{"id":382160,"date":"2026-05-15T07:58:14","date_gmt":"2026-05-15T07:58:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/382160\/"},"modified":"2026-05-15T07:58:14","modified_gmt":"2026-05-15T07:58:14","slug":"a-nostalgia-paga-se-caro-afinal-quanto-custa-completar-a-caderneta-de-cromos-do-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/382160\/","title":{"rendered":"A nostalgia paga-se caro: afinal quanto custa completar a caderneta de cromos do Mundial?"},"content":{"rendered":"<p class=\"category\"><a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/especiais\/mundial-de-futebol-2026\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Mundial de Futebol 2026<\/a><\/p>\n<p>Todos os anos de grandes competi\u00e7\u00f5es internacionais, h\u00e1 um ritual que come\u00e7a ainda antes da bola rolar: a corrida \u00e0s cadernetas de cromos, mas este ano a febre est\u00e1 ainda mais intensa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1778831894_626_original.webp\" alt=\"A nostalgia paga-se caro: afinal quanto custa completar a caderneta de cromos do Mundial?\"\/><\/p>\n<p>Alexandre Schneider<\/p>\n<p><strong>Mal os campeonatos nacionais entram na reta final, arrancam as cole\u00e7\u00f5es que atravessam gera\u00e7\u00f5es, alimentadas por trocas entre amigos, encontros organizados e at\u00e9 comunidades dedicadas ao colecionismo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O fen\u00f3meno ganhou tal dimens\u00e3o que j\u00e1 vive tamb\u00e9m no mundo digital<\/strong>. Na plataforma YouTube, <strong>multiplicam-se os v\u00eddeos de abertura de saquetas e de preenchimento de cadernetas<\/strong>, alguns conduzidos por criadores especializados exclusivamente em cromos de futebol.<\/p>\n<p>Mas completar uma <strong>cole\u00e7\u00e3o continua a ser um teste \u00e0 paci\u00eancia e&#8230; \u00e0 carteira<\/strong>. A edi\u00e7\u00e3o do Campeonato do Mundo de 2026 <strong>promete ser a mais exigente de sempre<\/strong>.<\/p>\n<p>STRINGER Mexico<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 clara. <strong>Em<\/strong> <strong>1970, bastavam 270 cromos<\/strong> para fechar a primeira caderneta oficial de um Mundial.<\/p>\n<p>Nunca houve tantos cromos<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, o n\u00famero n\u00e3o parou de crescer: <strong>597 cromos em 2006<\/strong>, <strong>638 em 2010<\/strong>, <strong>639 em 2014<\/strong>, <strong>682 em 2018<\/strong> e <strong>670 em 2022<\/strong>. Agora, a <strong>edi\u00e7\u00e3o de 2026 dispara para uns in\u00e9ditos <\/strong><strong>980 cromos<\/strong>.<\/p>\n<p>O salto explica-se pelo <strong>novo formato do torneio, que passa de 32 para 48 sele\u00e7\u00f5es<\/strong>. Mais equipas significam mais jogadores, mais p\u00e1ginas para preencher e, inevitavelmente, mais dinheiro gasto.<\/p>\n<p>Natacha Pisarenko<\/p>\n<p>As saquetas s\u00e3o mais caras de sempre<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m as saquetas sofreram um aumento hist\u00f3rico. Pela primeira vez, custam mais de um euro: <strong>passaram dos 40 c\u00eantimos em 2006 para 1,50 euros em 2026, um aumento de 275%<\/strong>.<\/p>\n<p>Ainda assim, <strong>trazem mais cromos, sete em vez de cinco<\/strong>, o que faz com que o <strong>pre\u00e7o unit\u00e1rio suba apenas um c\u00eantimo face ao Mundial no Qatar<\/strong>.<\/p>\n<p>Quanto custa completar a cole\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>\u00c0 primeira vista, as contas parecem simples: <strong>980 cromos a 21 c\u00eantimos cada dariam cerca de 210 euros<\/strong>. Mas esse cen\u00e1rio perfeito, sem repetidos, existe praticamente apenas na teoria.<\/p>\n<p>Srdjan Zivulovic<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, os cromos duplicados transformam a miss\u00e3o num jogo de resist\u00eancia. Um c\u00e1lculo desenvolvido por Paul Harper, professor de Matem\u00e1tica da Universidade de Cardiff, estima que <strong>seriam necess\u00e1rios mais de sete mil cromos para completar a cole\u00e7\u00e3o sem trocas<\/strong>. Traduzido em saquetas, isso representaria <strong>cerca de 1.574 euros<\/strong>.<\/p>\n<p>Pode-se terminar a cole\u00e7\u00e3o sem qualquer troca?<\/p>\n<p>Mas a matem\u00e1tica nem sempre coincide com a experi\u00eancia real. Um youtuber brit\u00e2nico especializado em cromos <strong>garante ter completado toda a caderneta sem trocar um \u00fanico cromo e<\/strong> <strong>gastando &#8220;apenas&#8221; 603 euros.<\/strong> O \u00faltimo cromo surgiu depois de 402 saquetas abertas.<\/p>\n<p>Ainda assim, os n\u00fameros<strong> mostram como os cromos raros fazem disparar os custos finais<\/strong>. Nas <strong>primeiras 100 saquetas<\/strong>, o colecionador <strong>quase completou a caderneta<\/strong>.<\/p>\n<p>Natacha Pisarenko<\/p>\n<p>J\u00e1 os <strong>\u00faltimos espa\u00e7os vazios revelaram-se os mais caros<\/strong>: houve alturas em que cada cromo em falta <strong>acabou por custar mais de sete euros em sucessivas tentativas<\/strong>.<\/p>\n<p>H\u00e1 alternativa \u00e0s trocas mas&#8230; traz um custo<\/p>\n<p><strong>Para evitar essa lotaria final, existe uma alternativa<\/strong>: encomendar diretamente os cromos em falta \u00e0 Panini.<\/p>\n<p>A marca <strong>permite pedir at\u00e9 250 cromos avulso<\/strong>, embora esta op\u00e7\u00e3o s\u00f3 fique dispon\u00edvel algum tempo ap\u00f3s o lan\u00e7amento da cole\u00e7\u00e3o. O <strong>pre\u00e7o por cromo \u00e9 superior ao normal<\/strong>, mas pode compensar face ao desperd\u00edcio de abrir saquetas atr\u00e1s de saquetas sem garantia de sucesso.<\/p>\n<p>Andre Penner<\/p>\n<p>No fim de contas, completar a caderneta do Mundial <strong>continua a ser muito mais do que uma simples cole\u00e7\u00e3o<\/strong>. \u00c9 um <strong>h\u00e1bito que mistura nostalgia, competi\u00e7\u00e3o e obsess\u00e3o<\/strong>, e que, este ano, poder\u00e1 atingir custos dignos de um verdadeiro mercado de transfer\u00eancias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mundial de Futebol 2026 Todos os anos de grandes competi\u00e7\u00f5es internacionais, h\u00e1 um ritual que come\u00e7a ainda antes&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":382161,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[87],"tags":[135,32,33,134],"class_list":{"0":"post-382160","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-desporto","8":"tag-desporto","9":"tag-portugal","10":"tag-pt","11":"tag-sports"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116577534833971108","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/382160","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=382160"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/382160\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/382161"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=382160"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=382160"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=382160"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}