{"id":37989,"date":"2025-08-20T22:56:12","date_gmt":"2025-08-20T22:56:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/37989\/"},"modified":"2025-08-20T22:56:12","modified_gmt":"2025-08-20T22:56:12","slug":"fogo-que-comecou-em-arganil-devera-ser-o-maior-de-sempre-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/37989\/","title":{"rendered":"Fogo que come\u00e7ou em Arganil dever\u00e1 ser o maior de sempre em Portugal"},"content":{"rendered":"<p class=\"category\"><a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/especiais\/incendios-em-portugal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Inc\u00eandios em Portugal<\/a><\/p>\n<p class=\"g-article-lead lead\" data-field=\"lead\">O inc\u00eandio que come\u00e7ou no distrito de Coimbra e que se estendeu aos distritos de Castelo Branco e Guarda j\u00e1 ter\u00e1 consumido cerca de 60 mil hectares.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1755730572_253_original.webp\" alt=\"Fogo que come\u00e7ou em Arganil dever\u00e1 ser o maior de sempre em Portugal\"\/><\/p>\n<p>PAULO CUNHA\/Lusa<\/p>\n<p><strong>O <\/strong><a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/especiais\/incendios-em-portugal\/2025-08-18-ponto-de-situacao-dos-incendios-em-portugal-058667d5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">inc\u00eandio<\/a><strong> que come\u00e7ou no Pi\u00f3d\u00e3o, Arganil, no dia 13 e que continua ativo, ser\u00e1 <\/strong><strong>&#8220;muito provavelmente&#8221;<\/strong><strong> o maior de sempre em Portugal, afirmou o especialista Paulo Fernandes, estimando uma \u00e1rea ardida de cerca de 60 mil hectares.<\/strong><\/p>\n<p>O inc\u00eandio que come\u00e7ou no distrito de Coimbra e que se estendeu aos distritos de Castelo Branco e Guarda<strong> j\u00e1 ter\u00e1 consumido cerca de 60 mil hectares,<\/strong> afirmou \u00e0 ag\u00eancia Lusa o especialista em inc\u00eandios e membro das comiss\u00f5es t\u00e9cnicas de an\u00e1lise aos grandes inc\u00eandios de 2017.<\/p>\n<p>O investigador da Universidade de Tr\u00e1s-os-Montes e Alto Douro (UTAD) recordou que o maior inc\u00eandio desde que h\u00e1 registos em Portugal <strong>\u00e9 o fogo que come\u00e7ou em Vilarinho, no concelho da Lous\u00e3, em outubro de 2017<\/strong>, que afetou 53 mil hectares, seguindo-se o de Arganil, tamb\u00e9m nesse ano, com cerca de 38 mil hectares (excluindo os fogos deste ano).<\/p>\n<p>A estimativa do investigador da Universidade de Tr\u00e1s-os-Montes e Alto Douro (UTAD)<strong> \u00e9 feita com base em informa\u00e7\u00e3o de monitoriza\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios por dete\u00e7\u00e3o remota.<\/strong><\/p>\n<p>A <strong>\u00e1rea calculada por Paulo Fernandes \u00e9 superior aos dados provis\u00f3rios<\/strong> do Sistema de Gest\u00e3o de Informa\u00e7\u00e3o de Inc\u00eandios Florestais (SGIF), que apontam para uma \u00e1rea ardida de 47 mil hectares (at\u00e9 ter\u00e7a-feira) e do Sistema Europeu de Informa\u00e7\u00e3o sobre Inc\u00eandios Florestais (EFFIS), que regista 57.596 hectares, com a \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o feita hoje.<\/p>\n<p>H\u00e1 inc\u00eandios &#8220;que nascem para serem grandes&#8221;<\/p>\n<blockquote><p> &#8220;Muito provavelmente ser\u00e1 o maior inc\u00eandio de sempre&#8221;, vincou o investigador, referindo que h\u00e1 inc\u00eandios &#8220;que nascem para serem grandes&#8221;, considerando que o de Arganil, iniciado h\u00e1 uma semana, &#8220;\u00e9 um desses casos&#8221;.  <\/p><\/blockquote>\n<p>De acordo com o investigador, <strong>o inc\u00eandio come\u00e7ou de madrugada, a partir de dois raios<\/strong>, numa cumeada, o que levou a uma resposta mais lenta e sem possibilidade de recurso a meios a\u00e9reos no ataque inicial, &#8220;num s\u00edtio relativamente inacess\u00edvel&#8221;.