/58056.jpg\" class=\"img-fluid\" onclick=\"expand(58056,'files\/post\/58056.jpg',true)\"\/><\/p>\n<p class=\"Legenda\">An\u00e1lise de imunofluoresc\u00eancia mostra neur\u00f4nios dopamin\u00e9rgicos (em vermelho) preservados ap\u00f3s tratamento com pept\u00eddeo Ac2-26 (imagem: Luiz Philipe de Souza Ferreira et al.\/Neuropharmacology)<\/p>\n<p><strong>Maria Fernanda Ziegler | Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> \u2013 Pesquisadores da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) descobriram uma nova estrat\u00e9gia que pode, no futuro, proteger neur\u00f4nios e outras c\u00e9lulas cerebrais envolvidas na doen\u00e7a de Parkinson. Os resultados do estudo realizado em camundongos foram <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0028390826001152\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>publicados<\/strong><\/a> na revista Neuropharmacology.<\/p>\n<p>Na pesquisa, <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/111586\/impacto-do- tratamento-farmacologico-com-o-peptideo-mimetico-da-anexina-a1-em-modelo- experimental-da-\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>apoiada<\/strong><\/a> pela FAPESP, os pesquisadores avaliaram o efeito de um pept\u00eddeo (Ac2-26), ou \u201cum peda\u00e7o\u201d de uma prote\u00edna (Anexina A1) sobre a doen\u00e7a. A prote\u00edna \u00e9 produzida naturalmente tanto em roedores quanto em humanos e os testes em animais demonstraram que a mol\u00e9cula controla a neuroinflama\u00e7\u00e3o associada ao Parkinson, al\u00e9m de reduzir a degenera\u00e7\u00e3o neuronal.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a de Parkinson est\u00e1 intimamente ligada aos neur\u00f4nios que sintetizam e liberam dopamina, neurotransmissor essencial para fun\u00e7\u00f5es motoras, motiva\u00e7\u00e3o, recompensa e prazer. Com a doen\u00e7a e a perda desses neur\u00f4nios, o corpo perde a capacidade de realizar a s\u00edntese de dopamina. Sem essa subst\u00e2ncia, os pacientes sofrem preju\u00edzos como o congelamento da marcha (dificuldade ao caminhar) e tremores.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 ainda um estudo experimental, muito inicial, mas que traz uma proposta interessante por apresentar uma estrat\u00e9gia diferente do tratamento convencional. O pept\u00eddeo atua na neuroinflama\u00e7\u00e3o e n\u00e3o na reposi\u00e7\u00e3o de dopamina. Isso \u00e9 importante, pois nas doen\u00e7as neurodegenerativas h\u00e1 uma rea\u00e7\u00e3o inflamat\u00f3ria que afeta n\u00e3o s\u00f3 os neur\u00f4nios, mas as outras c\u00e9lulas ao redor, e o pept\u00eddeo atua mitigando esse processo e, por consequ\u00eancia, protegendo o c\u00e9rebro da morte celular\u201d, diz <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/34163\/cristiane-damas-gil\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Cristiane Damas Gil<\/strong><\/a>, chefe do Departamento de Morfologia e Gen\u00e9tica da Escola Paulista de Medicina (EPM) da Unifesp e autora do trabalho.<\/p>\n<p>Atualmente, a doen\u00e7a de Parkinson n\u00e3o tem cura, sendo o tratamento voltado principalmente para o controle dos sintomas motores, decorrentes da defici\u00eancia de dopamina. O recurso terap\u00eautico \u00e9 baseado, portanto, no uso da levodopa, um precursor da dopamina, com a\u00e7\u00e3o direcionada aos neur\u00f4nios dopamin\u00e9rgicos.<\/p>\n<p>\u201cEsse medicamento \u00e9 considerado o padr\u00e3o-ouro, apresentando benef\u00edcios significativos, especialmente em fases iniciais ou no uso agudo, quando promove melhora importante dos sintomas motores. Entretanto, com o uso cr\u00f4nico, sua efic\u00e1cia tende a diminuir, al\u00e9m de poder levar ao desenvolvimento de complica\u00e7\u00f5es motoras e flutua\u00e7\u00f5es na resposta terap\u00eautica. Por isso, \u00e9 fundamental a busca por alternativas de tratamento para uma doen\u00e7a t\u00e3o complexa como o Parkinson\u201d, explica <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/720293\/luiz-philipe-de-souza-ferreira\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Luiz Philipe de Souza Ferreira<\/strong><\/a>, <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/204007\/papel-da-proteina-anexina-a1-em-modelo-experimental-da-doenca-de-parkinson\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>bolsista<\/strong><\/a> da FAPESP que realizou a investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O pept\u00eddeo Ac2-26 \u00e9 um conhecido anti-inflamat\u00f3rio, j\u00e1 tendo sido testado para outras doen\u00e7as, embora n\u00e3o tenha se tornado ainda um medicamento. Al\u00e9m disso, estudos indicam que a Anexina A1 est\u00e1 alterada na doen\u00e7a de Parkinson, associando-se tanto \u00e0 inflama\u00e7\u00e3o cerebral quanto a neur\u00f4nios dopamin\u00e9rgicos envolvidos no controle do movimento.