{"id":379746,"date":"2026-05-13T11:51:13","date_gmt":"2026-05-13T11:51:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/379746\/"},"modified":"2026-05-13T11:51:13","modified_gmt":"2026-05-13T11:51:13","slug":"richard-e-o-olhar-sobre-a-juventude-carioca-e-periferica-que-conquistou-a-moda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/379746\/","title":{"rendered":"Richard e o olhar sobre a juventude carioca e perif\u00e9rica que conquistou a moda"},"content":{"rendered":"<p>A primeira vez que vi uma foto do Richard, tive a sensa\u00e7\u00e3o de estar olhando para algo muito brasileiro sem cair nos estere\u00f3tipos que normalmente acompanham esse tipo de imagem. As fotos tinham textura, personalidade e um senso de realidade que parecia fugir daquele polimento excessivo que domina parte da fotografia de moda hoje. Era uma linguagem muito pr\u00f3pria: corpos, brilho, flash, baile funk, praia, rua, desejo e juventude brasileira coexistindo na mesma imagem. Meses depois, encontrar o Richard pessoalmente e acompanh\u00e1-lo trabalhando durante a Rio Fashion Week tornou tudo ainda mais interessante. Existe uma calma muito particular na forma como ele observa as pessoas antes de fotografar.<\/p>\n<p>Aos 27 anos, criado no Cantagalo-Pav\u00e3o-Pav\u00e3ozinho (PPG), no Rio de Janeiro, o fot\u00f3grafo construiu uma est\u00e9tica profundamente ligada \u00e0 viv\u00eancia perif\u00e9rica, aos c\u00f3digos visuais da rua e \u00e0 mem\u00f3ria da pr\u00f3pria comunidade. Muito da sua fotografia vem das mulheres que cresceu observando, da cultura do baile funk, das CyberShots de brech\u00f3, da espontaneidade dos amigos que viraram modelos, stylists e colaboradores ao longo do caminho. Hoje, seu trabalho chama aten\u00e7\u00e3o justamente por transformar esse universo em imagem sem suavizar suas origens.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 FFW, o fot\u00f3grafo fala sobre representatividade, identidade visual, o atual momento da fotografia brasileira e o desejo de construir um legado atrav\u00e9s das imagens que cria.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1905948 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/SaveClip.App_575617401_18511538380067304_7637592181706845574_n.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"720\"  \/><\/p>\n<p><strong>Onde e quando voc\u00ea nasceu e como foi o seu primeiro contato com a fotografia? <\/strong><br \/>Eu nasci em 1999 e fui criado no Rio de Janeiro, na comunidade do Cantagalo-Pav\u00e3o-Pav\u00e3ozinho, e isso influencia tudo no meu trabalho at\u00e9 hoje. Desde pequeno eu tinha muito contato com imagem, mesmo sem entender que aquilo era fotografia. Eu lembro muito das minhas tias se arrumando pra ir pro baile funk, aquelas roupas, marcas tipo Gangue, HBS, a est\u00e9tica, o brilho, a atitude. Eu ficava ali no meio, observando tudo. Isso ficou muito forte na minha mem\u00f3ria e hoje eu vejo o quanto isso aparece no que eu fa\u00e7o, at\u00e9 nessa coisa mais \u201cvintage\u201d, meio crua.<\/p>\n<p>O baile, a rua, a comunidade sempre fizeram parte do meu olhar. Ent\u00e3o, quando comecei a fotografar, eu s\u00f3 estava registrando um universo que j\u00e1 era meu. Eu comecei de forma bem natural, sem planejar virar fot\u00f3grafo. Eu trabalhava numa hamburgueria e tenho um amigo, o Abacaxi, que \u00e9 estilista e tem uma marca bem perif\u00e9rica, muito forte. A gente come\u00e7ou a montar uns looks juntos, fazer styling, e a\u00ed eu comecei a garimpar CyberShot em brech\u00f3 e fotografar nossas produ\u00e7\u00f5es. Nisso, v\u00e1rias amigas nossas tinham o sonho de ser modelo, e a gente come\u00e7ou a fotografar elas tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Meio que foi surgindo uma equipe, um movimento. Elas entraram pro casting dele e a gente come\u00e7ou a criar junto. No come\u00e7o era muito sobre isso: criar oportunidade pra gente mesmo e para as pessoas ao nosso redor. Ent\u00e3o eu virei fot\u00f3grafo meio que sem perceber, mas ao mesmo tempo a fotografia sempre esteve comigo. Na escola eu j\u00e1 fotografava com celular, sempre fui muito curioso com imagem. E at\u00e9 hoje eu carrego isso, uma forma muito intuitiva de fotografar, usando o que eu tenho. Pode ser CyberShot, pode ser telefone, pra mim o mais importante sempre foi o olhar e o momento.