{"id":382358,"date":"2026-05-15T11:30:11","date_gmt":"2026-05-15T11:30:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/382358\/"},"modified":"2026-05-15T11:30:11","modified_gmt":"2026-05-15T11:30:11","slug":"taxas-de-obesidade-estabilizam-nos-paises-ricos-mas-continuam-a-aumentar-noutros-paises-segundo-estudo-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/382358\/","title":{"rendered":"Taxas de obesidade estabilizam nos pa\u00edses ricos mas continuam a aumentar noutros pa\u00edses, segundo estudo global"},"content":{"rendered":"<p>As taxas de obesidade continuaram a aumentar acentuadamente em muitos pa\u00edses de baixo e m\u00e9dio rendimento nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas, enquanto os n\u00edveis estabilizaram em grande parte da Europa Ocidental e noutras na\u00e7\u00f5es de elevado rendimento, de acordo com um novo e importante estudo global.<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" class=\"c-ad__placeholder__logo\" src=\"https:\/\/static.euronews.com\/website\/images\/logos\/logo-euronews-stacked-outlined-72x72-grey-9.svg\" width=\"72\" height=\"72\" alt=\"\" loading=\"lazy\"\/><br \/>\n          PUBLICIDADE<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" class=\"c-ad__placeholder__logo\" src=\"https:\/\/static.euronews.com\/website\/images\/logos\/logo-euronews-stacked-outlined-72x72-grey-9.svg\" width=\"72\" height=\"72\" alt=\"\" loading=\"lazy\"\/><br \/>\n          PUBLICIDADE<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o, publicada na revista Nature, analisou dados de 232 milh\u00f5es de pessoas em 200 pa\u00edses e territ\u00f3rios entre 1980 e 2024.<\/p>\n<p>Os investigadores afirmam que o estudo desafia a ideia de descrever a obesidade como uma \u00fanica &#8220;epidemia global&#8221;, que pode ignorar &#8220;o facto de as trajet\u00f3rias diferirem substancialmente entre pa\u00edses, grupos et\u00e1rios e sexo&#8221;.<\/p>\n<p>O estudo foi realizado pela NCD Risk Fator Collaboration, uma rede de quase 2.000 cientistas de todo o mundo, utilizando dados de mais de 4.000 estudos de base populacional que medem a altura e o peso de pessoas com cinco ou mais anos de idade.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o de obesidade?<\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o de obesidade utilizada por este estudo &#8211; e pela maior parte da vigil\u00e2ncia global &#8211; continua a ser o quadro baseado no IMC da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Para os adultos, um IMC de 30 ou superior \u00e9 classificado como obesidade. Um IMC entre 25 e 29,9 \u00e9 considerado excesso de peso.<\/p>\n<p>Para as crian\u00e7as e adolescentes com idades compreendidas entre os 5 e os 19 anos, a defini\u00e7\u00e3o \u00e9 ligeiramente diferente. A obesidade \u00e9 medida como tendo um IMC que est\u00e1 mais de dois desvios-padr\u00e3o acima do padr\u00e3o de crescimento da OMS para a sua idade e sexo.<\/p>\n<p>Conclus\u00f5es do estudo<\/p>\n<p>De acordo com os investigadores, na maioria dos pa\u00edses ocidentais com rendimentos elevados &#8211; incluindo os da Europa Ocidental, Am\u00e9rica do Norte e Austral\u00e1sia &#8211; o aumento da obesidade infantil come\u00e7ou a abrandar durante a d\u00e9cada de 1990, tendo estabilizado em grande medida em meados da d\u00e9cada de 2000. Nalguns pa\u00edses, as taxas podem mesmo estar a diminuir suavemente.<\/p>\n<p>A Dinamarca foi um dos primeiros pa\u00edses a registar este abrandamento, com taxas que estabilizaram por volta de 1990. Na d\u00e9cada de 2010, pa\u00edses como a Fran\u00e7a, a It\u00e1lia e Portugal mostravam sinais de uma pequena mas significativa invers\u00e3o da obesidade infantil &#8211; a primeira vez que se observaram decl\u00ednios deste tipo a n\u00edvel nacional.<\/p>\n<p>No caso dos adultos, registou-se uma tend\u00eancia semelhante, normalmente cerca de uma d\u00e9cada mais tarde do que no caso das crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Na Europa Ocidental, em termos mais gerais, a preval\u00eancia da obesidade nos adultos em 2024 mant\u00e9m-se geralmente abaixo dos 25%, chegando a ser de 11% em Fran\u00e7a &#8211; um contraste significativo com os pa\u00edses angl\u00f3fonos de elevado rendimento.<\/p>\n<p>No Reino <a href=\"https:\/\/pt.euronews.com\/2026\/05\/11\/reino-unido-criancas-crescem-mais-devido-a-obesidade-quao-generalizada-e-na-europa\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><strong>Unido<\/strong><\/a>, Canad\u00e1 e Estados Unidos, as taxas de obesidade adulta variam entre 25% e 43%.