{"id":381662,"date":"2026-05-14T20:28:16","date_gmt":"2026-05-14T20:28:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/381662\/"},"modified":"2026-05-14T20:28:16","modified_gmt":"2026-05-14T20:28:16","slug":"descoberto-fossil-do-maior-dinossauro-do-sudeste-asiatico-14-05-2026-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/381662\/","title":{"rendered":"Descoberto f\u00f3ssil do maior dinossauro do Sudeste Asi\u00e1tico &#8211; 14\/05\/2026 &#8211; Ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 cerca de 113 milh\u00f5es de anos, ao longo de um rio sinuoso em uma regi\u00e3o quente e \u00e1rida que hoje \u00e9 a <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/tailandia\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Tail\u00e2ndia<\/a>, um animal de quase 27 metros de comprimento se alimentava das copas das \u00e1rvores sem muito medo de predadores devido ao seu tamanho. A criatura era o Nagatitan chaiyaphumensis, o maior <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/dinossauro\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">dinossauro<\/a> conhecido do Sudeste Asi\u00e1tico.<\/p>\n<p>Pesquisadores encontraram restos do esqueleto do esp\u00e9cime, um membro dos saur\u00f3podes, conhecidos pelo pesco\u00e7o e cauda longos, cabe\u00e7a pequena e quatro patas em formato de coluna. A descoberta foi descrita em um <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41598-026-47482-x\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">artigo <\/a>que saiu nesta quinta-feira (14) na revista <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/srep\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Scientific Reports<\/a>.<\/p>\n<p>Os f\u00f3sseis desse dinossauro do Per\u00edodo Cret\u00e1ceo foram avistados pela primeira vez por um morador de uma vila na prov\u00edncia de Chaiyaphum, no nordeste tailand\u00eas. Ao longo de v\u00e1rios anos, cientistas escavaram ossos da coluna vertebral, costelas, pelve e pernas, incluindo um osso da pata dianteira \u2014o \u00famero\u2014 medindo 1,78 metro de comprimento.<\/p>\n<p>Com base nas dimens\u00f5es dos ossos, os pesquisadores estimam que a massa corporal do N. chaiyaphumensis era entre 25 e 28 toneladas. A cabe\u00e7a e os dentes n\u00e3o estavam entre os f\u00f3sseis recuperados, mas os pesquisadores t\u00eam uma boa ideia das prefer\u00eancias alimentares do esp\u00e9cime com base em outros saur\u00f3podes.<\/p>\n<p>&#8220;O N. chaiyaphumensis provavelmente era um herb\u00edvoro generalista que se concentrava em consumir grandes volumes de vegeta\u00e7\u00e3o que exigiam pouca ou nenhuma mastiga\u00e7\u00e3o, como con\u00edferas e possivelmente samambaias com sementes&#8221;, disse Thitiwoot Sethapanichsakul, doutorando em paleontologia da University College London (<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/reino-unido\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Reino Unido<\/a>) e autor principal da nova pesquisa.<\/p>\n<p>A esp\u00e9cieviveu ao lado de v\u00e1rios outros dinossauros, bem como de pterossauros. Os rios eram repletos de crocodilos e peixes, incluindo tubar\u00f5es de \u00e1gua doce.<\/p>\n<p>O maior predador do ecossistema era um parente do gigante dinossauro carn\u00edvoro africano Carcharodontosaurus, provavelmente com cerca de oito metros de comprimento e aproximadamente 3,5 toneladas.<\/p>\n<p>&#8220;Com esse tamanho, ele era min\u00fasculo perto do N. chaiyaphumensis. Em seu tamanho m\u00e1ximo, ele provavelmente tinha muito pouco a temer em termos de preda\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou Sethapanichsakul.<\/p>\n<p>Os predadores provavelmente evitavam atacar adultos saud\u00e1veis de qualquer esp\u00e9cie grande de saur\u00f3pode por causa do perigo de serem esmagados. Mas podem ter visado adultos velhos ou doentes, al\u00e9m de filhotes vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>&#8220;De fato, sabe-se que os saur\u00f3podes cresciam muito rapidamente ap\u00f3s a eclos\u00e3o, e isso provavelmente est\u00e1 relacionado aos perigos da preda\u00e7\u00e3o. Quanto mais cedo ficassem grandes, mais seguros estavam, pois seria mais dif\u00edcil serem alvos de atacar&#8221;, disse o paleont\u00f3logo Paul Upchurch, da University College London, e coautor do estudo.