{"id":378199,"date":"2026-05-12T05:09:15","date_gmt":"2026-05-12T05:09:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/378199\/"},"modified":"2026-05-12T05:09:15","modified_gmt":"2026-05-12T05:09:15","slug":"peregrinacao-quando-a-fe-encontra-o-limite-do-corpo-no-calor-extremo-crise-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/378199\/","title":{"rendered":"Peregrina\u00e7\u00e3o: quando a f\u00e9 encontra o limite do corpo no calor extremo | Crise clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 temperaturas perante as quais o corpo humano deixa, simplesmente, de funcionar. Numa altura em que estamos bem perto da peregrina\u00e7\u00e3o de 12 e 13 de Maio a F\u00e1tima, esta constata\u00e7\u00e3o cient\u00edfica ganha particular actualidade. Um estudo recente apresentado nesta quinta-feira na Uni\u00e3o Europeia de Geoci\u00eancias mostra que, perante o calor extremo, nem a f\u00e9, nem a vontade, nem a prepara\u00e7\u00e3o f\u00edsica conseguem ultrapassar limites biol\u00f3gicos absolutos \u2014 uma realidade observada no Hajj, em Meca, mas com implica\u00e7\u00f5es claras para outras grandes peregrina\u00e7\u00f5es religiosas.<\/p>\n<p>O trabalho, intitulado Quando a f\u00e9 se depara com o calor: riscos das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas durante a peregrina\u00e7\u00e3o do Hajj, \u00e9 liderado por Atta Ullah e por investigadores dos Servi\u00e7os Meteorol\u00f3gicos e Clim\u00e1ticos do Paquist\u00e3o e da Climate Analytics, em Berlim. Parte de uma constata\u00e7\u00e3o simples e inc\u00f3moda: muitas pr\u00e1ticas religiosas decorrem em locais e com calend\u00e1rios fixos e, num planeta em aquecimento, o risco f\u00edsico associado a essas concentra\u00e7\u00f5es est\u00e1 a aumentar rapidamente.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o analisou as condi\u00e7\u00f5es de temperatura e humidade durante o <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2024\/06\/23\/azul\/noticia\/sobe-1301-numero-mortos-devido-calor-peregrinacao-meca-2095036\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Hajj de 2024<\/a>, a maior peregrina\u00e7\u00e3o religiosa do mundo, que todos os anos leva milh\u00f5es de mu\u00e7ulmanos a Meca. As conclus\u00f5es s\u00e3o perturbadoras: durante v\u00e1rias horas daquele per\u00edodo, a combina\u00e7\u00e3o extrema de calor e humidade ultrapassou o chamado \u201climite [t\u00e9rmico] de sobreviv\u00eancia humana\u201d.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>Em Meca com 51,8 graus Celsius<\/p>\n<p>Os resultados mostram que, durante o Hajj de 2024, esses limites foram ultrapassados durante v\u00e1rias horas consecutivas em cada dia da peregrina\u00e7\u00e3o \u2014 inclusive para adultos jovens entre os 18 e os 40 anos. Em termos simples, houve momentos em que o corpo deixou de conseguir arrefecer atrav\u00e9s da transpira\u00e7\u00e3o, tornando a exposi\u00e7\u00e3o prolongada ao ar livre potencialmente fatal sem acesso imediato a sombra, \u00e1gua ou refrigera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No dia 17 de Junho de 2024, identificam os autores, registaram-se cerca de quatro horas consecutivas em que o esfor\u00e7o f\u00edsico associado aos rituais \u2014 caminhar longas dist\u00e2ncias, permanecer de p\u00e9 ao sol, circular em multid\u00f5es densas \u2014 colocou os peregrinos numa zona de risco extremo.<\/p>\n<p>O Dia de Arafat, um dos momentos centrais do <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2013\/10\/13\/mundo\/noticia\/hajj-pelo-menos-uma-vez-na-vida-1608970\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Hajj<\/a>, \u00e9 apontado como particularmente perigoso: passado quase integralmente ao ar livre, numa plan\u00edcie com escassa sombra natural, tornou-se, segundo o estudo, o ritual mais vulner\u00e1vel ao impacto das mudan\u00e7as no clima.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<blockquote><p>&#13;<\/p>\n<p>Sim, podemos aplicar este estudo a Portugal. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante. As pessoas tamb\u00e9m viajam a p\u00e9, percorrem longas dist\u00e2ncias.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\nAtta Ullah, investigador e principal autor do estudo                &#13;\n            <\/p><\/blockquote>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n            &#13;<\/p>\n<p>Na sua apresenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica dos resultados, Atta Ullah foi claro quanto \u00e0 gravidade do cen\u00e1rio actual. \u201cEm 2024, observ\u00e1mos um evento de calor extremo durante o Hajj. As temperaturas atingiram cerca de 51,8 graus Celsius e foram reportadas <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2024\/06\/27\/azul\/noticia\/mortes-tornam-obvias-falhas-proteccao-peregrinos-meca-agravadas-calor-2095478\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">mais de 1300 mortes<\/a>. Isto mostra claramente que o calor extremo n\u00e3o \u00e9 um risco futuro \u2014 j\u00e1 est\u00e1 a acontecer.