<\/p>\n<p><strong>Machos e f\u00eameas<\/strong><\/p>\n<p>Para simular um quadro de Parkinson, os pesquisadores injetaram no c\u00e9rebro dos animais uma droga neurot\u00f3xica, induzindo assim a morte neuronal e sintomas t\u00edpicos da doen\u00e7a. Quase que concomitantemente \u00e0 inje\u00e7\u00e3o intracerebral, os pesquisadores aplicaram o pept\u00eddeo via intraperitoneal (no abd\u00f4men).<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m mostrou que existem diferen\u00e7as quanto \u00e0 prote\u00e7\u00e3o e progress\u00e3o da doen\u00e7a entre camundongos machos e f\u00eameas. Os pesquisadores observaram que, ap\u00f3s a les\u00e3o que simula o Parkinson, as f\u00eameas apresentaram desempenho superior em testes de movimento no in\u00edcio do experimento, mas essa diferen\u00e7a desapareceu ao longo do tempo. \u201cEssa maior resist\u00eancia se mostrou presente mesmo na aus\u00eancia da prote\u00edna Anexina A-1\u201d, conta Gil.<\/p>\n<p>No estudo, foram realizados experimentos tanto em animais que tinham a prote\u00edna quanto naqueles que foram geneticamente modificados para ficar sem ela.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 nos machos, a perda de neur\u00f4nios foi mais evidente, o que permitiu avaliar com clareza os efeitos do tratamento com o pept\u00eddeo Ac2-26, capaz de proteger o quadro de degenera\u00e7\u00e3o\u201d diz Ferreira.<\/p>\n<p>Os experimentos tamb\u00e9m revelaram que a indu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a altera de modo profundo o ciclo reprodutivo das f\u00eameas, evidenciando como o Parkinson afeta o sistema end\u00f3crino. \u201cIsso refor\u00e7a a necessidade de protocolos espec\u00edficos para cada sexo biol\u00f3gico\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>O estudo atual mostrou que o pept\u00eddeo funciona de forma preventiva, agindo simultaneamente ao in\u00edcio do dano. \u201cNosso pr\u00f3ximo passo \u00e9 investigar se o pept\u00eddeo funciona revertendo o dano causado pela doen\u00e7a de Parkinson. Se isso for comprovado, al\u00e7a o pept\u00eddeo a um candidato de tratamento mais interessante\u201d, finaliza Gil.<\/p>\n<p>O artigo Annexin A1 and its N-terminal peptide Ac2-26 regulate dopaminergic degeneration and neuroinflammation in a 6-OHDA model of Parkinson&#8217;s disease pode ser lido em: <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0028390826001152\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0028390826001152<\/strong><\/a>.<br \/>&#13;<br \/>\n\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Sa\u00fade Mol\u00e9cula anti-inflamat\u00f3ria mostra potencial contra Parkinson em estudo com camundongos Em experimento, o pept\u00eddeo Ac2-26 protegeu neur\u00f4nios&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":378163,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[63493,63494,16079,63491,63498,12341,63501,63496,63502,63499,4662,63503,48355,63497,116,57346,63505,31506,58915,63490,33746,63495,16816,63504,63492,1492,63488,63489,32,17042,4466,33,63034,117,63500,54099,55801],"class_list":{"0":"post-378162","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-ac2-26","9":"tag-anexina-a1","10":"tag-camundongos","11":"tag-celulas-cerebrais","12":"tag-congelamento-da-marcha","13":"tag-controle","14":"tag-cristiane-damas-gil","15":"tag-degeneracao-neuronal","16":"tag-departamento-de-morfologia-e-genetica","17":"tag-dificuldade-ao-caminhar","18":"tag-dopamina","19":"tag-escola-paulista-de-medicina","20":"tag-farmacologia","21":"tag-funcoes-motoras","22":"tag-health","23":"tag-levodopa","24":"tag-luiz-philipe-de-souza-ferreira","25":"tag-modelo-animal","26":"tag-molecula","27":"tag-morte-celular","28":"tag-motivacao","29":"tag-neuroinflamacao","30":"tag-neuronios","31":"tag-neuronios-dopaminergicos","32":"tag-neuropharmacology","33":"tag-parkinson","34":"tag-peptideo","35":"tag-peptideo-ac2-26","36":"tag-portugal","37":"tag-prazer","38":"tag-proteina","39":"tag-pt","40":"tag-recompensa","41":"tag-saude","42":"tag-tremores","43":"tag-unifesp","44":"tag-universidade-federal-de-sao-paulo"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/378162","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=378162"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/378162\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/378163"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=378162"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=378162"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=378162"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}