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1905949 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/SaveClip.App_603972272_18519153775067304_6246555773916520033_n.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"1440\"  \/><\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea define a sua linguagem visual hoje?<\/strong><br \/>Eu acho que \u00e9 muito mais sobre o olhar. Porque antes de qualquer coisa, antes at\u00e9 da CyberShot, eu j\u00e1 tinha esse interesse de observar, de reparar nas pessoas, nos detalhes, no que estava acontecendo ao meu redor. Eu j\u00e1 fotografava com celular, j\u00e1 me interessava por imagem, ent\u00e3o isso sempre veio muito de dentro.<\/p>\n<p>Hoje, quando eu idealizo um trabalho, eu penso em tudo. Eu gosto de estar presente em todos os processos, desde o casting, o styling, a escolha da loca\u00e7\u00e3o, at\u00e9 a dire\u00e7\u00e3o das pessoas e a edi\u00e7\u00e3o final. Pra mim, a imagem n\u00e3o come\u00e7a no clique, ela come\u00e7a muito antes. Eu sou uma pessoa muito observadora. Eu tiro muita refer\u00eancia dos meus amigos, da rua, das feiras, dos brech\u00f3s, de tudo que est\u00e1 ao meu redor. Ent\u00e3o minha linguagem vem muito desse cotidiano, desse olhar atento mesmo.<\/p>\n<p>A CyberShot \u00e9 importante, claro, porque foi com ela que eu comecei a construir uma identidade mais forte. Ela virou uma esp\u00e9cie de assinatura. Mas, ao mesmo tempo, ela n\u00e3o define o meu trabalho. Ela complementa. Se eu tivesse que resumir, eu diria que o que define tudo \u00e9 a forma como eu visito e construo as coisas, muito mais do que a c\u00e2mera em si.<\/p>\n<p><strong>Qual foi o maior desafio de levar sua est\u00e9tica sem perder a ess\u00eancia?<\/strong><br \/>Acho que o maior desafio \u00e9 justamente n\u00e3o suavizar demais a est\u00e9tica para caber nesses espa\u00e7os. Quando voc\u00ea vem de um lugar muito real, muito raiz, existe sempre uma expectativa de adaptar, de deixar mais limpo, mais universal. E eu sempre tive muito cuidado pra n\u00e3o perder essa for\u00e7a. Porque o que faz o meu trabalho ser o que \u00e9 vem exatamente desse lugar: da rua, das pessoas, da forma como elas se expressam, da est\u00e9tica que muitas vezes n\u00e3o \u00e9 vista como luxo, mas que pra mim tem muito valor.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, quando eu trabalho com artistas ou marcas maiores, pra mim \u00e9 muito importante que isso n\u00e3o se perca. E eu tive a sorte de trabalhar com pessoas e equipes que entenderam isso e me deram liberdade criativa. Acho que o desafio vira equil\u00edbrio: conseguir levar essa est\u00e9tica para outros contextos sem descaracterizar, sem transformar em algo gen\u00e9rico. No fim, n\u00e3o \u00e9 sobre adaptar meu trabalho pro mercado, \u00e9 sobre o mercado entender e abrir espa\u00e7o pra essa linguagem tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1905950 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/SaveClip.App_655153286_18064410506661931_1533917430378370728_n.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"1350\"  \/><\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea busca comunicar com seus retratos?<\/strong><br \/>Meu trabalho vem muito das mulheres que sempre estiveram ao meu redor. Eu cresci rodeado por mulheres, minhas tias, minhas primas, e lembro muito delas se arrumando pra ir pro baile funk. Aquela est\u00e9tica, a forma como elas se produziam, a atitude, isso tudo me marcou muito. Ent\u00e3o \u00e9 natural que meu trabalho tenha essa presen\u00e7a feminina muito forte.