<\/p>\n<p>Os saur\u00f3podes inclu\u00edam os maiores <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/animais\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">animais<\/a> terrestres da hist\u00f3ria da Terra. O N. chaiyaphumensis era enorme por qualquer padr\u00e3o, mas n\u00e3o na escala de alguns saur\u00f3podes sul-americanos como o Argentinosaurus e o Patagotitan, que ultrapassavam 30 metros de comprimento.<\/p>\n<p>O nome do N. chaiyaphumensis faz refer\u00eancia a Naga, um ser semelhante a uma serpente em algumas tradi\u00e7\u00f5es religiosas asi\u00e1ticas que \u00e9 representado em templos tailandeses. Ao todo, h\u00e1 14 dinossauros nomeados conhecidos da Tail\u00e2ndia.<\/p>\n<p>Os nomes de v\u00e1rios grandes saur\u00f3podes incluem a palavra tit\u00e3. Na avalia\u00e7\u00e3o de Sethapanichsakul, \u00e9 apropriado chamar o N. chaiyaphumensis de \u00faltimo tit\u00e3 do Sudeste Asi\u00e1tico porque a regi\u00e3o se tornou um mar raso mais tarde no Cret\u00e1ceo, o que significa que nenhum outro saur\u00f3pode viveria ali.<\/p>\n<p>O N. chaiyaphumensis fornece informa\u00e7\u00f5es sobre a diversidade de saur\u00f3podes na regi\u00e3o. N\u00e3o s\u00e3o conhecidos muitos saur\u00f3podes do Sudeste Asi\u00e1tico, a esp\u00e9cie \u00e9 a maior e o mais recente geologicamente entre eles.<\/p>\n<p>A criatura pertencia a um subgrupo de saur\u00f3podes cujos ossos reuniam muitos sacos de ar internos e paredes finas, caracter\u00edsticas que tornavam seus esqueletos mais leves.<\/p>\n<p>Esse grupo surgiu h\u00e1 cerca de 140 milh\u00f5es de anos e alcan\u00e7ou distribui\u00e7\u00e3o global. H\u00e1 aproximadamente 90 milh\u00f5es de anos, tornou-se o \u00fanico grupo de saur\u00f3podes restante no mundo, prosperando at\u00e9 o fim da era dos dinossauros, h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos, com o impacto de um asteroide.<\/p>\n<p>O N. chaiyaphumensis viveu em uma \u00e9poca em que os n\u00edveis de di\u00f3xido de carbono na atmosfera da Terra estavam subindo, correspondendo a altas temperaturas globais.<\/p>\n<p>&#8220;Os saur\u00f3podes parecem ter se tornado particularmente grandes nessa \u00e9poca, com formas gigantescas vivendo na Am\u00e9rica do Sul, na China, provavelmente no norte da \u00c1frica, e agora com o N. chaiyaphumensis, um esp\u00e9cime razoavelmente grande no Sudeste Asi\u00e1tico&#8221;, disse Upchurch.<\/p>\n<p>&#8220;Essa poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o entre grande porte corporal e altas temperaturas clim\u00e1ticas n\u00e3o \u00e9 totalmente compreendida, mas \u00e9 prov\u00e1vel que as altas temperaturas tenham impactado a vegeta\u00e7\u00e3o que servia de alimento para os saur\u00f3podes, que eram herb\u00edvoros de corpo muito grande&#8221;, explicou o paleont\u00f3logo. &#8220;O N. chaiyaphumensis oferece um vislumbre do per\u00edodo que antecedeu o eventual pico de tamanho corporal e temperaturas, cerca de 10 milh\u00f5es de anos a 15 milh\u00f5es de anos depois.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"H\u00e1 cerca de 113 milh\u00f5es de anos, ao longo de um rio sinuoso em uma regi\u00e3o quente e&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":381663,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[1353,367,109,107,108,3920,236,3536,32,30230,33,713,105,103,104,927,106,110,3062],"class_list":{"0":"post-381662","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-animais","9":"tag-asia","10":"tag-ciencia","11":"tag-ciencia-e-tecnologia","12":"tag-cienciaetecnologia","13":"tag-dinossauro","14":"tag-folha","15":"tag-pesquisa-cientifica","16":"tag-portugal","17":"tag-pre-historia","18":"tag-pt","19":"tag-reino-unido","20":"tag-science","21":"tag-science-and-technology","22":"tag-scienceandtechnology","23":"tag-tailandia","24":"tag-technology","25":"tag-tecnologia","26":"tag-universidade"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116574821177147923","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/381662","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=381662"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/381662\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/381663"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=381662"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=381662"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=381662"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}