\u201d<\/p>\n<p>Estudos anteriores citados pela equipa de Atta Ullah mostram que, num mundo dois graus Celsius mais quente, o risco de insola\u00e7\u00e3o durante o Hajj poder\u00e1 aumentar at\u00e9 dez vezes. Limitar o aquecimento global a 1,5\u00b0C reduziria esse aumento para cerca de cinco vezes \u2014 ainda assim um agravamento significativo. A equipa recorreu a modelos clim\u00e1ticos regionais (<a href=\"https:\/\/cordex.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Cordex<\/a>) para simular esses cen\u00e1rios futuros e concluiu que os limites de sobreviv\u00eancia ser\u00e3o ultrapassados com maior frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>O que tem Meca que ver com F\u00e1tima?<\/p>\n<p>Questionado pelo Azul sobre a aplicabilidade do estudo a outros contextos religiosos, incluindo Portugal, Atta Ullah foi directo: \u201cSim, podemos aplicar este estudo a Portugal. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante. As pessoas tamb\u00e9m viajam a p\u00e9, percorrem longas dist\u00e2ncias. Podemos analisar quanta actividade f\u00edsica conseguem realizar e como a humidade altera o quadro geral, hoje e no futuro.\u201d<\/p>\n<p>A resposta ganha particular relev\u00e2ncia \u00e0 luz da peregrina\u00e7\u00e3o internacional de 12 e 13 de Maio ao Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, a primeira grande celebra\u00e7\u00e3o anual no templo mariano. Neste ano, a peregrina\u00e7\u00e3o ser\u00e1 presidida pelo patriarca de Lisboa, Rui Val\u00e9rio, pela primeira vez desde que foi nomeado para a S\u00e9 Patriarcal, em 2023.<\/p>\n<p>Segundo o santu\u00e1rio, esta \u00e9 a peregrina\u00e7\u00e3o mais participada, tendo acolhido no ano passado mais de 450 mil pessoas, muitas das quais fazem o percurso a p\u00e9 durante v\u00e1rios dias. Felizmente, as previs\u00f5es meteorol\u00f3gicas apontam este ano para dias relativamente amenos, com temperaturas abaixo dos 20 graus Celsius, e at\u00e9 para a possibilidade de chuva fraca em F\u00e1tima nos principais dias da peregrina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Peregrinos chegam a F\u00e1tima depo\u00eds de longas caminhadas que exigem muito esfor\u00e7o f\u00edsico&#13;<br \/>\nAdriano Miranda                    &#13;<\/p>\n<p>Embora o clima do centro de Portugal n\u00e3o se compare aos extremos registados em Meca, os ingredientes de risco alinham-se: grandes concentra\u00e7\u00f5es humanas, esfor\u00e7o f\u00edsico prolongado, exposi\u00e7\u00e3o solar e uma tend\u00eancia clara para ondas de calor mais precoces e intensas.<\/p>\n<p>Para Tiago Correia, professor de sa\u00fade p\u00fablica global do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, esta tens\u00e3o exige uma mudan\u00e7a de olhar. \u201cQuando se analisa uma peregrina\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso reconhecer que existe uma dimens\u00e3o de sacrif\u00edcio que \u00e9 valorizada pelos pr\u00f3prios fi\u00e9is.\u201d<\/p>\n<p>\u201cA f\u00e9 n\u00e3o se regula\u201d<\/p>\n<p>O investigador adianta que \u201cmesmo uma pessoa saud\u00e1vel <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/06\/23\/azul\/noticia\/calor-temperatura-maxima-corpo-humano-aguenta-2050194\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">tem um limite<\/a> quando a combina\u00e7\u00e3o de calor e humidade se torna extrema\u201d. E acrescenta: \u201cA f\u00e9 n\u00e3o se regula, mas o que n\u00e3o pode acontecer \u00e9 ignorarmos riscos que hoje s\u00e3o diferentes dos do passado.\u201d<\/p>\n<p>O paralelo entre Meca e F\u00e1tima n\u00e3o pretende equiparar contextos, mas sublinhar uma responsabilidade comum. As entidades religiosas, as autoridades de sa\u00fade p\u00fablica e os pr\u00f3prios fi\u00e9is ter\u00e3o de repensar algumas pr\u00e1ticas que durante s\u00e9culos foram assumidas como imut\u00e1veis.<\/p>\n<p>No caso do Hajj, algumas adapta\u00e7\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o em curso, como a realiza\u00e7\u00e3o de certos rituais em espa\u00e7os interiores climatizados ou a constru\u00e7\u00e3o de infra-estruturas mais permanentes em zonas de estadia. No entanto, os autores do estudo s\u00e3o claros: a adapta\u00e7\u00e3o reduz riscos, mas n\u00e3o elimina a amea\u00e7a se o aquecimento global continuar.