<\/p>\n<p>O quadro alarmante no mundo em desenvolvimento<\/p>\n<p>Embora muitas das na\u00e7\u00f5es mais ricas pare\u00e7am ter atingido um patamar, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito diferente em grande parte do mundo em desenvolvimento.<\/p>\n<p>Na maioria dos pa\u00edses de rendimento baixo e m\u00e9dio da \u00c1frica Subsariana, do Sul e Sudeste Asi\u00e1tico, da Am\u00e9rica Latina e das ilhas do Pac\u00edfico, a obesidade continua a aumentar &#8211; e em muitos locais, o ritmo de aumento est\u00e1 a acelerar.<\/p>\n<p>Em 2024, a preval\u00eancia da obesidade estava a aumentar mais rapidamente &#8211; mais de meio ponto percentual por ano &#8211; em 36 pa\u00edses para as raparigas e 35 pa\u00edses para os rapazes. As velocidades mais elevadas foram registadas em Tonga e Samoa, no caso das raparigas, e no Peru, no caso dos rapazes.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses das ilhas do Pac\u00edfico apresentam alguns dos casos mais extremos. Em Tonga e nas Ilhas Cook, mais de 65% da popula\u00e7\u00e3o adulta \u00e9 atualmente obesa.<\/p>\n<p>De forma alarmante, mesmo em pa\u00edses onde a obesidade era anteriormente muito rara, como a Eti\u00f3pia, o Ruanda e o Bangladesh, as taxas est\u00e3o agora a aumentar.<\/p>\n<p>O que est\u00e1 por detr\u00e1s destas tend\u00eancias nos diferentes pa\u00edses e o que pode ser feito?<\/p>\n<p>O estudo afirma que n\u00e3o existe uma explica\u00e7\u00e3o \u00fanica para as diferen\u00e7as globais.<\/p>\n<p>Em vez disso, as tend\u00eancias da obesidade s\u00e3o moldadas por uma combina\u00e7\u00e3o de factores, incluindo o acesso a alimentos ultra-processados, mudan\u00e7as na atividade f\u00edsica, n\u00edveis de rendimento e a forma como os sistemas de sa\u00fade respondem.<\/p>\n<p>As pol\u00edticas p\u00fablicas tamb\u00e9m parecem desempenhar um papel importante. Os autores apontam medidas como os impostos sobre o a\u00e7\u00facar como uma das poucas interven\u00e7\u00f5es que demonstraram efeitos mensur\u00e1veis, embora modestos, nos n\u00edveis de obesidade \u00e0 escala da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, os investigadores sublinham que as respostas \u00e0 obesidade t\u00eam de ser especificamente adaptadas a cada pa\u00eds: &#8220;O que \u00e9 necess\u00e1rio s\u00e3o pol\u00edticas e programas de nutri\u00e7\u00e3o e sa\u00fade diferenciados e relevantes para cada pa\u00eds, especialmente os que apoiam as pessoas com menos rendimentos e educa\u00e7\u00e3o a consumir alimentos saud\u00e1veis, a ter um estilo de vida ativo e a utilizar interven\u00e7\u00f5es de cuidados de sa\u00fade relevantes para alcan\u00e7ar e manter a sa\u00fade, a capacidade funcional e a qualidade de vida ao longo da vida&#8221;.<\/p>\n<p>O estudo refere tamb\u00e9m que os medicamentos para perda de peso podem tornar-se um instrumento importante na gest\u00e3o futura da obesidade, mas adverte que &#8220;os seus custos altamente vari\u00e1veis atrav\u00e9s de fornecedores p\u00fablicos e privados s\u00e3o atualmente um obst\u00e1culo ao aumento da sua cobertura e podem aumentar as desigualdades&#8221;.<\/p>\n<p>Em termos gerais, o estudo adverte que, sem uma a\u00e7\u00e3o mais forte e mais orientada, muitos pa\u00edses de baixo e m\u00e9dio rendimento correm o risco de manter n\u00edveis elevados de obesidade durante d\u00e9cadas e de exercer press\u00e3o a longo prazo sobre os sistemas de sa\u00fade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As taxas de obesidade continuaram a aumentar acentuadamente em muitos pa\u00edses de baixo e m\u00e9dio rendimento nas \u00faltimas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":382359,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[12001,25731,116,1022,6706,8337,32,33,117],"class_list":{"0":"post-382358","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-desigualdade","9":"tag-epidemia","10":"tag-health","11":"tag-obesidade","12":"tag-pesquisa-medica","13":"tag-pobreza","14":"tag-portugal","15":"tag-pt","16":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116578368410599886","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/382358","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=382358"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/382358\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/382359"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=382358"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=382358"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=382358"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}