{"id":381065,"date":"2026-05-14T11:56:13","date_gmt":"2026-05-14T11:56:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/381065\/"},"modified":"2026-05-14T11:56:13","modified_gmt":"2026-05-14T11:56:13","slug":"cinco-filmes-para-ver-esta-semana-observador-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/381065\/","title":{"rendered":"Cinco filmes para ver esta semana \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>A primeira longa-metragem do belga Valery Carnoy passa-se num col\u00e9gio interno desportivo e centra-se em Camille (Samuel Kircher), um jovem e promissor pugilista que sofre um acidente e \u00e9 salvo pelo melhor amigo, ficando magoado num bra\u00e7o. O rapaz recupera depressa mas come\u00e7a depois a sentir uma estranha dor, que poder\u00e1 ser psicossom\u00e1tica, mas que lhe afeta a confian\u00e7a e o deixa sens\u00edvel \u00e0 dor alheia, tornando-o, aos olhos dos outros membros do grupo, num fraco que o poder\u00e1 prejudicar gravemente, j\u00e1 que Camille chega a desistir de um combate que estava quase a ganhar. Carnoy capta o ambiente de competitividade intensa, e a masculinidade estuante e atabalhoada, e por vezes agressiva demais, do grupo de atletas, mas n\u00e3o deixa muito claro se o faz com compreens\u00e3o e admira\u00e7\u00e3o, ou se para os mostrar como realidades negativas.<\/p>\n<p>Um retrato do septuagen\u00e1rio pugilista lisboeta Orlando Jesus, que al\u00e9m da sua destacada carreira no boxe nas d\u00e9cadas de 70 e 80, e das subsequentes fun\u00e7\u00f5es de treinador e \u00e1rbitro internacional, teve uma exist\u00eancia muito movimentada e aventurosa, passando por Espanha (para onde fugiu ap\u00f3s ter desertado j\u00e1 depois do 25 de Abril) e pelo Brasil, e levou uma vida de bo\u00e9mia como dono e frequentador de espa\u00e7os noturnos da capital. Teve filhos de cinco mulheres, um dos quais lhe seguiu os passos no pugilismo. Al\u00e9m de contar a hist\u00f3ria de Orlando Jesus, nascido numa fam\u00edlia humilde da Lisboa popular, e de o ouvir recordar as suas perip\u00e9cias, este document\u00e1rio de Diogo Varela Silva \u00e9, ao mesmo tempo, uma evoca\u00e7\u00e3o da cidade desses tempos, mais dura, ingrata e perigosa do que a de agora, mas tamb\u00e9m mais genu\u00edna, homog\u00e9nea e humana.<\/p>\n<p>Passado em dois tempos que chegam a intersectar-se, o s\u00e9culo XIX e os nossos dias, a nova realiza\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Nicolau inspira-se num conto de Robert Louis Stevenson para mostrar, no passado, um casal de artistas ambulantes que encontra dificuldades quando mostra o seu espect\u00e1culo numa vila; e no presente, uma banda rock pind\u00e9rica, que tem um membro que milita num movimento de extrema-esquerda apostado em mudar o sistema da Seguran\u00e7a Social. Verboso at\u00e9 dizer chega e nebuloso nas suas inten\u00e7\u00f5es (ser\u00e1 sobre as dificuldades intemporais encontradas pelos artistas? Sobre as inevit\u00e1veis malvadezas do capitalismo e as injusti\u00e7as do mercado?), A Provid\u00eancia e a Guitarra \u00e9 uma seca cerrada, tagarela e autoindulgente, que conta com Salvador Sobral e Rui Reininho no elenco (mas n\u00e3o cantam).<\/p>\n<p>Vencedora dos pr\u00e9mios BAFTA para Melhor Ator e Melhor Elenco, esta fita realizada por Kirk Jones\u00a0conta a hist\u00f3ria real do escoc\u00eas John Davidson (Robert Aramayo), que, na d\u00e9cada de 80, e quando tinha 15 anos, foi diagnosticado com a s\u00edndroma de Tourette, que faz aqueles que dela sofrem dizer palavr\u00f5es de forma imprevis\u00edvel e descontrolada. Esta condi\u00e7\u00e3o, \u00e0 \u00e9poca ainda muito incompreendida, afetou profundamente a sua exist\u00eancia quotidiana com a fam\u00edlia, bem como o conv\u00edvio com os seus pares durante a adolesc\u00eancia e na entrada da idade adulta, e levaria mesmo Davidson a tentar suicidar-se. O rumo da sua vida mudou ap\u00f3s ter conhecido Dottie Achenbach, enfermeira num hospital psiqui\u00e1trico. Mais Forte que Eu conta tamb\u00e9m com as participa\u00e7\u00f5es de Maxine Peake e Shirley Henderson.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s The Nile Hilton Incident (2017), e Conspira\u00e7\u00e3o no Cairo (2022), As \u00c1guias da Rep\u00fablica \u00e9 o terceiro filme da chamada Trilogia do Cairo, da autoria do realizador sueco-eg\u00edpcio Tarik Saleh, sobre a corrup\u00e7\u00e3o institucional no seu pa\u00eds. Fares Fares, o ator favorito de Saleh e seu grande amigo, interpreta George Fahmy, a mais querida e popular estrela do cinema eg\u00edpcio e do mundo \u00e1rabe, \u201cO Fara\u00f3 do cinema\u201d, que \u00e9 for\u00e7ado pelos militares a interpretar o Presidente Abdel el-Sisi num grande filme de propaganda do governo, sobre o golpe de Estado de 2013. Fahmy ir\u00e1 perceber, e de forma tr\u00e1gica, que \u00e9 o pi\u00e3o das nicas de duas fa\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-militares em confronto, sendo impiedosamente manipulado por ambas. As \u00c1guias da Rep\u00fablica foi escolhido como filme da semana pelo Observador e <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2026\/05\/14\/as-aguias-da-republica-um-thriller-politico-no-cairo-entre-filmes-e-conspiracoes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">pode ler a cr\u00edtica aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A primeira longa-metragem do belga Valery Carnoy passa-se num col\u00e9gio interno desportivo e centra-se em Camille (Samuel Kircher),&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":381066,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[140],"tags":[470,315,114,115,1042,147,148,146,32,33],"class_list":{"0":"post-381065","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-filmes","8":"tag-cinema","9":"tag-cultura","10":"tag-entertainment","11":"tag-entretenimento","12":"tag-estreias","13":"tag-film","14":"tag-filmes","15":"tag-movies","16":"tag-portugal","17":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116572808136010885","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/381065","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=381065"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/381065\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/381066"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=381065"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=381065"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=381065"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}