<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m vem de um lugar de prop\u00f3sito. Eu sempre quis criar espa\u00e7o para pessoas negras como eu. Nos meus trabalhos autorais, isso \u00e9 muito presente. Eu fotografo pessoas que fazem parte da minha realidade. Muitas vezes s\u00e3o minhas amigas, pessoas que come\u00e7aram comigo, ou at\u00e9 gente que eu encontro na rua. \u00c0s vezes t\u00f4 na comunidade, na praia, andando por a\u00ed, vejo algu\u00e9m e sinto vontade de fotografar. \u00c9 muito org\u00e2nico.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m tem essa troca. Muitas dessas pessoas cresceram junto comigo, a gente se ajudou no come\u00e7o, construiu tudo junto. Ent\u00e3o eu fa\u00e7o quest\u00e3o de continuar trazendo elas pros meus trabalhos, indicando, fortalecendo essa base. Na forma como eu fotografo, eu quero exaltar essas pessoas, mostrar beleza, for\u00e7a, desejo, presen\u00e7a, de um jeito que fuja dos estere\u00f3tipos. Mas, no fundo, \u00e9 mais do que est\u00e9tica, \u00e9 sobre criar mem\u00f3ria tamb\u00e9m. Criar imagens que daqui a alguns anos outras pessoas pretas possam olhar e se reconhecer, se sentir representadas. \u00c9 sobre deixar um legado.<\/p>\n<p><strong>Qual o papel desses lugares na sua identidade criativa?<\/strong><br \/>O papel desses lugares na minha identidade criativa \u00e9 total, \u00e9 de onde tudo vem. Eu nasci e cresci numa comunidade da Zona Sul, ent\u00e3o meu olhar foi formado ali, na forma como as pessoas se vestem, se expressam, ocupam os espa\u00e7os. Isso definiu muito da est\u00e9tica que eu carrego hoje.<\/p>\n<p>Quando eu morei na Zona Norte, eu entendi que, mesmo com diferen\u00e7as, existe uma continuidade. S\u00e3o os mesmos c\u00f3digos, os mesmos costumes, a mesma energia. Isso ampliou minha vis\u00e3o e fez eu perceber que meu trabalho n\u00e3o est\u00e1 preso a um lugar espec\u00edfico, mas a uma viv\u00eancia. Esses espa\u00e7os me ensinaram a observar, a valorizar o que \u00e9 cotidiano e a transformar isso em imagem. A est\u00e9tica que aparece no meu trabalho n\u00e3o \u00e9 algo que eu crio do nada, ela j\u00e1 existe nesses lugares.<\/p>\n<p>Hoje, morando em Copacabana, eu tamb\u00e9m come\u00e7o a olhar pra cidade de outra forma. E isso vai se somando. Eu tenho vontade de misturar esses diferentes territ\u00f3rios no meu trabalho, justamente pra n\u00e3o me limitar e pra mostrar que tudo isso faz parte da mesma constru\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o o papel desses lugares \u00e9 esse: eles n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 cen\u00e1rio, eles s\u00e3o a base do meu olhar, da minha est\u00e9tica e da forma como eu crio.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1905951 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/SaveClip.App_581318548_18513668389067304_1621353149550495510_n.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"1440\"  \/><\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea enxerga o atual momento da fotografia brasileira?<\/strong><br \/>Eu acho que a fotografia brasileira est\u00e1 num momento muito potente. Tem muita gente nova criando, trazendo outros olhares, outras refer\u00eancias, principalmente de lugares que antes n\u00e3o tinham tanta visibilidade. E isso muda tudo. Hoje n\u00e3o existe mais essa ideia de que voc\u00ea precisa ter uma certa idade ou seguir um caminho tradicional pra estar nesse mercado.<\/p>\n<p>Eu vejo muitos amigos meus, de idades diferentes, muito talentosos, ocupando espa\u00e7o, sendo chamados por marcas, criando coisas fortes. Isso mostra uma abertura maior. Tamb\u00e9m sinto que hoje existe menos press\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao equipamento. As pessoas valorizam mais o olhar do que a c\u00e2mera em si. Pode ser celular, pode ser uma CyberShot, pode ser qualquer coisa. Isso abre caminho pra muita gente come\u00e7ar e se expressar.