{"id":380636,"date":"2026-05-14T02:09:09","date_gmt":"2026-05-14T02:09:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/380636\/"},"modified":"2026-05-14T02:09:09","modified_gmt":"2026-05-14T02:09:09","slug":"ferida-que-nao-cicatriza-pode-esconder-diabetes-e-outras-doencas-cronicas-alertam-especialistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/380636\/","title":{"rendered":"Ferida que n\u00e3o cicatriza pode esconder diabetes e outras doen\u00e7as cr\u00f4nicas, alertam especialistas"},"content":{"rendered":"\n<p>No Brasil e no mundo, o crescimento dos casos de diabetes e o envelhecimento progressivo da popula\u00e7\u00e3o t\u00eam colocado as les\u00f5es de dif\u00edcil cicatriza\u00e7\u00e3o no centro da aten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade p\u00fablica. Quando n\u00e3o identificadas e tratadas de forma adequada, essas feridas podem evoluir para complica\u00e7\u00f5es graves e impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.<\/p>\n<p>De acordo com a\u00a0Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), o diabetes est\u00e1 em crescimento em todo o mundo e figura entre as principais condi\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas associadas a complica\u00e7\u00f5es que podem interferir na cicatriza\u00e7\u00e3o, especialmente quando h\u00e1 comprometimento da circula\u00e7\u00e3o e da sensibilidade. Uma revis\u00e3o cient\u00edfica publicada na Universidade de Miami estima que cerca de 25% dos pacientes com diabetes desenvolvem feridas com cicatriza\u00e7\u00e3o comprometida ao longo da vida &#8212; quadro que, em casos mais avan\u00e7ados, pode evoluir para amputa\u00e7\u00e3o de membros.<\/p>\n<p>Feridas que n\u00e3o cicatrizam podem estar associadas a diferentes fatores, como altera\u00e7\u00f5es na circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea, neuropatias, press\u00e3o cont\u00ednua sobre determinadas regi\u00f5es do corpo e condi\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas que interferem no processo natural de recupera\u00e7\u00e3o tecidual. A identifica\u00e7\u00e3o precoce desses fatores \u00e9 determinante para evitar a progress\u00e3o das les\u00f5es.<\/p>\n<p>Em alguns casos, o paciente percebe que se trata de uma ferida aberta que n\u00e3o cicatriza mesmo ap\u00f3s cuidados b\u00e1sicos, o que pode indicar a necessidade de uma avalia\u00e7\u00e3o mais aprofundada. Em outros contextos, h\u00e1 relatos de uma ferida que n\u00e3o fecha completamente, mantendo-se ativa por longos per\u00edodos sem sinais de melhora.<\/p>\n<p>Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o diabetes \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica que, quando permanece descompensada, pode causar danos aos nervos perif\u00e9ricos e altera\u00e7\u00f5es nos vasos sangu\u00edneos, comprometendo a sensibilidade e a circula\u00e7\u00e3o, especialmente em p\u00e9s e pernas.Esse cen\u00e1rio favorece o aparecimento de les\u00f5es que evoluem com maior dificuldade de cicatriza\u00e7\u00e3o. Pequenos traumas, como bolhas, cortes ou unhas encravadas, podem se agravar e, em casos mais avan\u00e7ados, aumentar o risco de infec\u00e7\u00f5es &#8212; quadro conhecido popularmente como p\u00e9 diab\u00e9tico.<\/p>\n<p>Segundo a estomaterapeuta Dra. Micheline Sarquis, muitos desses desfechos podem ser evitados com identifica\u00e7\u00e3o precoce da les\u00e3o, controle adequado da doen\u00e7a de base e acompanhamento correto da ferida. &#8220;Nem toda ferida segue o mesmo tempo de cicatriza\u00e7\u00e3o. Quando ela permanece aberta por mais tempo do que o esperado, \u00e9 importante investigar o que pode estar interferindo nesse processo&#8221;, explica a especialista.