<\/p>\n<p>Num ambiente de trovoada que gera ventos, o inc\u00eandio &#8220;propagou-se muito rapidamente&#8221; nas primeiras horas, notou, considerando que<strong> essa \u00e9 <\/strong><strong>&#8220;a receita para que se torne num inc\u00eandio maior nas horas ou mesmo dias seguintes&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p>Tudo isto, constatou, aconteceu num &#8220;territ\u00f3rio muito complexo&#8221;, n\u00e3o apenas pela acessibilidade, mas pelo efeito que a topografia &#8220;tem na evolu\u00e7\u00e3o do fogo&#8221;, numa regi\u00e3o que arde sucessivamente, registando grandes inc\u00eandios em 1987, 2005 e 2017.<\/p>\n<blockquote><p> &#8220;Sabemos que a ocorr\u00eancia de grandes inc\u00eandios fomenta maiores inc\u00eandios no futuro, porque torna a paisagem cada vez mais homog\u00e9nea e, quando a vegeta\u00e7\u00e3o recupera, cresce simultaneamente e teremos ali um cont\u00ednuo de vegeta\u00e7\u00e3o cada vez mais homog\u00e9neo &#8211; e se h\u00e1 coisa que o fogo gosta \u00e9 dessa homogeneidade -&#8220;, explicou.  <\/p><\/blockquote>\n<p>Inc\u00eandio em Arganil \u00e9 <strong>&#8220;muito dominado pela energia&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Paulo Fernandes, o fogo que come\u00e7ou em Arganil <strong>\u00e9 um inc\u00eandio convectivo, <\/strong><strong>&#8220;muito dominado pela energia&#8221;<\/strong><strong> e onde n\u00e3o h\u00e1 grande influ\u00eancia do vento.<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a trovoada, este inc\u00eandio alastrou &#8220;para todos os lados lentamente&#8221;, apontando para a pr\u00f3pria forma arredonda que assumiu na sua progress\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p> &#8220;Estes inc\u00eandios ocorrem quando temos muita vegeta\u00e7\u00e3o, com uma atmosfera relativamente inst\u00e1vel, em que n\u00e3o \u00e9 realmente necess\u00e1rio vento e o inc\u00eandio n\u00e3o tem aquelas arrancadas muito r\u00e1pidas e s\u00fabitas. Antes, cresce consistentemente ao longo do tempo, com muita biomassa seca e, por isso, muito dif\u00edcil de combater&#8221;, explicou.  <\/p><\/blockquote>\n<p>Segundo Paulo Fernandes, desde 2017 o que se fez foi apenas planos.<\/p>\n<blockquote><p> &#8220;\u00c9 sempre aquilo que \u00e9 mais f\u00e1cil de fazer. Basicamente, tivemos processos de planeamento [de altera\u00e7\u00e3o da paisagem], mas n\u00e3o de implementa\u00e7\u00e3o no terreno&#8221;, notou.  <\/p><\/blockquote>\n<p>Para o especialista, as poucas a\u00e7\u00f5es que se viram com alguma escala depois de 2017 &#8220;foram da ind\u00fastria do papel, com iniciativas para melhor gest\u00e3o florestal&#8221; e um avan\u00e7o do Instituto de Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza e das Florestas (ICNF) nas faixas de gest\u00e3o de combust\u00edvel.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do pouco trabalho de preven\u00e7\u00e3o, Paulo Fernandes nota um combate &#8220;muito urbano&#8221; <strong>e em que se aproveita <\/strong><strong>&#8220;bastante pouco&#8221;<\/strong><strong> as oportunidades que eventualmente poderiam ser oferecidas pelas faixas de gest\u00e3o de combust\u00edvel criadas.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Inc\u00eandios em Portugal O inc\u00eandio que come\u00e7ou no distrito de Coimbra e que se estendeu aos distritos de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":37990,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-37989","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37989","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37989"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37989\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37990"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37989"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37989"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37989"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}