{"id":381122,"date":"2026-05-14T12:48:26","date_gmt":"2026-05-14T12:48:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/381122\/"},"modified":"2026-05-14T12:48:26","modified_gmt":"2026-05-14T12:48:26","slug":"espanha-e-o-melhor-pais-para-pessoas-lgbti-portugal-volta-a-cair-direitos-humanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/381122\/","title":{"rendered":"Espanha \u00e9 o melhor pa\u00eds para pessoas LGBTI+. Portugal volta a cair | Direitos humanos"},"content":{"rendered":"<p>Pelo terceiro ano consecutivo, Portugal volta a descer no ranking de direitos das pessoas LGBTI+, ocupando agora o 12.\u00ba lugar.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/rainbowmap.ilga-europe.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Rainbow Map<\/a>, da Ilga Europa, que todos os anos publica um relat\u00f3rio sobre como 49 pa\u00edses europeus se posicionam a n\u00edvel de direitos LGBTI+, traz outra mudan\u00e7a no panorama: Espanha \u00e9 agora o melhor pa\u00eds para pessoas LGBTI+, depois de Malta ter ocupado esse lugar nos \u00faltimos dez anos.<\/p>\n<p>Os motivos s\u00e3o claros: a \u201cdespatologiza\u00e7\u00e3o das identidades trans nos cuidados de sa\u00fade, novas protec\u00e7\u00f5es legais, novas estrat\u00e9gias nacionais LGBTI e trans, uma nova autoridade independente para a igualdade de tratamento e n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o, e uma resposta firme contra as tentativas da extrema-direita de desmantelar as protec\u00e7\u00f5es nacionais para pessoas trans\u201d.<\/p>\n<p>A Ilga salienta ainda que, \u201cnum momento em que for\u00e7as autorit\u00e1rias pressionam a democracia europeia tanto a Leste como a Oeste, e em que os direitos LGBTI+ s\u00e3o fortemente <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/03\/20\/p3\/noticia\/pessoas-trans-sentemse-bodes-expiatorios-nao-precisamos-deputados-digam-2168632\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">instrumentalizados <\/a>como arma pol\u00edtica, o avan\u00e7o de Espanha \u00e9 um bom exemplo de como pode ser uma lideran\u00e7a democr\u00e1tica\u201d, l\u00ea-se em comunicado.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>Ainda assim, a organiza\u00e7\u00e3o menciona a \u201cexperi\u00eancia quotidiana\u201d, que \u00e9, tal como noutros pa\u00edses, d\u00edspar da legisla\u00e7\u00e3o: \u201cSegundo um relat\u00f3rio deste ano da Federa\u00e7\u00e3o Espanhola LGTBI+, as agress\u00f5es contra pessoas LGBTI aumentaram 15% desde 2024, impulsionadas por um clima de discurso de \u00f3dio que encoraja a viol\u00eancia contra grupos vulner\u00e1veis\u201d, aponta.<\/p>\n<p>Portugal, por outro lado, \u00e9 mencionado pela Ilga como um dos v\u00e1rios pa\u00edses onde est\u00e3o a surgir \u201cdesenvolvimentos preocupantes\u201d. Em causa est\u00e3o os projectos de lei aprovados pelo Parlamento, que <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/03\/21\/politica\/noticia\/reversao-lei-identidade-genero-aprovada-mudar-2168702\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">revertem a lei da autodetermina\u00e7\u00e3o de g\u00e9nero<\/a>.<\/p>\n<p>PSD, Chega e CDS aprovaram a proibi\u00e7\u00e3o de bloqueadores de puberdade e terapia hormonal para menores de idade, o fim da possibilidade de mudar o nome e g\u00e9nero no registo civil de forma meramente administrativa (passa a ser necess\u00e1rio um relat\u00f3rio m\u00e9dico) e a proibi\u00e7\u00e3o do ensino de quest\u00f5es relacionadas com o g\u00e9nero.<\/p>\n<p>Em 2024, Portugal voltou ao top 10 do ranking, mas desde ent\u00e3o tem vindo a cair todos os anos. A subida ao 10.\u00ba lugar aconteceu depois de o anterior Governo ter aprovado a lei que criminaliza as terapias de convers\u00e3o (em Abril, foi entregue uma <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/04\/02\/sociedade\/noticia\/discriminalizacao-terapias-conversao-sexual-chegar-parlamento-2169940\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">peti\u00e7\u00e3o <\/a>com 17 mil assinaturas que pede o fim da criminaliza\u00e7\u00e3o das \u201cterapias de convers\u00e3o\u201d, alegando que n\u00e3o s\u00e3o \u201cactos criminosos\u201d). Em 2025, desceu para 11.\u00ba e em 2026 mant\u00e9m a tend\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cO Rainbow Map deste ano conta duas hist\u00f3rias ao mesmo tempo. Uma de verdadeira coragem \u2014 em Espanha, nos tribunais e em l\u00edderes que escolhem apoiar as suas comunidades em vez de as usar como bode expiat\u00f3rio. E outra de perigo real e crescente que n\u00e3o pode ser subestimado. A quest\u00e3o a que todos os governos da Europa t\u00eam agora de responder \u00e9 de que lado desta hist\u00f3ria querem estar\u201d, referiu Katrin Hugendubel, directora-adjunta da Ilga Europa, citada em comunicado.<\/p>\n<p>Apesar de o discurso anti-trans estar a contaminar grande parte da Europa, h\u00e1 \u201coito pa\u00edses, pelo menos, a mover-se na direc\u00e7\u00e3o certa\u201d, aponta a organiza\u00e7\u00e3o. Alb\u00e2nia, Ch\u00e9quia, Let\u00f3nia, \u00c1ustria, Cro\u00e1cia, Pol\u00f3nia e Su\u00e9cia s\u00e3o alguns dos que deram passos nos direitos das pessoas LGBTI+, desde legisla\u00e7\u00e3o a medidas administrativas que permitem um mais amplo reconhecimento de g\u00e9nero.<\/p>\n<p>No final da tabela est\u00e1 a R\u00fassia, Azerbaij\u00e3o e Turquia. A Rom\u00e9nia ocupa o 42.\u00ba lugar e \u00e9 o pa\u00eds europeu mais mal classificado, seguido da Bulg\u00e1ria e da Pol\u00f3nia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Pelo terceiro ano consecutivo, Portugal volta a descer no ranking de direitos das pessoas LGBTI+, ocupando agora o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":381123,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,3026,640,15,16,14,41219,25,26,63871,21,22,62,12,13,19,20,534,542,32,23,24,1338,291,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-381122","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-direitos-humanos","11":"tag-espanha","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-headlines","15":"tag-identidade-de-genero","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-lgbti","19":"tag-main-news","20":"tag-mainnews","21":"tag-mundo","22":"tag-news","23":"tag-noticias","24":"tag-noticias-principais","25":"tag-noticiasprincipais","26":"tag-p3","27":"tag-para-redes","28":"tag-portugal","29":"tag-principais-noticias","30":"tag-principaisnoticias","31":"tag-questoes-sociais","32":"tag-relaxar","33":"tag-top-stories","34":"tag-topstories","35":"tag-ultimas","36":"tag-ultimas-noticias","37":"tag-ultimasnoticias","38":"tag-world","39":"tag-world-news","40":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/381122","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=381122"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/381122\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/381123"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=381122"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=381122"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=381122"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}