<\/p>\n<p>E, ao mesmo tempo, existe uma troca muito importante entre gera\u00e7\u00f5es. Eu, por exemplo, j\u00e1 fui muito abra\u00e7ado por fot\u00f3grafos mais antigos, que reconheceram esse movimento e valorizaram isso. Ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma ruptura, \u00e9 uma continuidade tamb\u00e9m. E no Rio isso fica ainda mais forte. A cidade t\u00e1 muito visada, tem muita gente de fora olhando, muitos turistas, e ao mesmo tempo existe uma valoriza\u00e7\u00e3o diferente do que \u00e9 daqui, da cultura, da est\u00e9tica, das pessoas. Claro que ainda existem desafios, nem todo mundo tem o mesmo acesso. Mas eu sinto que a gente t\u00e1 num momento muito importante, de crescimento mesmo.<\/p>\n<p><strong>Qual a sua maior ambi\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>Eu acho que tem alguns sonhos muito claros pra mim. Um deles \u00e9 fotografar uma capa de revista. Pra quem trabalha com moda, isso \u00e9 algo muito forte e eu ainda n\u00e3o cliquei uma capa, ent\u00e3o com certeza est\u00e1 no topo da minha lista.<\/p>\n<p>Mas, ao mesmo tempo, o meu maior sonho \u00e9 lan\u00e7ar um photobook, um livro com as minhas fotos. Ter algo f\u00edsico que as pessoas possam tocar, colecionar, isso muda tudo. \u00c9 uma forma de eternizar o trabalho de um outro jeito. Tamb\u00e9m tenho vontade de ver meu trabalho em grandes exposi\u00e7\u00f5es e fotografar nomes que sempre me inspiraram, como a Gisele B\u00fcndchen. Eu cresci vendo muito o trabalho dela com o Mario Testino, ent\u00e3o isso tamb\u00e9m faz parte do meu imagin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Mas acho que, acima de tudo, minha maior ambi\u00e7\u00e3o hoje \u00e9 ser reconhecido pelo meu trabalho. Que as pessoas olhem uma imagem e saibam que fui eu que fiz. E junto com isso vem uma busca por estabilidade. Eu vivo de fotografia h\u00e1 pouco tempo, tudo ainda \u00e9 muito recente pra mim, e \u00e9 uma \u00e1rea que pode ser inst\u00e1vel. Ent\u00e3o tamb\u00e9m existe esse desejo de me sentir mais seguro, de continuar crescendo e consolidando meu espa\u00e7o. No fim, \u00e9 sobre continuar evoluindo, conquistar esses sonhos, mas sem perder o que me trouxe at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1905952 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/SaveClip.App_655082345_18077630513387588_929114893273361635_n.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"1349\"  \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A primeira vez que vi uma foto do Richard, tive a sensa\u00e7\u00e3o de estar olhando para algo muito&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":379747,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[144],"tags":[207,205,206,203,201,202,204,114,115,32,33],"class_list":{"0":"post-379746","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-arte-e-design","8":"tag-arte","9":"tag-arte-e-design","10":"tag-artedesign","11":"tag-arts","12":"tag-arts-and-design","13":"tag-artsanddesign","14":"tag-design","15":"tag-entertainment","16":"tag-entretenimento","17":"tag-portugal","18":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116567126480956476","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/379746","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=379746"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/379746\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/379747"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=379746"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=379746"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=379746"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}