{"id":38259,"date":"2025-08-21T03:42:55","date_gmt":"2025-08-21T03:42:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/38259\/"},"modified":"2025-08-21T03:42:55","modified_gmt":"2025-08-21T03:42:55","slug":"fogo-que-comecou-em-arganil-devera-ser-o-maior-de-sempre-em-portugal-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/38259\/","title":{"rendered":"Fogo que come\u00e7ou em Arganil dever\u00e1 ser o maior de sempre em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>O inc\u00eandio que come\u00e7ou no distrito de Coimbra e que se estendeu aos distritos de Castelo Branco e Guarda j\u00e1 ter\u00e1 consumido cerca de 60 mil hectares, afirmou \u00e0 ag\u00eancia Lusa o especialista em inc\u00eandios e membro das comiss\u00f5es t\u00e9cnicas de an\u00e1lise aos grandes inc\u00eandios de 2017.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">O investigador da Universidade de Tr\u00e1s-os-Montes e Alto Douro (UTAD) recordou que o maior inc\u00eandio desde que h\u00e1 registos em Portugal \u00e9 o fogo que come\u00e7ou em Vilarinho, no concelho da Lous\u00e3, em outubro de 2017, que afetou 53 mil hectares, seguindo-se o de Arganil, tamb\u00e9m nesse ano, com cerca de 38 mil hectares (excluindo os fogos deste ano).<\/p>\n<p>A estimativa do investigador da Universidade de Tr\u00e1s-os-Montes e Alto Douro (UTAD) \u00e9 feita com base em informa\u00e7\u00e3o de monitoriza\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios por dete\u00e7\u00e3o remota.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">A \u00e1rea calculada por Paulo Fernandes \u00e9 superior aos dados provis\u00f3rios do Sistema de Gest\u00e3o de Informa\u00e7\u00e3o de Inc\u00eandios Florestais (SGIF), que apontam para uma \u00e1rea ardida de 47 mil hectares (at\u00e9 ter\u00e7a-feira) e do Sistema Europeu de Informa\u00e7\u00e3o sobre Inc\u00eandios Florestais (EFFIS), que regista 57.596 hectares, com a \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o feita hoje.<\/p>\n<p>&#8220;Muito provavelmente <strong>ser\u00e1 o maior inc\u00eandio de sempre<\/strong>&#8220;, vincou o investigador, referindo que h\u00e1 inc\u00eandios &#8220;que nascem para serem grandes&#8221;, considerando que o de Arganil, iniciado h\u00e1 uma semana, &#8220;\u00e9 um desses casos&#8221;.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro2\">De acordo com o investigador, o inc\u00eandio come\u00e7ou de madrugada, a partir de dois raios, numa cumeada, o que levou a uma resposta mais lenta e sem possibilidade de recurso a meios a\u00e9reos no ataque inicial, &#8220;num s\u00edtio relativamente inacess\u00edvel&#8221;.<\/p>\n<p>Inc\u00eandio &#8220;propagou-se muito rapidamente&#8221;<\/p>\n<p>Num ambiente de trovoada que gera ventos, o inc\u00eandio &#8220;propagou-se muito rapidamente&#8221; nas primeiras horas, notou, considerando que essa \u00e9 &#8220;a receita para que se torne num inc\u00eandio maior nas horas ou mesmo dias seguintes&#8221;.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro3\">Tudo isto, constatou, aconteceu num &#8220;territ\u00f3rio muito complexo&#8221;, n\u00e3o apenas pela acessibilidade, mas pelo efeito que a topografia &#8220;tem na evolu\u00e7\u00e3o do fogo&#8221;, numa regi\u00e3o que arde sucessivamente, registando grandes inc\u00eandios em 1987, 2005 e 2017.<\/p>\n<p>&#8220;Sabemos que a ocorr\u00eancia de grandes inc\u00eandios fomenta maiores inc\u00eandios no futuro, porque torna a paisagem cada vez mais homog\u00e9nea e, quando a vegeta\u00e7\u00e3o recupera, cresce simultaneamente e teremos ali um cont\u00ednuo de vegeta\u00e7\u00e3o cada vez mais homog\u00e9neo &#8211; e se h\u00e1 coisa que o fogo gosta \u00e9 dessa homogeneidade -&#8220;, explicou.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro4\">Segundo Paulo Fernandes, o fogo que come\u00e7ou em Arganil \u00e9 um inc\u00eandio convectivo, &#8220;muito dominado pela energia&#8221; e onde n\u00e3o h\u00e1 grande influ\u00eancia do vento.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a trovoada, este inc\u00eandio <strong>alastrou &#8220;para todos os lados lentamente&#8221;<\/strong>, apontando para a pr\u00f3pria forma arredonda que assumiu na sua progress\u00e3o.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro5\">&#8220;Estes inc\u00eandios ocorrem quando temos muita vegeta\u00e7\u00e3o, com uma atmosfera relativamente inst\u00e1vel, em que n\u00e3o \u00e9 realmente necess\u00e1rio vento e o inc\u00eandio n\u00e3o tem aquelas arrancadas muito r\u00e1pidas e s\u00fabitas. Antes, cresce consistentemente ao longo do tempo, com muita biomassa seca e, por isso, muito dif\u00edcil de combater&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Segundo Paulo Fernandes, desde 2017 o que se fez foi apenas planos.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro6\">&#8220;\u00c9 sempre aquilo que \u00e9 mais f\u00e1cil de fazer. Basicamente, tivemos processos de planeamento [de altera\u00e7\u00e3o da paisagem], mas n\u00e3o de implementa\u00e7\u00e3o no terreno&#8221;, notou.<\/p>\n<p>Para o especialista, as poucas a\u00e7\u00f5es que se viram com alguma escala depois de 2017 &#8220;foram da ind\u00fastria do papel, com iniciativas para melhor gest\u00e3o florestal&#8221; e um avan\u00e7o do Instituto de Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza e das Florestas (ICNF) nas faixas de gest\u00e3o de combust\u00edvel.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do pouco trabalho de preven\u00e7\u00e3o, Paulo Fernandes <strong>nota um combate &#8220;muito urbano&#8221;<\/strong> e em que se aproveita &#8220;bastante pouco&#8221; as oportunidades que eventualmente poderiam ser oferecidas pelas faixas de gest\u00e3o de combust\u00edvel criadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O inc\u00eandio que come\u00e7ou no distrito de Coimbra e que se estendeu aos distritos de Castelo Branco e&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":38260,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-38259","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38259","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38259"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38259\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38260"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38259"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38259"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38259"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}