<\/p>\n<p>A profissional destaca que fatores como mobilidade reduzida, idade avan\u00e7ada e doen\u00e7as cr\u00f4nicas podem alterar a resposta do organismo. &#8220;O cuidado precisa ser individualizado. A avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica considera n\u00e3o s\u00f3 a les\u00e3o, mas todo o estado de sa\u00fade do paciente&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos fatores cl\u00ednicos, a alimenta\u00e7\u00e3o tem papel reconhecido no suporte \u00e0 cicatriza\u00e7\u00e3o. Uma revis\u00e3o publicada no JPRAS Open (2024) identificou que \u00e1cidos graxos \u00f4mega-3, amino\u00e1cidos espec\u00edficos e compostos polifen\u00f3licos est\u00e3o associados \u00e0 melhora da cicatriza\u00e7\u00e3o e ao suporte \u00e0 fun\u00e7\u00e3o imunol\u00f3gica. Outro estudo, publicado no IJMS (2024), aponta que defici\u00eancias nutricionais prolongam o processo inflamat\u00f3rio e prejudicam a s\u00edntese de col\u00e1geno, etapas essenciais para a recupera\u00e7\u00e3o tecidual.<\/p>\n<p>Para Adrian Bester, nutricionista integrativo, o manejo alimentar \u00e9 parte essencial do cuidado em condi\u00e7\u00f5es como o diabetes. &#8220;Pacientes com diabetes tipo 2 vivem em um estado de inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica de baixo grau, que compromete desde o controle da glicemia at\u00e9 a capacidade de recupera\u00e7\u00e3o do organismo. Uma alimenta\u00e7\u00e3o anti-inflamat\u00f3ria, baseada em alimentos naturais, gorduras saud\u00e1veis e baixo \u00edndice glic\u00eamico, pode ajudar a criar um ambiente interno mais favor\u00e1vel para a cicatriza\u00e7\u00e3o&#8221;, analisa o especialista.<\/p>\n<p>Esse v\u00ednculo entre dieta anti-inflamat\u00f3ria e diabetes tem respaldo cient\u00edfico direto. Um ensaio cl\u00ednico controlado publicado no Journal of Restorative Medicine demonstrou que a ado\u00e7\u00e3o de uma dieta anti-inflamat\u00f3ria reduziu marcadores inflamat\u00f3rios e melhorou par\u00e2metros do metabolismo da glicose em pacientes com pr\u00e9-diabetes e diabetes tipo 2, refor\u00e7ando o papel da alimenta\u00e7\u00e3o como estrat\u00e9gia complementar no manejo da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Familiares e cuidadores tamb\u00e9m t\u00eam papel importante na identifica\u00e7\u00e3o precoce de altera\u00e7\u00f5es na pele, especialmente em pacientes acamados ou com limita\u00e7\u00f5es de mobilidade. A preocupa\u00e7\u00e3o com uma ferida que n\u00e3o sara refor\u00e7a a import\u00e2ncia da observa\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e do encaminhamento adequado para avalia\u00e7\u00e3o especializada.<\/p>\n<p>Mudan\u00e7as na colora\u00e7\u00e3o, presen\u00e7a de secre\u00e7\u00e3o, dor ou aumento da \u00e1rea da les\u00e3o s\u00e3o sinais que merecem aten\u00e7\u00e3o. O acompanhamento regular por profissional habilitado \u00e9 fundamental para evitar a progress\u00e3o de complica\u00e7\u00f5es e garantir a conduta mais adequada para cada caso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"No Brasil e no mundo, o crescimento dos casos de diabetes e o envelhecimento progressivo da popula\u00e7\u00e3o t\u00eam&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":380637,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[26969,2369,63801,13166,11121,18663,1027,63803,45519,116,18742,5473,3312,63802,1863,16404,32,33,117,24541,63800,55957],"class_list":{"0":"post-380636","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-acompanhamento","9":"tag-alimentacao","10":"tag-cicatrizacao","11":"tag-circulacao","12":"tag-colageno","13":"tag-complicacoes","14":"tag-diabetes","15":"tag-dra-micheline-sarquis","16":"tag-feridas","17":"tag-health","18":"tag-identificacao","19":"tag-inflamacao","20":"tag-lesoes","21":"tag-neuropatias","22":"tag-nutricao","23":"tag-pe-diabetico","24":"tag-portugal","25":"tag-pt","26":"tag-saude","27":"tag-sensibilidade","28":"tag-sociedade-brasileira-de-diabetes","29":"tag-universidade-de-miami"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116570499468113612","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/380636","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=380636"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/380636\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/380637"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=380636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=380636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=380636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}