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em Portugal se colocam quest\u00f5es semelhantes. Deve haver mais pontos de \u00e1gua ao longo dos percursos para F\u00e1tima? Mais sombras artificiais? Hor\u00e1rios ajustados em dias de calor an\u00f3malo? E at\u00e9 que ponto a tradi\u00e7\u00e3o admite mudan\u00e7as quando a sa\u00fade est\u00e1 em causa?<\/p>\n<p>A Direc\u00e7\u00e3o-Geral da Sa\u00fade tem, nos \u00faltimos anos, refor\u00e7ado recomenda\u00e7\u00f5es para peregrinos e participantes em grandes eventos religiosos, especialmente em contextos de calor. Entre os conselhos mais repetidos est\u00e3o a hidrata\u00e7\u00e3o frequente, mesmo sem sede, o uso de roupa leve e clara, chap\u00e9u ou bon\u00e9, e a aplica\u00e7\u00e3o de protector solar. A DGS alerta tamb\u00e9m para a import\u00e2ncia de reconhecer sinais precoces de exaust\u00e3o pelo calor \u2014 como tonturas, n\u00e1useas, dor de cabe\u00e7a ou confus\u00e3o \u2014 e de procurar ajuda m\u00e9dica ao primeiro sintoma.<\/p>\n<p>Dois n\u00edveis de interven\u00e7\u00e3o: as pessoas e as autoridades<\/p>\n<p>\u201cQuando se analisa uma peregrina\u00e7\u00e3o, mais do que noutros eventos colectivos, \u00e9 preciso perceber que existe uma parte do sacrif\u00edcio humano que \u00e9 valorizada pelas pr\u00f3prias pessoas\u201d, sublinha <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/autor\/tiago-correia\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Tiago Correia<\/a>. Segundo o investigador, esta l\u00f3gica faz parte da experi\u00eancia religiosa: \u201cQuanto mais dif\u00edcil, maior o sacrif\u00edcio e, para muitos fi\u00e9is, maior tamb\u00e9m a devo\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Assim, a concilia\u00e7\u00e3o entre f\u00e9 e sa\u00fade p\u00fablica passa por dois n\u00edveis de interven\u00e7\u00e3o, defende o editor-chefe do European Journal of Public Health. \u201cPor um lado, temos de pensar nas pessoas. As pessoas devem estar informadas sobre o seu estado de sa\u00fade e sobre as suas condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas. N\u00e3o \u00e9 qualquer pessoa, com qualquer condi\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de fazer uma peregrina\u00e7\u00e3o, independentemente de estar calor ou n\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>O investigador sublinha que, em contexto de temperaturas elevadas, esse risco \u00e9 amplificado: \u201cUma pessoa saud\u00e1vel a superar os seus limites \u00e9 uma coisa; algu\u00e9m com doen\u00e7a cr\u00f3nica, limita\u00e7\u00f5es de mobilidade ou idade avan\u00e7ada \u00e9 outra.\u201d Mesmo uma pessoa saud\u00e1vel, debaixo de calor intenso, tem um limite, sublinha Tiago Correia. \u201cE isso obriga-nos a adaptar comportamentos, hor\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es, tal como j\u00e1 fazemos noutras actividades colectivas.\u201d<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Peregrinos no santu\u00e1rio de F\u00e1tima &#13;<br \/>\nPaulo Pimenta                    &#13;<\/p>\n<p>As altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o apenas uma quest\u00e3o ambiental abstracta ou um problema para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es. Est\u00e3o a reconfigurar pr\u00e1ticas religiosas, eventos culturais e encontros de massas que dependem do ar livre e da resist\u00eancia f\u00edsica humana.<\/p>\n<p>Por outro lado, lembra Tiago Correia, h\u00e1 tamb\u00e9m uma responsabilidade clara das autoridades e das estruturas no terreno. \u201c\u00c9 essencial assegurar respostas de sa\u00fade p\u00fablica nos caminhos de peregrina\u00e7\u00e3o \u2014 com volunt\u00e1rios, bombeiros, equipas m\u00e9dicas \u2014 capazes de monitorizar e responder rapidamente \u00e0s necessidades das pessoas.\u201d<\/p>\n<p>Embora reconhe\u00e7a que existem j\u00e1 apoios organizados, Tiago Correia assinala uma lacuna importante: \u201cN\u00e3o tenho conhecimento de dados s\u00f3lidos de sa\u00fade p\u00fablica sobre o perfil dos peregrinos, as doen\u00e7as que t\u00eam e as complica\u00e7\u00f5es a que est\u00e3o sujeitos. E isso \u00e9 um problema.\u201d<\/p>\n<p>A ci\u00eancia n\u00e3o questiona a devo\u00e7\u00e3o, apenas lembra os limites do corpo que a move. Em Meca, em F\u00e1tima ou em qualquer outro lugar de peregrina\u00e7\u00e3o, caminhar continuar\u00e1 a ser um acto de entrega \u2014 mas ter\u00e1 de ser, cada vez mais, um acto consciente, informado e protegido. Porque, at\u00e9 para quem acredita que a f\u00e9 pode mover montanhas, \u00e9 preciso deixar claro que a devo\u00e7\u00e3o e o sacrif\u00edcio n\u00e3o baixam a temperatura do corpo quando o planeta aquece.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"H\u00e1 temperaturas perante as quais o corpo humano deixa, simplesmente, de funcionar. 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