{"id":379824,"date":"2026-05-13T13:17:50","date_gmt":"2026-05-13T13:17:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/379824\/"},"modified":"2026-05-13T13:17:50","modified_gmt":"2026-05-13T13:17:50","slug":"incendios-2026-e-ano-de-risco-extremo-com-fogos-em-niveis-ineditos-e-el-nino-a-agravar-ameaca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/379824\/","title":{"rendered":"Inc\u00eandios: 2026 \u00e9 ano de risco extremo, com fogos em n\u00edveis in\u00e9ditos e \u201cEl Ni\u00f1o\u201d a agravar amea\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>As altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e o fen\u00f3meno El Ni\u00f1o impulsionaram a uma escala in\u00e9dita o n\u00famero de inc\u00eandios florestais em 2026. S\u00f3 nos primeiros quatro meses do ano arderam cerca de 150 milh\u00f5es de hectares em todo o mundo, mais 50% do que a m\u00e9dia registada para este per\u00edodo e mais 20% do que o recorde anterior, estabelecido desde o in\u00edcio da monitoriza\u00e7\u00e3o global em 2012. Os n\u00fameros fazem parte de um balan\u00e7o divulgado esta ter\u00e7a-feira pelo <a href=\"https:\/\/www.worldweatherattribution.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">World Weather Attribution (WWA)<\/a>. <\/p>\n<p>S\u00f3 em \u00c1frica j\u00e1 foram destru\u00eddos mais de 85 milh\u00f5es de hectares, o n\u00famero mais alto alguma vez registado nestes quatro meses, desde que esta monitoriza\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ser feita, em 2012. Em v\u00e1rios pa\u00edses africanos, como o Mali, a Maurit\u00e2nia ou o Senegal, o volume de \u00e1rea ardida n\u00e3o tem precedentes. A altern\u00e2ncia de per\u00edodos de chuvas fortes, que fazem crescer a vegeta\u00e7\u00e3o, com per\u00edodos de grande seca, prop\u00edcios a fogos, provoca o chamado \u201cefeito chicote clim\u00e1tico\u201d, que est\u00e1 a potenciar os inc\u00eandios na savana.<\/p>\n<p>Segundo dados do Sistema Global de Informa\u00e7\u00e3o sobre Inc\u00eandios, entre 1 de janeiro e 6 de maio deste ano arderam mais 53 milh\u00f5es de hectares do que a m\u00e9dia registada no mesmo per\u00edodo nos \u00faltimos 13 anos.<\/p>\n<p>El Ni\u00f1o agrava perigo<\/p>\n<p>\u00c9 sabido que as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas fazem aumentar a ocorr\u00eancia de inc\u00eandios extremos. E o cen\u00e1rio dever\u00e1 agravar-se ainda mais com a prov\u00e1vel chegada do fen\u00f3meno El Ni\u00f1o, que tem origem no Oceano Pac\u00edfico e come\u00e7a habitualmente na primavera, afetando a temperatura e o clima em todo o mundo.<\/p>\n<p>Caso chegue em for\u00e7a, os especialistas alertam que <strong>a probabilidade de ocorrerem inc\u00eandios extremos ser\u00e1 a mais elevada de sempre<\/strong>, uma vez que o n\u00edvel de aquecimento do planeta nunca foi t\u00e3o alto.<\/p>\n<p>&#8220;A probabilidade de inc\u00eandios extremos e perigosos pode ser potencialmente a mais elevada da hist\u00f3ria recente se se desenvolver um El Ni\u00f1o forte&#8221;, afirmou Theodore Keeping, acad\u00e9mico da universidade brit\u00e2nica Imperial College London, durante a apresenta\u00e7\u00e3o aos jornalistas. Friederike Otto, outro investigador da institui\u00e7\u00e3o, sublinhou que esse desenvolvimento, combinado com a tend\u00eancia para as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, resultaria em &#8220;extremos clim\u00e1ticos sem precedentes&#8221;.<\/p>\n<p>De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial, o clima na Terra est\u00e1 hoje \u201cmais fora de equil\u00edbrio do que em qualquer momento da hist\u00f3ria\u201d e tudo indica que 2026 ser\u00e1 um dos anos mais quentes de sempre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e o fen\u00f3meno El Ni\u00f1o impulsionaram a uma escala in\u00e9dita o n\u00famero de inc\u00eandios florestais&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":379825,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-379824","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-mundo","18":"tag-news","19":"tag-noticias","20":"tag-noticias-principais","21":"tag-noticiasprincipais","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-top-stories","25":"tag-topstories","26":"tag-ultimas","27":"tag-ultimas-noticias","28":"tag-ultimasnoticias","29":"tag-world","30":"tag-world-news","31":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116567467878399686","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/379824","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=379824"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/379824\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/379825"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=379824"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=379824"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=379824"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}